28/02/2007

Ragú: um bom exemplo do que esperar do quadrinho nacional

É possível, sim, fazer quadrinho nacional de qualidade. Basta querer. É inevitável pensar algo assim após a leitura da última edição da “Ragú” (R$ 20), álbum que reúne histórias de diferentes autores brasileiros.

A obra foi lançada informalmente em Recife, Pernambuco, no começo de fevereiro. Chega agora às lojas especializadas em quadrinhos. Bem editado e, principalmente, bem escrito e desenhado, o álbum mostra uma série de 30 contos em quadrinhos, parte colorida, parte em preto-e-branco. São diferentes estilos, com diferentes conteúdos. 

“Eu acho que essa é de longe a edição mais bem resolvida, tanto nas partes como no conjunto”, diz por e-mail Christiano Mascaro (ou só Mascaro), 32 anos, o editor da obra. “O material dos colaboradores é de primeira. São trabalhos de expressão e conteúdo, cada qual na sua proposta.”

 

A diversidade –aliada à qualidade- é um dos pontos altos deste sexto número da “Ragú”, que foi criada entre 1999 e 2000. Há nomes famosos no mercado, como Osvaldo Pavanelli, Lelis, Guazzelli, Fabio Zimbres, Samuel Casal e o próprio Mascaro, que faz a capa da edição (sobre meninos de rua gigantes; é um conto à parte).

 

A edição traz também um “estranho no ninho”, o alemão Hendrik Dorgathen, o único estrangeiro do grupo. Ele assina três histórias. “O contato com os colaboradores é via e-mail e telefone. Trocamos idéias sempre, gosto de falar com eles vez por outra”, diz Mascaro, que divide a atividade com o cargo de editor de arte do “Diário de Pernambuco”.

 

A história da “Ragú”, que não tem uma periodicidade certa, já passou por editoras de quadrinhos. Um dos número foi lançado pela Via Lettera. Esta edição volta à independência. Ou quase independência. A obra contou com um patrocinador e com verba da Lei de Incentivo Municipal à cultura, bancada pela prefeitura de Recife.

 

Fomento governamental à cultura e parceria entre autores têm sido a saída encontrada para publicar quadrinhos no Brasil. É o mesmo caminho da “Front”, editada pela Via Lettera, e de várias outras revistas independentes têm surgido recentemente. A “Ragú” é um bom parâmetro da qualidade que uma iniciativa assim pode atingir.

Escrito por PAULO RAMOS às 21h36
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27/02/2007

Site cria prêmio para fanzines

Um prêmio específico para fanzineiros. Essa é a idéia do 1º Troféu Alfaiataria de Fanzines, criado pelos organizadores do site "Pop Balões" (que completou um ano recentemente). A entrega está programada para o dia 22 de junho, em São Paulo.
 

Esta primeira edição do prêmio vai aceitar trabalhos produzidos entre 1º de janeiro de 2005 e 31 de dezembro de 2006. As inscrições são pelo correio e podem ser feitas até 30 de março. Há a necessidade de enviar três exemplares.
 
Ao todo, são oito categorias: desenhista, roteirista, editor, história, fanzine de quadrinhos, fanzine sobre quadrinhos e revista independente. A oitava categoria vai premiar quadrinhos feitos para a internet (nesse caso, a inscrição é por e-mail).
 
O prêmio pode dar mais visibilidade aos fanzines produzidos no país. Por serem produzidos de forma independente e distribuídos quase de mão em mão, os exemplares têm pouca difusão. O único acervo sobre fanzines feitos no Brasil é mantido no litoral sul de São Paulo.
 
Para saber mais detalhes sobre a inscrição, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h22
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23/02/2007

Definidos os premiados do 18º Salão Carioca de Humor

Os organizadores do 18º Salão Carioca de Humor divulgaram na tarde desta sexta-feira os vencedores da edição deste ano do prêmio (veja abaixo). São quatro categorias: cartum, charge, quadrinhos e caricatura. Os primeiros colocados recebem R$ 6 mil cada um.
 
O salão de humor é um dos principais do país. Neste ano, recebeu 1520 ilustrações. Os prêmios serão entregues no próximo dia 6 de março, às 20h, no Centro de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro.
 
Os 36 trabalhos finalistas ficam expostos no local entre 6 de março e 16 de abril. Depois, são reunidos em um catálogo do prêmio.
 
O júri deste ano foi presidido pelo escritor e cartunista Ziraldo. Ele é também um dos homenageados da edição deste ano pelos 75 anos de vida. Outro homenageado é o desenhista e roteirista de humor Nani, que completa 40 anos de carreira.
 
Confira os primeiros colocados (a lista completa está na próxima postagem):
 
 
 
 
 
CARTUM
 
1º lugar
 
Moa
 
"Pênalti"
 
Porto Alegre - RS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CHARGE
 
1º lugar
 
Sax
 
"Cirque Sous Soleil"
 
Niterói - RJ

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
QUADRINHOS
 
1º lugar
 
Jarbas
 
"Chapeuzinho Vermelho"
 
Recife - PE
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARICATURA
 
1º lugar
 
Leite
 
"Hugo Chávez"
 
Montes Claros - MG
 
 
 
 
 
 
 
 

Escrito por PAULO RAMOS às 16h04
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Confira a lista completa dos premiados

Lista dos vencedores do 18º Salão Carioca de Humor:
 
Cartum
1º lugar - Moa (Porto Alegre, RS)
2º lugar - Mattias (Rio de Janeiro)
3º lugar - Vilanova (Porto Alegre, RS)
Menções honrosas: Arnaldo Branco (Rio de Janeiro, RJ) e Jota A (Teresina, PI)
 
Charge
1º lugar - Sax (Niterói, RJ)
2º lugar - Wilbor (Rio de Janeiro, RJ)
3º lugar - Samuca (Recife, PE)
Menções honrosas: Crist (Córdoba, Argentina) e Kemp (Petrópolis, RJ)
 
Quadrinhos
1º lugar - Jarbas (Recife, PE)
2º lugar - Leite (Montes Claros, MG)
3º lugar - Guazzelli (Porto Alegre, RS)
Menções honrosas: caco (Rio de Janeiro, RJ) e Lézio Jr. (São José do Rio Preto, SP)
 
Caricatura
1º lugar - Leite (Montes Claros, MG)
2º lugar - Maria (Niterói, RJ)
3º lugar - Brito (SP/RJ)
Menções honrosas: Dálcio Machado (Campinas, SP) e Zurck (Rio de Janeiro, RJ)

Escrito por PAULO RAMOS às 15h55
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Companhia das Letras vai editar mais álbuns em quadrinhos

Com a reedição dos álbuns de Tintim e da boa repercussão de "Santô e os Pais da Aviação", do brasileiro Spacca (obra sobre a vida de Santos Dumont), a Companhia das Letras descobriu o filão dos quadrinhos. A editora pretende continuar no setor, embora de maneira ainda modesta.

Nesta semana, começou a ser vendido o quarto e último número de "Persépolis" (R$ 31, capa ao lado), de Marjane Satrapi. A obra fecha o périplo vivido pela autora, que passou a infância no Irã, a adolescência na Áustria e a fase adulta na França, onde se consagrou como escritora. Neste volume final, ela volta ao país de origem.

No meio deste primeiro semestre, a editora programou dois volumes de Geraldinho, personagem criado por Glauco (leia mais aqui). A previsão é lançar o primeiro em abril e o segundo, em junho.

Mais ou menos nessa data, saem mais três álbuns de Tintim, do belga Hergé. No fim do ano, la Companhia das Letras lança outros quatro.

Para o fim do ano ou começo de 2008, a editora pretende publicar mais um trabalho de Marjorie Satrapi, "Frango com Ameixas". No mesmo período, deve reeditar "New York", de Will Eisner. No fim do ano passado, a Companhia das Letras lançou outra obra do criador de Spirit: "O Complô – A História Secreta dos Protocolos dos Sábios do Sião".

E há os novos projetos de Spacca. Um sobre a vinda da família real e outro sobre a relação do escritor Monteiro Lobato com a política do petróleo no Brasil. Não há data de lançamento das duas obras.

Escrito por PAULO RAMOS às 01h35
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22/02/2007

Obra transforma filósofos em personagens de quadrinhos

Há obras de filósofos e obras sobre filósofos. Ou uma combinação das duas, caso de “Epicuro o Sábio” (Conrad, R$ 56), que começa a ser vendido neste fim de mês. O álbum transforma os pensadores clássicos em personagens de quadrinhos.

 

As quatro histórias do álbum têm vários acertos. O primeiro deles é não enveredar por discussões profundas de filosofia. Os temas defendidos pelos pensadores são citados várias vezes, algumas até com demonstrações práticas. Mas o tom da obra é outro. A preocupação está no humor.

 

Abordar de maneira bem-humorada um assunto socialmente visto como árido -a filosofia- é o segundo acerto da edição, publicada em capa dura. O segredo está na forma de representar os pensadores clássicos. Eles são mostrados de maneira caricata, com atitudes humanas e imprevisíveis (o que leva ao humor).

 

Epicuro (341 a.C.- 271 a.C.), na história em quadrinhos, tenta ganhar a vida em Atenas, um pólo de filósofos à espera da formação de qualquer comissão para serem ouvidos. Ele defende que o princípio da moderação das paixões é a chave para a convivência harmoniosa entre os seres. Muito do humor vem do fato de ele não conseguir transpor teoria à prática. Está sempre improvisando para sair das aventuras mitológicas que é levado a enfrentar.

 

Epicuro é acompanhado pelo filósofo e amigo Platão, representado com um inesperado ar de ingenuidade (sempre querendo ser ouvido pelo arrogante Sócrates). Unir os dois é, evidentemente, uma licença histórica. No mundo real, Epicuro nasceu seis anos depois da morte e Platão.

 

A obra não tem –e não se propõe a ter- uma fidelidade aos nomes que representa. É mais um acerto de William Messner-Loebs, autor que apresenta uma qualidade de texto bem superior aos trabalhos feitos com heróis da Marvel (Thor) e da DC Comics (Flash e Mulher-Maravilha, na fase desenhada pelo brasileiro Mike Deodato).

 

Talvez “Epicuro o Sábio” funcionasse com outro desenhista. Mas a escolha do ilustrador, Sam Kieth (de The Maxx, um herói que vivia numa caixa), e mais um acerto. O estilo dele, intencionalmente caricato, acentua ainda mais o humor da trama. Há diálogos e seqüências que não teriam comicidade não fosse seu traço.

 

“Epicuro o Sábio” vem sendo rotulado como o “Mundo de Sofia” dos quadrinhos. É um equívoco. A obra não tem a intenção de ensinar filosofia, mas sim brincar com ela. E com os pensadores, cujas idéias, tantos séculos, continuam presentes. Mesmo que seja numa bem-humorada adaptação.

Escrito por PAULO RAMOS às 09h52
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21/02/2007

Cartuns podem ser lidos pelo celular

Suporte é o nome teórico dado à forma como um texto é transmitido. Nos quadrinhos, o suporte clássico é o papel. Com a internet, a tela do computador deu um novo rumo à difusão e construção das histórias. Agora, os celulares começam a veicular cartuns.

A operadora Claro já fez uma experiência assim. Um dos desenhos do personagem Capitão Presença, de Arnaldo Branco, chegou a ter cinco mil downloads. A estratégia, agora, volta pela TIM. O usuário escolhe um cartum, paga por ele e o usa como wallpaper (imagem que fica no visor do aparelho).

O serviço começou neste Carnaval e é coordenado por Cláudio Iusi e Anna Fortuna. Ele fica com a parte administrativa; ela, com a artística. Fortuna trabalha com Allan Sieber, Arnardo Branco, Céllus, Leonardo e Jal. Os cartuns de Jal e Sieber já estão disponíveis (são os que ilustram esta matéria).

"Já tenho os nomes dos outros cartunistas, a maioria do Rio", diz Anna Fortuna, por e-mail. "Quero trabalhar com uma equipe pequena para poder gerenciar melhor o trabalho".

Por enquanto, o serviço funciona apenas nos feriados. O grupo já pensa na Páscoa. Já há planos para ampliar o serviço. "Eu quero propor também cartuns, simplesmente, sem compromisso de datas", diz a polivalente Anna, que é atriz, humorista e filha do já falecido cartunista Fortuna, criador da Madame e seu Bicho Muito Louco, homenageados no último Troféu HQ Mix.

Os trabalhos do pai, aliás, também estão nos planos dela. "Penso também em colocar [no celular] cartuns e/ou personagens clássicos de grandes cartunistas, como o Fortuna, Péricles (e seu Amigo da Onça) e, provavelmente, Henfil.

Na opinião dela, o suporte celular é uma forma de popularizar o cartum no país. "O espaço para o cartum é pequeno ou inexistente, e talvez por isso os cartunistas perderam um pouco o interesse em fazê-lo, porque não têm onde publicar", diz.

"Eu acho que os wallpapers são uma excelente forma de que todos, cartunistas e público, voltem a se interessar por essa linguagem. Que pode se popularizar, já que todo mundo hoje tem um celular".

Anna Fortuna colocou informações sobre o serviço no blog dela. Para acessar, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 08h46
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20/02/2007

Publicada revista com trabalhos do Recife 12 Horas

Começa a ser vendida nesta semana a edição da revista independente Prismarte com os trabalhos vencedores do "Recife 12 Horas de HQ", realizado no fim de janeiro. O evento um desafio. Os participantes tinham de produzir uma história em quadrinhos completa de 12 páginas em 12 horas. Os temas foram sorteados no início da maratona.

Os vencedores já tinham sido noticiados no dia 31 de janeiro (clique aqui). A edição traz as histórias dos três primeiros colocados: "Tempo", de Thony Silas Dias de Aguiar; "Verde", de José Carlos Braga; "O Ciclo", de José Henrique Pereira.

A publicação fazia parte da premiação e compõe o número 39 da "Prismarte", título editado pela Pada (Produtora Artística de Desenhistas Associados). A revista é vendida pelo site da Pada. Custa R$ 6 (R$ 5 da obra mais R$ 1 pelo envio postal).

O "Recife 12 Horas de HQ" era uma preparação o "24 Hours Day Comic", evento que existe há três anos nos Estados Unidos. A edição de 2007 está programada para outubro.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h03
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18/02/2007

Mauricio de Sousa é homenageado por escola de samba

Quadrinhos na passarela do samba. A escola Unidos do Peruche, de São Paulo, homenageou nesta madrugada o empresário e desenhista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.

Cada carro alegórico trazia um tema vinculado ao universo de personagens criado por ele. Mauricio de Sousa, com membros da família, aparecia no último carro (foto ao lado, de Alexandre Schneider, do UOL).

Neste ano, é a terceira vez que o empresário fica em evidência na mídia. Em janeiro, a notícia foi o início da publicação de suas revistas pela editora Panini (antes, saíam pela Globo). Na semana passada, foi a estréia nos cinemas do desenho animado "Turma da Mônica – Uma Aventura no Tempo". Agora, é tema de escola de samba.

Veja mais imagens do desfile clicando aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h55
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17/02/2007

Álbum traz Homem-Aranha feito por Frank Miller

O estilo dos desenhos da Marvel teve uma guinada na virada da década de 70 para a de 80. A arte das edições ganhou sangue novo, gente como John Byrne, Walt Simonson e Frank Miller. São dessa fase as histórias de "O Melhor do Homem-Aranha 4", álbum que começou a ser vendido nesta semana (tinha sido anunciado para o fim de 2006).

 
O mote do lançamento é Frank Miller, o badalado criador de "Sin City" e "Os 300 de Esparta". A edição mostra tramas do Homem-Aranha desenhadas por ele, material que já saiu no Brasil pelas editoras Rio Gráfica e Abril. Apenas uma das seis histórias não tem o traço dele (a arte ficou a cargo de Herb Trimpe; Miller fez o roteiro).
 
Os trabalhos do escritor/desenhista, hoje, geram burburinho antes mesmo de serem lançados. Por isso, talvez as histórias deste álbum frustrem a expectativa dos leitores que comprarem o título esperando desenhos revolucionários ou um jogo inovador de luz e sombras, tão característica dele.
 
Nada disso. A obra mostra uma fase inicial de Miller na Marvel, no momento em que ele começava a trabalhar com o Demolidor, personagem que o projetou no mercado (por mérito de Miller). Não por acaso, o herói participa de duas das histórias.
 
Mesmo assim, não deixa de ser curioso observar que o estilo dele ganha corpo e forma própria entre a primeira história da edição ("Um cego guiando outro", de 1979) e a última ("Homem-Aranha: Perigo ou Ameaça?", de 1981) . A partir de então, Frank Miller não parou mais de evoluir. E continua evoluindo. Só que os próximos passos, agora, são no cinema, como diretor.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h53
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15/02/2007

Luke Ross renova estilo em Samurai

Quem conhece o trabalho do brasileiro Luke Ross vai ter uma surpresa ao ler "Samurai - O Céu e a Terra", que começa a ser vendido nestes dias que antecedem o feriadão (Devir, R$ 40). O desenhista apresenta um traço bem mais realista e inovador, que dá à história um brilho gráfico além do comum.
 
Parece um Ross mais maduro, bem diferente dos trabalhos que fez para as editoras Marvel e DC. Ter se afastado dos super-heróis o levou a uma trama bem mais realista, que exige pesquisa minuciosa sobre fisionomia de personagens históricos e os cenários de regiões geográficas.
 
A história começa no Japão feudal. Durante uma batalha, a namorada do samurai Asukai Shiro é raptada para ser usada como cortesã. Shiro, o único sobrevivente do ataque, parte à procura da amada. Viaja para a China, depois para a França.
 
É em Paris que a trama da editora norte-americana Dark Horse se torna inusitada. A exemplo da Liga Extraordinária, o samurai encontra figuras clássicas da literatura universal. Na cidade-luz (bem antes de ser luz), ele tem de enfrentar os 3 Mosqueteiros.
 
O escritor Ron Marz (outra cria dos quadrinhos de super-heróis) usa um recurso muito parecido com o utilizado pelo inglês Alan Moore em "A Liga Extraordinária". O mote da Liga é fazer uma releitura de personagens conhecidos da literatura inglesa, como o Homem Invisível e o Médico e o Monstro.
 
"Samurai - O Céu e a Terra" agradou. A minissérie em cinco números, reunidos neste volume único da Devir, vai ter seqüência. Muito disso pela arte de Ross, realçada pelas tintas de Jason Keith. É algo curioso e contraditório. O brasileiro só foi reconhecido em seu país de origem quando começou a trabalhar para editoras norte-americanas.
 
Para ver algumas páginas do álbum, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h54
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14/02/2007

Novo livro de Scott McCloud vai sair no Brasil

O último livro do escritor e desenhista Scott McCloud vai ser lançado no Brasil. "Making Comics", ainda sem nome em português, está programado para ser lançado em junho e terá 264 páginas.
 
A obra foi publicada nos Estados Unidos no ano passado e dá dicas de como produzir quadrinhos (ao lado, a capa da edição original).
 
O livro vai ser lançado pela M.Books, mesma editora que publicou as outras duas obras de McCloud: "Desvendando os Quadrinhos", relançado em 2005, e "Reinventando os Quadrinhos", do ano passado.
 
A obra já foi traduzida e está na fase de revisão. "É um livro que nós vamos trabalhar com muito mais cuidado", diz o editor da M.Books, Milton Mira de Assumpção. Segundo ele, a edição deve custar em torno de R$ 49.
 
Assumpção comenta também que pretende trazer o autor ao Brasil. A idéia é que a visita seja no começo do segundo semestre. Os primeiros contatos já foram feitos. Mas, até agora, não há nada definido. O principal problema é a agenda de McCloud, cheia por causa da divulgação de "Making Comics" nos Estados Unidos, Europa e Japão.
 
Scott McCloud virou um bom negócio para a M.Books. A reedição "Desvendando os Quadrinhos" (a primeira publicação foi por outra editora no meio dos anos 90) vendeu cerca de 10 mil exemplares. "Reinventando os Quadrinhos", entre 7 mil e 8 mil.
 
"Making Comics" é uma obra mais técnica. Ensina desde a melhor caneta a ser usada até a melhor tecnologia para produzir quadrinhos na internet.
 
A edição fecha uma trilogia de livros que discutem a linguagem e os recursos mercadológicos dos quadrinhos. Os relatados sã feitos por meio de uma história em quadrinhos. Quem conduz as idéias é o próprio McCloud, representado num desenho.
 
O autor comentou recentemente algumas idéias sobre os quadrinhos na internet e sobre a relação entre as tiras e os jornais. Para ler, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 13h39
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12/02/2007

Geraldinho vai ser publicado em livro

 
 
 
 
Seqüência de uma das tiras de Geraldinho 
 
 
 
 
 
Geraldinho, personagem criado por Glauco, vai ter dois livros publicados pela Cia. das Letras. As obras reúnem material veiculado no jornal "Folha de S.Paulo". O primeiro número está programado para abril e o segundo, para junho. De acordo com a editora, ambos terão cerca de 50 páginas cada um.
 
É o segundo personagem infantil brasileiro publicado pela Cia.das Letras. No ano passado, a editora lançou quatro volumes de Ozzy, criação de Angeli.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h31
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11/02/2007

Fantasma: de volta às histórias antigas

Registro rápido. O segundo número da revista "Fantasma", lançado nesta semana (Mythos, R$ 5, 99), volta a publicar material antigo do personagem.

A história desta edição é escrita por Lee Falk (criador do personagem) e ilustrada por Sy Barry, um dos mais conhecidos desenhistas do herói.

"O Rapto de Diana" (nome da aventura) foi publicada de agosto de 1965 a janeiro de 1966.

O número de estréia da revista, lançada no mês passado, trazia apenas histórias inéditas, produzidas neste século (leia mais aqui).

Eram duas aventuras, uma feita entre 2002 e 2003 e outra, entre 2005 e 2006.

Escrito por PAULO RAMOS às 15h58
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10/02/2007

Semana tem dois lançamentos nacionais independentes

Este mês de fevereiro, curiosamente, está concentrando uma série de lançamentos nacionais independentes feitos em sistema de parceria entre os autores. Parte das estréias ocorreu neste sábado durante a entrega do 23º Prêmio Angelo Agostini. É o caso das revistas "Garagem Hermética", "Defensores da Pátria" e "Quadrinhópole" (que teve mais um lançamento no evento). Há mais dois títulos em vista.

Neste domingo, começa a ser vendida a revista "Cão" (capa ao lado). Com 28 páginas, traz seis histórias produzidas por diferentes artistas. É o primeiro trabalho do Studio Vermis, formado por desenhistas, designers gráficos e artistas plásticos. Parte do grupo se formou no curso de histórias em quadrinhos promovido pela Gibiteca Henfil, de São Paulo. O mesmo ocorreu com os Sócios Ltda., pessoal que produz a "Garagem Hermética".

O lançamento está marcado para começar às 18h. Vai ser no Bar Asterix, em São Paulo (Al. Joaquim Eugênio de Lima, 573). A "Cão" custa R$ 2,60. No lançamento, sai por R$ 2. Há uma prévia no site do Studio Vermis (clique aqui).

O outro lançamento é em Mato Grosso. Trata-se do terceiro número da revista Gorjeta (R$ 3). O título foi produzido por meio de lei de incentivo à cultura. Está marcado para o próximo dia 16, às 19h, na Livraria Janina, no Pantanal Shopping (Av. Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá).

E aguarde, que vem mais lançamento de revista independente por aí.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h39
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09/02/2007

Palestras e lançamentos na entrega do Angelo Agostini

A entrega do 23º Prêmio Angelo Agostini vai ser neste sábado, em São Paulo. A premiação é promovida pela Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo. Os escolhidos foram selecionados por meio de votação aberta. A divulgação dos vencedores foi feita há três semanas.
 
O destaque deste ano é o álbum "Katita, Tiras sem Preconceito", que aborda, com humor, o homossexualismo feminino. Venceu em duas categorias: melhor lançamento de 2006 e melhor roteirista, Anita Costa Prado (veja a lista dos vencedores aqui).
 
A entrega dos prêmios é às 16h. Mas, antes, os organizadores programaram duas palestras: uma sobre o quadrinho independente brasileiro, às 13h, e outra sobre o papel da mulher no mercado de quadrinhos nacional, às 14h.
 
Às 15h, o espaço foi reservado para divulgação de trabalhos e lançamentos. Pelo menos três foram confirmados: o das revistas independentes "Defensores da Pátria" e "Garagem Hermética" (leia mais aqui) e do livro "Tiras de Letra Todo Dia" (feito por vários autores e que já teve dois outros lançamentos).
 
O 23º Prêmio Angelo Agostini vai ser no Senac Scipião, em São Paulo (rua Scipião, 67, na Lapa).

Escrito por PAULO RAMOS às 18h37
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08/02/2007

O rótulo, a luz e as trevas de Grandes Astros DC

O contexto sempre interfere na forma de interpretação de um texto. Se alguém diz que vai contar uma piada, por exemplo, isso cria automaticamente no interlocutor a expectativa de ouvir uma narrativa curta, de humor e com desfecho inesperado. Esse raciocínio vale para duas revistas lançadas nesta semana: "Grandes Astros: Superman" e "Grandes Astros: Batman & Robin" (Panini, R$ 3,90 cada uma).
 
Os dois títulos ganharam fama antes mesmo de serem publicados no Brasil, seja a fama verdadeira ou não. A trama do homem de aço foi rotulada como uma história que prima pela qualidade do texto, escrito por Grant Morrison. Ajudou a vitória no ano passado do prestigiado Prêmio Eisner (espécie de Oscar dos quadrinhos norte-americanos) na categoria melhor nova série.
 
Na obra, Super-Homem descobre que vai morrer. Suas células se sobrecarregaram de energia solar. A proximidade da morte volta a história para a humanidade dele. O título faz uma leitura do herói de Krypton dissociada da cronologia habitual das outras revistas mensais (nas quais Clark Kent, por exemplo, é casado com Lois Lane, o que não ocorre em Grandes Astros).
 
O oposto ocorreu com "Grandes Astros: Batman & Robin". A série foi associada como sendo um dos piores trabalhos de Frank Miller e Jim Lee, respectivamente escritor e desenhista da revista. O discurso foi "comprado" também por quem não leu. O rótulo deve influenciar a recepção da obra, que (re)conta a origem de Dick Grayson, o primeiro Robin.
 
O contexto é importante e interfere na leitura de uma obra. Mas é injusta e acrítica a rotulação de algo que nem sequer tinha sido lido. Resta somente a reprodução de um discurso ouvido de alguém. Analisando a história em si, sem a influência de rótulos de outrem, não é possível dizer ainda que uma pende à luz e outra, às trevas (a exemplo dos personagens-título).
 
Mas é possível detectar uma tendência. Enquanto Frank Miller usa todo o número de estréia para narrar a origem de Robin, Grant Morrison reconta a origem do Super-Homem em uma página com quatro quadrinhos. Isso permite a Morrison avançar numa nova trama. Já Miller lança o olhar sobre algo fartamente conhecido pelo leitor.

Escrito por PAULO RAMOS às 17h54
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07/02/2007

Três séries da Marvel para ficar de olho

As edições deste começo de ano das revistas da Marvel/Panini trazem três séries que merecem registro, ou pela qualidade do texto, ou pela situação inusitada que foi criada.
 
É o caso, por exemplo, de "Zumbis Marvel", anunciada para o semestre passado, que começa a ser publicada no número 41 da revista "Marvel Max" (edição de janeiro, lançada nesta semana). A minissérie em cinco partes é escrita por Robert Kirkman, o mesmo autor de "Mortos-Vivos".
 
Ele parte da seguinte premissa: e se os heróis da Marvel se tornassem zumbis, daqueles devoradores de cérebros? Logo no primeiro número, a "comida" é Magneto, tradicional vilão dos X-Men. 
 
A história lembra, em vários momentos, os filmes de terror "trash" dos anos 80. Por isso mesmo, torna-se interessante.
 
Os outros dois títulos para ficar de olho são escritos por Ed Brubaker. O primeiro é a estréia dele nas histórias do Demolidor, agora publicado na nova revista "Marvel Action". Ele assume a "batata quente" deixada por Brian Bendis, antigo roteirista do herói cego. A fase de Bendis -que revirou a vida do personagem- terminou com a identidade secreta do Demolidor revelada e ele, preso.
 
Quem já acompanhava as histórias do herói vai se supreender. Positivamente. Brubacker continua a história do ponto onde havia parado e mantém a curiosidade para saber o que vai ocorrer no próximo número. E faz algo raro de se ver: segue à risca o estilo de escrita de Bendis. Nem parece que houve troca de roteiristas.
 
A qualidade do texto é o diferencial da outra série escrita por Brubacker: Capitão América. Na verdade, as histórias dele à frente do título são publicadas há um ano na revista "Os Novos Vingadores". Mas chegam a seu ponto alto neste começo de ano. O escritor prepara o terreno para o encontro de herói com Bucky. O antigo parceiro do Capitão América na Segunda Guerra não morreu e trabalha para os soviéticos.
 
Ed Brubacker já era bom escritor na DC Comics (é dele parte das histórias da série "Gotham City Contra o Crime"). Conseguiu ficar melhor na Marvel.

Escrito por PAULO RAMOS às 18h01
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06/02/2007

Mais livros de bolso de Angeli e Laerte

A editora L&PM vai publicar mais livros de bolso com trabalhos de autores nacionais. Os novos lançamentos trazem tiras de Laerte e de Angeli. Os títulos começam a ser vendidos a partir de março.
  
São quatro obras, duas de cada um dos autores. De Laerte:  "Fagundes - Um Puxa-Saco de Mão Cheia" e "Striptiras" (com os gatos e zelador, informação que já tinha sido noticiada pelo Blog dos Quadrinhos na postagem de 6 de novembro).
 
De Angeli: "Walter Ego - O Mais Walter dos Walters" e "E Agora São Cinzas" (capa ao lado), segundo volume da coletânea de "Chiclete com Banana", já noticiado na postagem abaixo.
 
A coleção pocket, da L&PM, aumentou de um ano para cá o volume de títulos de quadrinhos, parte deles nacionais. Neste ano, já foram três lançamentos: "Snoopy", "Recruta Zero 2" e "Os Broncos Também Amam".

Escrito por PAULO RAMOS às 19h31
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05/02/2007

Ziraldo e Nani homenageados no Salão Carioca de Humor

 
 
 
 
 
 
Cartaz do 18º Salão Carioca de Humor, feito por Ziraldo
 

 

 

Dois mineiros que ganharam projeção no Rio de Janeiro e  atuaram nos anos 70 no jornal alternativo "O Pasquim" são os homenageados do 18º Salão Carioca de Humor. Ziraldo Alves Pinto e Ernani Diniz Lucas, o Nani, serão objeto de duas exposições durante o evento, que tem abertura no próximo dia seis de março.  

A homenagem marca os 40 anos de carreira de Nani (autor de "Vereda Tropical" e vários livros de cartum) e os  75 de vida de Ziraldo. O criador de Menino Maluquinho e de Jeremias, o Bom é o autor do cartaz do Salão (imagem ao lado). Ele também preside o júri, que já avalia os melhores trabalhos. Neste ano, foram inscritas 1520 ilustrações.
 
O júri seleciona 45 trabalhos para serem expostos no Centro de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio. Também define os três vencedores das categorias charge, cartum, caricatura e histórias em quadrinhos. Cada um dos primeiros colocados ganha R$ 6 mil.

Escrito por PAULO RAMOS às 11h27
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04/02/2007

Garagem Hermética chega ao segundo número

O difícil não é tanto lançar uma revista independente no Brasil. O desafio é chegar ao segundo número. Esse obstáculo, pelo menos, já foi superado pelos integrantes do Sócios Ltda., grupo que assina "Garagem Hermética". A segunda edição vai ser lançada no próximo sábado, em São Paulo.

O título tem 32 páginas e traz dez histórias, produzidas por diferentes autores. A capa ao lado é de Camila Torrano.

Há também um artigo, "Quadrinhos. Independência ou Morte!", escrito pelo pesquisador Nobu Chinen, integrante do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP (Universidade de São Paulo).

O grupo Sócios Ltda. É a prova de que é possível produzir quadrinhos nacionais –de qualidade-, basta querer. Os integrantes se conheceram num curso de histórias em quadrinhos promovido em 2005 pela Gibiteca Henfil, de São Paulo (o editorial da revista comenta sobre isso).

Nas aulas, ouviram que, para publicar quadrinhos no Brasil, deveriam ter iniciativa. Partiram, então, para a ação. O resultado foi a criação da revista independente "Garagem Hermética".

O primeiro número foi publicado no meio do ano passado (leia mais na postagem de setembro). Esta segunda edição terá lançamento na entrega do 23º Prêmio Angelo Agostini (leia aqui). Vai ser no sábado, dia 10, no SENAC Lapa (rua Scipião, 67, São Paulo).

Há uma prévia e mais informações sobre a revista independente no blog do grupo. Para ler, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 09h48
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02/02/2007

Histórias clássicas de Batman e Super-Homem vão ser relançadas

As primeiras histórias de Super-Homem e Batman, do final da década de 30, vão ser relançadas no Brasil pela editora Panini. A informação foi anunciada em revistas mensais da editora, que começaram a ser vendidas nesta sexta-feira.
 
As obras vão se chamar "Crônicas - Batman" e "Crônicas - Superman". Terão histórias dos criadores dos dois personagens: Bob Kane (de Batman) e a dupla Jerry Siegel e Joe Shuster. Segundo a editora, a previsão é lançar os dois títulos no segundo semestre.
 
A Panini programou outro lançamento com histórias clássicas. "DC Showcase - Liga da Justiça" vai trazer as primeiras aventuras da Liga da Justiça, escritas por Gardner Fox e desenhadas por Mike Sekowsky.
 
A divulgação nas revistas mensais informa ainda que a editora vai relançar a minissérie "Lendas", publicada no Brasil em 1988 pela editora Abril. Foi a primeira grande história da DC após "Crise nas Inifinitas Terras". A série foi escrita por John Ostrander e Len Wein e teve desenhos de John Byrne (outra obra dele dos anos 80 relançada pela Panini).
 
As outras novidades já tinham sido antecipadas pelo Blog dos Quadrinhos: Tropa dos Lanternas Verdes (que sai este mês em "Superman & Batman") e as minisséries "Sete Soldados da Vitória" (sai em abril) e "Justiça" (em doze edições mensais). Além de "Superman" e "Batman" All-Star. Leia mais aqui e aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h32
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Vertigo, ABC e Wildstorm na Pixel: o que muda no mercado?

O material das linhas Vertigo, Wildstorm e ABC vai ser publicado neste ano pela Pixel. Os três selos estão vinculados à editora norte-americana DC Comics e incluem títulos que eram publicados por outras editoras brasileiras, como "Preacher", "Fábulas", "Authority", "100 Balas" e algumas das revistas escritas por Alan Moore (caso de "Tom Strong").
 
A informação foi noticiada nesta sexta-feira pelo site Universo HQ e foi confirmada hoje à tarde pelo editor-chefe da Pixel, Odair Braz Junior. Segundo ele, o contrato foi assinado no começo desta semana e dura cinco anos. Os primeiros lançamentos devem ocorrer dentro de dois meses. "A gente queria lançar em março, mas está meio em cima. Deve ficar para abril", diz.
 
A Pixel participou de uma longa negociação no semestre passado para ter os direitos de todas as publicações da DC Comics. Mas não conseguiu. Os títulos de super-heróis ficaram com a Panini, editora que já vinha publicando as histórias no Brasil (leia mais aqui).
 
Braz Junior diz que o novo acordo, na prática, foi uma volta à primeira proposta feita à DC. "O plano original da Pixel sempre foi publicar Vertigo e Wildstorm. Eles haviam pedido uma proposta para todo o universo DC", diz. "A gente acha que Vertigo e Wildstorm fazem mais sentido para a nossa realidade, que é apostar em livrarias".
 
O que muda na prática?
 
A edição dos títulos da DC fica mais coesa no Brasil, algo que há anos não ocorria. Duas editoras passam a concentrar os vários títulos da empresa norte-americana. Panini fica com super-heróis; Pixel, com os demais (à exceção de "Sandman"; leia mais abaixo).
 
A mudança também aumenta em alguns pontos a temperatura da disputa editorial no Brasil. Se já houve concorrência forte de mercado em 2006 -e houve- a tendência se acentua em 2007. O campo dessa disputa vai ser nas livrarias, área que a Panini já anunciou que vai investir.
 
O reflexo prático disso já é sentido. A Devir, que em tese seria a grande prejudicada pela perda de títulos da Vertigo e ABC, optou por não esperar uma definição da DC e diversificou os lançamentos para este ano. Atitude que se revelou acertadíssima. Vai publicar desde Tartarugas Ninjas a obras do quadrinho alternativo norte-americano e francês.
 
A Pixel, que estreou no mercado há um ano, segue a mesma linha. Se já tinha um quadro alternativo de obras (que tinha como carro-chefe o italiano "Corto Maltese"), amplia ainda mais seu espaço no mercado e a disputa com outras editoras nas livrarias.
 
Em tempo: a mudança não afeta "Sandman", série lançada pela Conrad. A editora manteve um contrato separado de (re)publicação de toda a obra (leia mais na postagem de 28 de dezembro).

Escrito por PAULO RAMOS às 19h15
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