22/09/2007

BigHatBoy: história em quadrinhos com toque de dobradura

Fiz um texto curto para o "Folhinha", suplemento infantil do jornal "Folha de S.Paulo", sobre o lançamento de "BigHatBoy" (Conrad, R$ 25).

A matéria saiu na edição deste sábado e pode ser lida neste link (assinante UOL).

A obra, do brasileiro Marco Alemar, se passa num mundo em que todos os personagens são de papel e usam chapéus.

A editora pretende dar continuidade à série, feita no estilo dos mangás, no ano que vem. 

O álbum, de 88 páginas, teve lançamento na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

Saiba mais aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 16h39
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06/09/2007

Site cria seção com tiras cômicas (inclusive Maakies)

Arnaldo Branco às segundas. O norte-americano Tony Millionaire às quartas. André Dahmer às sextas-feiras.

O trio integra uma nova seção do portal G1 dedicada a quadrinhos. As primeiras tiras entraram no ar nesta semana.

Branco publicará histórias inéditas da tira "Mundinho Animal".

Ele já tem um álbum publicado com outro personagem, "As Aventuras do Capitão Presença", lançado no ano passado (leia aqui).

O cartunista também fez o roteiro da adaptação em quadrinhos da peça "Beijo no Asfalto", publicada há poucas semanas.

Tony Millionaire é o autor de "Maakies", uma das tiras cômicas mais inovadoras (e intencionalmente surreais) dos últimos anos.

Os protagonistas da tira são dois marinheiros: o corvo bêbado Drinky Crow e o não menos bêbado macaco Tio Gabby (Uncle Gabby, no original).

As histórias surreais da dupla foram publicadas no Brasil num álbum, lançado em junho (leia mais aqui).

André Dahmer também tem um dos trabalhos mais inovadores na área de tiras.

Isso fica bem claro na série "Malvados", muito lida na internet e publicada na seção de cultura do "Jornal do Brasil".

No mês passado, ele publicou parte de sua produção virtual em "O Livro Negro de André Dahmer" (leia aqui).

Clique aqui para ler as tiras.

Escrito por PAULO RAMOS às 10h46
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03/09/2007

Virei colunista de site ligado ao PC do B. Só não me avisaram disso

Um texto deste blog foi reproduzido no site "Vermelho", página virtual ligada ao PC do B.

A postagem do blog, veiculada em duas partes na manhã do dia 23 de agosto, analisava a mudança do discurso da mídia impressa com relação aos quadrinhos (leia aqui).

O site "Vermelho" reproduziu o texto no mesmo dia, às 21h43 (veja aqui).

Lá, eu assino a matéria (ao lado aparece o nome deste blog) e tenho tratamento de colunista aos olhos do leitor.

Os responsáveis pelo site só se esqueceram de me avisar e de me pedir autorização.

Também se esqueceram de me comunicar quais foram os critérios usados para alterar parte do texto que fiz (e que, não custa reforçar, assino no site deles).

O título original, "Discurso sobre quadrinhos na mídia impressa começa a mudar", foi alterado para "Como e por que a mídia passou a falar melhor dos quadrinhos".

Se consultado (não fui), ponderaria que o texto original ajustava o foco na mídia impressa, não em toda a mídia. A alteração, editorialmente falando, foi para pior.

Outra mudança foi a inserção de intertítulos, nome dado no jornalismo às palavras em negrito usadas no meio do texto para separar blocos de parágrafos.

O recurso é usado para organizar melhor a matéria ao leitor.

Foram inseridos quatro intertítulos: "reportagem", "nova pauta", "outro olhar", "inserção maior". Eles inexistiam na versão original.

Pelo que vejo, os mantenedores da página lêem este blog. É mais um sinal de que esta página é acompanhada por leitores fora do âmbito dos quadrinhos.

Agradeço as visitas, a intenção de usar a informação deste blog, mas insisto que os senhores deveriam ter consultado o autor antes.

Para uma eventual próxima vez, antecipo que não autorizo a reprodução do texto.

Dois motivos balizam essa postura.

O primeiro é a falta de confiança manifestada nessa primeira experiência involuntária.

O segundo motivo é a vinculação do site a um partido político.

A associação a um partido –qualquer que seja ele, é importante que se registre- tira do jornalista a isenção e a independência necessárias ao bom cumprimento da função.

É um valor meu. E é inegociável.

Pelo mesmo motivo, opto por não usar anúncios publicitários neste blog.

Só lamento não ser este um fato isolado. Os colegas do site Universo HQ, também sobre quadrinhos, tiveram há poucas semanas problema semelhante.

Matéria assinada por Marcus Ramone foi reproduzida, na íntegra, pela Agência JB, vinculada ao "Jornal do Brasil", do Rio de Janeiro.

E sem crédito à fonte. A própria agência assinava o texto.

A mídia virtual ainda luta para conquistar a mesma credibilidade dos demais veículos de informação.

Fatos como esses só servem para reforçar o coro dos que desconfiam da internet e das informações jornalísticas veiculadas por ela.

E ajudam a destruir a credibilidade real criada pelos sites sérios do mundo virtual.

Escrito por PAULO RAMOS às 20h32
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