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29/01/2008
Divulgue seu blog ou site de quadrinhos
Amanhã é comemorado o Dia do Quadrinho Nacional.
Para marcar a data, gostaria que esta página servisse de canal de divulgação dos inúmeros blogs e sites de quadrinhos nacionais existentes na internet.
É uma forma de concentrar num lugar só as diferentes experiências brasileiras na área de quadrinhos, muitas ainda desconhecidas do público.
A idéia é divulgar o maior número possível de páginas nesta quarta-feira.
Peço que o autor do blog ou site me envie, por favor:
- nome completo (apelido, se tiver)
- idade
- onde mora (cidade e estado)
- endereço da página virtual
- resumo em uma frase do que se trata sua produção
Os dados podem ser enviados desde já a este blog, por e-mail:
blogdosquadrinhos@uol.com.br
Se alguém já mandou sugestão ou já foi noticiado no Blog dos Quadrinhos, e são vários os casos, peço a gentileza de enviar novamente o contato e o link.
Se o autor tiver objeção que eu reproduza algum dos desenhos, a título de ilustração, peço que me informe no e-mail.
A próxima postagem já será com as primeiras páginas virtuais.
Escrito por PAULO RAMOS às 11h27
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28/01/2008
Editora Globo cancela revistas vendidas nas bancas
Havia sinais de fumaça desde o ano passado. Mas só agora veio a palavra oficial: a Editora Globo deixa de investir nas bancas.
Ao menos temporariamente, o foco principal será nas livrarias.
A informação foi confirmada pela diretora da área de infantis da editora, Lucia Machado, em matéria noticiada nesta segunda-feira pelo site especializado em quadrinhos Universo HQ.
"Num projeto de governo, nossas edições são lidas por milhões de crianças. Nas bancas, dependemos da boa vontade do distribuidor e do jornaleiro", disse ela ao site.
"Esse mercado que estamos focando é mais lucrativo e torna o negócio mais duradouro. Até para o leitor, que adquire um produto com papel melhor, mais durabilidade e colecionável."
Segundo Lucia Machado -ainda de acordo com a reportagem-, uma volta às bancas estaria condicionada a um título avulso, sem periodicidade fixa.
Na matéria, assinada pelo jornalista Sidney Gusman, ela sinaliza que um dos interesses na decisão está na inclusão dos livros na lista de compra do governo federal, política que tem pautado outras editoras também.
O governo tem incluído quadrinhos na lista do PNBE (Programa Biblioteca na Escola), que distribui gratuitamente quadrinhos na sala de aula (leia aqui).
"Hoje, a Globo obtém melhores resultados financeiros com os produtos em formato livro, na venda para o consumidor comum e no que chamo de distribuição 'multicanal' - em bibliotecas, escolas, empresas e, especialmente, para o governo."
Se não houver mudanças, a decisão põe um fim na publicação de oito títulos mensais da editora: "Menino Maluquinho", "Junim", "Julieta - A Menina Maluquinha" (os três de Ziraldo), "Sítio do Picapau Amarelo", "Você Sabia?", "Cuca", "Emília" (das criações de Monteiro Lobato) e "Cocoricó" (baseado no programa homônimo da TV Cultura).
Os primeiros indícios de instabilidade da editora na área de quadrinhos infantis teve início em janeiro do ano passado, com a estréia da Turma da Mônica -que era da Globo- na multinacional Panini (leia aqui e aqui).
Para combater a migração de Mauricio de Sousa para a concorrente, a Globo aumentou o número de títulos infantis mensais vendidos nas bancas.
Voltou com a revista do "Menino Maluquinho", que tinha supostamente sido cancelada, e lançou "Cocoricó" (leia aqui).
No fim do ano passado, a TV Globo anunciou que não incluiria o programa "Sítio do Picapau Amarelo" na grade de 2008.
Na época, o blog entrou em contato com a editora para saber se isso afetaria a continuidade do título nas bancas. Não houve resposta por parte da Globo (leia aqui).
Neste mês, os quadrinhos infantis da editora não chegaram às bancas. Alguns pontos de venda têm ofertas de duas edições de "Menino Maluquinho" a R$ 1.
A nova política editorial da empresa ainda é confusa no sistema de assinaturas.
O blog ligou agora à tarde para o serviço de assinaturas da Globo. A informação, prestada pela atendente Caroline, é que o pacote estava suspenso desde o ano passado.
O blog questionou exatamente desde quando. Ela não soube informar e repassou a ligação ao "serviço de atendimento ao cliente".
Outra funcionária, Eliana, informou que as assinaturas estão suspensas desde que a Turma da Mônica saiu da editora, o que não é verdade. Havia assinaturas em 2007 (veja neste link).
Ela também informou que a revista do "Menino Maluquinho", uma das canceladas, não tem assinatura, mas que pode ser encontrada nas bancas em fevereiro.
Com relação ao título de Ziraldo, a orientação do serviço ao assinante é diferente do que diz a diretora da Globo.
Escrito por PAULO RAMOS às 16h54
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27/01/2008
Divulgados vencedores do principal prêmio de quadrinhos da França
A história de um imigrante que, em busca de uma vida melhor, tem de aprender a conviver com as diferentes figuras do novo país.
É resumido assim o enredo de "Là Où Vont nos Père" (Lá Onde Vão Nossos Pais), do australiano Shaun Tan (capa ao lado).
O trabalho foi o vencedor do prêmio de melhor álbum do 35º Festival Internacional de la Bande Dessinée d´Angoulême, realizado neste fim de semana na França.
O festival é a principal premiação de quadrinhos francesa e uma das mais importantes da Europa.
O Angoulême, que é realizado desde 1974, possui outras categorias.
O vencedor do prêmio "Fnac SNCF Essential", espécie de destaque para a área de quadrinhos, foi para o álbum "Kiki de Montparnasse", de Catel e José-Louis Bocquet.
A obra faz uma biografia de Kiki de Montparnasse (1901-1953), modelo, atriz e cantora francesa, muito conhecida na década de 1920.
A capa do álbum, mostrada ao lado, é baseada numa foto dela.
O prêmio de revelação foi para Isabelle Pralong, pelo álbum "L´Élephant".
A história é sobre uma filha, casada e com a vida já estabilizada, que tem de reecontrar, enfermo, o pai que a abandonou ainda criança.
A categoria "patrimônio essencial" foi para o trabalho do finlandês Tove Jansson, autor de "Moonmin et les Brigands".
A lista do "essenciais Angoulême", categoria que também tem muita visibilidade, incluiu na edição deste ano cinco álbuns:
- "Exit Wounds", de Rutu Modan
- "Ma Maman Est en Amerique, Elle a Recontre Buffalo Bill", de Jean Regnaud e Emile Bravo
- "RG", de Frederik Peeters e David Prudhomme
- "Trois Ombres", de Cyril Pedrosa
- "La Marie en Plastique", de David Prudhomme e Pascal Rabate
Rabate esteve no Brasil em outubro do ano passado. Ele participou do FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, em Minas Gerais (leia mais aqui).
Todos os trabalhos premiados são inéditos no Brasil.
O site oficial do festival tem a lista completa com todos os ganhadores, capas e resumos dos álbuns. São de lá as imagens que ilustram esta postagem. Para acessar, clique aqui.
Escrito por PAULO RAMOS às 13h23
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26/01/2008
Aumenta intervalo de lançamento entre uma edição e outra da Chiclete

Rê Bordosa é um dos destaques da quarta edição da antologia, que começou a ser vendida nesta semana nas bancas
A "Antologia Chiclete com Banana", programada inicialmente para ser mensal, vai espaçar mais a chegada às bancas.
Segundo o editor da revista, Toninho Mendes, o intervalo entre uma edição e outra será de 45 a 60 dias.
Mendes diz, por e-mail, que isso é necessário para avaliar o resultado das vendas e lançar a edição seguinte.
O quarto número da antologia começou a ser vendido nesta semana. O próximo foi anunciado para março.
As duas primeiras edições saíram em junho e julho de 2007 (leia aqui e aqui). O terceiro número foi lançado no fim de outubro (aqui).
O que também aumentou foi o preço da revista, publicada pela Devir e Nova Sampa.
O quarto número, que está nas bancas, custa R$ 7,90 (a revista traz como diferencial um pôster dos Skrotinhos). Os números anteriores saíam por R$ 5,90 cada um.
A proposta é que a antologia tenha 16 números, todos com 48 páginas.
A publicação reedita material dos 24 números da revista "Chiclete com Banana", de Angeli, que circulou entre 1985 e 1990. Também reúne histórias de algumas edições especiais.
Esta quarta edição traz histórias avulsas e outras, de personagens clássicos de Angeli.
Numa delas, há um inusitado encontro -numa banheira- entre Rê Bordosa e Meia-Oito. Ambos foram mortos pelo cartunista posteriormente.
A edição traz também parcerias de Angeli com Glauco e Laerte (inclusive uma história de Los Três Amigos) e duas fotonovelas (uma representada pela atriz Cláudia Alencar).
Escrito por PAULO RAMOS às 11h54
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25/01/2008
Programe-se
Neste sábado:
14h - 5º Encontro dos Cartunistas do ABC (para profissionais e interessados em quadrinhos). Local: Fran´s Café Portugal. Endereço: Avenida Portugal, 1126, Santo André, no ABC paulista.
15h - Faço palestra sobre o mercado de quadrinhos no Brasil (leia mais aqui)
15h - Lançamento oficial de "Alamanaque do Ziraldo" (com presença de Ziraldo e dos autores, Luiz Saguar e Rose Araújo). Local: Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Endereço: Rua Afrânio de Melo Franco, 290, no Leblon, no Rio de Janeiro.
19h30 - Lançamento da revista Front (era na semana passada, mas foi remarcado para este sábado). Local: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 143, centro de São Paulo.
Escrito por PAULO RAMOS às 15h59
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24/01/2008
Parabéns, São Paulo dos quadrinhos
São Paulo completa nesta sexta-feira 454 anos.
Para marcar a data, o blog convidou o cartunista Paulo Stocker para mostrar o lado quadrinístico da cidade, geralmente esquecido nessa comemoração.
Stocker, um catarinense que adotou São Paulo como morada, exercita um olhar diferenciado sobre a capital paulista desde o ano passado.
Foi quando ele criou o blog "Estudando Sampa", onde mostra rascunhos sobre diferentes pontos da cidade (acesse neste link).
O passeio dele em forma de desenho teve paradas numa exposição gratuita sobre o trabalho do cartunista Laerte.
Ele passou também pela HQMix Livraria e pela Comix, lojas que funcionam como pontos de encontro de leitores de quadrinhos.
Veja abaixo o resultado da volta de Stocker pela São Paulo dos quadrinhos.
Cada desenho é acompanhado das impressões dele pelo local por onde passou.
Obrigado por esse convite.
Saí do bate-papo UOL [realizado na tarde do dia 24] e fui direto para a Rossevelt.
HQMix Livraria: uma livraria com quadrinhos por todos os lados.
Preferi usar um desenho inédito da Praça Roosevelt, como se fosse uma pequena cidade, tipo a vila dos Smurfs.
Tem um outro parecido que retrata os teatros.
Mas esse eu acho que seria uma boa maneira de retratar o local onde está localizada a HQMix livraria.
Eu desenho a Alameda Jaú, a Comix vista de fora. Fica tudo no mesmo clima.
Tá rolando uma exposição do capitão Laerte na estação do metrô Vila Madalena.
"Piratas do Tiête: A Saga". Passei por lá e desenhei.
O quadrinho nos subterrâneos da cidade.
Parabéns, São Paulo. A maior cidade da "américa ladina".
454 anos com um corpinho de 300.
Eu te amo, São Paulo.
Escrito por PAULO RAMOS às 21h06
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23/01/2008
Tema ecológico pauta mais um salão de humor nacional
O casamento entre humor gráfico e temas ambientais rende mais um filho. Os problemas ecológicos são o tema principal do 1º Salão de Humor da Amazônia - Ecologia do Traço.
O salão vai ocorrer no fim de março em Belém, no Pará.
A categoria principal, chamada "tema cartum ecológico", é a que tem os prêmios mais atrativos. O primeiro e segundo lugares vão ganhar, respectivamente, R$ 6 mil e R$ 3mil.
A outra categoria do evento, "tema cartum comunicação", traz valores menores para os dois premiados: R$ 2 mil e R$ 1 mil.
O salão é coordenado pelo cartunista Biratan Porto. Os premiados vão ser divulgados no dia 25 de março, data da abertura do salão de humor. O evento vai até 30 de março.
O prazo para envio dos trabalhos é 5 de março. Há detalhes sobre o regulamento no site do salão. Acesse neste link.
Esse é o terceiro salão de humor nacional a usar temas ecológicos como tema.
O fim da água potável no mundo pautou os trabalhos do mote do 1º Salão Internacional de Humor de Campos, realizado no Rio de Janeiro no início do mês (veja os premiados).
No ano passado, o desmatamento foi o tema do 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica. Os premiados foram definidos em dezembro (veja aqui).
Escrito por PAULO RAMOS às 17h39
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22/01/2008
Morre ator que interpreta Coringa no próximo filme de Batman

Heath Ledger no papel do vilão no longa "The Dark Knight", que estréia este ano O ator Heath Ledger, 28, foi encontrado morto em um apartamento em Nova York nesta terça-feira. A notícia é da rede de notícias norte-americana CNN e ganhou repercussão em sites brasileiros no início da noite. O blog se baseia em reportagem do portal UOL. As primeiras informações -não confirmadas ainda- dão conta de que a morte poderia estar relacionada a uso de drogas. Ledger interpretou o vilão Coringa no próximo longa-metragem de Batman, "The Dark Knight", que estréia neste ano. O ator australiano ganhou projeção ao interpretar um caubói gay no filme "O Segredo de Brokeback Mountain". Pelo papel, foi indicado ao Oscar na categoria melhor ator. Crédito: a foto do ator é uma reprodução da página virtual "Dogmatic Blog".
Escrito por PAULO RAMOS às 20h24
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21/01/2008
Revista sobre vida e obra de Henfil é distribuída de graça em SP
"Henfil - Filho do Brasil", produzida pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, é homenagem aos 20 anos da morte do desenhista mineiro
O desconfiado "Ubaldo, o Paranóico", um dos mais neuróticos personagens de Henfil, estranharia se lesse esta notícia. Ele veria uma armação no fato de a revista em homenagem ao cartunista ser distribuída de graça.
Desta vez, Ubaldo, não é conspiração.
"Henfil - Filho do Brasil" pode ser retirada de graça na noite desta terça-feira, em São Paulo, num evento promovido para marcar os 20 anos da morte do desenhista, completados no último dia 4.
A revista foi pensada para ser uma homenagem. As 52 páginas trazem uma detalhada biografia de Henrique de Souza Filho, de quando começou a fazer os primeiros trabalhos profissionais até a passagem pela TV e o cinema.
Há também raridades, como o cartum de estréia e algumas tiras dos Fradinhos distribuídas no exterior. "The Mad Monks" durou pouco. Não agradou o gosto dos norte-americanos.
Segundo o relato da revista, a estréia foi em 1962, na publicação mineira "Alterosa".
Henfil tinha 18 anos e ainda não tinha esse apelido. O título foi dado pelo escritor Roberto Drummond, de "Hilda Furacão", então coordenador da publicação.
De Minas, migrou para o Rio na segunda metade dos anos 1960. E foi no estado fluminense que se tornou conhecido.
Em 1969, estreou no jornal alternativo "Pasquim". O cartunista Jaguar, em depoimento trazido pela revista-homenagem, descreveu como foi o encontro com o jovem desenhista.
Jaguar conta que foi Henfil quem o procurou. Trazia alguns desenhos dos Fradinhos, "ainda muito toscos". Diz que parecia arrogante, mas que era um recurso para contornar a timidez.
Quando viu a assinatura, pensou: "Henfil? Parece um assovio."
Henfil produziu charges para jornais sindicais na virada dos anos 1970 e 80, trabalhos pouco lembrados em biografias sobre ele
A revista, feita pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, traz depoimentos de outros cartunistas, como Paulo Caruso, Cláudio (revelado por ele quando ainda era menino), JAL, Spacca, Fausto e Laerte.
Há também relatos de jornalistas, como Mino Carta, e do presidente Luiz Inácio Lula Lula da Silva. A ligação com Lula é da época dos primórdios do Partido dos Trabalhadores e do movimento sindical.
A revista, por ser produzida pela área sindical, traz algumas raridades dessa época, geralmente deixadas de lado em biografias do desenhista mineiro.
Outra curiosidade da publicação é um cartum de Henfil sobre a campanha das diretas para presidente no período final da ditadura militar brasileira.
Henfil mostrava a frase "Diretas-Já". A revista credita a ele a criação do slogan.
A revista em homenagem a Henfil atribui ao desenhista a criação do slogan das Diretas-Já
A publicação consegue fazer o que pretende, homenagear o cartunista e sua produção e lembrar que, há 20 anos, no dia 4 de janeiro, ele morria vítima de complicações causadas pela Aids.
Este é o primeiro evento do ano a marcar a data. Mas vai haver pelo menos mais um.
Está em produção um livro em homenagem a ele. "Henfil - O Humor Subversivo", do sociólogo carioca Márcio Malta, é voltado ao público mais jovem e está programado para o segundo semestre (leia mais aqui).
SERVIÇO
"Henfil - Filho do Brasil". Lançamento nesta terça-feira, a partir das 19h30. Onde: Livraria HQMix. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: de graça.
Crédito: todos os desenhos de Henfil mostrados na matéria são retirados da revista feita em homenagem a ele.
Escrito por PAULO RAMOS às 21h08
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19/01/2008
Quadrinhos são tema de evento que marca aniversário de São Paulo
Palestras, oficinas e uma exposição com trabalhos de autores nacionais integram as atividades da Semana de Quadrinhos, evento que tem início na próxima terça-feira em São Paulo. Vai até o dia 31 deste mês.
A exposição "São Paulo em Quadrinhos" reúne obras que retratam a capital paulista, que faz aniversário no dia 25. Há desenhos de Laerte, Lourenço Mutarelli e Paulo Caruso.
A curadoria da mostra é de Waldomiro Vergueiro, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP.
As oficinas serão sobre produção independente e quadrinhos na internet.
Vão ser ministradas pelos professores universitários Gazy Andraus e Nobu Chinen em diferentes dias e horários.
A programação da Semana de Quadrinhos prevê cinco palestras, uma em cada dia:
- Dia 22, 19h - Literatura em quadrinhos, pelo cartunista Spacca
- Dia 26, 15h - Mercado de quadrinhos no Brasil, ministrada por mim
- Dia 27, 15h - O mundo dos mangás, pela professora Sonia Bibe Luyten
- Dia 30, 19h - Evolução dos quadrinhos no Brasil, pelo professor Roberto Elísio
- Dia 31, 19h - Humor gráfico e quadrinhos no Brasil, pelo cartunista Gualberto Costa
Também no dia 31, o desenhista Eloar Guazzelli lança a adaptação de "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes. É a primeira obra do gênero literatura em quadrinhos do ano.
Todas as atividades são gratuitas. Algumas têm número limitado de vagas e exigem inscrição na recepção do local.
A Semana de Quadrinhos vai ocorrer no Centro Cultural da Juventude, mantido pela Prefeitura de São Paulo. Leia a programação completa neste link.
SERVIÇO
Semana de Quadrinhos. Local: Centro Cultural da Juventude. Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo. Quando: de 22 a 31 de janeiro. Quanto: de graça.
Escrito por PAULO RAMOS às 16h54
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18/01/2008
Dois lançamentos nacionais neste fim de semana em São Paulo
Um cordel em quadrinhos e o novo número de uma das mais duradouras experiências nacionais na área. É essa a pauta de lançamentos deste fim de semana em São Paulo.
Nesta sexta-feira, Marlon Tenório traz para a capital paulista o seu "A Serpente e a Borboleta".
Tenório fez uma leitura peculiar da criação humana. Colocou Adão e Eva no sertão brasileiro. Narrou a história na forma de cordel.
O trabalho independente ganhou menção honrosa no Festival Internacional de Humor e Quadrinhos", realizado em setembro de 2007, em Pernambuco (veja os premiados aqui).
No sábado, os autores da "Front" lançam o número 19 da revista, uma das mais duradouras do gênero no país. A obra custa R$ 27.
A cada edição, o grupo escolhe um tema para trabalhar. O deste número, que reúne 27 colaboradores, é o sonho.
A publicação, editada pela Via Lettera, coleciona uma série de troféus do HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.
Na última edição, realizada no ano passado, venceu nas categorias "publicação mix" e "roteirista revelação" (para Daniel Esteves, presente neste novo número).
SERVIÇO
Lançamentos de "A Serpente e a Borboleta" (sexta) e "Front 19" (sábado). Local: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo. Horário: os dois lançamentos começam às 19h30.
Post postagem: o lançamento da "Front" foi cancelado no fim da tarde desta sexta-feira. Segundo os responsáveis pela livraria, a impressão dos álbuns da Via Lettera não ficou pronta a tempo. O lançamento foi remarcado para 26 de janeiro, no mesmo local e horário.
Escrito por PAULO RAMOS às 15h28
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17/01/2008
Sandman vai ser reeditado mais uma vez no Brasil
A série Sandman, que tornou popular o escritor Neil Gaiman, vai ser publicada mais uma vez no Brasil. A obra será reeditada pela Pixel em 17 volumes.
A informação foi noticiada na revista "Pixel Preview", que começou a ser vendida nas bancas nesta quinta-feira. A publicação antecipa os lançamentos da editora para 2008.
Segundo a revista, cada edição de Sandman terá entre 116 e 160 páginas, com capa cartonada e papel especial.
A editora vai utilizar o material publicado em "Absolute Sandman", versão que recolorizou a série da editora norte-americana DC Comics (a mesma de Super-Homem e Batman).
A data de lançamento do primeiro número e o preço não foram divulgados.
As histórias do mestre dos sonhos, que foram muito premiadas nos Estados Unidos, já passaram por três editoras no Brasil: Globo, Brainstore e Conrad.
A Globo foi a única a publicar todos os 75 números da série.
A Brainstore relançou as primeiras histórias em formato revista e num encadernado, em preto-e-branco.
A Conrad foi a última editora a reeditar a obra no Brasil. As edições foram produzidas em capa dura e num formato maior que o original norte-americano.
Esses volumes de luxo são vendidos em livrarias e lojas especializadas em quadrinhos. Cada um custa em média R$ 66.
Faltam dois volumes para a Conrad encerrar a série. Ambos estão programados para serem publicados neste ano.
A "Pixel Preview" informa que também estão na lista da editora para este ano as séries "Y - O Último Homem", "Invisíveis", "Top Ten" e mais álbuns de "Corto Maltese", Milo Manara e Guido Crepax.
A revista também registra novidades já noticiadas pelo blog, como um segundo volume de "Monstro do Pântanto", um álbum do "Homem-Animal" e especiais de "Planetary" (aqui).
Também confirma o lançamento de uma segunda revista mensal, aos moldes de "Pixel Magazine", possivelmente com a série "Fábulas" do ponto de vista onde a Devir, editora anterior, havia parado (leia aqui).
Nesta semana, a editora começou a vender um especial da série 100 Balas. Na semana passada, pôs à venda um álbum de Tom Strong, que continua do ponto onde parou na Devir.
Escrito por PAULO RAMOS às 14h06
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16/01/2008
Verba pública garante álbum e mais duas edições da Graffiti
O ano começou bem para o grupo que mantém a revista independente "Graffiti 76% Quadrinhos". Eles conseguiram renovar a verba pública que custeia a publicação.
Isso garante a produção de mais duas edições e um álbum nacional, todos programados para este ano.
O dinheiro vem da Prefeitura de Belo Horizonte, cidade mineira onde os autores desenvolvem a revista, uma das antigas e bem-sucedidas do gênero.
O grupo espera lançar o número 17 em abril e o seguinte em outubro (sobre futebol).
A verba, de incentivo à cultura, vai permitir também a produção do terceiro álbum da "Coleção 100% Quadrinhos", que traz histórias maiores feitas por autores nacionais.
"Ainda não temos o autor do número três, mais por excesso de alternativas do que o contrário", diz por e-mail Fabiano Barroso, um dos editores da Graffiti.
Os dois primeiros álbuns foram lançados no ano passado.
Um deles, "Um Dia Uma Morte", vai ser disponibilizado na internet, no site mantido pelo grupo (leia resenha aqui).
A primeira parte, com as nove páginas iniciais, já está no ar (clique aqui para acessar). Segundo Barroso, que escreveu a obra, a atualização será semanal.
A página virtual já hospedava outras histórias em quadrinhos, muitas produzidas em edições anteriores da "Graffiti". Mas a maioria tinha poucas páginas.
"´Um Dia Uma Morte" vai servir de teste", diz. "Queremos saber como funciona uma história em quadrinhos longa, em partes, na rede."
A idéia é colocar on-line o outro álbum, "O Relógio Insano", escrito e desenhado por Eloar Guazzelli (leia mais aqui). Falta apenas uma confirmação do autor.
O grupo conseguiu aprovar outro projeto, só que, desta vez, em âmbito estadual, por meio de lei de incentivo à cultura.
"Memória do Quadrinho e das Artes Gráficas de Minas Gerais" pretende mostrar a trajetória de três desenhistas mineiros dos anos 1970: Gilberto de Abreu, Marcos Coelho Benjamin e Mário Vale.
O projeto prevê a publicação de uma caixa com três livros, um sobre cada um dos autores.
"Há uma lacuna -ao menos do ponto de vista de documentação- na história do quadrinho nacional a respeito do que se produziu em Minas durante os anos 70-80, e decidimos resgatar essa fase."
Escrito por PAULO RAMOS às 19h42
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15/01/2008
Exposição em São Paulo reúne ilustrações de diferentes estilos
Desenho de Apo Fouseck para a mostra "Ilustrada", que tem abertura hoje à noite
Uma série de exposições vai marcar os dez anos da galeria de arte Gravura Brasileira, que fica em São Paulo. A primeira mostra tem abertura na noite desta terça-feira.
Batizada de "Ilustrada", vai mostrar ilustrações produzidas com diferentes materiais. Um dos expositores é o quadrinista Fábio Zimbres.
Zimbres aproveita o evento para fazer mais um lançamento de "Música para Antropomorfos", álbum produzido em parceria com a banda Mechanics.
Esta primeira exposição fica até 16 de fevereiro.
Depois, outras vão tomando o lugar dela até o fim do ano.
SERVIÇO
"Ilustrada" - Onde: galeria Gravura Brasileira. Horário: hoje, a partir das 19h; depois, de segunda a sexta, das 10h às 18h, e sábados, das 11h às 14h. Quando: até 16 de fevereiro. Endereço: rua Fradique Coutinho, 953, Via madalena, São Paulo. Quanto: grátis.
Nota: a editoria de Diversão e Arte do UOL preparou um álbum virtual com algumas das ilustrações da exposição. Clique aqui para ver.
Escrito por PAULO RAMOS às 15h02
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14/01/2008
Tira de Níquel Náusea vira tema de questão da Unicamp

A tira acima abriu a prova de língua portuguesa da segunda fase do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), realizado neste domingo. A instituição do interior paulista é uma das principais do país.
Os 13.368 vestibulandos presentes -segundo a assessoria da instituição- tinham de explicar o efeito cômico, obtido na quebra de expectativa presente no segundo quadrinho da tira de "Níquel Náusea", produzida por Fernando Gonsales.
Esse modelo de questão ocorre desde 1990 no vestibular da Unicamp e tem ajudado a reforçar o uso de quadrinhos na prática escolar de língua portuguesa.
As questões sempre tentavam instigar o candidato a esmiuçar os recursos lingüísticos que levavam ao humor.
Na prática, seria como explicar o funcionamento de uma piada (trabalhei o tema em meu doutorado, defendido no ano passado na USP; leia mais aqui).
Parace fácil. Mas, segundo levantamento divulgado pelo governo paulista em 2006, não é.
Os alunos do colegial paulista apresentam nível de leitura abaixo do esperado.
Uma dos testes que o governo aplicou para aferir essa conclusão era exatamente uma tira.
Os estudantes tinham dificuldade em explicar a tira e, por conseqüência, entendê-la.
O rendimento apresentado pelos colegiais era equivalente ao de um aluno da antiga quinta série ginasial.
O problema não é de hoje.
A Unicamp chegou a tabular o resultado de uma das primeiras questões sobre o assunto, cobrada em 1993. Era esta tira de "As Cobras", de Luis Fernando Verissimo:

A Unicamp pedia (reproduzo as perguntas na íntegra):
- explicite a opinião que Flecha deixa implícita
- segundo este texto, em qual das duas opiniões Flecha realmente acredita?
- qual é a passagem da tira que permitiu que você chegasse a esta conclusão?
Os organizadores atribuíram notas de zero (menor) a cinco (nota máxima) para a soma das três questões. Os resultados foram:
- Nota 5 = 14%
- Nota 4 = 15%
- Nota 3 = 19%
- Nota 2 = 15%
- Nota 1 = 7%
- Nota 0 = 27%
Há várias conclusões possíveis. A mais visível é que mais da metade dos estudantes apresentou dificuldades para compreender o humor da tira ou de expressar no papel os motivos da comicidade (a prova era dissertativa).
Note-se que 27% dos candidatos não conseguiram responder à questão.
Por muito tempo, os quadrinhos foram ignorados -quase sempre expulsos- da sala de aula.
Colhe-se hoje o atraso de décadas de ignorância em relação ao tema.
Um dos prejuízos -há outros- é a perda de capacidade do pleno entendimento de um texto.
Escrito por PAULO RAMOS às 01h03
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11/01/2008
Definidos vencedores do 24º Prêmio Angelo Agostini
Há uma sensação de déjà vu na leitura dos ganhadores do 24º Prêmio Angelo Agostini. Metade dos escolhidos venceu a premiação de quadrinhos pelo segundo ano seguido.
Os ganhadores foram noticiados nesta sexta-feira no site Bigorna, especializado em quadrinhos e cultura pop. O site apóia o prêmio, promovido pela AQC, Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo.
A votação foi feita pelo público, por meio de e-mail ou carta. A escolha tomava como base apenas publicações e autores nacionais.
Três dos vencedores estão ligados ao Bigorna. O escolhido para o Troféu Jayme Cortez -que destaca nomes que incentivaram o quadrinho nacional- foi o responsável pelo site, Eloyr Pacheco.
O melhor desenhista, Laudo Ferreira Junior, e o melhor cartunista, Marcio Baraldi, mantêm colunas na página virtual.
Baraldi, que lançou em 2007 o álbum "Humortífero" (leia aqui), venceu na mesma categoria na edição passada.
Um dos trabalhos de Laudo no ano passado foi a adaptação em quadrinhos de histórias dos músicos mineiros do Clube da Esquina (leia mais aqui).
A melhor roteirista foi Anita Costa Prado, autora das tiras da personagem lésbica Katita. A autora também venceu nessa categoria no último Angelo Agostini.
"Justiça Eterna", de Sergio Chaves, também é premiado pelo segundo ano seguido como melhor fanzine de 2007.
O melhor lançamento do ano passado, segundo a votação, foi "Menino Caranguejo", de José Francisco Xavier, mais conhecido pelo apelido Chicolam (leia aqui).
Os homenageados desta edição como "mestres do quadrinho nacional" são Aníbal Barros Cassal, Antônio Luiz Cagnin, Diamantino da Silva, Fernando Dias da Silva e Ofeliano de Almeida e Salatiel de Holanda.
A entrega dos prêmios, segundo notícia do site Bigorna, vai ser no dia 16 de fevereiro, a partir das 13h, no Senac Lapa, em São Paulo.
Como ocorre todos os anos, vai haver um ciclo de palestras e debates antes da premiação.
Escrito por PAULO RAMOS às 15h31
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10/01/2008
Brasileiro vence primeiro salão de humor do ano
1º lugar
Duke
Brasil
O brasileiro Eduardo dos Reis Evangelista, mais conhecido como Duke, foi o vencedor da edição de estréia do Salão Internacional de Humor de Campos, no Rio de Janeiro.
Os premiados foram definidos na tarde desta quinta-feira. É o primeiro resultado de salão de humor deste ano no Brasil.
Os cerca de 800 trabalhos inscritos no salão tinham de abordar o tema "o fim da água potável no mundo".
Duke, de Belo Horizonte, Minas Gerais, vai receber um prêmio de R$ 10 mil.
Ele já tinha sido premiado no ano passado no 3º Salão de Humor de Paraguaçu Paulista. O desenhista foi o vencedor da categoria cartum (veja aqui).
Outro brasileiro, Beto, ficou em segundo lugar no salão de Campos e ganhará R$ 5 mil.
O terceiro e quarto colocados - David Vela, da Espanha, e Xiaoqiang Hon, da China - ganham, respectivamente, R$ 2,5 mil e R$ 1,5 mil.
O salão teve ainda uma outra categoria, com prêmio de R$ 1 mil, dada a desenhistas de Campos e de cidades vizinhas. O vencedor foi Alício Gomes.
A organização já havia feito no início do mês uma pré-seleção de 180 trabalhos.
O salão - promovido pela Prefeitura de Campos e pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima - recebeu desenhos vindos de 40 países.
Essa é a segunda experiência recente que casa preservação ambiental e salão de humor.
No semestre passado, o desmatamento foi o tema do 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica. Os primeiros colocados foram definidos em dezembro (leia aqui).
Veja abaixo os outros desenhos premiados do Salão Internacional de Humor de Campos.
2º lugar
Beto
Brasil
3º lugar
David Vela
Espanha
4º lugar
Xiaoqiang Hou
China
Prêmio regional
Alício Gomes
Campos/RJ
Escrito por PAULO RAMOS às 20h08
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09/01/2008
Os bastidores do processo de criação de D. João Carioca
Recebi há alguns dias um e-mail do cartunista Spacca.
Ele faz uma pertinente ponderação sobre a resenha de "D. João Carioca", feita por este blog no finzinho do ano passado (dia 26 de dezembro).
Ele me alertava que não tinha feito só os desenhos da obra, mas também o roteiro, sob atenta supervisão da professora universitária Lilia Moritz Schwarcz.
Schwarcz é uma especialista no tema e assina o álbum com ele.
A resenha creditava o texto apenas a ela e a Spacca os desenhos e parte da criação.
Pedi a Spacca que me detalhasse como foi o processo de criação entre os dois, já que nem a capa, nem os créditos internos do álbum destacam essa informação.
Convite gentilmente aceito, segue o texto dele, enviado por e-mail:
Como é um livro de uma historiadora e um cartunista, é natural supor que um escreva e o outro desenhe.
A parceria foi assim:
Assim que foi feito o convite dela para fazer o livro, comecei uma pesquisa informal, para ir me familiarizando com o assunto.
Também comecei a pesquisar a parte naval e militar.
O texto central de referência para o livro são alguns capítulos do livro "A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis", que narra com bastante minúcia os planos, preparativos, a viagem e os primeiros anos.
Como esse é um assunto que a Lilia domina há muitos anos, eu procurei fazer um "upgrade" com outras leituras para ficar mais íntimo da história e construir o roteiro.
Entre outros, li o "D.João VI no Brasil", um clássico do diplomata pernambucano Oliveira Lima, fundamental para entender as jogadas de bastidores e os papéis dos ministros na política exterior de Portugal.
No roteiro, me preocupei com a lógica dos acontecimentos, com a apresentação dos personagens, com as fases da história, a preparação do clímax etc.
Os fatos são verdadeiros, mas a montagem é como um script de cinema, vai conduzindo as tensões e descobertas.
Assim que o roteiro ficou pronto, mostrei para a Lilia, que fez várias observações e checagens.
Esse processo durou um mês de troca de e-mails muito detalhistas.
Por exemplo:
- "acho que o Strangford não teria essa conversa com D.Antonio, e sim com D.Rodrigo..."
- "D.João não chamava Leopoldina de 'filhota', mas de 'minha querida princesa´..." etc.
Outras vezes eu pedia textos específicos, como uma citação da Gazeta, ou um rodapé sobre maçonaria.
Os detalhes técnicos e militares em geral são meus. A utilização de foguetes no bombardeio de Copenhague, por exemplo (que é importante no roteiro porque antecipa o que poderia acontecer a Lisboa).
Depois do roteiro aprovado, ela descobriu umas informações inéditas sobre a Quinta da Boa Vista e me perguntou se cabia em um quadrinho. Achei que merecia uma página.
Os conceitos históricos mais precisos são dela - por exemplo, eu havia escrito que com a revolução do Porto chegaram "idéias modernas" ao Brasil, e ela chamou a atenção que "moderna" pode confundir com Era Moderna (Mercantilismo), e que o certo
seria "idéias revolucionárias" ou liberais.
Ela também mandava imagens de Mafra e jornais antigos.
Assim, a pesquisa é de nós dois: a construção do roteiro, minha; e o texto final também é nosso.
Sutil, né? Mas foi assim, parceria mesmo.
Leia neste link a resenha de "D. João Carioca".
Escrito por PAULO RAMOS às 20h10
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08/01/2008
Pixel planeja lançar mais uma revista mensal
A Pixel pretende publicar uma segunda revista mensal. Segundo a editora, a publicação vai ser lançada ainda este semestre e será nos mesmos moldes de "Pixel Magazine". A "Pixel Magazine", lançada no ano passado, traz mensalmente material da Vertigo, Wildstorm e ABC, selos adultos ligados à editora norte-americana DC Comics e publicados com exclusividade pela Pixel desde 2007. O editor-chefe da Pixel, Cassius Medauar, diz que falta apenas bater o martelo sobre quais histórias irão compor o novo título. "Ainda não tem um ´mix´ definido, mas provavelmente vai ser uma revista bem fabulosa", diz ele, por telefone. A resposta de Medauar dá a entender que "Fábulas" vá integrar a revista. A série teve algumas histórias lançadas no ano passado pela Pixel. Escrita por Bill Willingham, mostra uma versão atualizada e adulta dos personagens de contos de fadas. A idéia de um segundo título mensal para o material da DC é resultado de uma primeira análise do comportamento da editora no ano passado. A Pixel testou vários formatos, de minisséries a especiais. Segundo Medauar, o que mais repercutiu foi o da revista mensal, vendida em bancas e lojas especializadas em quadrinhos. Ele diz, no entanto, que isso não impede a editora de lançar futuramente parte desse material em edições encadernadas. Essa era uma das propostas da Pixel no ano passado. Para este mês, a editora programou um álbum com histórias de "Tom Strong" e um especial da série "100 Balas" (leia mais na postagem abaixo).
Escrito por PAULO RAMOS às 20h26
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07/01/2008
Editoras mostram suas cartas para este início de 2008
Quais lançamentos o leitor pode esperar nestes meses iniciais de 2008?
Foi a pergunta que o Blog fez a editoras de quadrinhos durante a primeira semana do ano.
As respostas mostram algumas surpresas, como "American Born Chinese", dois álbuns de Usagi Yojimbo por duas editoras diferentes e quatro volumes da nacional "Front" num ano só, um deles dedicado aos cem anos da imigração japonesa.
Novo número da "Front", sobre sonho, foi produzido no formato horizontal
A "Front" traz, a cada edição, uma série de contos curtos sobre um determinado tema.
O próximo volume, o 19º, aborda o sonho e está previsto para este início de ano (estava programado inicialmente para 2007).
Foi o primeiro da série produzido em formato horizontal.
Os outros três volumes serão sobre música, solidão e o centenário da vinda dos japoneses ao Brasil. As obras serão publicadas pela Via Lettera.
A editora paulista promete lançar também os títulos anunciados para o ano passado.
É o caso de "Como Coelhos", de Ralf Köenig, de uma obra com Zé do Caixão e do retorno dos álbuns de "Love and Rockets" (leia aqui).
Outro caso é "Bone". O volume 12 da série de Jeff Smith, "Círculos Fantasmas", prometido para 2007, começou a ser vendido neste mês.
A editora pretende lançar outros ao longo do ano, inclusive alguns especiais.
A lista da Via Lettera tem também um álbum de Peter Bagge, autor de "Ódio", e outro de "Usagi Yojimbo", personagem que começou a ser publicado no país por meio da editora.
O curioso é que o coelho samurai voltou a ser publicado no Brasil pela Devir, e não pela Via Lettera. O retorno foi no passado, no álbum "Sombras da Morte" (leia aqui).
A Devir pretende lançar mais um encadernado com histórias do personagem. "Daisho", nome da obra, está programado para este início de ano.
A editora paulista também programou o terceiro volume de "Supremo", escrito por Alan Moore, "A Força da Vida", de Will Eisner, que deveria ter saído no fim do ano passado, e o nacional "O Circo de Luca", de Jozz.
Ao longo dos próximos meses, a lista da Devir inclui a continuação de "Rex Mundi", "Revelações", de Humberto Ramos, e "Local", de Brian Wood, escritor da série "DMZ", publicada na revista "Pixel Magazine".
A Pixel foi a primeira editora a divulgar para o público a lista de lançamentos de janeiro.
A relação, que pode ser lida no blog da editora, inclui uma visão alternativa de Spawn no especial "Spawn - Godslayer") e a volta da série "100 Balas" em "Pequenos Vigaristas, Grandes Negócios" (edição com 52 páginas).
Também neste mês sai um encadernado de "Tom Strong", "A Invasão das Formigas Gigantes". A série, escrita por Alan Moore, continua do ponto onde a Devir tinha parado.
Outra obra com texto de Moore está nos planos da Pixel para este ano. É o segundo volume de "Monstro do Pântano". O primeiro foi lançado no ano passado (leia mais aqui).
A editora programou também vários títulos, mas ainda sem data definida de lançamento: pelo menos mais um de "Preacher", outros especiais de "Authority" e o encontro de Planetary com a Liga da Justiça.
Também está nessa relação o encadernado do Homem-Animal escrito por Grant Morrison (falta definir se a capa será em capa dura ou não) e pelo menos um lançamento nacional, cujo nome não foi divulgado.
Capa de "Clic 3", do italiano Milo Manara, obra com lançamento programado para este mês
A Conrad pretende lançar no fim do mês o terceiro volume da série erótica "Clic", de Milo Manara. Outra obra do desenhista italiano, "Verão Índio", deve sair este ano.
O maior número de lançamentos da editora foi concentrado em fevereiro.
A editora vai publicar o mangá "Delivery Service Corpse", "Sangre de Barrio", do espanhol Jaime Martín, e os segundos volumes de "O Fotógrafo" e de "Epiléptico".
Também em fevereiro, está programado o quarto volume do mangá "Nausicaã" e mais uma adaptação de histórias do escritor Franz Kafka feitas por Peter Kuper. A obra se chama "Um Artista da Fome e Outras Histórias".
Ao longo do ano, a Conrad pretende lançar novos volumes de "Sandman" e de "Calvin".
Entre os nacionais, há uma coletânea do personagem Fraúzio, de Marcatti, e o "Almirante Negro", sobre a Revolta da Chibata.
A Desiderata vive uma semana de incertezas por causa da compra da editora pela Ediouro. A primeira informação é que os contratos de quadrinhos já assinados serão cumpridos.
Se isso for seguido à risca, a editora carioca vai publicar neste semestre dois álbuns nacionais: "Copacabana", sobre uma prostituda Avenida Atlântica, e "O Cabeleira", sobre um bandoleiro matador do século 18.
A editora carioca tem também os direitos de publicação de uma antologia do cartunista Fortuna, obra que estava programada para sair este ano.
A estratégia da Companhia das Letras para este semestre mistura mais do mesmo, uma confirmação e duas novidades.
Mais do mesmo: a editora programou a continuação das coletânea sobre "Geraldinho", de Glauco, e dois novos volumes de Tintim, "Perdidos no Mar" e "Tintim no Tibet".
A confirmação: "Frango com Ameixas", de Marjane Satrapi, autora de "Persépolis". A obra também é biográfica. A autora iraniana narra relatos sobre o avó dela.
Primeira das duas novidades: "American Born Chinese", de Gene Luen Yang.
O trabalho concorreu ao National Book Award, tida como uma das principais premiações literárias norte-americanas (o site "Omelete" tem um bom resumo da obra; acesse aqui).
A segunda novidade: a editora pretende lançar pelo menos um trabalho de Will Eisner.
O nome da obra ainda não foi definido. Um dos títulos de que a editora detém os direitos de publicação é "Nova York".
Chapeuzinho Vermelho feita em estilo mangá em obra que adapta contos dos Irmãos Grimm
Os contos dos Irmãos Grimm já tiveram um olhar de desenhistas brasileiros num álbum publicado no fim do ano passado (leia aqui). Um outro lançamento mostra como é o olhar oriental dessas histórias.
"Grimms Mangá", da NewPOP, está programado para sair no fim do mês.
A obra, de Kei Ishiyama, vai trazer contos sobre Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e Maria, Os Doze Caçadores e Os Dois Irmãos.
A gaúcha L&PM, que tem publicado quadrinhos em formato de bolso, incluiu entre os lançamentos novos volumes de "Hagar" (para este mês), de "Garfield" e de "Geraldão".
E há uma novidade: a volta de "Dilbert", escrita pelo norte-americano Scott Adams. A tira satiriza o dia-a-dia da vida profissional do burocrático mundo administrativo.
A Zarabatana, de Campinas, confirmou para este início de ano "Escombros", de Dave Cooper, e outros dois álbuns: "Clara da Noite", de Carlos Trillo, Maicas e Bernet, e "Underworld", de Kaz. Devem sair em março e abril, respectivamente.
Da Panini, ainda há pouca informação. Uma das novidades confirmadas é uma reedição das histórias clássicas dos X-Men desenhadas por Neal Adams.
A editora também deve lançar neste início de ano obras divulgadas em 2007, mas não lançadas, como as reedições de "Guerras Secretas", do encontro dos Vingadores com os Defensores e de mais um álbum com o Homem-Aranha de Todd McFarlane.
A HQM ainda não divulgou um cronograma para este início de ano. Até o fim de 2007, estavam na lista da editora "Violent Cases", de Neil Gaiman, e mais um "Mortos-Vivos".
Este início de ano pode ter também pelo menos três coletâneas de autores brasileiros.
Márcio Baraldi, José Aguiar e Rafael Sica já têm obras prontas para serem lançadas por diferentes editoras.
Escrito por PAULO RAMOS às 21h41
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05/01/2008
Retorno de Love and Rockets (Locas, inclusive) fica para este ano
Capa de "Pés de Pato", novo álbum da série "Love and Rockets", que começa a ser vendido neste início de ano
Deveria ter saído em 2007, mas ficou para este ano a volta das histórias de "Love and Rockets" ao Brasil. A Via Lettera programou para este mês o prometido segundo álbum da série norte-americana produzida pelos irmãos Hernandez. O primeiro álbum, "Sopa de Gran Peña", foi lançado pela editora em 2004. E há uma novidade, não anunciada em 2007. Até o fim do ano, a editora pretende publicar outro álbum, com histórias de "Locas", também ligado à série. O lançamento deste início de 2008, "Pés de Pato", se passa em Palomar, o vilarejo fictício da América Central onde o escritor e desenhista Gilbert Hernandez situa suas tramas. As histórias foram produzidas para a revista "Love and Rockets", que ele produzia com o irmão, Jaime Hernandez. Jaime contava os problemas enfrentados por uma mecânica, Maggie, e pelas amigas dela, série que chamou de "Locas" (o outro lançamento programado pela Via Lettera). Gilbert ficava com a parte "love". Jaime, com o lado "rockets". Um primeiro ensaio do título foi produzido de forma precária em 1981, nos Estados Unidos. Teve cerca de 800 exemplares. No ano seguinte, houve uma nova tentativa de consolidação da revista, esta com mais sucesso. Aos poucos, a publicação começou a ganhar destaque e críticas positivas. Tornou-se "cult" nos anos 1980 e, de certo modo, é vista assim até hoje. Parte desse material saiu por aqui entre 1991 e 1992 num título homônimo publicado pela Record. A revista teve poucos números. A editora lançou também alguns especiais. A volta da série no Brasil ocorreu em 2004, pela Via Lettera, com "Sopa de Gran Peña". No ano passado, a editora havia anunciado que retomaria a série até o fim de 2007 (leia mais aqui). O lançamento, no entanto, ficou para este ano. A Via Lettera disse que o atraso se deveu a mudanças editoriais e a problemas de gráfica. "São ajustes que a gente tem que fazer internamente e que atrasam", diz Mônica Seincman, editora da Via Lettera. Segundo ela, a explicação vale também para outros atrasos de 2007, como mais volumes de Bone e o lançamento de uma nova edição da Front, todos previstos para 2007 (leia aqui). Segundo ela, a décima nona edição da "Front" está em fase de impressão e começa a ser vendida neste mês. A publicação traz histórias curtas produzidas por autores nacionais. O volume 12 de "Bone", intitulado "Círculos Fantasmas", está à venda em lojas especializadas em quadrinhos desde a virada do ano. A editora promete outras edições da obra de Jeff Smith até o fim de 2008. Para registro: no ano passado, a Zarabatana publicou um álbum de Jaime Hernandez, "Whoa, Neelie!", não ligado à revista "Love and Rockets". Saiba mais aqui.
Escrito por PAULO RAMOS às 14h00
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04/01/2008
Livro sobre Henfil marca 20 anos da morte do desenhista
Um livro, programado para ser lançado neste ano, vai mostrar a trajetória do humor político de Henrique de Souza Filho, o Henfil.
"Henfil - O Humor Subversivo", nome da obra, vai ser uma espécie de homenagem ao eclético desenhista. Nesta sexta-feira, completam-se exatos 20 anos da morte dele.
O livro, escrito pelo sociólogo e cartunista carioca Márcio Malta, também conhecido como Nico, vai ser publicado pela editora Expressão Popular.
A obra vai integrar a coleção "Viva o Povo Brasileiro", voltada a biografias de personalidades brasileiras.
A coleção é destinada ao público mais jovem. Por isso, o livro sobre o criador da Graúna e dos Fradins terá uma linguagem mais acessível e preço mais em conta.
Assim como os outros títulos da série, foi planejado para custar R$ 3. A obra deve ter em torno de 80 páginas. Todos os volumes da coleção são produzidos em formato de bolso.
Segundo Malta, a publicação vai mostrar a biografia de Henfil. Mas esse não será o mote principal da obra. O enfoque será na atuação política dele.
"É impossível dissociar o Henfil da obra política [dele]", diz Malta, por telefone. "A geração de Henfil foi muito marcada pela ditadura militar."
Para o pesquisador carioca, a atuação política de Henfil teve muita influência dos frades dominicanos -que inspiraram os fradins- e do irmão, Herbert José de Souza, o Betinho, morto em 1997.
Esse lado político, no entender dele, é deixado um pouco de lado nas antologias mais recentes de obras de Henfil.
Malta, hoje com 25 anos, diz que se interessa pela obra do desenhista há quase uma década. A presença de Henfil influenciou, inclusive, em sua escolha profissional.
O interesse se converteu também num acervo de revistas, desenhos, estudos e entrevistas dele, base da pesquisa para o livro.
"Teve uma fase da minha vida que eu entrava em sebos e perguntava se tinha Henfil", diz ele, que defendeu no ano passado mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre charges de Jeca Tatu (leia mais aqui).
Henfil começou a publicar os primeiros trabalhos na revista "Alterosa", de Minas Gerais, no começo da década de 1960. Em 1967, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez cartuns esportivos para o "Jornal dos Sports".
Dois anos depois, ainda no Rio, foi convidado a integrar a equipe do jornal alternativo "Pasquim", que se tornou a principal janela de suas críticas ao regime militar.
Nessa fase, também publicou revistas em quadrinhos com seus personagens.
"Ele abordava temas atuais e conjunturais nos quadrinhos que fazia", diz.
"Essa linguagem do Henfil, mesmo com a censura do regime militar, conseguiu dar voz a uma geração."
Um caso emblemático é Ubaldo, o Paranóico. O personagem vivia com medo de ser pego pelos militares e os via em qualquer situação. Juntava humor e crítica na mesma história.
Como no exemplo a seguir:
Um dos pontos que chamava a atenção era seu traço, sintético e extremamente expressivo.
Segundo Malta, a velocidade no desenho -chamado de "caligráfico" por Millor Fernandes- era conseqüência de dores no joelho, que o impediam de ficar sentado por muito tempo.
O problema seria causado por problemas de coagulação. O desenhista e os dois irmãos eram hemofílicos, doença genética que causa hemorragias. Os três contraíram Aids em transfusões de sangue.
Foram complicações causadas pelo vírus HIV que causaram a morte de Henfil, em 4 de janeiro de 1988, no Rio de Janeiro.
Márcio Malta pretende ampliar a homenagem ao desenhista com uma exposição chamada "20 Anos sem Henfil". Ele já começou a contatar um grupo de desenhistas para fazer uma releitura da obra de Henfil.
A primeira idéia é inagurar a mostra em agosto. O pesquisador planeja lançar o livro na mesma ocasião.
Pelo menos dois outros livros já abordaram a vida e a obra de Henfil: "Morte e Vida Zeferino - Henfil & Humor", de Rozeny Silva Seixas, e "Rebelde do Traço - A Vida de Henfil", de Dênis Moraes.
Crédito: as imagens desta matéria são reproduções do catálogo da exposição "Henfil do Brasil", publicado em 2005 pelo Centro Cultural Banco do Brasil.
Escrito por PAULO RAMOS às 15h46
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03/01/2008
Ediouro finaliza compra da Desiderata
Agora é oficial: a editora carioca Desiderata foi comprada pela Ediouro. A informação foi confirmada ao Blog na tarde desta quinta-feira.
O que ainda é dúvida: como fica a política da Ediouro com relação aos álbuns nacionais em quadrinhos, um dos investimentos da Desiderata para este ano.
As primeiras informações dão conta de que os contratos já assinados vão ser respeitados.
Isso garante, em princípio, a publicação de "O Cabeleira", de Leandro Assis, Alan Alex e Hiroshi Maeda, e "Copacabana", de Odyr e Sandro Lobo, previstos para este semestre (leia mais aqui).
Lobo, que também é o responsável pela área de quadrinhos, continua na empresa. Ele está em férias e retorna nos próximos dias, já como funcionário da Ediouro.
Em entrevista ao site "Gibizada", em 28 de dezembro, ele disse que a informação que tinha é que "tudo continuará como está".
Lobo comentou também que o novo cronograma de lançamento teria de ser discutido com a nova empresa.
Ainda não houve uma reunião da nova direção com a área editorial da Desiderata.
A ex-proprietária da Desiderata, Martha Batalha, não vai integrar mais a empresa. Ela não quer comentar a negociação. Ainda não há informação de quem ocupará o cargo.
O acordo prevê também a manutenção do nome, dos demais funcionários e dos títulos de humor da editora, que se destacou no mercado após a publicação de duas antologias do jornal alternativo "Pasquim".
A primeira informação da venda da Desiderata foi divulgada no fim de novembro em uma nota da coluna do jornalista Ancelmo Gois, publicada no jornal "O Globo".
Na época, o Blog havia apurado que a negociação existia, mas que o contrato ainda não tinha sido assinado (leia aqui). Não há informação de quando a transação foi finalizada.
Nos últimos meses de 2007, a Desiderata lançou três álbuns nacionais: "Caraíba", de Flavio Colin, "A Boa Sorte de Solano Dominguez", de Wander Antunes e Mozart Couto, e "Irmãos Grimm em Quadrinhos", escrito por diferentes autores (leia mais aqui).
Esse não é o primeiro investimento da Ediouro na área de quadrinhos. A editora é sócia da Pixel, que publica revistas dos selos Vertigo, ABC e Wildstorm, todos vinculados à norte-americana DC Comics.
Escrito por PAULO RAMOS às 17h14
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