27/12/2007
ONU usa super-heróis da Marvel para melhorar imagem da entidade
Super-heróis da Marvel Comics vão protagonizar uma história em quadrinhos que será usada para melhorar a imagem da ONU (Organização das Nações Unidas).
A Marvel Comics é a editora norte-americana que detém os direitos de personagens como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e X-Men, que se tornaram ainda mais populares após terem versões feitas para o cinema.
Segundo o jornal "Financial Times", que noticiou a história, um milhão de exemplares da revista vão ser distribuídos a estudantes norte-americanos.
Depois, a história vai ser levada a outros países.
A trama ainda não está pronta. O roteiro deve ser aprovado em fevereiro.
De acordo com a matéria, assinada por Deborah Brewster, os heróis vão atuar com grupos ligados à ONU num "país fictício devastado por guerras".
A organização internacional, que tem sede em Nova York, registra um histórico de atritos com os Estados Unidos, acentuados após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Na ocasião, três aviões seqüestrados se chocaram com as torres do World Trade Center, em Nova York, e no prédio do Pentágono, em Virgínia. Uma quarta aeronave caiu.
A retaliação norte-americana contra o Afeganistão, num primeiro momento, e contra o Iraque não contou com o aval da ONU, em tese necessário para esse tipo de ação.
Os quadrinhos da Marvel Comics -como o restante da mídia do país- inicialmente deram suporte às ações militares do governo do presidente George W. Bush.
Nos últimos anos, no entanto, alguns autores da editora têm se manifestado visivelmente contrários à política externa do país e usam os quadrinhos como metáfora para criticar a política adotada por Bush.
É o caso de Mark Millar, escritor de "Os Supremos". No segundo arco da série, várias potências mundiais se unem para conter a presença dos Estados Unidos no mundo.
Houve neste ano outro flerte da ONU com os quadrinhos.
Mônica, do brasileiro Mauricio de Sousa, foi escolhida embaixadora brasileira do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
O UOL traduziu a reportagem do jornal "Financial Times". O texto pode ser lido neste link.









Escrito por PAULO RAMOS às 15h36