Uma negociação, até há poucos dias sigilosa, pode terminar na venda da editora carioca Desiderata para a Ediouro.
A informação foi confirmada agora à tarde pela assessoria da Desiderata.
Segundo a assessoria, a editora está "em processo de compra", mas o contrato ainda não foi assinado.
O assunto veio a público na quarta-feira, numa nota da coluna de Ancelmo Gois, publicada no jornal "O Globo", do Rio de Janeiro.
Para o jornalista, a compra já foi efetivada.
A Desiderata se firmou no mercado no ano passado.
A editora carioca ganhou destaque com a boa repercussão das antologias do jornal alternativo "Pasquim".
Foram lançadas duas coletâneas até agora, que se tornaram uma espécie de "galinha dos ovos de ouro" da editora.
O lucro estimulou investimento em outras áreas, como humor gráfico (sob os cuidados do veterano cartunista Jaguar).
O último lançamento foi uma antologia do "Planeta Diário", jornal alternativo que era feito por parte dos integrantes do programa "Casseta & Planeta", da TV Globo.
Neste ano, a Desiderata começou a investir em álbuns nacionais de quadrinhos.
Lançou duas obras: "Caraíba", de Flavio Colin (1930-2002), e "A Boa Sorte de Solano Dominguez", de Wander Antunes e Mozart Couto (leia mais aqui).
A proposta da editora, pelo menos até a negociação, era publicar outros álbuns.
Um estava previsto para dezembro. Trata-se de uma adaptação de contos dos Irmãos Grimm (leia aqui).
Pelo menos outros dois estavam em processo de produção: 1) "Copacabana" e 2) "O Cabaleira" (leia aqui).
A Ediouro é sócia de outra editora de quadrinhos, a Pixel, que tem publicado revistas da ABC, Vertigo e Wildstorm, selos vinculados à editora norte-americana DC Comics (a mesma de Batman e Super-Homem).
A Pixel entrou no mercado de quadrinhos no início do ano passado.
Escrito por PAULO RAMOS às 16h41
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29/11/2007
Começa votação para Prêmio Angelo Agostini 2007
A organização do 24º Prêmio Angelo Agostini começou a votação para definir os autores nacionais que mais se destacaram neste ano.
As orientações sobre a premiação foram divulgadas nesta quinta-feira no site "Bigorna", especializado em quadrinhos e cultura pop.
O texto é assinado por Worney Almeida de Souza, da Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo.
A associação promove o evento, um dos poucos da área existentes no país.
Qualquer pessoa pode participar da votação. A entrega dos prêmios será no dia 16 de fevereiro do ano que vem.
O Prêmio Angelo Agostini possui sete categorias:
melhor desenhista
melhor roteirista
melhor lançamento
melhor fanzine
melhor cartunista
Prêmio Jayme Cortez (para quem se destacou na incentivação ou divulgação da área)
Mestres do Quadrinho Nacional
Cada pessoa pode votar em dois nomes. A única exceção é a categoria "Mestres do Quadrinho Nacional", que aceita três indicações.
A organização recebe os votos até o dia 5 de janeiro.
Na premiação do ano passado, o livro "Katita - Tiras sem Preconceito" foi o principal vencedor.
Ganhou em duas categorias: melhor lançamento de 2006 e melhor roteirista (para a escritora Anita Costa Prado).
Veja aqui os outros vencedores de 2006 do Prêmio Angelo Agostini.
Escrito por PAULO RAMOS às 16h32
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26/11/2007
Polêmica sobre declaração de FHC tem tudo a ver com quadrinhos
Há um lado bom na declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, noticiada com destaque pela imprensa no fim de semana.
O caso trouxe à tona uma das raras oportunidades de discutir, na mídia, o conceito de preconceito lingüístico e de variações lingüísticas. E de como essas idéias têm tudo a ver com os quadrinhos.
Aos fatos.
A polêmica declaração do ex-presidente foi dada na convenção do PSDB na sexta-feira passada.
A fala, segundo a imprensa, foi endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
"Queremos brasileiros melhor educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria."
A declaração ecoou nos jornais no sábado e no domingo.
As matérias mostravam que a fala do ex-presidente pecava num ponto: não seguia a crítica que fazia.
Do ponto de vista da norma culta, não deveria ser "melhor educados", mas sim "mais bem educados".
Verbos no partícípio aceitam apenas as formas "mais bem" e "mais mal": mais bem escrito, mais mal escrito, mais bem falado, mais malfalado ("malfalado" é escrito junto, segundo os dicionários).
Está "errado", então, falar "melhor educado"?
Depende. De que ponto de vista estamos falando?
Sob o olhar da norma culta, sim.
Sob o olhar lingüístico, devem-se levar em conta outros aspectos.
A Lingüística trabalha com a idéia de que a língua varia. Uma dessas variações é chamada norma culta, socialmente a mais prestigiada no país.
Desse ponto de vista, a língua varia conforme uma série de fatores.
Não haveria um certo ou um errado, mas sim situações em que é adequado falar ou escrever de determinado jeito.
Na internet, por exemplo, é comum adaptarmos a escrita para a aproximarmos da fala coloquial.
É "errado" escrever assim? Não, desde que o contexto e as pessoas que participem do diálogo virtual aceitem tal uso.
Numa conversa com os amigos, você fala "me contaram uma história de você" ou "contaram-me uma história de você"?
A primeira possibilidade, com a próclise, é a mais coloquial, embora seja a condenada pela norma culta.
Há quem defenda que quem não segue a norma culta é burro ou despreparado intelectualmente.
Responderia, então, que somos todos -inclusive eu- burros e despreparados intelectualmente.
Que atire a primeira pedra quem nunca cometeu "deslizes" no uso da norma.
Essa intolerância sobre as várias formas de uso da língua, principalmente a oral, é o que a academia chama de "preconceito lingüístico".
É o mesmo preconceito que a fala de Fernando Henrique Cardoso escondia e que, para alguns autores, é tão sério e condenável quanto outras formas de preconceito.
Mas o que isso tem a ver com quadrinhos?
Se posto de lado, o preconceito lingüístico abre os ouvidos para uma infinidade de usos distintos da língua, até então analisados como "erros".
Se observados como variantes possíveis da língua, ajudam, e muito, a caracterizar os personagens dos quadrinhos nos balões de fala.
Alguém imagina o informal Coisa, do Quarteto Fantástico, gritando algo como "Está na hora da briga?"
Claro que não. O bordão dele se fixou na forma "tá na hora do pau", uma mescla de redução verbal (tá) com expressão gíria.
Por outro lado, ninguém imaginaria o Poderoso Thor, nobre por formação, dizendo algo como "Xará! É briga que você quer?", como faziam as traduções da Bloch nos anos 1970.
A fala de Thor é representada nos balões de uma maneira muito mais formal, com vocabulário bem rebuscado e pronomes na segunda pessoa do plural.
Ainda são raros os estudos científicos sobre o papel da variação lingüística na caracterização dos personagens. Mas é possível enxergar algumas tendências.
Uma delas é que há um gradual aumento no número de gírias e de construções coloquiais nos quadrinhos da década de 1960 para cá.
É só observar os extremos.
A extinta Ebal (Editora Brasil-América) raramente trazia gírias no vocabulário dos personagens. Quando o fazia, usava aspas.
Numa história do Quarteto Fantástico, a Mulher-Invisível chamava o Coisa de "um pão", termo usado entre aspas (a gíria faz referência ao fato de uma pessoa ser tida como atraente).
A Panini nas atuais histórias de super-heróis usa e abusa de coloquialismos no vocabulário, de reduções, de colocação pronominal fora da norma padrão.
O Coisa, novamente ele, serve de exemplo.
Outra tendência é que a caracterização da fala do personagem é feita geralmente com base em estereótipos.
Se a pessoa é inteligente, tende a falar de acordo com a variante culta; se não, de modo mais informal, com vocabulário informal.
Mais uma conclusão, talvez a mais relevante: o vocabulário utilizado pelos personagens se torna um registro de época.
"Um pão" era uma gíria comum na década de 1960. Hoje, caiu em desuso. Uma história do Quarteto Fantástico, publicada na época, traz um registro físico do vocabulário de então.
Desse ponto de vista, os quadrinhos se tornam documentos históricos a serem resgatados e estudados a posteriori.
É o que falta: mais estudos. Material para pesquisa tem de sobra.
Escrito por PAULO RAMOS às 21h02
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23/11/2007
Uma boa tira de Adão Iturrusgarai
Crédito: a tira de "La Vie en Rose", feita por Adão Iturrusgarai, saiu na edição desta sexta-feira da "Folha de S.Paulo".
Escrito por PAULO RAMOS às 18h47
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19/11/2007
Justiça da Espanha condena chargistas por ironizarem príncipe
O vídeo acima mostra a leitura da sentença judicial que condenou o escritor Manel Fontdevilla e o desenhista José María Vásquez Honrubia ao pagamento de multa de 3 mil euros cada um (o equivalente a cerca de R$ 5.100).
A gravação foi feita no dia 13 deste mês, data da condenação, e reproduzida no dia seguinte no site espanhol "El Mundo". A cena também está disponível no UOL Vídeos.
O motivo da condenação é uma charge feita por Fontdevilla e Honrubia para "El Jueves", tradicional revista de humor gráfico da Espanha.
A charge, mostrada na capa de uma das edições de julho (ao lado), trazia o príncipe espanhol Filipe de Bourbon fazendo sexo com a esposa, a jornalista Letizia Ortiz.
O herdeiro do trono espanhol dizia, numa tradução aproximada:
- Viu? Se ficar grávida, isso vai ser a coisa mais parecida com trabalho que já fiz na vida!
A brincadeira se pautava na decisão do primeiro-ministro espanhol José Luiz Zapatero de dar 2.500 euros (cerca de R$ 4.300) a cada filho que os casais tivessem a partir de então.
A revista foi recolhida das bancas em julho por decisão da justiça.
Uma lei espanhola proíbe injúria a membros da Coroa.
"Injurioso" foi o termo exato usado pelo juiz na condenação.
Os chargistas argumentaram que não tinham "nenhum sentimento de culpa" pelo desenho publicado.
A decisão da Justiça espanhola pautou a última edição da revista semanal.
Mais de uma história da "El Jueves" aborda o tema, sempre em tom de provocação.
Numa das brincadeiras, o desenhista Albert Monteys tenta imaginar o será feito com os 6 mil euros da multa (3 mil euros de cada um):
O grupo "Repórteres sem Froteiras", entidade internacional que defende a atuação livre da imprensa, condenou a decisão da justiça.
A organização também tinha se posicionado contra o recolhimento da revista em julho, classificando o caso como um "ato de censura".
Em nota no site da entidade, o grupo pede alteração na lei que defende a Coroa de críticas, de modo adequar a legislação penal "à sociedade da informação".
Quando o Blog noticiou o caso em julho, a Associação dos Cartunistas do Brasil também tinha visto no caso restrição à liberdade de imprensa (leia aqui).
Crédito: o desenho desta postagem foi reproduzido da página virtual do "El Jueves".
Escrito por PAULO RAMOS às 21h06
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12/11/2007
A árvore genealógica de Schulz na figura de seus personagens
A revista "Época", que começou a ser vendida no fim de semana, traz mais uma matéria sobre "Schulz and Peanuts - A Biography", livro sobre a vida do criador de Snoopy.
O diferencial da reportagem, assinada por Marcelo Zorzanelli, é que traz uma espécie de "árvore genealógica" do autor no rosto dos personagens que criou.
As informações foram baseadas no livro biográfico de David Michaelis, lançado no mês passado nos Estados Unidos.
O autor defende que Charles Schulz, falecido em 2000, representou a si mesmo nas tiras de Snoopy e companhia (leia mais aqui).
As relações, segundo quadro apresentado pela revista, têm como elemento nuclear Lucy, menina que sempre ridiculariza Charlie Brown, dono de Snoopy.
A atitude dela seria uma forma de representar a primeira esposa, Joyce Halverson.
Charlie Brown -sonhador, melancólico e vítima do sarcasmo de Lucy- seria a representação do próprio Schulz quando criança.
O criador da tira, que começou a circular em 1950 nos Estados Unidos, teria ainda um segundo alter ego, Schroeder, menino que ficava sempre tocando piano (imagem acima).
Seria o Schulz adulto. O piano indicaria uma metáfora da tiras que criava, uma válvula de escape.
Reforça essa leitura o fato de Schroeder sempre ignorar Lucy, representação da primeira esposa.
Até onde se pôde apurar, a biografia não tem previsão de lançamento no Brasil. Mas pode ser importada.
Escrito por PAULO RAMOS às 20h02
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10/11/2007
E se o Homem-Aranha tivesse morrido?
O jornalismo vive de informações e de boas histórias.
O fim desta semana trouxe um personagem jornalisticamente saborosíssimo.
Riquelme Wesley Maciel dos Santos, um menino de cinco anos, salvou um bebê de um ano e dez meses de um incêndio em uma casa em Palmeira, em Santa Catarina.
O detalhe que chamou a atenção da imprensa: ele vestia uma roupa semelhante ao uniforme do Homem-Aranha. Sem máscara, o traje deixava os braços e as pernas do menino de fora.
O assunto ganhou projeção após ser exibido na sexta-feira em uma reportagem da RBS, afiliada na TV Globo no sul do país.
Não demorou para a notícia ganhar destaque em outros veículos informativos.
À tarde, já era uma das chamadas da página principal do UOL.
À noite, a notícia foi reexibida no Jornal Nacional em tom de crônica, narrada pelo apresentador Willian Bonner.
Neste sábado, a foto do menino estampa a capa da "Folha de S.Paulo" e do "Estado de S.Paulo".
As reportagens traziam mais ou menos o mesmo enfoque.
O fogo ocorria na casa da vizinha, uma construção de cinqüenta metros quadrados, feita de madeira.
Aos prantos, a mulher percebeu que a casa pegava fogo.
Ela correu para o quarto onde estava a filha. Viu as chamas.
A fumaça e o fogo inibiram a entrada da mãe.
Mesmo assim, Riquelme, que brincava na casa, invadiu o quarto e salvou o bebê, deitado no berço.
Oitenta por cento da casa foi destruída. Ninguém se feriu.
Riquelme sentiu medo?
"Claro que não. O Homem-Aranha não é fraco e não tem medo", diz o menino, alçado a herói, em trecho da reportagem do Estado.
Os bombeiros tiveram registro rápida em todas as reportagens. Algumas nem os mencionaram).
Eles desaprovaram a atitude do menino, dado o perigo que correu.
"Ele poderia ter se tornado mais uma vítima", ponderou um dos bombeiros ao UOL.
Felizmente, ninguém se machucou.
Mas, como o enfoque dado ao caso foi lúdico, uso o artifício para imaginar um outro cenário.
E se o menino tivesse ficado ferido ou, pior, morrido?
Felizmente, não custa reiterar, não foi o que ocorreu.
Mas esse desfecho trágico poderia ter ocorrido, como alerta o próprio Corpo de Bombeiros.
Será que teríamos na mídia o mesmo olhar lúdico do menino que se sentiu super-herói e tentou um ato de bravura?
Ou será que o olhar seria na influência que um personagem exerceu num garoto de cinco anos, a ponto de ele se sentir um herói e perder a vida num incêndio?
Os anos de convivência com a grande imprensa me levam a crer na segunda alternativa.
É daquelas pautas prontas: mostra-se a tragédia da morte do garoto e usa-se a roupa de super-herói como algoz.
A mãe, no velório, chora. Gera automática comoção.
Os bombeiros -agora, sim, ouvidos com destaque- condenariam a atitude do menino, como já condenaram.
Os repórteres iriam em busca de especialistas em psicologia infantil para que eles dissessem que a criança, com roupa de um herói, sentia-se o próprio personagem.
Afinal, alguém iria lembrar, foi o próprio garoto quem disse: "O Homem-Aranha não é fraco e não tem medo."
O termo "quadrinhos" seria inserido nas matérias com o conteúdo pejorativo que ainda carrega (embora, sabemos todos, isso tem mudado a passos largos de dois anos para cá).
Pessoas ligadas a quadrinhos dificilmente seriam ouvidas nas reportagens para dar o chamado "outro lado".
Por um detalhe simples: a maior parte da grande mídia não tem um ritmo de notícias de quadrinhos e, por isso, não possui contatos na área.
Mas algum jornalista lembraria no texto "a violência existente nas histórias em quadrinhos lidas pelas crianças".
Se alguma matéria citasse o mangá "Battle Royale" –no qual estudantes têm de matar uns aos outros-, o impacto seria ainda maior.
O enfoque da imprensa, em suma, de lúdico não teria nada.
A mídia voltaria à caça às bruxas de que os quadrinhos foram vítimas a partir da década de 1950 e que, ainda hoje, traz resquícios à área.
Felizmente, Riquelme dos Santos, vestido de Homem-Aranha, saiu ileso do salvamento.
Sem saber, o menino salvou também a imprensa de reproduzir o desgastado discurso estereotipado sobre as histórias em quadrinhos.
Escrito por PAULO RAMOS às 12h24
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08/11/2007
Mauricio de Sousa critica sistema de distribuição setorizada
Mauricio de Sousa fez críticas ao sistema de distribuição setorizada de revistas em quadrinhos nas bancas brasileiras.
Por esse sistema, uma mesma revista não é lançada ao mesmo tempo em todo o país.
A publicação chega primeiro aos estados com maior poder de compra, como São Paulo e Rio de Janeiro, e depois ao restante do país. A estratégia é para evitar encalhe de material.
A crítica do criador da Turma da Mônica foi feita ontem num bate-papo virtual promovido pelo portal BOL.
Mauricio de Sousa respondia à pergunta de um leitor do Rio Grande do Sul.
O internauta -identificado como "MauriccioRS"- queria saber se o emprésário e desenhista considerava mais difícil escrever histórias com personagens mais maduros.
A resposta, na íntegra:
Aí no Rio Grande do Sul está saindo um gibi grande da Tina com novos temas avançados.
Por um problema de setor, de distribuição setorizada, os gibis não saem ao mesmo tempo no país.
Estou brigando por isso. Acham que em SP e RJ tem que sair primeiro.
Estou conversando com a distribuidora Dinap para fazer isso.
A distribuição de jornal já era assim há 30 ou 40 anos atrás e por que não poderia agora?
A revista da personagem Tina a que ele se refere é a minissérie "Tina e os Caçadores de Enigmas", em que os personagens são mostrados num traço um pouco mais realista.
O primeiro número da minissérie foi lançado em São Paulo há mais de um mês.
A obra é da Panini, editora onde Mauricio de Sousa publica suas revistas desde o início do ano (leia mais aqui).
Outras publicações especiais da editora têm sido vendidas de forma setorizada.
No bate-papo, mediado por Marcelo Tas, Mauricio de Sousa disse também que pretende estimular a leitura via Unicef (Mônica recebeu nesta semana o título de "embaixadora do Unicef no Brasil").
Falou ainda sobre um curioso comercial dos anos 60, que trazia Cascão tomando banho.
E reiterou que fará uma versão da Mônica em mangá, nome dado ao quadrinho japonês.