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27/11/2007
Zarabatana: a trajetória da caçula das editoras de quadrinhos
Faz um ano que “O Prolongado Sonho do Sr. T”, do espanhol Max, começou a ser vendido.
O álbum marcava a entrada da Zarabatana no mercado brasileiro de quadrinhos.
O sonho que dá nome à obra sintetizava um outro sonho, o de criar uma editora de quadrinhos.
O dono e editor da Zarabatana, Cláudio Martini, conta que o desejo publicar quadrinhos é antigo. O nome da editora, diz, tinha sido definido em 1993.
Ele gostou da sonoridade da palavra "Zarabatana" e do fato de o termo iniciar e terminar com os extremos do alfabeto.
Nesse primeiro ano, a editora formou um catálogo com sete títulos, até então pouco conhecidos no país.
Entre as obras, estão dois dos melhores lançamentos do ano, "Mulheres" e "Pyongyang - Uma Viagem à Coréia do Norte" (leia mais aqui e aqui).
Um oitavo título, "Escombros - Crumble: O Status de Knucle", está programado para dezembro (capa abaixo).

As obras são produzidas em Campinas, no interior paulista, cidade onde Martini mora. Nasceu no município vizinho, Valinhos, há 52 anos.
A dedicação à editora não é exclusiva. Publicitário por formação, trabalha em paralelo com projetos editoriais, principalmente para revistas.
Ele também assina uma coluna sobre quadrinhos no portal Terra (acesse aqui).
Na coluna virtual, ele dá dicas do quanto entende e se interessa por publicações estrangeiras alternativas, características que se tornaram a alma da Zarabatana.
A festa de um ano da editora é nesta terça-feira à noite, na “HQMix Livraria”, no centro de São Paulo (leia mais aqui).
Mas, antes de viajar para a capital paulista, Martini conversou com o blog, por e-mail.
O bate-papo virtual teve ares de balanço.
Qual o saldo que a caçula das editoras de títulos adultos de quadrinhos faz do atual mercado?
Há mercado para tantos quadrinhos, de novas e de antigas editoras?
As respostas ajudam a entender um pouco melhor a situação atual dos quadrinhos no Brasil do privilegiado ponto de vista do editor.
***
Blog - Qual o saldo que você tira desse primeiro ano da editora?
Cláudio Martini - A recepção que os livros tiveram na mídia especializada (e na não especializada também, que começa a dar mais espaço para os quadrinhos) foi muito boa. Como estamos editando histórias em quadrinhos de autor, que eu classificaria como alternativos, o leitor de quadrinhos e mesmo o que não costuma ler habitualmente quadrinhos – que também esperamos atingir – ainda precisa descobrir estas obras. E tenho certeza de que vai gostar muito.
Blog - Financeiramente, a editora já tem lucro com o material que lança?
Martini - Estamos na fase de investimento e formação de um catálogo de títulos consistente, o que creio que vai levar pelo menos mais um ano.
Blog - A Zarabatana é nova no mercado. Houve uma espécie de "bloqueio" das demais editoras de quadrinhos para os seus lançamentos?
Martini - Não tive conhecimento de nada nesse sentido.
Blog - Houve obras da Zarabatana que chegaram a ser expostas com destaque em pelo menos uma grande livraria de São Paulo. Como tem sido a inserção dos títulos nesse mercado?
Martini - A Livraria Cultura da [Avenida] Paulista expôs durante vários meses nossos primeiros lançamentos em suas vitrines. Nossos títulos estão presentes na maioria das lojas virtuais, mas ainda estamos batalhando para construir uma distribuição mais eficiente para as livrarias.
Blog - Você acredita que começa a existir uma overdose de lançamentos e de editoras com olhos apenas nas livrarias? Ou há mercado para todas?
Martini - Creio que havia uma lacuna de décadas que está sendo finalmente preenchida. Só que as livrarias não estavam preparadas para isso e nem tinham espaço em suas prateleiras para essa quantidade de lançamentos que estamos presenciando. Se há mercado para todas, creio que é cedo para responder.
Blog - Aproveitando o gancho sobre mercado: qual a leitura que você faz do atual momento editorial brasileiro?
Martini - O Brasil ficou muitos anos sem ter acesso a grande parte do que vinha sendo criado de melhor em histórias em quadrinhos no mundo. Agora estamos pondo isso em dia, e também tendo um grande número de lançamentos de ótima qualidade de artistas brasileiros. Espero que não seja apenas um “momento”, mas algo que veio para ficar.
Blog - Para onde você acredita que esse mercado vá migrar em 2008?
Martini - O cenário de dois anos atrás era muito diferente do que temos hoje, e creio que ninguém imaginaria como estaria o mercado hoje. Portanto, temos que esperar para ver.
Blog - O que você tem programado para o ano que vem? Algo nacional?
Martini - Por enquanto, temos como certo o livro de tirinhas Underworld, do norte-americano Kaz; Clara de Noche (Clara da Noite), de Bernet, Trillo e Maicas; outros volumes da coleção de mangá de terror de Hideshi Hino. Obras nacionais, talvez a médio prazo.
Blog - Voltando às origens, como surgiu a idéia de criar a editora?
Martini - Minha vida sempre foi ligada aos quadrinhos, e era um sonho de muitos anos ter uma editora de histórias em quadrinhos (o nome Zarabatana, eu já tinha desde 1993). Havia muitas obras que eu lia e achava que deveriam ser publicadas no Brasil, hoje estou realizando este sonho, juntando minha experiência como designer gráfico com minha paixão pelas histórias em quadrinhos.
Blog - E como você faz para selecionar o material?
Martini - Para estes primeiros títulos lançados me baseei na qualidade do trabalho (desenhos e roteiro), em meu gosto pessoal, ineditismo no mercado brasileiro e disponibilidade dos mesmos para negociação de direitos de publicação.
Escrito por PAULO RAMOS às 16h27
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07/11/2007
Nanquim Descartável revela lado mais pessoal de Daniel Esteves
Nos lançamentos semanais de quadrinhos deste ano do "Jeremias o Bar", no centro de São Paulo, Daniel Esteves batia cartão sempre.
Nesta quinta-feira, é dele o destaque. O escritor de 25 anos lança em São Paulo, cidade onde nasceu, a revista "Nanquim Descartável", projeto pessoal dele, custeado com dinheiro próprio.
A publicação -associada ao selo independente Quarto Mundo- é o primeiro trabalho de destaque dele desde que venceu o Troféu HQMix deste ano na categoria roteirista revelação.
O prêmio foi por uma história publicada na "Front" (álbum que reúne trabalhos de diferentes quadrinistas).
O texto de Esteves ganha diferentes interpretações nas 26 páginas da história.
Muito disso se dá por ser desenhada por diferentes artistas: Wanderson de Souza, Júlio Brilha, Alex Rodrigues, Wagner de Souza, Mário Mancuso e Bira Dantas.
A história tem como protagonistas duas universitárias da USP (Universidade de São Paulo), Ju e Sandra. As duas têm na amizade e na paixão pelos quadrinhos o ponto que as une.
Sandra, por exemplo, é fanática por mangás. O lado introspectivo dela na trama é representado visualmente no estilo de desenho dos quadrinhos japoneses, recurso de metalinguagem que obra apresenta.
Esteves já pensa num segundo número. Pretende lançar outra edição até o fim do ano.
"A proposta da revista é ser uma série com personagens fixas", diz Esteves, também ele um "uspiano" (cursou História na USP).
"A idéia é criar uma série com uma dinâmica mais de seriado de TV, em que as edições podem ser lidas de forma independente sem criar uma cronologia que exija do leitor o conhecimento das edições passadas."
Mas, segundo ele, quem ler em seqüência, terá uma visão mais abrangente da personalidade das protagonistas.
Ju, estudante de jornalismo e escritora, é mais extrovertida. A amiga, desenhista e fã de mangás, é o oposto: introspectiva e com complexo de gordura.
Há na história um espírito de "Estranhos no Paraíso", série criada pelo norte-americano Terry Moore e publicada atualmente no Brasil pela editora HQM.
Esteves admite a inspiração de Moore, mas diz que bebe de outras fontes.
É neste ponto que começa a entrevista do Blog feita com ele, por e-mail.
***
Blog - Há muita semelhança com "Estranhos no Paraíso": duas protagonistas, amigas, moram juntas, cabelos parecidos com as personagens de Terry Moore. Há até uma menção rápida à série norte-americana na história. Você é fã da série?
Daniel Esteves - Sou fã, sim, da série, mas eu não colocaria essa “semelhança” como algo tão claro. Tem influência, assim como tem influencia de outras coisas. O fator “duas protagonistas, amigas que moram juntas” é pura coincidência. Mas tenho outras influências pra esse tipo de material, como por exemplo, os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, "Love and Rockets" [dos irmãos Hernandes], Harvey Pekar e outras histórias alternativas ou independentes (tem um lançamento recente da Devir que vai nessa linha que eu achei muito bom: "11 Razões para Amá-la"). Essa questão de trabalhar com personagens reais e histórias cotidianas é bem presente nos quadrinhos no caso de tramas curtas sem continuação. Porém, em séries essa forma não é tão presente, o que me entristece e me impulsiona a criar algo assim. Acho que uma semelhança muito grande com Estranhos no Paraíso é o lado da amizade. Assim como a série do Terry Moore, a minha também tem como tema principal esse assunto. Mas daí isso não pode ser considerado uma semelhança no que concerne à trama, pois é o tema da história, e eu poderia tratar desse tema em outros tipos de tramas: policiais, espaciais, de terror, heróis etc.

Blog - Há um recurso de linguagem bem legal na história que é a inserção do estilo dos mangás ao se referir a uma das personagens. Como surgiu a idéia?
Esteves - Essa idéia foi “roubada” de desenhos animados e quadrinhos japoneses ou com influência de mangás. Acho um recurso interessante, mas não combina necessariamente com os desenhos de todos os artistas. No caso do Wanderson, Wagner e Alex, ficou muito bacana. Já com o Mancuso pediu uma ajuda, pois não achou que ficaria bom com o traço dele e a cena onde aparece essa distorção foi feita pelo Wanderson. Com o Julio, ele optou por deixar normais as cenas originalmente indicadas no roteiro com essa distorção e no final achei até melhor, pois destoaria muito do estilo dele.
Blog - Uma das protagonistas menciona na história que as melhores idéias surgem dirigindo ou no banheiro, durante o banho. Foi o seu caso com esta série?
Esteves - A série em si, não. Mas um grande trecho original da segunda história nasceu num banho. E exatamente por eu ter colocado um bloco de papel no box pra não perder idéias é que acabei jogando essa fala na história. Como digo posteriormente, a personagem Ju é baseada em mim, então eu realmente me sinto inspirado andando de carro ou tomando banho.

Blog - Os personagens são baseados em mais alguém real?
Esteves - Todos os meus personagens têm sempre algo de pessoas que eu conheço ou de mim mesmo. Porém, nessa série tenho aí uma personagem me representando de fato. Como no começo a idéia era uma dupla de quadrinistas, obviamente, querendo ou não, a roteirista começou a carregar características minhas. Mais pra frente, percebi que ela me representava na história em quadrinhos. Ela é roteirista, tem meus gostos de leitura, musicais e meu jeito. Lógico que ela tem diferenças, pois é uma personagem, mas, conforme vou escrevendo, mais e mais coisas vão se aproximando... até mesmo um pequeno detalhe que me diferencia bastante dele, quando se aproximou da minha vida pessoal me fez colocar novos elementos na personagem. A Sandra é mais um contraponto. Tem características de um ou outro amigo, assim como minhas, mas não é alguém específico. As características delas vieram mais para criar uma interação interessante com a outra personagem. Já o Tuba [redução de "Tubarão", jovem com fama de conquistador que cruza o caminho das personagens] é parcialmente inspirado num amigo meu. Tanto visual quanto algumas características psicológicas. Não posso dizer que é tudo, pois ele não faz quadrinhos e várias outras coisas que aparecem não são da personalidade desse amigo. O mendigo Malaca, que aparece na história, no visual é uma homenagem ao cartunista Bira [Dantas]. Na verdade, o mendigo que mora perto da casa delas tinha esse lado de ter feito quadrinhos, daí eu quis homenagear alguém e o fiz com o Bira (meio estranho dizer que um mendigo é homenagem a alguém, mas é!).
Serviço: o lançamento de "Nanquim Descartável" é nesta quinta-feira, às 19h30, na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo).
Escrito por PAULO RAMOS às 20h00
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05/11/2007
Pesquisa da Federal do Paraná analisa literatura em quadrinhos
O estrondo do ressurgimento das adaptações literárias em quadrinhos dá os primeiros ecos na universidade. Uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná é um dos primeiros estudos do país a dar respostas científicas para o tema.
O mestrado, de autoria de Lielson Zeni, foi defendido na semana passada.
A pesquisa comparou o clássico "A Metamorfose", do tcheco Franz Kafka (1883-1924), com a adaptação em quadrinhos homônima feita pelo norte-americano Peter Kuper (lançada no Brasil pela Conrad).
A escolha do livro, trabalho mais lembrado de Kafka, surgiu da necessidade de abordar uma obra que aliasse quadrinhos e literatura de modo "inegável", nas palavras de Zeni.
Zeni tentou estudar o trabalho de Lourenço Mutarelli, passou para outro tema ("que recebeu o conselho de troque") até chegar à história de Gregor Samsa, homem que acordava metamorfoseado num inseto gigante (enredo da obra de Kafka, mostrado acima na versão em quadrinhos).
"Escolhi uma [obra] com que eu tivesse alguma afinidade e interesse no autor", diz ele, que mora há sete anos em Curitiba. "Além do mais, poucas coisas são mais canônicas que Kafka."
Zeni é publicitário, mas mantém um braço na área de letras e literatura, onde fez a pós-graduação. Nascido há 27 anos na cidade paranaense de Francisco Beltrão, defende que não há adaptação sem transformação.
É uma das conclusões do mestrado "A Metamorfose da Linguagem: Análise de Kafka em Quadrinhos", nome dado à pesquisa, que ficou com pouco mais de 150 páginas.
Nesta entrevista, feita por e-mail, Zeni detalha um pouco mais o estudo e fala como vê o ressurgimento do gênero literatura em quadrinhos no Brasil.
***
Blog - O que você procurou mostrar em seu estudo? Lielson Zeni - Que a linguagem necessita de transformação quando é passada para um outro meio. O mito da fidelidade absoluta é um paradoxo: se mantivermos tudo que existe em um livro na adaptação cinematográfica, perderemos a eficiência do meio texto escrito e não teremos as habilidades do cinema. Algumas coisas necessitam ser transformadas para termos uma pretensa fidelidade da recepção. Se é que há o interesse por essa fidelidade.
Blog - Você chegou a algum tipo de conclusão? Zeni - Uma das conclusões é que a análise de uma adaptação ajuda muito a entender a obra original. É um excelente instrumento pedagógico. Outra conclusão que tirei é que toda adaptação recupera em grande parte a história, a sinopse dos eventos de seu original e que ela tem a intenção de se parecer com o original, de lembrar o original, de criar uma ponte de contato com ele. E, talvez a mais importante, que uma adaptação é uma leitura da obra original e não a leitura definitiva.

Blog - No caso de "A Metamorfose", quais as diferenças entre a versão letrada e a feita em quadrinhos? Zeni - Bem, tem um problema interessantíssimo de saída: Franz Kafka não queria que nenhuma imagem da criatura na qual Gregor Samsa se transformou fosse mostrada. Aqui já temos uma diferença obrigatória de intenção entre os dois artistas. Como eu esperava, muitas das leituras que podemos fazer a partir da prosa desaparecem ou perdem destaque na versão em quadrinhos. E -uma característica muito típica dos quadrinhos, sobretudo dos quadrinhos norte-americanos- a versão em quadrinhos é mais veloz. Os eventos acontecem de modo muito mais rápido que no texto, o que causa uma outra percepção da história.
Blog - Qual -ou quais- a diferença que você vê no processo de adaptação em quadrinhos? Há algum tipo de perda ou ganho nessa transposição?
Zeni - Ao mudar de meio, muda-se a linguagem obrigatoriamente. Ao mudar uma história que está em um meio para outro, haverá perdas e haverá ganhos. No caso específico de adaptar para quadrinhos, um elemento que será comum para adaptações oriundas de qualquer meio é a imagem estática que, ao lado de outra imagem estática, cria um movimento imaginado, com provável presença de texto e imagem conjugados.

Blog - O gênero literatura em quadrinhos voltou a ganhar destaque no país. Com base em seu estudo, como você analisa as adaptações que foram feitas de um, dois anos para cá? Zeni - Acho que tem muita coisa boa sendo criada. Mas, no geral, elas ainda são muito paradidáticas. Poucos se aventuraram a mexer um tanto no texto. Parece um tipo de respeito pelos figurões da literatura. Fazer uma coisa bem simples, como usar um traço menos realista, como em "A Relíquia", do Marcatti. O resultado foi excelente. Tem também o trabalho do "Domínio Público", mas, como ainda não vi, prefiro não falar muito. Mas a proposta é a de fazer algo mais livre, o que é bastante interessante. Acredito que, com o tempo, teremos mais adaptações com essa intenção, o que acho muito bom, pois valoriza ainda mais a obra adaptada.
Blog - Muito se discute se quadrinhos são literatura. Você abordou o assunto na dissertação? Defende algum ponto de vista a respeito?
Zeni - Não abordei propriamente o tema, mas fica claro na minha dissertação que considero que quadrinhos e literatura são duas artes diferentes, pois são meios diferentes que usam linguagens diferentes para expressar. Creio, porém, ser possível usar instrumental teórico de literatura, teatro, cinema para analisar histórias em quadrinhos com os devidos cuidados de especificidade de cada um desses meios.
Blog - O governo federal tem priorizado adaptações literárias em quadrinhos no PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola). No seu entender, é mais eficiente o aluno ter um primeiro contato com a obra original ou com a versão em quadrinhos? Zeni - Uma abordagem ao texto literário mediado por adaptações dele é um processo bastante interessante e revelador. Se o foco de análise é o texto literário. Creio que a leitura deve se concentrar primeiramente em analisar esse texto texto literário e só então partir para as adaptações. Nesse caso, a adaptação será tratada como paradidática.
Blog - Você sentiu alguma resistência na Federal do Paraná para estudar quadrinhos de um ponto de vista literário?
Zeni - Tive algumas dificuldades, sobretudo no começo. Um professor confundiu charge com tiras e disse ser impossível tratar do tema pelo viés da literatura. Mas, depois que passei a tratar com adaptação, não tive mais problemas.
Escrito por PAULO RAMOS às 20h07
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