30/01/2008

A lista de blogs e sites...

... continua nesta quinta-feira.

Ainda há mais páginas virtuais a serem postadas.

Até lá, faça boas leituras.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h56
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 15

 

Luiz Gustavo Guimaraes Sanchez (Gustavo Sanchez)
29 anos - Santos, São Paulo 
"Animais trabalhando em escritório"
 
 
Tati Viana 
24 anos - Natal, Rio Grande do Norte 
www.tativiana.com 
"Quadrinhos on-line e ilustras"
 
Ed Marcos Sarro (Ed Sarro)
38 anos - São Paulo, São Paulo
"Cartuns temáticos e trocadilhos visuais"
 
Rogério Velasco (RoVel)
32 anos - São Paulo
"Resenhas e comentários sobre quadrinhos"

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h18
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 14

João
12 anos - São Paulo
"Oi, tenho doze anos e quero muito ser cartunista. No blog tem charges políticas e tiras de meu personagem
Doubli. PS.:faz um tempo que não atualizo o blog (escola)"
 
 
Wesley Samp
27 anosBrasília, Distrito Federal 
"Os Levados da Breca traz tiras sobre um grupo de crianças que, brincando ou falando sério, abordam quase todo tipo de assunto."
 
 
Dirceu Veiga
29 anos - Curitiba, Paraná
www.tirasdoedi.com.br
"Um jovem nerd, apaixonado pela professora, que enfrenta os divertidos dilemas da pré-adolescencia na escola e em sua casa"
 
 
Juan M. Burgos (Papito)
27 anos - São Paulo
www.blogpapito.blogspot.com
"Histórias sobre jovens que, como nós, não querem o tempo todo resolver o mundo, mas, sim, encontrar as perguntas certas para nossas vidas"
(Autor com Claudio Yuge, da série "Tipos")
 
Jerônimo Fagundes de Souza
41 anos - Tapes, Rio Grande do Sul
http://diggitistudio.blogspot.com/
"O Blog Hangar divulga a revista Hangar 02, que deverá ser lançada em março de 2008"

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h01
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 13

Jorge Otávio Zugliani (Jozz)
24 anos - São Paulo
www.jozz.com.br
"Uma página semanal da história em quadrinhos "Amélia Amava o Morto", extraída do meu sketchbook"

Ágatha Kretli
20 anos - Governador Valadares, Minas Gerais
"Possuo um blog de tirinhas baseadas em minha personagem Sabhata, que trata do mundo non sense para adolescentes e jovens"
 
Rafa Camargo
29 anos - Curitiba, Paraná
www.rafarofacamargo.blogspot.com 
"O Produto Interno Bruto - Cartunista "Tribuna do Paraná""
 
André Marangoni (André)
31 anos - Piracicaba, São Paulo
"A maior parte dos meus trabalhos concentra-se em charges e nas tiras do pernsonagem Válter Sífoda"
 
Leonardo Santana
34 anos - Olinda, Pernambuco
"Produção e divulgação de histórias em quadrinhos do próprio autor nos mais variados temas"
 
Ricardo Yoshio Okama Tokumoto (RYOT)
22 anos - Belo Horizonte, Minas Gerais
http://www.ryotiras.blogspot.com/
"Tiras diárias de situações absurdamente reais ou realmente absurdas"

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h45
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 12

Samuel Fonseca
20 anos - São Paulo
www.dinamiteraiolaser.com.br
"História em formato de tiras dominicais, contando a história de dois colegas de classe numa escola de super-heróis, baseado no estilo mangá (com direito a poderes e golpes especiais e um robô gigante)"

Leandro Luccas (Tietê)

28 anos - Campinas, São Paulo 

"Como sempre, a corda arrebenta no lado mais fraco. E é justamente esse lado mais fraco que o Mendigo S/A vem apresentar."
 
 
 
Leandro Leme
31 anos - São Paulo
"Narrativas Gráficas de fantasia, drama, fábulas e reflexões"
 
 
Jader Corrêa
34 anos - Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul
"Eu, juntamente com Carlos Francisco e Matias Streb, estou produzindo o fanzine Alexandria, que tem uma proposta bem diversificada de estilos, indo do realista ao mangá."
 
Carlos Avendaño (Avy, "que seria uma abreviação funesta do meu sobrenome")
20 anos - Belo Horizonte, Minas Gerais
"Meu blog, Zombie-Ótica, apesar de a primeira vista soar... pessoal... é na verdade puro quadrinho, ilustrado com letras e breguetes em negrito ou itálico (sério, eu edito MUITO meus textos pra que eles possam entrar na cabeça do povo)."

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h33
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 11

Antonio Luiz Ramos Cedraz (Cedraz)
62 anos - Salvador, Bahia
"Quadrinhos brasileiros com a cara do Brasil"
 
 
Lucas Lima
30 anos - Araraquara, São Paulo
"Toda segunda, seis novas tiras do Nicolau. Também Caricaturas, HQs e outras cositas más"
 
 
Marcelo Rodrigo Pereira (Mushi-San)
33 anos - São Paulo
http://www.mushi-san.com/
"Site com MUITAS histórias em quadrinhos de vários
autores nacionais, sempre procurando novos
colaboradores"
(O desenho da tira é de Fabio Ciccone
 
Dennis Rodrigo Oliveira
27 anos - Divinópolis, Minas Gerais
"Já participei de mais de 20 publicações" 

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h38
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 10

Laudo Ferreira Jr.
44 anos - São Paulo
"Pin-ups, cartuns e textos falando sobre a personagem de histórias em quadrinhos eróticas Tianinha, que tem sua série publicada na revista masculina "Total" - editora Rickdan"
 
 
Rodrigo Zoom
29 Anos
Belo Horizonte
"Um fã de todo tipo de quadrinho fazendo seus próprios quadrinhos"
 
 
Rosa Duval
45 anos - Rio de Janeiro
http://nanipaik.blog.uol.com.br/
"Dois pré-adolescentes e sua turminha, com importância para as irmãs do HC, Maria Clara (criança) e Maria Elisa (adolescente)"
 
 
Ricardo Maiko U Entz & Camila S Tomikawa
20 anos cada um - São Paulo
The Bigheads - "Uma família que não é como a sua"

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h26
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 9

 

Marcio Moreno
23 anos - Santo André, São Paulo
www.mmoreno.1br.net

"Arte, ilustração e delírios"

 

Christie Queiroz
35 anos - Goiânia, Goiás
www.cabecaoca.com 
"Publicação semanal de duas tiras de quadrinhos (Cabeça Oca e Mariana) para os jornais "O Popular" (GO) e "Jornal do Tocantins" (TO) há 18 anos sem interrupção."

Chicolam - 33 anos
Cristioane Drews - 22 anos
Paulo Kielwagem - 22 anos
Viviane Cris Mendes - 28 anos
Joinville, Santa Catarina
"Site do Menino Caranguejo, personagem de histórias em quadrinhos, animações e tirinhas."
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leandro Malósi Dòro
32 anos - Porto Alegre, Rio Grande do Sul
"Histórias em quadrinhos publicadas na revista "Tempero Verde""

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h02
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 8

Ulisses Pinto de Azeredo
37 anos - Itiúba, Bahia
http://www.nostalgiadoterror.com/
"Resgate da cultura da história em quadrinhos nacional do gênero Horror/Terror" (o desenho acima é de Jayme Cortez)

Fernando Vilela Mariano (Balão)
33 anos - São José dos Campos, São Paulo
"Tiras, charges, ilustrações e animações com uma leve pitada de nonsense e humor negro."
 
 
Diego Munhoz
25 anos - São Paulo
"Já trabalhei com quadrinhos para os americanos e, no momento, tirando os trabalhos regulares, estou me dedicando a projetos pessoais, que em breve postarei no blog."
 
 
 
 
Romildo Araújo Lima (RAL)
57 anos - Recife, Pernambuco
"Cartuns e tiras com sotaque pernambuquês"
 
 
 
Geraldo Poerner (Poerner)
44 anos - Joinville, Santa Catarina
"Tirinhas dos irmãos gêmeos de origem germânica, Hans & Klaus, publicadas diariamente há 13 anos no jornal "A Notícia", de Joinville."
 

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h47
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Dia do Quadrinho Nacional

Hoje, 30 de janeiro, é comemorado o Dia do Quadrinho Nacional.

Para marcar a data, o blog fez uma longa lista de páginas virtuais mantidas por autores brasileiros. Os sites e blogs foram indicados pelos próprios autores, por e-mail.

A proposta é a de divulgar os trabalhos, muitas vezes desconhecidos.

Para não haver uma "overdose" de links, vou dividir a lista em dois dias seguidos.

A primeira leva está nas sete postagens abaixo.

A outra parte fica para a virada da quarta para a quinta-feira.

Boas leituras.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h40
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 7

No Dia do Quadrinho Nacional, páginas virtuais de autores brasileiros.

 
Cadu Simões
25 anos - Osasco, São Paulo
http://homemgrilo.com
"O Homem-Grilo é uma paródia ao universo dos super-heróis, brincando em sua hqs e tiras com os clichês clássicos desse gênero de quadrinhos."
http://novahelade.homemgrilo.com
"Nova Hélade é uma hq que mistura elementos de mitologia grega com ficção científica cyberpunk. Uma nova página é publicada todos os dias no blog, além de textos sobre história, filosofia e cultura helênica."
http://4mundo.com
"É o blog do coletivo de quadrinista independentes Quarto Mundo. Nele são publicadas quadrinhos de seus integrantes, tanto trabalhos inéditos, quanto alguns que já foram publicados nas revistas impressas. Atualmente estamos publicando a Jam Session que foi promovida durante o último FIQ."
 
 
Jussara Nunes
23 anos  - Santo André, São Paulo
"Experimentação. O nome do blog é HQ EXPERIMENTAL e tem atualmente duas histórias: uma one-shot chamada "Disque 777 para Deus" e uma seriada que já está no capítulo 13, "Turn to Fall"

 
Leandro Robles
28 anos - São Paulo
"Tiras e histórias em quadrinhos de humor com personagens como Macaco Albino e Escola de Animais."

Mauricio Rett
34 anos - São José dos Campos, São Paulo
"Procuro fazer um humor leve, contendo às vezes alguma crítica, mas com o objetivo principal de divertir o leitor."
 
O Contínuo
Euuipe: Alcimar Frazão, Carlos T. Lemos, Dalton Correa Soares, Mathé, Pedro Felicio e Olavo Costa
São Paulo
"Atualmente produzindo a sétima edição da revista independente O Contínuo, publicada desde 2005 com contos em P&B acerca da cidade, seus habitantes e suas situações."
 
 
Karlisson de Macêdo Bezerra (Nerdson)
23 anos - Natal, Rio Grande do Norte
http://nerdson.com
"Tirinhas sobre programação, tecnologia, Internet e as particularidades da vida nerd."

Veja neste link como incluir sua página virtual na lista.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h28
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 6

 
Walmir Americo Orlandeli
33 anos - São José do Rio Preto, São Paulo
"Ilustrações, tiras do Grump, histórias em quadrinhos, contos e blog."
 
 
 
Hector Lima
31 anos - Santos, São Paulo
http://themajor.org
"O Major é uma história em quadrinhos de aventura sobre um agente especial americano envolvido em
operações secretas que fazem parte de uma sangrenta conspiração política mundial."
(Adendo: a HQ é produzida com arte de Irapuan Luiz e letras de Michelle Fiorucci)
 
 
Rodrigo Urquiza
27 anos - Recife, Pernambuco
www.gamegags.com
"Tirinhas cômicas sobre videogames, pra quem é gamemaníaco, adora quadrinhos e uma boa risada!"
 

Henrique Fonseca Duarte (HenriqueFD)
30 anos - Belo Horizonte, Minas Gerais
www.webcomix.com.br 

www.webzinez.com.br

"Publicação diária de quadrinhos e tirinhas nacionais."

Denilson do Carmo Fontanetti
42 anos - Rio Claro, São Paulo
www.turmadopapi.com.br  
"Diversão em quadrinhos para todas as idades."

Rafael Koff
22 anos - Porto Alegre, Rio Grande do Sul
"Tirinhas sobre Jesus, sobre o robô Burt e autobiográficas, entre outras produções."
 
 
Mario Dimov Mastrotti (Mastrotti)
47 anos - São Caetano do Sul, São Paulo
"Tiras de humor e charges para o Jornal Paulistano e caricaturas em eventos."
 
Veja neste link como incluir sua página virtual na lista.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 00h19
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29/01/2008

O quadrinho nacional a um clique de distância - 5

Flavio Luiz R Nogueira
43 anos - Salvador, Bahia
"Quadrinhos, tirinhas, cartuns, charges, caricaturas, ilustraçoes, coleção de gibis e figuras de ação!!"
 
 
Ed Carlos Joaquim de Santana (Ed)
Santos, São Paulo
"Domingos é um personagem que acredita que a vida não só é injusta com ele, como tá de sacanagem!!"
 
 
Pablo Mayer
22 anos - Joinville, Santa Catarina
"No site, pode encontrar parte da minha produção de ilustração, quadrinhos e charges."
 
Fernando Ventura
27 anos - São Paulo - SP
http://inducks.blogspot.com/ 
"O blog lista as HQs Disney nacionais com créditos de roteiristas e desenhistas ainda desconhecidos para que os próprios artistas e antigos editores auxiliem no levantamento histórico."
 
 
Joatan Preis Dutra
33 anos - Florianópolis, Santa Catarina
www.PagandoOPato.com.br
"A história do Pagando O Pato reproduz aquelas situações tragicômicas cotidianas "micos em geral" ao qual todos nós um dia já protagonizamos, englogando festas, trabalho, sexo, drogas, rock´n´roll, religião, gente que enche o saco  etc."
 
 
Hemeterio Rufino Cardoso Neto (Hemeterio)
37 anos - Fortaleza, Ceará
oiretemeh.blogspot.com
"Blog de humor, quadrinhos, desenhos e cartuns."
 
Veja neste link como incluir sua página virtual na lista.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h26
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 4

 
João Marcos Parreira Mendonça
Governador Valadares, Minas Gerais
"Gostaria de ter a honra de ver o Mendê e a Telúria nessa lista."
 
 
Érico San Juan 
32 anos - Piracicaba, São Paulo
"O humor de Piracicaba em quadrinhos, caricaturas e animações"
 
 
Leonardo Pascoal
25 anos - São Paulo ("Há 5 anos, mas sou de Uberaba/MG")
www.leonardopascoal.com
"Faço histórias em quadrinhos ditas autorais."
 
 
 
 
Márcio Malta (Nico)
25 anos - Niterói, Rio de Janeiro
http://www.mundoemrabisco.com
"Charges políticas, produção teórica sobre quadrinhos e realização de caricaturas por encomenda."
 
 
Diogo Cesar de Melo Correa
27 anos - Curitiba, Paraná
"Um blog com quadrinhos, ilustrações e pequenas catástrofes.”
 
Veja neste link como incluir sua página virtual na lista.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h17
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 3

Neste Dia do Quadrinho Nacional, o blog registra sites e blogs de quadrinhos.

Todos nacionais e com resumo dos próprios desenhistas.

Gilmar
42 anos - Santo André, São Paulo
http://gilmaronline.zip.net/
"Um mix diário de humor em quadrinhos, charges e cartuns."

 

Will ("É melhor ir direto no apelido mesmo")
46 anos - São Paulo
"Super-herói, com traço cartunesco, com humor, porém, às vezes, abordando temas mais sérios."
 
 
Mauricio Rallo Brancalion (Branca)
30 anos - São Paulo
"Primeira editora Web-To-Print de quadrinhos no Brasil, você lê na faixa na Internet e imprime em casa seu exemplar!"
 
 
 
Victor Maia
26 anos - Belo Horizonte, Minas Gerais
"Fanzine em co-autoria com Leandro Corrêa sobre a A.T.U.M., a inusitada Agência de Turismo Underground e Meretricial que leva você paras os melhores beco-sujos do mundo!"
 
 
Jean Okada - Guarulhos, São Paulo
A. Moraes - Santos, São Paulo
www.desvio.art.br
Desvio: "Uma tira semanal que fala sobre... tudo!"

Jean Okada - Guarulhos, São Paulo
Gian Danton - Macapá, Amapá
www.jeanokada.com
Exploradores do Desconhecido: "Série de ficção científica na linha "aventura espacial"
 
Veja neste link como incluir sua página virtual na lista.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h59
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 2

Páginas virtuais com textos sobre quadrinhos.

Wellington Srbek
Belo Horizonte, Minas Gerais
"O site tem o objetivo de divulgar as revistas e álbuns do autor, incluindo uma loja virtual e uma seção com extras de como as HQs foram produzidas."
"O blog traz textos sobre a arte dos quadrinhos, enfocando os principais artistas, as revistas e personagens mais importantes da história das HQs."
 
Túlio Vilela
33 anos - Ribeirão Pires, São Paulo
http://quadrinhosaoquadrado.blogspot.com
Quadrinhos ao quadrado: "Trata-se de um blog com textos de opinião do autor que procura abordar os quadrinhos e seus bastidores sob novos ângulos resgatando nomes esquecidos e comentando também o cenário atual."
 
José Ricardo do Socorro Lima (BONELLIHQ)
35 anos - Rio de Janeiro 
"Trata-se de divulgar tudo sobre Zagor, o Espírito da Machadinha, personagem presente nas bancas do Brasil há 30 anos."
 
Érico Assis
"Meu blog fala de várias coisas, mas quadrinhos é minha preferida."
 
Veja neste link como incluir sua página virtual na lista.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h56
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O quadrinho nacional a um clique de distância - 1

No Dia do Quadrinho Nacional, o Blog vai divulgar sites e blogs brasileiros de quadrinhos.
 
As páginas virtuais foram indicados pelos próprios autores.
 
 
Denilson Gomes Albano ( Denilson Albano)
30 anos - Fortaleza, Ceará
"Minha Carreira Frustrada"
 
 
 
José Aparecido Ramos (Zerramos)
 58 anos, quase 59 - São Paulo
"Difícil resumir numa frase assim, mas acho que eu tento colocar na minha tira que tudo é possível na vida, inclusive o impossível"
 
 
Edson Carlos Lovatto Junior (Lovatto)
24 anos - Santo André, São Paulo
"Caricaturas, ilustrações e alguns ´surtos´"
 
  
Luigi Rocco Pasquale Recine (Luigi Rocco)
44 anos - São Paulo
"Cartuns, quadrinhos e desenho de humor"
 
 
 
Felipe Cunha
23 anos - São Bernardo do Campo, São Paulo
http://filosofiailustrada.blogspot.com
"Quadrinhos nacionais independentes, feitos profissionalmente."
 
Paulo Stocker 
42 anos - São Paulo 
"Rascunhos e estudos do cotidiano paulistano e de outros lugares para onde viajo."
http://stockadas.zip.net/
"Cartuns eróticos que fazem parte do livro do mesmo nome editado pela Via Lettera."
http://tulipio.uol.com.br/
"Parceria com Eduardo Rodrigues. As idas e vindas de um boêmio quarentão pelos bares do Brasil."
 
Veja como incluir sua página virtual neste link.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h44
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Divulgue seu blog ou site de quadrinhos

Amanhã é comemorado o Dia do Quadrinho Nacional.

Para marcar a data, gostaria que esta página servisse de canal de divulgação dos inúmeros blogs e sites de quadrinhos nacionais existentes na internet.

É uma forma de concentrar num lugar só as diferentes experiências brasileiras na área de quadrinhos, muitas ainda desconhecidas do público.

A idéia é divulgar o maior número possível de páginas nesta quarta-feira.

Peço que o autor do blog ou site me envie, por favor:

  • nome completo (apelido, se tiver)
  • idade
  • onde mora (cidade e estado)
  • endereço da página virtual
  • resumo em uma frase do que se trata sua produção

Os dados podem ser enviados desde já a este blog, por e-mail:

blogdosquadrinhos@uol.com.br

Se alguém já mandou sugestão ou já foi noticiado no Blog dos Quadrinhos, e são vários os casos, peço a gentileza de enviar novamente o contato e o link.

Se o autor tiver objeção que eu reproduza algum dos desenhos, a título de ilustração, peço que me informe no e-mail.

A próxima postagem já será com as primeiras páginas virtuais.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h27
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28/01/2008

Mangá faz releitura de clássicos dos Irmãos Grimm

 

 

 

Em "Grimms Mangá", o Lobo Mau não é tão mau assim e Chapeuzinho Vermelho se envolve com ele na adaptação de Kei Ishiyama

 
 
 
 
 
 
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho. Após levar mantimentos para a avó, ela se envolve romanticamente com o Lobo Mau.
 
Outra história. Era uma vez os irmãos João e Maria -ele bem mais velho que ela- que visitavam uma mulher, que de bruxa não tinha nada. Tinha, ao contrário, sentimentos mais "profundos" pelo jovem João.
 
Mais uma. Era uma vez um rapaz (não é erro, não) chamado Rapunzel, que vivia numa torre e tinha um cabelo comprido, com longas tranças.
 
Estranhou? Na versão mangá, a (re)leitura de contos clássicos dos Irmãos Grimm tiveram modificada parte do enredo e da caracterização dos personagens, inclusive no visual (o Lobo Mau é um menino e não tem cara de mau).
 
A interpretação -estranha a nós, ocidentais- foi feita por Kei Ishiyama em "Grimms Mangá", que chega às bancas nesta semana (NewPOP Editora, R$ 11,90, 176 págs.).
 
Além dos contos já citados, a publicação traz adaptações de outros dois contos menos conhecidos do leitor brasileiro: Os Dois Irmãos (em duas partes) e Os Doze Caçadores.
 
A curiosidade do trabalho é mesmo a forma como ela lê os contos, publicados por Jacob (1785-1863) e Wilhelm Grimm (1786-1859) na Alemanha do começo do século 19.
 
A dupla coletou vários relatos orais de moradores, histórias que eram ouvidas por lá ou que eram passadas de pai para filho geração após geração. O resultado foi compilado em livro.
 
O que eles fizeram, numa tentativa de analogia, equivaleria a narrativa de alguém sobre a nossa "loira do banheiro", lenda urbana conhecida em todo o país e uma das poucas mantidas por meio da oralidade.
 
Os contos orais dos Grimm, vertidos para a escrita, não se restringiram à Alemanha, como bem sabemos. São muito populares no Brasil também.
 
Mas o mangá traz o indício de que migraram também para o Oriente, como mostra esta singular obra da NewPOP, editora criada com a proposta de publicar quadrinhos japoneses.
 
Pensando melhor, há uma outra curiosidade. Mas é externa à obra.
 
É o fato de ser a segunda adaptação em quadrinhos dos Irmãos Grimm lançada em pouco mais de um mês. A outra foi feita por um grupo de desenhistas brasileiros (leia mais aqui).
 
A curiosidade extra é comparar as duas versões. 
 
Revela não só estilos diferentes ou modos particulares de narrar  um mesmo texto-fonte. É mais que isso. Mostra visões de mundo distintas, refletidas no traço de cada desenhista. 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 20h32
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Editora Globo cancela revistas vendidas nas bancas

Havia sinais de fumaça desde o ano passado. Mas só agora veio a palavra oficial: a Editora Globo deixa de investir nas bancas.
 
Ao menos temporariamente, o foco principal será nas livrarias.
 
A informação foi confirmada pela diretora da área de infantis da editora, Lucia Machado, em matéria noticiada nesta segunda-feira pelo site especializado em quadrinhos Universo HQ.
 
"Num projeto de governo, nossas edições são lidas por milhões de crianças. Nas bancas, dependemos da boa vontade do distribuidor e do jornaleiro", disse ela ao site.
 
"Esse mercado que estamos focando é mais lucrativo e torna o negócio mais duradouro. Até para o leitor, que adquire um produto com papel melhor, mais durabilidade e colecionável."
 
Segundo Lucia Machado -ainda de acordo com a reportagem-, uma volta às bancas estaria condicionada a um título avulso, sem periodicidade fixa.
 
Na matéria, assinada pelo jornalista Sidney Gusman, ela sinaliza que um dos interesses na decisão está na inclusão dos livros na lista de compra do governo federal, política que tem pautado outras editoras também.
 
O governo tem incluído quadrinhos na lista do PNBE (Programa Biblioteca na Escola), que distribui gratuitamente quadrinhos na sala de aula (leia aqui).
 
"Hoje, a Globo obtém melhores resultados financeiros com os produtos em formato livro, na venda para o consumidor comum e no que chamo de distribuição 'multicanal' - em bibliotecas, escolas, empresas e, especialmente, para o governo."
 
Se não houver mudanças, a decisão põe um fim na publicação de oito títulos mensais da editora: "Menino Maluquinho", "Junim", "Julieta - A Menina Maluquinha" (os três de Ziraldo), "Sítio do Picapau Amarelo", "Você Sabia?", "Cuca", "Emília" (das criações de Monteiro Lobato) e "Cocoricó" (baseado no programa homônimo da TV Cultura).
 
Os primeiros indícios de instabilidade da editora na área de quadrinhos infantis teve início em janeiro do ano passado, com a estréia da Turma da Mônica -que era da Globo- na multinacional Panini (leia aqui e aqui).
 
Para combater a migração de Mauricio de Sousa para a concorrente, a Globo aumentou o número de títulos infantis mensais vendidos nas bancas.
 
Voltou com a revista do "Menino Maluquinho", que tinha supostamente sido cancelada, e lançou "Cocoricó" (leia aqui).
 
No fim do ano passado, a TV Globo anunciou que não incluiria o programa "Sítio do Picapau Amarelo" na grade de 2008.
 
Na época, o blog entrou em contato com a editora para saber se isso afetaria a continuidade do título nas bancas. Não houve resposta por parte da Globo (leia aqui).
 
Neste mês, os quadrinhos infantis da editora não chegaram às bancas. Alguns pontos de venda têm ofertas de duas edições de "Menino Maluquinho" a R$ 1.
 
A nova política editorial da empresa ainda é confusa no sistema de assinaturas.
 
O blog ligou agora à tarde para o serviço de assinaturas da Globo. A informação, prestada pela atendente Caroline, é que o pacote estava suspenso desde o ano passado.
 
O blog questionou exatamente desde quando. Ela não soube informar e repassou a ligação ao "serviço de atendimento ao cliente".
 
Outra funcionária, Eliana, informou que as assinaturas estão suspensas desde que a Turma da Mônica saiu da editora, o que não é verdade. Havia assinaturas em 2007 (veja neste link).
 
Ela também informou que a revista do "Menino Maluquinho", uma das canceladas, não tem assinatura, mas que pode ser encontrada nas bancas em fevereiro.
 
Com relação ao título de Ziraldo, a orientação do serviço ao assinante é diferente do que diz a diretora da Globo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h54
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27/01/2008

Divulgados vencedores do principal prêmio de quadrinhos da França

A história de um imigrante que, em busca de uma vida melhor, tem de aprender a conviver com as diferentes figuras do novo país.

É resumido assim o enredo de "Là Où Vont nos Père" (Lá Onde Vão Nossos Pais), do australiano Shaun Tan (capa ao lado).

O trabalho foi o vencedor do prêmio de melhor álbum do 35º Festival Internacional de la Bande Dessinée d´Angoulême, realizado neste fim de semana na França.

O festival é a principal premiação de quadrinhos francesa e uma das mais importantes da Europa.

O Angoulême, que é realizado desde 1974, possui outras categorias.

O vencedor do prêmio "Fnac SNCF Essential", espécie de destaque para a área de quadrinhos, foi para o álbum "Kiki de Montparnasse", de Catel e José-Louis Bocquet.

A obra faz uma biografia de Kiki de Montparnasse (1901-1953), modelo, atriz e cantora francesa, muito conhecida na década de 1920.

A capa do álbum, mostrada ao lado, é baseada numa foto dela.

O prêmio de revelação foi para Isabelle Pralong, pelo álbum "L´Élephant".

A história é sobre uma filha, casada e com a vida já estabilizada, que tem de reecontrar, enfermo, o pai que a abandonou ainda criança. 

A categoria "patrimônio essencial" foi para o trabalho do finlandês Tove Jansson, autor de "Moonmin et les Brigands".

A lista do "essenciais Angoulême", categoria que também tem muita visibilidade, incluiu na edição deste ano cinco álbuns:

  • "Exit Wounds", de Rutu Modan
  • "Ma Maman Est en Amerique, Elle a Recontre Buffalo Bill", de Jean Regnaud e Emile Bravo
  • "RG", de Frederik Peeters e David Prudhomme
  • "Trois Ombres", de Cyril Pedrosa
  • "La Marie en Plastique", de David Prudhomme e Pascal Rabate

Rabate esteve no Brasil em outubro do ano passado. Ele participou do FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, em Minas Gerais (leia mais aqui).

Todos os trabalhos premiados são inéditos no Brasil.

O site oficial do festival tem a lista completa com todos os ganhadores, capas e resumos dos álbuns. São de lá as imagens que ilustram esta postagem. Para acessar, clique aqui.  

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h23
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26/01/2008

Aumenta intervalo de lançamento entre uma edição e outra da Chiclete

 

 

 

 

 

 

 

Rê Bordosa é um dos destaques da quarta edição da antologia, que começou a ser vendida nesta semana nas bancas

 

 

 

 

 

A "Antologia Chiclete com Banana", programada inicialmente para ser mensal, vai espaçar mais a chegada às bancas.

Segundo o editor da revista, Toninho Mendes, o intervalo entre uma edição e outra será de 45 a 60 dias.

Mendes diz, por e-mail, que isso é necessário para avaliar o resultado das vendas e lançar a edição seguinte.

O quarto número da antologia começou a ser vendido nesta semana. O próximo foi anunciado para março.

As duas primeiras edições saíram em junho e julho de 2007 (leia aqui e aqui). O terceiro número foi lançado no fim de outubro (aqui).

O que também aumentou foi o preço da revista, publicada pela Devir e Nova Sampa. 

O quarto número, que está nas bancas, custa R$ 7,90 (a revista traz como diferencial um pôster dos Skrotinhos). Os números anteriores saíam por R$ 5,90 cada um. 

A proposta é que a antologia tenha 16 números, todos com 48 páginas.

A publicação reedita material dos 24 números da revista "Chiclete com Banana", de Angeli, que circulou entre 1985 e 1990. Também reúne histórias de algumas edições especiais.

Esta quarta edição traz histórias avulsas e outras, de personagens clássicos de Angeli.

Numa delas, há um inusitado encontro -numa banheira- entre Rê Bordosa e Meia-Oito. Ambos foram mortos pelo cartunista posteriormente.

A edição traz também parcerias de Angeli com Glauco e Laerte (inclusive uma história de Los Três Amigos) e duas fotonovelas (uma representada pela atriz Cláudia Alencar).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h54
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25/01/2008

Programe-se

Neste sábado:

14h - 5º Encontro dos Cartunistas do ABC (para profissionais e interessados em quadrinhos). Local: Fran´s Café Portugal. Endereço: Avenida Portugal, 1126, Santo André, no ABC paulista.

15h - Faço palestra sobre o mercado de quadrinhos no Brasil (leia mais aqui)

15h - Lançamento oficial de "Alamanaque do Ziraldo" (com presença de Ziraldo e dos autores, Luiz Saguar e Rose Araújo). Local: Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Endereço: Rua Afrânio de Melo Franco, 290, no Leblon, no Rio de Janeiro.

19h30 - Lançamento da revista Front (era na semana passada, mas foi remarcado para este sábado). Local: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 143, centro de São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h59
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24/01/2008

Parabéns, São Paulo dos quadrinhos

São Paulo completa nesta sexta-feira 454 anos.
 
Para marcar a data, o blog convidou o cartunista Paulo Stocker para mostrar o lado quadrinístico da cidade, geralmente esquecido nessa comemoração.
 
Stocker, um catarinense que adotou São Paulo como morada, exercita um olhar diferenciado sobre a capital paulista desde o ano passado.
 
Foi quando ele criou o blog "Estudando Sampa", onde mostra rascunhos sobre diferentes pontos da cidade (acesse neste link).
 
O passeio dele em forma de desenho teve paradas numa exposição gratuita sobre o trabalho do cartunista Laerte.
 
Ele passou também pela HQMix Livraria e pela Comix, lojas que funcionam como pontos de encontro de leitores de quadrinhos.
 
Veja abaixo o resultado da volta de Stocker pela São Paulo dos quadrinhos.
 
Cada desenho é acompanhado das impressões dele pelo local por onde passou.
 
 
 
 
Obrigado por esse convite.
 
Saí do bate-papo UOL [realizado na tarde do dia 24] e fui direto para a Rossevelt.
 
HQMix Livraria: uma livraria com quadrinhos por todos os lados.
 
 
Preferi usar um desenho inédito da Praça Roosevelt, como se fosse uma pequena cidade, tipo a vila dos Smurfs.
 
Tem um outro parecido que retrata os teatros.
 
Mas esse eu acho que seria uma boa maneira de retratar o local onde está localizada a HQMix livraria.
 
 
 
Eu desenho a Alameda Jaú, a Comix vista de fora. Fica tudo no mesmo clima.

 
 
 
Tá rolando uma exposição do capitão Laerte na estação do metrô Vila Madalena. 
 
"Piratas do Tiête: A Saga". Passei por lá e desenhei.
 
O quadrinho nos subterrâneos da cidade.
Parabéns, São Paulo. A maior cidade da "américa ladina".

454 anos com um corpinho de 300.

Eu te amo, São Paulo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h06
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Pesquisa mostra que leitores jovens do UOL preferem mangás

A editoria da área jovem do UOL fez um levantamento entre leitores do portal. A pergunta era sobre o tipo preferido de histórias em quadrinhos. A maioria, 58%, diz preferir mangás.
 
Segundo reportagem da editoria, veiculada nesta semana, graphic novels despertam o interesse de 22% dos internautas que participaram do fórum de discussão que aferiu os números.
 
Super-heróis tiveram 11% da escolha e humor (caso onde foi classificada a Turma da Mônica), 8%. O levantamento não revela a opção do 1% restante.
 
O fórum também questionava o motivo da preferência.
 
Um dos leitores justificou a opção pelos mangás pelo fato de as histórias terem começo, meio e fim, ao contrário das de super-heróis.
 
As sagas dos heróis da editoras norte-americanas Marvel e DC costumam ter sagas que se parecem com uma novela sem um desfecho definido. A cada conclusão de um arco de histórias, surge outro.
 
Pode-se discutir -com razão- que uma pesquisa virtual não reflete com precisão o que ocorre no mundo real.
 
Mas serve para indicar uma tendência pontual num mercado ainda carente de pesquisas sobre quadrinhos.
 
E a tendência, pelo que se lê, é que mangás parecem ter a preferência dos leitores de quadrinhos mais jovens e que usam fóruns de discussão, pelo menos do UOL, portal mais acessado da América Latina.
 
Leia mais sobre o comportamento do mercado de quadrinhos brasileiro neste link.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h54
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23/01/2008

Álbum usa metalinguagem para explicar recursos dos quadrinhos

 

 

 

 

 

 

"O Circo de Lucca", lançado neste mês, é resultado de projeto de conclusão de curso da Universidade Mackenzie, de São Paulo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em dezembro de 2006, Jorge Otávio Zugliani ouviu da banca que avaliava seu projeto de conclusão de graduação que deveria publicar o trabalho, "Circo de Lucca".
 
Pouco mais de um ano depois, a sugestão se torna real.
 
O álbum, que começou a ser vendido neste mês (Devir, R$ 39, 136 págs.), garantiu a ele o diploma no curso de desenho industrial da Universidade Mackenzie, em São Paulo e a primeira publicação em quadrinhos não independente.
 
A obra usa a história de um jovem desenhista, Lucca, para explicar, por meio de metalinguagem, os recursos que fazem dos quadrinhos uma linguagem autônoma.
 
O recurso já tinha sido usado pelo norte-americano Scott McLoud em obras como "Desvendando os Quadrinhos". Segundo Jozz, forma como Zugliani assina seus trabalhos, isso não é coincidência.
 
Mas há uma diferença, segundo ele explicou ao blog em matéria de dezembro de 2006 (leia aqui). McLoud teria feito um livro sobre quadrinhos. A proposta de "O Circo de Lucca" é ser de quadrinhos.
 
"Conversando com as pessoas, percebo que apenas quem tem uma experiência anterior vai a fundo no material de Scott", dizia, à época.
 
"Eu queria criar algo que até os não-iniciados pudessem se envolver. Imagino que isso o torna viável para ser distribuído em escolas."
 
Essa proposição Jozz cumpre e, mostrada de forma ficcional, é o que singulariza a obra. Em mais de um caso, o uso da metalinguagem é superior ao trabalho de McLoud.
 

 
Um exemplo é a explicação sobre o uso da colorização, como mostra a seqüência acima.
 
As cores abandonam o corpo do personagem Lucca e fazem com que a narrativa volte ao original preto-e-branco.
 
O recurso se insere na indecisão de Lucca sobre como deveria imprimir sua história.
 
Lucca, o protagonista, funciona como um alter ego ficcional de Jozz, hoje com 25 anos.
 
Assim como o autor, também precisa concluir uma história em quadrinhos para o curso de desenho industrial.
 
A cada nova descoberta dele sobre a linguagem dos quadrinhos, o recurso se materializa na narrativa, de maneira surreal.
 
Esse lado abstrato é marcado na história pela presença do Palhaço, ser que aparece e some de quando em quando na vida de Lucca. Na presença dele, tudo ganha cor.
 
A trama vai sendo conduzida de modo a convergir a vida real de Lucca com a imaginária do Palhaço.
 
A versão editada pela Devir mudou pouco em relação ao trabalho original. Mesma capa, mesmos recursos gráficos. A diferença está na ordem de apresentação.
 
Ao contrário do original, primeiro aparece a história em quadrinhos, depois uma rápida parte teórico, com fundamentos sobre o processo de produção dos quadrinhos.
 
O trabalho de Jozz teve orientação de Luiz Gê, um dos principais desenhistas brasileiros, muito atuante na década de 1980.
 
A chancela de um nome como Gê dá um inevitável ar de autoridade à obra.
 
Mas não precisava. Jozz e seu circo de metalinguagem caminham sozinhos e criam um dos mais inovadores trabalhos da nova geração de desenhistas brasileiros. 

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 21h32
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Tema ecológico pauta mais um salão de humor nacional

O casamento entre humor gráfico e temas ambientais rende mais um filho. Os problemas ecológicos são o tema principal do 1º Salão de Humor da Amazônia - Ecologia do Traço.
 
O salão vai ocorrer no fim de março em Belém, no Pará.
 
A categoria principal, chamada "tema cartum ecológico", é a que tem os prêmios mais atrativos. O primeiro e segundo lugares vão ganhar, respectivamente, R$ 6 mil e R$ 3mil.
 
A outra categoria do evento, "tema cartum comunicação", traz valores menores para os dois premiados: R$ 2 mil e R$ 1 mil.
 
O salão é coordenado pelo cartunista Biratan Porto. Os premiados vão ser divulgados no dia 25 de março, data da abertura do salão de humor. O evento vai até 30 de março.
 
O prazo para envio dos trabalhos é 5 de março. Há detalhes sobre o regulamento no site do salão. Acesse neste link.
 
Esse é o terceiro salão de humor nacional a usar temas ecológicos como tema.
 
O fim da água potável no mundo pautou os trabalhos do mote do 1º Salão Internacional de Humor de Campos, realizado no Rio de Janeiro no início do mês (veja os premiados).
 
No ano passado, o desmatamento foi o tema do 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica. Os premiados foram definidos em dezembro (veja aqui).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h39
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22/01/2008

Morre ator que interpreta Coringa no próximo filme de Batman

 

 

 

Heath Ledger no papel do vilão no longa "The Dark Knight", que estréia este ano

 
 
 
 
 
O ator Heath Ledger, 28, foi encontrado morto em um apartamento em Nova York nesta terça-feira.
 
A notícia é da rede de notícias norte-americana CNN e ganhou repercussão em sites brasileiros no início da noite. O blog se baseia em reportagem do portal UOL.
 
As primeiras informações -não confirmadas ainda- dão conta de que a morte poderia estar relacionada a uso de drogas.
 
Ledger interpretou o vilão Coringa no próximo longa-metragem de Batman, "The Dark Knight", que estréia neste ano.
 
O ator australiano ganhou projeção ao interpretar um caubói gay no filme "O Segredo de Brokeback Mountain". Pelo papel, foi indicado ao Oscar na categoria melhor ator.
 
Crédito: a foto do ator é uma reprodução da página virtual "Dogmatic Blog".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h24
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Indicação ao Oscar: mais um empurrão na redescoberta de Persépolis

 

 

Cena da animação francesa, baseada na história em quadrinhos homônima de Marjane Satrapi

 
 
"Persépolis", biografia em quadrinhos feita pela iraniana Marjane Satrapi, passa por um processo de redescoberta.
 
O empurrão final desse processo foi dado nesta terça-feira, com a indicação da animação da obra ao Oscar deste ano.
 
A produção francesa foi co-dirigida pela própria autora e concorre com os norte-americanos "Ratatouille" e "Tá Dando Onda", já exibidos no Brasil.
 
"Persépolis" ganhou o prêmio do júri do Festival de Cannes e foi muito elogiado por quem viu o desenho na Mostra Internacional de Cinema no ano passado em São Paulo.
 
Foram essas exibições que deram o início ao processo de redescoberta da obra, que narra a infância de Satrapi no Irã, a turbulenta passagem dela pela Europa durante a adolescência e o retorno ao país onde nasceu, anos depois.
 
A animação caiu no gosto do chamado "formador de opinião", que passou a se interessar também pela gênese da história, até então ignorada.
 
O segundo empurrão tinha sido dado pela Companhia das Letras, editora que publicou "Persépolis" em quatro volumes. De 2004 a 2007, lançou um álbum por ano.
 
A editora relançou a obra no país em dezembro do ano passado numa versão encadernada, de 352 páginas (leia mais aqui).
 
"Persépolis Completo", nome dado à reedição, começou a chegar às redações, na forma de material de divulgação, na virada do ano.
 
Quem pegava a obra sentia ares de publicação inédita. Alguns se encantaram com o que viram.
 
Pelo menos dois jornalistas, colegas de redação, me procuraram para perguntar se eu já tinha visto o trabalho de Satrapi. Respondi que sim. Desde 2004.
 
Nos dois casos, a reação deles foi a mesma: surpresa. Não sabiam que a obra já tinha sido publicada no país.
 
Do ponto de vista do leigo em quadrinhos, ela se destaca por mostrar uma história real. 
 
Nessas situações, ocorre um fenônemo curioso aos olhos do grande público. A obra deixa de ser vista como quadrinhos. Vira livro.
 
Com a "conversão" em livro, a história muda completamente.
 
A obra passa a gozar de todas as benesses do rótulo, tido como produto artistica e conteudisticamente prestigiado pela sociedade brasileira.
 
E cai no gosto dos formadores de opinião.
 
"Sandman", obra escrita por Neil Gaiman, passou por processo semelhante.
 
O relançamento encadernado da série, pela Conrad, caiu nas graças da mídia cultural brasileira e abriu caminho para outras experiências similares.
 
É esse processo de redescoberta do livro -em quadrinhos- de Marjane Satrapi que se vê agora na mídia e entre os apreciadores de cinema.
 
Nesse aspecto, o relançamento em volume único foi um tiro certeiro da Companhia das Letras, embora tenha desagradado a quem já tinha comprado os quatro números da série.
 
O encadernado custa R$ 39 (há promoções por cerca de R$ 35). Cada um dos quatro volumes anteriores, ainda à venda, sai em média R$ 31.
 
É tentador imaginar quantas outras obras em quadrinhos, reais ou não, passaram despercebidas pelo crivo dos chamados "formadores de opinião" por serem simplesmente quadrinhos, e não livros.
 
Em tempo: segundo a Europa Filmes, que distribui a animação no Brasil, o filme tem previsão de estréia no país em 22 de fevereiro (a data ainda pode sofrer alteração).
 
Clique neste link para ver outras imagens da animação.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 17h39
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21/01/2008

Revista sobre vida e obra de Henfil é distribuída de graça em SP

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
"Henfil - Filho do Brasil", produzida pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, é homenagem aos 20 anos da morte do desenhista mineiro
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O desconfiado "Ubaldo, o Paranóico", um dos mais neuróticos personagens de Henfil, estranharia se lesse esta notícia. Ele veria uma armação no fato de a revista em homenagem ao cartunista ser distribuída de graça.
 
Desta vez, Ubaldo, não é conspiração.
 
"Henfil - Filho do Brasil" pode ser retirada de graça na noite desta terça-feira, em São Paulo, num evento promovido para marcar os 20 anos da morte do desenhista, completados no último dia 4.
 
A revista foi pensada para ser uma homenagem. As 52 páginas trazem uma detalhada biografia de Henrique de Souza Filho, de quando começou a fazer os primeiros trabalhos profissionais até a passagem pela TV e o cinema.
 
Há também raridades, como o cartum de estréia e algumas tiras dos Fradinhos distribuídas no exterior. "The Mad Monks" durou pouco. Não agradou o gosto dos norte-americanos.
 
 
 
 
Segundo o relato da revista, a estréia foi em 1962, na publicação mineira "Alterosa".
 
Henfil tinha 18 anos e ainda não tinha esse apelido. O título foi dado pelo escritor Roberto Drummond, de "Hilda Furacão", então coordenador da publicação.
 
De Minas, migrou para o Rio na segunda metade dos anos 1960. E foi no estado fluminense que se tornou conhecido.
 
Em 1969, estreou no jornal alternativo "Pasquim". O cartunista Jaguar, em depoimento trazido pela revista-homenagem, descreveu como foi o encontro com o jovem desenhista.
 
Jaguar conta que foi Henfil quem o procurou. Trazia alguns desenhos dos Fradinhos, "ainda muito toscos". Diz que parecia arrogante, mas que era um recurso para contornar a timidez.
 
Quando viu a assinatura, pensou: "Henfil? Parece um assovio."
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Henfil produziu charges para jornais sindicais na virada dos anos 1970 e 80, trabalhos pouco lembrados em biografias sobre ele 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A revista, feita pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, traz depoimentos de outros cartunistas, como Paulo Caruso, Cláudio (revelado por ele quando ainda era menino), JAL, Spacca, Fausto e Laerte.
 
Há também relatos de jornalistas, como Mino Carta, e do presidente Luiz Inácio Lula Lula da Silva. A ligação com Lula é da época dos primórdios do Partido dos Trabalhadores e do movimento sindical.
 
A revista, por ser produzida pela área sindical, traz algumas raridades dessa época, geralmente deixadas de lado em biografias do desenhista mineiro.
 
Outra curiosidade da publicação é um cartum de Henfil sobre a campanha das diretas para presidente no período final da ditadura militar brasileira.
 
Henfil mostrava a frase "Diretas-Já". A revista credita a ele a criação do slogan.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A revista em homenagem a Henfil atribui ao desenhista a criação do slogan das Diretas-Já
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A publicação consegue fazer o que pretende, homenagear o cartunista e sua produção e lembrar que, há 20 anos, no dia 4 de janeiro, ele morria vítima de complicações causadas pela Aids.
 
Este é o primeiro evento do ano a marcar a data. Mas vai haver pelo menos mais um.
 
Está em produção um livro em homenagem a ele. "Henfil - O Humor Subversivo", do sociólogo carioca Márcio Malta, é voltado ao público mais jovem e está programado para o segundo semestre (leia mais aqui).
 
 
SERVIÇO
"Henfil - Filho do Brasil". Lançamento nesta terça-feira, a partir das 19h30. Onde: Livraria HQMix. Endereço: Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo. Quanto: de graça.
 
Crédito: todos os desenhos de Henfil mostrados na matéria são retirados da revista feita em homenagem a ele.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h08
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Escombros traz história underground à la Robert Crumb

 

 

 

Capa aberta de "Escombros", álbum que começou a ser vendido neste mês

 
 
 
 
Há um quê do desenhista Robert Crumb, um dos expoentes do quadrinho alternativo norte-americano, no trabalho do canadense Dave Cooper, autor ainda pouco conhecido no Brasil.
 
O que abona essa comparação é "Escombros (Crumple) - O Status de Knuckle", álbum lançado este mês (Zarabatana Books, R$ 30, 128 págs.).
 
Cooper toma do polêmico Crumb um pouco do modo de desenhar e, principalmente, a maneira intencionalmente underground de produzir quadrinhos.
 
Há balões cortados pelos quadrinhos, página em branco, personagens viciados em sexo a todo custo (ou a nenhum custo), situações bizarras, superficialidade na relação familiar.
 
O ar alternativo dado ao álbum pode nublar a percepção de que há qualidades na história às quais ela não faça jus. O que há, de concreto, é uma trama surreal e futurista.
 
Knuckle é um jovem que tem uma vida medíocre. 
 
Ele trabalha na linha de montagem de uma repressiva fábrica de bonecas, descobre que a namorada gótica é lésbica e não consegue trocar o maquinário que permite a locomoção de sua avó, com quem mora.
 
Frustrado, é influenciado pelo amigo Zev a viajarem para a Hollywood do futuro. O que motiva a viagem é que lá é onde se encontra "toda a pornografia do mundo".
 
O enredo fica ainda mais surreal quando descobrem, em Hollywood, que o planeta foi invadido por alienígenas. Os seres extraterrestres eliminam os homens e usam as mulheres para procriar.
 
Dave Cooper, que divide os quadrinhos com trabalhos de ilustração, ganhou destaque após ser indicado, em 1997, ao Harvey Awards, uma das principais premiações de quadrinhos nos Estados Unidos.
 
Dois anos depois, foi premiado pelo álbum "Ripple", inédito no Brasil.
 
"Escombros" é a chance de ter contato com um autor ainda pouco difundido no país. 
 
No álbum, pelo que se lê, Cooper traz uma história propositalmente alternativa, o que confere a ela um rótulo de cult ou vanguardista antes mesmo de ser lida.
 
Mas, sem o apoio dos rótulos, é um tipo de narrativa que não é para todos os gostos.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 19h15
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19/01/2008

Quadrinhos são tema de evento que marca aniversário de São Paulo

Palestras, oficinas e uma exposição com trabalhos de autores nacionais integram as atividades da Semana de Quadrinhos, evento que tem início na próxima terça-feira em São Paulo. Vai até o dia 31 deste mês.
 
A exposição "São Paulo em Quadrinhos" reúne obras que retratam a capital paulista, que faz aniversário no dia 25. Há desenhos de Laerte, Lourenço Mutarelli e Paulo Caruso.
 
A curadoria da mostra é de Waldomiro Vergueiro, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP.
 
As oficinas serão sobre produção independente e quadrinhos na internet.
 
Vão ser ministradas pelos professores universitários Gazy Andraus e Nobu Chinen em diferentes dias e horários.
 
A programação da Semana de Quadrinhos prevê cinco palestras, uma em cada dia:
  • Dia 22, 19h - Literatura em quadrinhos, pelo cartunista Spacca
  • Dia 26, 15h - Mercado de quadrinhos no Brasil, ministrada por mim
  • Dia 27, 15h - O mundo dos mangás, pela professora Sonia Bibe Luyten
  • Dia 30, 19h - Evolução dos quadrinhos no Brasil, pelo professor Roberto Elísio
  • Dia 31, 19h - Humor gráfico e quadrinhos no Brasil, pelo cartunista Gualberto Costa
Também no dia 31, o desenhista Eloar Guazzelli lança a adaptação de "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes. É a primeira obra do gênero literatura em quadrinhos do ano.
 
Todas as atividades são gratuitas. Algumas têm número limitado de vagas e exigem inscrição na recepção do local.
 
A Semana de Quadrinhos vai ocorrer no Centro Cultural da Juventude, mantido pela Prefeitura de São Paulo. Leia a programação completa neste link.
 
SERVIÇO
Semana de Quadrinhos. Local: Centro Cultural da Juventude. Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo. Quando: de 22 a 31 de janeiro. Quanto: de graça.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h54
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18/01/2008

Guerra Civil chega ao fim. Mas há novidade nisso?

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa do sétimo e último número da minissérie, que começou a ser vendido nesta semana
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há uma espécie de acordo de cavalheiros entre as partes envolvidas em uma resenha.
 
O jornalista dá seu parecer sobre a obra e não comete a indelicadeza de antecipar o desfecho da história. Se revelar o final, corre o sério risco de perder para sempre a adesão e a cumplicidade do leitor.
 
O ponto é que a situação se inverteu.
 
A internet mudou esse modus operandi jornalístico de confecção da resenha, principalmente nos campos cinematrográfico e quadrinístico, principalmente de super-heróis.
 
O leitor, não raras vezes, já leu detalhadamente, em sites e blogs, o que o espera na tela ou no papel. É o chamado "spoiler", informação que antecipa o conteúdo da obra antes mesmo de ela ser lançada.  
 
Esse preâmbulo -que ignora a regra jornalística de iniciar o texto com o assunto mais importante (afinal, os tempos são outros)- se encaixa perfeitamente no último número de "Guerra Civil", lançado neste finzinho de semana (Panini, R$ 4,90).
 
É difícil a tarefa de resenhar a derradeira sétima edição da minissérie, que tenta mexer em profundidade com os personagens da editora norte-americana Marvel Comics.
 
Este jornalista poderia dizer que é o ponto máximo da trama. Os dois lados da guerra, que envolve os super-heróis da editora, convergem para uma sangrenta luta final.
 
A divisão entre os heróis surgiu porque parte deles não aceitou revelar a identidade secreta ao mundo. A exigência era do governo dos Estados Unidos.
 
Mas o leitor, possivelmente, já sabe disso há pelo menos um ano.
 
Poderia dizer, então, que o ponto nevrálgico deste último número é a briga entre Capitão América, contra a lei, e o Homem-de-Ferro, pró.
 
Mas isso, bem como o desfecho do combate, que deveria ser algo inesperado, já é de conhecimento de boa parte do público.
 
Poderia, quem sabe, adiantar que vai haver um apêndice da minissérie, a ser publicado no mês que vem numa das revistas mensais da Panini. Na história, um herói importante da editora morre.
 
Mas, aí, a tarefa é ainda mais inglória. A informação dessa morte é tão pública que já foi noticiada até em telejornal da TV Globo no ano passado.
 
Uma informação extra, talvez, pudesse ser que a Marvel reavaliou (uso um eufemismo) pelo menos uma das mudanças feitas em um dos personagens durante a minissérie.
 
O super-herói em questão revelou a identidade secreta ao mundo, mas, na verdade, não foi bem assim. Nada que um dia a mais resolvesse o problema.
 
Mas o leitor, possivelmente, já sabe do que se trata, mesmo sem eu dizer. Se não sabe, não há nada que o site de busca virtual Google não revele. Dica: digite "one more day".
 
O que se vê é uma das conseqüências da revolução proporcionada pela internet.
 
A rede mundial de computadores revolucionou e democratizou o acesso à informação.
 
Uma mesma notícia deixou de ser transmitida exclusivamente por uns poucos veículos, mantidos por empresários que concentra(va)m o monopólio de uma notícia.
 
O cenário é outro, plural, descentralizado. Isso já começa a incomodar alguns governantes, interessados em saber um meio de controlar o acesso virtual à informação.
  
Tudo isso está levando a uma revisão das tradicionais rotinas jornalísticas, de uma modesta resenha à expansão da informação, com seus inegáveis avanços.
 
Este texto não é uma crítica à internet, muito menos a quem gosta de "spoiler".
 
É que me apego ainda ao modelo clássico de resenha, que tenta ser fiel ao "pacto" firmado com o leitor, sem revelar a ele nada a mais do que o encoberto véu narrativo permite.
  
Apesar disso, se para você, leitor, muitas das referências camufladas nesta resenha soaram novas, diria que deve se considerar um felizardo.
 
É um dos raros que vão ter a chance se surpreender com o desfecho de "Guerra Civil".
 
À moda antiga.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 18h57
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Dois lançamentos nacionais neste fim de semana em São Paulo

Um cordel em quadrinhos e o novo número de uma das mais duradouras experiências nacionais na área. É essa a pauta de lançamentos deste fim de semana em São Paulo.
 
Nesta sexta-feira, Marlon Tenório traz para a capital paulista o seu "A Serpente e a Borboleta".
 
Tenório fez uma leitura peculiar da criação humana. Colocou Adão e Eva no sertão brasileiro. Narrou a história na forma de cordel. 
 
O trabalho independente ganhou menção honrosa no Festival Internacional de Humor e Quadrinhos", realizado em setembro de 2007, em Pernambuco (veja os premiados aqui).
 
No sábado, os autores da "Front" lançam o número 19 da revista, uma das mais duradouras do gênero no país. A obra custa R$ 27.
 
A cada edição, o grupo escolhe um tema para trabalhar. O deste número, que reúne 27 colaboradores, é o sonho.
 
A publicação, editada pela Via Lettera, coleciona uma série de troféus do HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.
 
Na última edição, realizada no ano passado, venceu nas categorias "publicação mix" e "roteirista revelação" (para Daniel Esteves, presente neste novo número).
 
SERVIÇO
Lançamentos de "A Serpente e a Borboleta" (sexta) e "Front 19" (sábado). Local: HQMix Livraria. Endereço: Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo. Horário: os dois lançamentos começam às 19h30.
 
Post postagem: o lançamento da "Front" foi cancelado no fim da tarde desta sexta-feira. Segundo os responsáveis pela livraria, a impressão dos álbuns da Via Lettera não ficou pronta a tempo. O lançamento foi remarcado para 26 de janeiro, no mesmo local e horário.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h28
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17/01/2008

Sandman vai ser reeditado mais uma vez no Brasil

A série Sandman, que tornou popular o escritor Neil Gaiman, vai ser publicada mais uma vez no Brasil. A obra será reeditada pela Pixel em 17 volumes.

A informação foi noticiada na revista "Pixel Preview", que começou a ser vendida nas bancas nesta quinta-feira. A publicação antecipa os lançamentos da editora para 2008.

Segundo a revista, cada edição de Sandman terá entre 116 e 160 páginas, com capa cartonada e papel especial. 

A editora vai utilizar o material publicado em "Absolute Sandman", versão que recolorizou a série da editora norte-americana DC Comics (a mesma de Super-Homem e Batman).

A data de lançamento do primeiro número e o preço não foram divulgados.

As histórias do mestre dos sonhos, que foram muito premiadas nos Estados Unidos, já passaram por três editoras no Brasil: Globo, Brainstore e Conrad.

A Globo foi a única a publicar todos os 75 números da série.

A Brainstore relançou as primeiras histórias em formato revista e num encadernado, em preto-e-branco.

A Conrad foi a última editora a reeditar a obra no Brasil. As edições foram produzidas em capa dura e num formato maior que o original norte-americano.

Esses volumes de luxo são vendidos em livrarias e lojas especializadas em quadrinhos. Cada um custa em média R$ 66.

Faltam dois volumes para a Conrad encerrar a série. Ambos estão programados para serem publicados neste ano.

A "Pixel Preview" informa que também estão na lista da editora para este ano as séries "Y - O Último Homem", "Invisíveis", "Top Ten" e mais álbuns de "Corto Maltese", Milo Manara e Guido Crepax.

A revista também registra novidades já noticiadas pelo blog, como um segundo volume de "Monstro do Pântanto", um álbum do "Homem-Animal" e especiais de "Planetary" (aqui).

Também confirma o lançamento de uma segunda revista mensal, aos moldes de "Pixel Magazine", possivelmente com a série "Fábulas" do ponto de vista onde a Devir, editora anterior, havia parado (leia aqui).

Nesta semana, a editora começou a vender um especial da série 100 Balas. Na semana passada, pôs à venda um álbum de Tom Strong, que continua do ponto onde parou na Devir.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h06
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16/01/2008

Supremos foi o destaque de 2007, segundo jornalistas especializados

 

 

 

 

 

 

"Os Supremos - Edição Definitiva" foi escolhido melhor lançamento e melhor encadernado do ano passado, de acordo com votação promovida pela revista "Mundo dos Super-Heróis"

 

 

 

 

 

A série "Os Supremos" foi eleita o grande destaque de 2007 na área de super-heróis e aventura, segundo votação de 16 profissionais ligados à cobertura de quadrinhos (faço parte da lista).
 
A relação vai ser publicada no novo número da revista "Mundo dos Super-Heróis", que começa a ser vendida nesta quinta-feira.
 
O álbum "Os Supremos - Edição Definitiva", publicado pela editora Panini (leia aqui), foi escolhido a melhor edição encadernada e o melhor lançamento do ano passado.
 
A segunda parte da trama, lançada na revista mensal "Marvel Millenium - Homem-Aranha", foi eleita o melhor arco de histórias de 2007.
 
A série faz uma versão atualizada e politizada dos "Vingadores", supergrupo da editora norte-americana Marvel Comics. Capitão América, Homem de Ferro, Thor e Hulk são alguns dos personagens que integram a aquipe.
 
O escritor da série, Mark Millar, foi escolhido o melhor roteirista estrangeiro.
 
Millar também escreveu "Guerra Civil", a melhor minissérie de 2007, segundo a votação.
 
Veja a lista completa (que só abordou, vale reforçar, os gêneros super-heróis e aventura):
 
  • Roteirista estrangeiro: Mark Millar (Supremos, X-Men)
  • Roteirista nacional: Wander Antunes (O Corno Que Sabia Demais)
  • Desenhista estrangeiro: John Cassaday (Planetary, X-Men)
  • Desenhista nacional: Ivan Reis (Lanterna Verde)  
  • Gibi estrangeiro de linha: Pixel Magazine
  • Gibi nacional: Cometa
  • Arco de histórias: Os Supremos Volume 2
  • Minissérie: Guerra Civil
  • Edição encadernada: Os Supremos - Edição Definitiva
  • Edição especial: Planetary/Batman
  • Adaptação para outro veículo: Quarteto Fantástico 2
  • Lançamento do ano: Os Supremos - Edição Definitiva
  • Capa: Grandes Astros Superman 6 (veja neste link)
É possível ler a lista completa, com os votos de cada um dos jornalistas, na versão on-line da revista "Mundo dos Super-Heróis". Para acessar, clique aqui.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h58
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Verba pública garante álbum e mais duas edições da Graffiti

O ano começou bem para o grupo que mantém a revista independente "Graffiti 76% Quadrinhos". Eles conseguiram renovar a verba pública que custeia a publicação.
 
Isso garante a produção de mais duas edições e um álbum nacional, todos programados para este ano.
 
O dinheiro vem da Prefeitura de Belo Horizonte, cidade mineira onde os autores desenvolvem a revista, uma das antigas e bem-sucedidas do gênero.
 
O grupo espera lançar o número 17 em abril e o seguinte em outubro (sobre futebol).
 
A verba, de incentivo à cultura, vai permitir também a produção do terceiro álbum da "Coleção 100% Quadrinhos", que traz histórias maiores feitas por autores nacionais.
 
"Ainda não temos o autor do número três, mais por excesso de alternativas do que o contrário", diz por e-mail Fabiano Barroso, um dos editores da Graffiti.
 
Os dois primeiros álbuns foram lançados no ano passado.
 
Um deles, "Um Dia Uma Morte", vai ser disponibilizado na internet, no site mantido pelo grupo (leia resenha aqui).
 
A primeira parte, com as nove páginas iniciais, já está no ar (clique aqui para acessar). Segundo Barroso, que escreveu a obra, a atualização será semanal.
 
A página virtual já hospedava outras histórias em quadrinhos, muitas produzidas em edições anteriores da "Graffiti". Mas a maioria tinha poucas páginas.
 
"´Um Dia Uma Morte" vai servir de teste", diz. "Queremos saber como funciona uma história em quadrinhos longa, em partes, na rede."
 
A idéia é colocar on-line o outro álbum, "O Relógio Insano", escrito e desenhado por Eloar Guazzelli (leia mais aqui). Falta apenas uma confirmação do autor.
 
O grupo conseguiu aprovar outro projeto, só que, desta vez, em âmbito estadual, por meio de lei de incentivo à cultura.
 
"Memória do Quadrinho e das Artes Gráficas de Minas Gerais" pretende mostrar a trajetória de três desenhistas mineiros dos anos 1970: Gilberto de Abreu, Marcos Coelho Benjamin e Mário Vale.
 
O projeto prevê a publicação de uma caixa com três livros, um sobre cada um dos autores.
 
"Há uma lacuna -ao menos do ponto de vista de documentação- na história do quadrinho nacional a respeito do que se produziu em Minas durante os anos 70-80, e decidimos resgatar essa fase."

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h42
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15/01/2008

Editora cria site para desenvolver super-heróis nacionais

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Irmãos de Sangue", história de estréia do Super HQ, site que entrou em funcionamento nesta terça-feira
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um site, que entrou no ar nesta terça-feira, quer hospedar histórias em quadrinhos nacionais com personagens fixos e estimular a produção delas. 
 
Por enquanto, há apenas uma história on-line, "Irmãos de Sangue", escrita por Fábio Ramos e desenhada por Carlos Brandino.
 
Para ler, é necessário baixar o arquivo com a narrativa. O acesso é gratuito.
 
A trama é de terror. O site aceita também histórias de fantasia e de ficção científica. Mas o enfoque principal é o gênero super-heróis.
 
Qualquer pessoa pode enviar a história, produzida em formato pdf. Mas isso não significa que seja um passe livre para a veiculação do material.
 
A aventura, antes, vai passar pelo crivo dos responsáveis pelo site, mantido pela Editora Vardi. Um dos critérios é a  qualidade da história.
 
A página virtual é uma aposta a longo prazo. A idéia é tornar os personagens populares para, depois, usá-los em edições impressas e outros produtos.
 
"Eu quero ter super-heróis brasileiros competindo com os americanos", diz Daniel Vardi, 35, dono do site e da editora que leva seu sobrenome.
 
"A maioria dos sites não tem uma publicação de super-heróis. Criou uma lacuna no mercado."
 
Ele vai além: imagina a criação de um "Universo Vardi", com personagens próprios, aos moldes do que fazem as editoras norte-americanas Marvel e DC Comics, as principais empresas do ramo de super-heróis.
 
A proposta é construir ao longo do ano esse "pool de personagens da editora", como ele mesmo diz. 
 
Vardi pensa em criar uma forma de aferir a preferência dos leitores. Com base nas respostas, pretende chamar os autores para negociar com os autores outros usos das histórias e dos personagens.
 
Ele conta que a idéia de criar um mercado nacional de personagens fixo foi o que o levou a criar a empresa, há dez anos. Nessa primeira década, o principal produto da editora tem sido blocos específicos para desenho em quadrinhos.
 
Mas a Vardi já teve outros flertes com os quadrinhos. A editora lançou há pouco mais de um ano a revista "O Diário Negro do Toninho do Diabo".
 
A publicação trazia histórias sobre o personagem, uma espécie de Zé do Caixão, criado pelo ator Antônio Aparecido Firmino. Uma das histórias foi escrita por Vardi (leia aqui).
 
O endereço para envio do material consta no site Super HQ. Para acessar, clique aqui.

Escrito por PAULO RAMOS às 19h53
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Exposição em São Paulo reúne ilustrações de diferentes estilos

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desenho de Apo Fouseck para a mostra "Ilustrada", que tem abertura hoje à noite
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma série de exposições vai marcar os dez anos da galeria de arte Gravura Brasileira, que fica em São Paulo. A primeira mostra tem abertura na noite desta terça-feira.
 
Batizada de "Ilustrada", vai mostrar ilustrações produzidas com diferentes materiais. Um dos expositores é o quadrinista Fábio Zimbres.
 
Zimbres aproveita o evento para fazer mais um lançamento de "Música para Antropomorfos", álbum produzido em parceria com a banda Mechanics.
 
Esta primeira exposição fica até 16 de fevereiro.
 
Depois, outras vão tomando o lugar dela até o fim do ano.
 
SERVIÇO
"Ilustrada" - Onde: galeria Gravura Brasileira. Horário: hoje, a partir das 19h; depois, de segunda a sexta, das 10h às 18h, e sábados, das 11h às 14h. Quando: até 16 de fevereiro. Endereço: rua Fradique Coutinho, 953, Via madalena, São Paulo. Quanto: grátis.
 
Nota: a editoria de Diversão e Arte do UOL preparou um álbum virtual com algumas das ilustrações da exposição. Clique aqui para ver.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h02
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14/01/2008

Um convite a reavaliar o papel da internet nos quadrinhos

A presença dos quadrinhos na internet deixou de ser uma possibilidade e se tornou algo concreto. 
 
Mas houve um momento, iniciado na metade da década de 1980, que marcou a transição do papel para os recursos da informática.
 
Essa passagem é explicada em "HQtrônicas - Do Suporte Papel à Rede Internet", livro que ganha nova edição neste início de ano (Fapesp/Annablume).
 
A obra compila o mestrado do quadrinista e professor universitário Edgar Franco.
 
A pesquisa foi defendida em 2001 na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
 
Segundo Franco, o conteúdo desta segunda edição é idêntico ao da primeira, que foi lançada em 2004.
 
A diferença é a capa, que foi refeita (ao lado).
 
A nova edição, no entanto, traz o convite para reavaliar o tema, agora com a vantagem de haver uma percepção maior do impacto da internet.
 
As "HQtrônicas" têm a mesma promessa revolucionária de antes?
 
Franco mapeia as primeiras experiências com o uso da computação nos quadrinhos, como a graphic novel norte-americana "Crash!", de Mike Saenz, publicada pela Abril em 1988.
 
De início, o interesse era criar as histórias na tela do computador para, depois, passar a trama para o papel.
 
O desenvolvimento tecnológico levou a novas experimentações virtuais. As histórias passaram a ganhar sons, movimento, alternativas para que o leitor escolha o desfecho da narrativa.
 
O desenhista põe na tela uma seqüência, que termina sempre com uma cena de suspense. Quem dá continuidade à historia é a pessoa que lê. Ela tem a opção de clicar em duas (às vezes em três) possibilidades de desfecho.
 
A escolha leva a uma nova tela, que termina com mais uma rodada de alternativas.
 
O resultado não é exatamente quadrinhos. Também não é um caso de animação como a conhecemos. É uma mescla das duas linguagens.
 
A essa hibridização, o pesquisador deu o nome de "HQtrônica".
 
"É um gênero novo", dizia Franco em entrevista que fiz com ele para o jornal "Folha de S.Paulo", publicada em abril de 2006.
 
"Não havia um termo para se referir a ele. Optei por ´HQtrônicas´ para deixar claro que é um tipo diferente de história em quadrinhos. É um quadrinho eletrônico com todos os recursos que o computador pode oferecer."
 
A mais famosa no Brasil foi a dos heróis "Combo Rangers", personagens criados por Fábio Yabu (leia aqui).
 
Ele usa vários efeitos sonoros: socos, raios, barulhos de explosão. Os sons fazem as vezes das onomatopéias, comuns na linguagem dos quadrinhos.
 
O balão é mantido em "Combo Rangers" e na maioria das demais produções do gênero.
 
Segundo Franco, há uma resitência em abandonar o recurso, próprio da linguagem dos quadrinhos. Para ele, é o que diferencia uma "HQtrônica" de um desenho animado. 
 
O funcionamento das "HQtrônicas" são o mote do livro.
 
Duas das características, bastante pontuadas por Franco, são a interatividade com o leitor e a presença de uma tela infinita.
 
A tela sem fim -rolada para baixo, para a direita ou para a esquerda- põe à prova o suporte fixo do papel e leva, em tese, a uma revolução no modo de produção das histórias.
 
Da constatação das "HQtrônicas" até este início deste 2008, parece haver uma tendência de uso da tela apenas para colar uma história, tornando o visor uma espécie de papel de vidro.
 
O pesquisador já alertava na primeira edição da obra que esse recurso de escaneamento das histórias não pode ser considerado uma "HQtrônica". Continua sendo uma história em quadrinhos, mas lida na tela.
 
O livro de Edgar Franco registrou -muito bem- o importante momento de concepção desse novo gênero, que mescla a linguagem dos quadrinhos com animação.
 
Merece (re)leitura aos olhos do mundo virtual de hoje. E já alerta para a necessidade de uma nova pesquisa para mapear o que se vê atualmente na internet.
 
Uma das perguntas para o novo estudo: predominam as "HQtrônicas" ou apenas o quadrinho tradicional (tiras, por exemplo) justaposto na tela?

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 19h41
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Folha de S.Paulo promove concurso de mangás

O "Folhateen", suplemento jovem do jornal "Folha de S.Paulo", deu início hoje a um concurso de mangás. A iniciativa é para marcar os 100 anos da imigração japonesa, comemorado neste 2008.

Serão duas categorias: até 17 anos e a partir de 18 anos.

"Acho que tem uma geração que cresceu vendo ´Cavaleiros do Zodíaco´ e que hoje conhece muito mais mangás. Então, é legal olhar pra esse lado também", diz Ivan Finotti, 37, editor do caderno.

Segundo ele, o suplemento vai fazer também outras pautas ligadas à data.

Os interessados podem enviar os desenhos até o dia 31 de março. A história em quadrinhos precisa ter o tamanho da página do "Folhateen" (25 cm por 25 cm).

Os dois trabalhos vencedores serão publicados na edição do dia 14 de abril.

A dupla ganhadora do Concurso Ninja de Mangás recebe também uma câmera digital, um DVD player e um kit com livros da editora Conrad, que participa da premiação.

O regulamento -e também a forma de envio dos trabalhos- pode ser lido neste link.

Concursos de quadrinhos nos grandes jornais não são freqüentes, mas repercutem. Foi numa disputa assim que a Folha revelou, na década de 1980, a série "Níquel Náusea".

A tira cômica de Fernando Gonsales é publicada desde então no jornal.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h38
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Tira de Níquel Náusea vira tema de questão da Unicamp

A tira acima abriu a prova de língua portuguesa da segunda fase do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), realizado neste domingo. A instituição do interior paulista é uma das principais do país.

Os 13.368 vestibulandos presentes -segundo a assessoria da instituição- tinham de explicar o efeito cômico, obtido na quebra de expectativa presente no segundo quadrinho da tira de "Níquel Náusea", produzida por Fernando Gonsales.

Esse modelo de questão ocorre desde 1990 no vestibular da Unicamp e tem ajudado a reforçar o uso de quadrinhos na prática escolar de língua portuguesa.

As questões sempre tentavam instigar o candidato a esmiuçar os recursos lingüísticos que levavam ao humor.

Na prática, seria como explicar o funcionamento de uma piada (trabalhei o tema em meu doutorado, defendido no ano passado na USP; leia mais aqui).

Parace fácil. Mas, segundo levantamento divulgado pelo governo paulista em 2006, não é.

Os alunos do colegial paulista apresentam nível de leitura abaixo do esperado.

Uma dos testes que o governo aplicou para aferir essa conclusão era exatamente uma tira.

Os estudantes tinham dificuldade em explicar a tira e, por conseqüência, entendê-la.

O rendimento apresentado pelos colegiais era equivalente ao de um aluno da antiga quinta série ginasial.

O problema não é de hoje.

A Unicamp chegou a tabular o resultado de uma das primeiras questões sobre o assunto, cobrada em 1993. Era esta tira de "As Cobras", de Luis Fernando Verissimo:

A Unicamp pedia (reproduzo as perguntas na íntegra):

  • explicite a opinião que Flecha deixa implícita
  • segundo este texto, em qual das duas opiniões Flecha realmente acredita?
  • qual é a passagem da tira que permitiu que você chegasse a esta conclusão?

Os organizadores atribuíram notas de zero (menor) a cinco (nota máxima) para a soma das três questões. Os resultados foram:

  • Nota 5 = 14%
  • Nota 4 = 15%
  • Nota 3 = 19%
  • Nota 2 = 15%
  • Nota 1 = 7%
  • Nota 0 = 27%

Há várias conclusões possíveis. A mais visível é que mais da metade dos estudantes apresentou dificuldades para compreender o humor da tira ou de expressar no papel os motivos da comicidade (a prova era dissertativa).

Note-se que 27% dos candidatos não conseguiram responder à questão.

Por muito tempo, os quadrinhos foram ignorados -quase sempre expulsos- da sala de aula.

Colhe-se hoje o atraso de décadas de ignorância em relação ao tema.

Um dos prejuízos -há outros- é a perda de capacidade do pleno entendimento de um texto.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 01h03
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13/01/2008

Chega a São Paulo peça que leva linguagem dos quadrinhos ao teatro

 

 

 

 

 

 

"Graphic", do grupo curitibano Vigor Mortis, estreou neste fim de semana em São Paulo

 

 

 

 

 

 

Tem havido nos últimos anos uma aproximação do teatro com os quadrinhos. Mas, até onde a vista alcança, nenhuma dessas adaptações soube pôr no palco a essência da linguagem dos quadrinhos.

É exatamente esse o diferencial de "Graphic", produção do grupo curitibano Vigor Mortis que estreou neste fim de semana em São Paulo.

A peça não se baseia em nenhuma obra em quadrinhos. Mas mescla a narrativa com recursos visuais próprios da linguagem.

Um cubo gigante giratório, posicionado estrategicamente no centro do palco, funciona ao mesmo tempo como cenário e como uma tela improvisada, onde é projetada parte da produção e do pensamento dos personagens.

Boa parte das projeções é feita em quadrinhos. Algumas das seqüências foram produzidas pelo curitibano José Aguiar, autor do álbum "Folheteen", lançado há um ano (leia aqui).

O recurso é necessário para ilustrar a vida e a produção do trio de protagonistas.

São três pessoas que fizeram um curso de quadrinhos anos atrás e que têm o destino cruzado novamente.

O trio disputa a mesma vaga numa editora, que decide investir em quadrinhos.

Cada um vê na oportunidade uma forma de contornar a frustração vista no mercado de quadrinhos nacional.

Rebecca (Carolina Fauquemont) abandonou a produção de fanzines, concluiu o curso de administração de empresas e se tornou funcionária, frustrada, da editora.

O problemático e hilário Artie (Leandro Daniel Colombo, ótimo) –um suicida convicto- é fã do trabalho dela. Os dois se encontram no "Bar do China", cujo dono é obcecado por músicas do "Talking Heads" (China é uma espécie de quarto personagem da peça).

A terceira desenhista é Raf (Rafaela Marques), uma jovem que encontrou no grafite uma maneira de conviver com a arte. Ela faz seus desenhos no trajeto feito por um ônibus.

Os quadrinhos fazem parte do DNA de "Graphic", e não só no texto, escrito por Paulo Biscaia Filho, que também dirige a peça.

A produção soube levar para o palco a essência do que compõe a linguagem quadrinística, mesclando, em compasso ritmado, quadrinhos e encenação.

Quem gosta de quadrinhos vai apreciar o resultado (embora merecesse um final melhor).

A peça começou por Curitiba –onde conquistou quatro prêmios no Festival de Teatro de Curitiba- e migrou para o Rio de Janeiro no ano passado.

A produção também foi indicada ao Troféu HQMix na categoria adaptação para outro veículo. O texto disputou o Prêmio Shell, uma das principais premiações na área de teatro.

SERVIÇO – "Graphic". Onde: Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo. Horário: de quinta a sábado, às 21h; domingo, às 20h. Quando: até 10 de fevereiro. Endereço: rua Vergueiro, 1.000, São Paulo. Quanto: R$ 15.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 11h37
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12/01/2008

Uma época em que um dia a mais era saber quem era o próximo vilão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Álbum relança histórias do Homem-Aranha desenhadas por Todd McFarlane há 20 anos

 

 

 

 

 

 

 

Há quem o elogie, há quem o critique na mesma proporção. Mas ninguém nega a popularidade dele. E é isso o que justifica comercialmente o lançamento de mais um álbum do Homem-Aranha só com histórias desenhadas por Todd McFarlane.

Não é por acaso que o nome do artista é o único creditado na capa do sexto volume de "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha". O encadernado –que tinha sido anunciado para dezembro- começou a ser vendido nesta semana (Panini, R$ 25,90, 212 págs.).

McFarlane tem o mérito de desenhar o herói de uma forma inovadora, se comparada a outros artistas que tiveram a incumbência de trabalhar com o Homem-Aranha.

Muito dessa inovação se deve a uma diagramação diferenciada e a um traço detalhado e ágil, que valoriza os movimentos do protagonista.

O estilo de McFarlane agradou. Tanto ele quanto a revista ganharam popularidade, ainda mais numa época que a Marvel Comics, editora do Homem-Aranha, parecia dar mais destaque aos desenhos da revista do que à trama em si.

Repare, por exemplo, o pouco destaque dado a David Michelinie, o roteirista das histórias.

Este volume de "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha" reúne nove aventuras de "Amazing Spider-Man", principal revista do herói nos Estados Unidos, publicadas entre outubro de 1988 e abril de 1989.

O personagem enfrenta antigos vilões, como Duende Verde, Mystério e Lagarto.

Mas o maior desafio dele, no entanto, não envolve supervilões. Nas primeiras histórias do álbum, ele tem de encontrar sua esposa, a modelo Mary Jane, seqüestrada por um fã.

Era uma época bem mais simples na vida do herói. Não havia, como ocorre hoje, tramas excessivamente introspectivas, revelações de identidade. 

"Um dia a mais" -para quem gosta dos chamados "spoilers"- significava apenas saber quem seria o próximo supervilão (e não o "ctrl alt del" da vida do herói feito há pouco pela Marvel).

O material já tinha sido publicado no Brasil pela Editora Abril na década de 1990, mas num formato menor (o chamado formatinho). Além de serem lançadas no tamanho original, as histórias ganharam nova tradução.

As aventuras continuam do ponto onde o quinto volume parou.

A edição anterior de "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha", lançada em maio de 2007, mostrava as oito primeiras aventuras desenhadas por McFarlane (leia mais aqui).

Em 1990, o desenhista passou também a escrever as histórias do Homem-Aranha, numa revista criada exclusivamente para o artista.

Pouco depois, McFarlane e um grupo de desenhistas deixaram a Marvel para criar a Image Comics. Na nova editora, ele criou o personagem Spawn, publicado no Brasil pela Pixel.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 17h51
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11/01/2008

F.D.P.: o primeiro trabalho independente a dar as caras em 2008

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa da revista "F.D.P.", que mostra as aventuras de um jornalista antiético, violento e irritante
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O quadrinho independente brasileiro em 2007 foi além do que diz o ditado: cresceu, apareceu, articulou-se num selo próprio, o Quarto Mundo, e se tornou um dos destaques do ano que passou.
 
Este início de 2008 tem o papel de mostrar para onde vai caminhar a produção independente brasileira.
 
Esse "quo vadis" ainda não é respondido por "F.D.P. - Se Não Morrer Ninguém, Não É Notícia", que começou a ser vendido na virada do ano. Mas a obra dá uma pista.
 
A publicação de 28 páginas, escrita pelo recifense Leonardo Santana e desenhada pelo alagoano José Henrique, tenta construir uma história maior do que costuma ocorrer nos títulos independentes.
 
Essa tendência já vinha ganhando contorno na segunda metade do ano passado.
 
O grupo mineiro da revista independente Graffiti e os responsáveis pela editora Desiderata, do Rio de Janeiro, lançaram álbuns nacionais com narrativas mais longas, aos moldes do que é feito nos Estados Unidos e na Europa.
 
Outro ensaio disso, mais parecido com o feito em "F.D.P.", foi a revista "Nanquim Descartável", de Daniel Esteves, publicação que também tem personagens fixos e que quer chegar a um segundo número (leia aqui).
 
O foco de "F,D.P." está no jornalista Fernando Drummond Pessoa. O nome dele vem dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa.
 
A sigla do nome serve de título à revista e faz uma intencional analogia à redução do palavrão homônimo. Intencional porque Fernando age exatamente como um fdp.
 
É antiético, irritante, atira em bandidos a quem deve dinheiro e a quem não deve nada.
 
Santana, que já tem quatro prêmios como escritor de quadrinhos independentes, constrói um personagem forte e marcante.
 
Mas a trama da edição de estréia perde um pouco o rumo do meio para o fim.
 
A narrativa pula da vida truculenta de Fernando para um combate à la histórias de super-heróis. O seqüestrador da vez se transforma, do nada, num ser com poderes capazes de matar alguém à distância.
 
Numa tentativa de analogia, seria algo como se Preacher ou Spider Jerusalém, personagens do selo Vertigo, da norte-americana DC Comics, enfrentassem algum dos vilões dos X-Men.
 
F.D.P., ou Fernando Drummond Pessoa, é um personagem instigante, a começar pelo nome. Falta apenas uma cara própria para a história que ele protagoniza.
 
Com um sutil ajuste narrativo, a série pode se firmar como uma interessante opção de leitura independente neste novo ano. 
 
"F.D.P." custa R$ 5. Uma das formas de ter acesso à revista é por meio do site Bodega, especializado em produções independentes. Visite neste link.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 20h57
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Definidos vencedores do 24º Prêmio Angelo Agostini

Há uma sensação de déjà vu na leitura dos ganhadores do 24º Prêmio Angelo Agostini. Metade dos escolhidos venceu a premiação de quadrinhos pelo segundo ano seguido. 
 
Os ganhadores foram noticiados nesta sexta-feira no site Bigorna, especializado em quadrinhos e cultura pop. O site apóia o prêmio, promovido pela AQC, Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo.
 
A votação foi feita pelo público, por meio de e-mail ou carta. A escolha tomava como base apenas publicações e autores nacionais. 
 
Três dos vencedores estão ligados ao Bigorna. O escolhido para o Troféu Jayme Cortez -que destaca nomes que incentivaram o quadrinho nacional- foi o responsável pelo site, Eloyr Pacheco.
 
O melhor desenhista, Laudo Ferreira Junior, e o melhor cartunista, Marcio Baraldi, mantêm colunas na página virtual.
 
Baraldi, que lançou em 2007 o álbum "Humortífero" (leia aqui), venceu na mesma categoria na edição passada.
 
Um dos trabalhos de Laudo no ano passado foi a adaptação em quadrinhos de histórias dos músicos mineiros do Clube da Esquina (leia mais aqui).
 
A melhor roteirista foi Anita Costa Prado, autora das tiras da personagem lésbica Katita. A autora também venceu nessa categoria no último Angelo Agostini.
 
"Justiça Eterna", de Sergio Chaves, também é premiado pelo segundo ano seguido como melhor fanzine de 2007.
 
O melhor lançamento do ano passado, segundo a votação, foi "Menino Caranguejo", de José Francisco Xavier, mais conhecido pelo apelido Chicolam (leia aqui).
 
Os homenageados desta edição como "mestres do quadrinho nacional" são Aníbal Barros Cassal, Antônio Luiz Cagnin, Diamantino da Silva, Fernando Dias da Silva e Ofeliano de Almeida e Salatiel de Holanda.
 
A entrega dos prêmios, segundo notícia do site Bigorna, vai ser no dia 16 de fevereiro, a partir das 13h, no Senac Lapa, em São Paulo.
 
Como ocorre todos os anos, vai haver um ciclo de palestras e debates antes da premiação.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h31
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10/01/2008

Brasileiro vence primeiro salão de humor do ano

 
 
 
 
 
 
 
1º lugar
 
Duke
 
Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
 
O brasileiro Eduardo dos Reis Evangelista, mais conhecido como Duke, foi o vencedor da edição de estréia do Salão Internacional de Humor de Campos, no Rio de Janeiro.
 
Os premiados foram definidos na tarde desta quinta-feira. É o primeiro resultado de salão de humor deste ano no Brasil.
 
Os cerca de 800 trabalhos inscritos no salão tinham de abordar o tema "o fim da água potável no mundo".
 
Duke, de Belo Horizonte, Minas Gerais, vai receber um prêmio de R$ 10 mil.
 
Ele já tinha sido premiado no ano passado no 3º Salão de Humor de Paraguaçu Paulista. O desenhista foi o vencedor da categoria cartum (veja aqui).
 
Outro brasileiro, Beto, ficou em segundo lugar no salão de Campos e ganhará R$ 5 mil.
 
O terceiro e quarto colocados - David Vela, da Espanha, e Xiaoqiang Hon, da China - ganham, respectivamente, R$ 2,5 mil e R$ 1,5 mil.
 
O salão teve ainda uma outra categoria, com prêmio de R$ 1 mil, dada a desenhistas de Campos e de cidades vizinhas. O vencedor foi Alício Gomes.
 
A organização já havia feito no início do mês uma pré-seleção de 180 trabalhos. 
 
O salão - promovido pela Prefeitura de Campos e pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima - recebeu desenhos vindos de 40 países.
  
Essa é a segunda experiência recente que casa preservação ambiental e salão de humor.
 
No semestre passado, o desmatamento foi o tema do 1º Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica. Os primeiros colocados foram definidos em dezembro (leia aqui). 
 
Veja abaixo os outros desenhos premiados do Salão Internacional de Humor de Campos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º lugar
 
 
Beto
 
 
Brasil
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3º lugar
 
David Vela
 
Espanha
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4º lugar
 
Xiaoqiang Hou
 
China
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prêmio regional
 
Alício Gomes
 
Campos/RJ
 
 
 
 
 
 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h08
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Merece registro...

... a charge de Angeli, publicada nesta quinta-feira na "Folha de S.Paulo".

É sintética, crítica e eloqüente, como uma boa charge deve ser.

 

Fonte: Folha Online

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h29
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09/01/2008

Os bastidores do processo de criação de D. João Carioca

Recebi há alguns dias um e-mail do cartunista Spacca.
 
Ele faz uma pertinente ponderação sobre a resenha de "D. João Carioca", feita por este blog no finzinho do ano passado (dia 26 de dezembro).
 
Ele me alertava que não tinha feito só os desenhos da obra, mas também o roteiro, sob atenta supervisão da professora universitária Lilia Moritz Schwarcz.
 
Schwarcz é uma especialista no tema e assina o álbum com ele.
 
A resenha creditava o texto apenas a ela e a Spacca os desenhos e parte da criação.
 
Pedi a Spacca que me detalhasse como foi o processo de criação entre os dois, já que nem a capa, nem os créditos internos do álbum destacam essa informação.
 
Convite gentilmente aceito, segue o texto dele, enviado por e-mail:
 
 
Como é um livro de uma historiadora e um cartunista, é natural supor que um escreva e o outro desenhe.
 
A parceria foi assim:
 
Assim que foi feito o convite dela para fazer o livro, comecei uma pesquisa informal, para ir me familiarizando com o assunto.
 
Também comecei a pesquisar a parte naval e militar.
 
O texto central de referência para o livro são alguns capítulos do livro "A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis", que narra com bastante minúcia os planos, preparativos, a viagem e os primeiros anos.
 
Como esse é um assunto que a Lilia domina há muitos anos, eu procurei fazer um "upgrade" com outras leituras para ficar mais íntimo da história e construir o roteiro.
 
Entre outros, li o "D.João VI no Brasil", um clássico do diplomata pernambucano Oliveira Lima, fundamental para entender as jogadas de bastidores e os papéis dos ministros na política exterior de Portugal.
 
No roteiro, me preocupei com a lógica dos acontecimentos, com a apresentação dos personagens, com as fases da história, a preparação do clímax etc.
 
Os fatos são verdadeiros, mas a montagem é como um script de cinema, vai conduzindo as tensões e descobertas.
 
Assim que o roteiro ficou pronto, mostrei para a Lilia, que fez várias observações e checagens.
 
Esse processo durou um mês de troca de e-mails muito detalhistas.
 
Por exemplo:
 
- "acho que o Strangford não teria essa conversa com D.Antonio, e sim com D.Rodrigo..."
 
- "D.João não chamava Leopoldina de 'filhota', mas de 'minha querida princesa´..." etc.
 
Outras vezes eu pedia textos específicos, como uma citação da Gazeta, ou um rodapé sobre maçonaria.
 
Os detalhes técnicos e militares em geral são meus. A utilização de foguetes no bombardeio de Copenhague, por exemplo (que é importante no roteiro porque antecipa o que poderia acontecer a Lisboa).
 
Depois do roteiro aprovado, ela descobriu umas informações inéditas sobre a Quinta da Boa Vista e me perguntou se cabia em um quadrinho. Achei que merecia uma página.
 
Os conceitos históricos mais precisos são dela - por exemplo, eu havia escrito que com a revolução do Porto chegaram "idéias modernas" ao Brasil, e ela chamou a atenção que "moderna" pode confundir com Era Moderna (Mercantilismo), e que o certo
seria "idéias revolucionárias" ou liberais.
 
Ela também mandava imagens de Mafra e jornais antigos.
 
Assim, a pesquisa é de nós dois: a construção do roteiro, minha; e o texto final também é nosso.
 
Sutil, né? Mas foi assim, parceria mesmo.
 
Leia neste link a resenha de "D. João Carioca".

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h10
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08/01/2008

Pixel planeja lançar mais uma revista mensal

A Pixel pretende publicar uma segunda revista mensal. Segundo a editora, a publicação vai ser lançada ainda este semestre e será nos mesmos moldes de "Pixel Magazine".
 
A "Pixel Magazine", lançada no ano passado, traz mensalmente material da Vertigo, Wildstorm e ABC, selos adultos ligados à editora norte-americana DC Comics e publicados com exclusividade pela Pixel desde 2007.
 
O editor-chefe da Pixel, Cassius Medauar, diz que falta apenas bater o martelo sobre quais histórias irão compor o novo título.
 
"Ainda não tem um ´mix´ definido, mas provavelmente vai ser uma revista bem fabulosa", diz ele, por telefone.
 
A resposta de Medauar dá a entender que "Fábulas" vá integrar a revista.
 
A série teve algumas histórias lançadas no ano passado pela Pixel. Escrita por Bill Willingham, mostra uma versão atualizada e adulta dos personagens de contos de fadas.
 
A idéia de um segundo título mensal para o material da DC é resultado de uma primeira análise do comportamento da editora no ano passado.
 
A Pixel testou vários formatos, de minisséries a especiais. Segundo Medauar, o que mais repercutiu foi o da revista mensal, vendida em bancas e lojas especializadas em quadrinhos.
 
Ele diz, no entanto, que isso não impede a editora de lançar futuramente parte desse material em edições encadernadas. Essa era uma das propostas da Pixel no ano passado.
 
Para este mês, a editora programou um álbum com histórias de "Tom Strong" e um especial da série "100 Balas" (leia mais na postagem abaixo).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h26
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07/01/2008

Editoras mostram suas cartas para este início de 2008

Quais lançamentos o leitor pode esperar nestes meses iniciais de 2008?
 
Foi a pergunta que o Blog fez a editoras de quadrinhos durante a primeira semana do ano.
 
As respostas mostram algumas surpresas, como "American Born Chinese", dois álbuns de Usagi Yojimbo por duas editoras diferentes e quatro volumes da nacional "Front" num ano só, um deles dedicado aos cem anos da imigração japonesa.
 
 
 
 
 
 
 
 
Novo número da "Front", sobre sonho, foi produzido no formato horizontal 
 
 
 
 
 
 
A "Front" traz, a cada edição, uma série de contos curtos sobre um determinado tema.
 
O próximo volume, o 19º, aborda o sonho e está previsto para este início de ano (estava programado inicialmente para 2007).
 
Foi o primeiro da série produzido em formato horizontal.
 
Os outros três volumes serão sobre música, solidão e o centenário da vinda dos japoneses ao Brasil. As obras serão publicadas pela Via Lettera.
 
A editora paulista promete lançar também os títulos anunciados para o ano passado.
 
É o caso de "Como Coelhos", de Ralf Köenig, de uma obra com Zé do Caixão e do retorno dos álbuns de "Love and Rockets" (leia aqui).
 
Outro caso é "Bone". O volume 12 da série de Jeff Smith, "Círculos Fantasmas", prometido para 2007, começou a ser vendido neste mês.
 
A editora pretende lançar outros ao longo do ano, inclusive alguns especiais.
 
A lista da Via Lettera tem também um álbum de Peter Bagge, autor de "Ódio", e outro de "Usagi Yojimbo", personagem que começou a ser publicado no país por meio da editora.
 
O curioso é que o coelho samurai voltou a ser publicado no Brasil pela Devir, e não pela Via Lettera. O retorno foi no passado, no álbum "Sombras da Morte" (leia aqui).
 
A Devir pretende lançar mais um encadernado com histórias do personagem. "Daisho", nome da obra, está programado para este início de ano.
 
A editora paulista também programou o terceiro volume de "Supremo", escrito por Alan Moore, "A Força da Vida", de Will Eisner, que deveria ter saído no fim do ano passado, e o nacional "O Circo de Luca", de Jozz.
 
Ao longo dos próximos meses, a lista da Devir inclui a continuação de "Rex Mundi", "Revelações", de Humberto Ramos, e "Local", de Brian Wood, escritor da série "DMZ", publicada na revista "Pixel Magazine".
 
A Pixel foi a primeira editora a divulgar para o público a lista de lançamentos de janeiro.
 
A relação, que pode ser lida no blog da editora, inclui uma visão alternativa de Spawn no especial "Spawn - Godslayer") e a volta da série "100 Balas" em "Pequenos Vigaristas, Grandes Negócios" (edição com 52 páginas).
 
Também neste mês sai um encadernado de "Tom Strong", "A Invasão das Formigas Gigantes". A série, escrita por Alan Moore, continua do ponto onde a Devir tinha parado.
 
Outra obra com texto de Moore está nos planos da Pixel para este ano. É o segundo volume de "Monstro do Pântano". O primeiro foi lançado no ano passado (leia mais aqui).
 
A editora programou também vários títulos, mas ainda sem data definida de lançamento: pelo menos mais um de "Preacher", outros especiais de "Authority" e o encontro de Planetary com a Liga da Justiça.
 
Também está nessa relação o encadernado do Homem-Animal escrito por Grant Morrison (falta definir se a capa será em capa dura ou não) e pelo menos um lançamento nacional, cujo nome não foi divulgado.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa de "Clic 3", do italiano Milo Manara, obra com lançamento programado para este mês
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Conrad pretende lançar no fim do mês o terceiro volume da série erótica "Clic", de Milo Manara. Outra obra do desenhista italiano, "Verão Índio", deve sair este ano.
 
O maior número de lançamentos da editora foi concentrado em fevereiro.
 
A editora vai publicar o mangá "Delivery Service Corpse", "Sangre de Barrio", do espanhol Jaime Martín, e os segundos volumes de "O Fotógrafo" e de "Epiléptico".
 
Também em fevereiro, está programado o quarto volume do mangá "Nausicaã" e mais uma adaptação de histórias do escritor Franz Kafka feitas por Peter Kuper. A obra se chama "Um Artista da Fome e Outras Histórias".
 
Ao longo do ano, a Conrad pretende lançar novos volumes de "Sandman" e de "Calvin".
 
 Entre os nacionais, há uma coletânea do personagem Fraúzio, de Marcatti, e o "Almirante Negro", sobre a Revolta da Chibata.
 
A Desiderata vive uma semana de incertezas por causa da compra da editora pela Ediouro. A primeira informação é que os contratos de quadrinhos já assinados serão cumpridos.
 
Se isso for seguido à risca, a editora carioca vai publicar neste semestre dois álbuns nacionais: "Copacabana", sobre uma prostituda Avenida Atlântica, e "O Cabeleira", sobre um bandoleiro matador do século 18.
 
A editora carioca tem também os direitos de publicação de uma antologia do cartunista Fortuna, obra que estava programada para sair este ano.
 
A estratégia da Companhia das Letras para este semestre mistura mais do mesmo, uma confirmação e duas novidades.
 
Mais do mesmo: a editora programou a continuação das coletânea sobre "Geraldinho", de Glauco, e dois novos volumes de Tintim, "Perdidos no Mar" e "Tintim no Tibet".
 
A confirmação: "Frango com Ameixas", de Marjane Satrapi, autora de "Persépolis". A obra também é biográfica. A autora iraniana narra relatos sobre o avó dela.
 
Primeira das duas novidades: "American Born Chinese", de Gene Luen Yang.
 
O trabalho concorreu ao National Book Award, tida como uma das principais premiações literárias norte-americanas (o site "Omelete" tem um bom resumo da obra; acesse aqui).
 
A segunda novidade: a editora pretende lançar pelo menos um trabalho de Will Eisner.
 
O nome da obra ainda não foi definido. Um dos títulos de que a editora detém os direitos de publicação é "Nova York".
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Chapeuzinho Vermelho feita em estilo mangá em obra que adapta contos dos Irmãos Grimm
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os contos dos Irmãos Grimm já tiveram um olhar de desenhistas brasileiros num álbum publicado no fim do ano passado (leia aqui). Um outro lançamento mostra como é o olhar oriental dessas histórias.
 
"Grimms Mangá", da NewPOP, está programado para sair no fim do mês.
 
A obra, de Kei Ishiyama, vai trazer contos sobre Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e Maria, Os Doze Caçadores e Os Dois Irmãos.
 
A gaúcha L&PM, que tem publicado quadrinhos em formato de bolso, incluiu entre os lançamentos novos volumes de "Hagar" (para este mês), de "Garfield" e de "Geraldão".
 
E há uma novidade: a volta de "Dilbert", escrita pelo norte-americano Scott Adams. A tira satiriza o dia-a-dia da vida profissional do burocrático mundo administrativo.
 
A Zarabatana, de Campinas, confirmou para este início de ano "Escombros", de Dave Cooper, e outros dois álbuns: "Clara da Noite", de Carlos Trillo, Maicas e Bernet, e "Underworld", de Kaz. Devem sair em março e abril, respectivamente.
 
Da Panini, ainda há pouca informação. Uma das novidades confirmadas é uma reedição das histórias clássicas dos X-Men desenhadas por Neal Adams.
 
A editora também deve lançar neste início de ano obras divulgadas em 2007, mas não lançadas, como as reedições de "Guerras Secretas", do encontro dos Vingadores com os Defensores e de mais um álbum com o Homem-Aranha de Todd McFarlane.
 
A HQM ainda não divulgou um cronograma para este início de ano. Até o fim de 2007, estavam na lista da editora "Violent Cases", de Neil Gaiman, e mais um "Mortos-Vivos".
 
Este início de ano pode ter também pelo menos três coletâneas de autores brasileiros.
 
Márcio Baraldi, José Aguiar e Rafael Sica já têm obras prontas para serem lançadas por diferentes editoras.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h41
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05/01/2008

Retorno de Love and Rockets (Locas, inclusive) fica para este ano

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa de "Pés de Pato", novo álbum da série "Love and Rockets", que começa a ser vendido neste início de ano
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deveria ter saído em 2007, mas ficou para este ano a volta das histórias de "Love and Rockets" ao Brasil.
 
A Via Lettera programou para este mês o prometido segundo álbum da série norte-americana produzida pelos irmãos Hernandez. O primeiro álbum, "Sopa de Gran Peña", foi lançado pela editora em 2004.
 
E há uma novidade, não anunciada em 2007. Até o fim do ano, a editora pretende publicar outro álbum, com histórias de "Locas", também ligado à série.
 
O lançamento deste início de 2008, "Pés de Pato", se passa em Palomar, o vilarejo fictício da América Central onde o escritor e desenhista Gilbert Hernandez situa suas tramas.
 
As histórias foram produzidas para a revista "Love and Rockets", que ele produzia com o irmão, Jaime Hernandez.
 
Jaime contava os problemas enfrentados por uma mecânica, Maggie, e pelas amigas dela, série que chamou de "Locas" (o outro lançamento programado pela Via Lettera).
 
Gilbert ficava com a parte "love". Jaime, com o lado "rockets".
 
Um primeiro ensaio do título foi produzido de forma precária em 1981, nos Estados Unidos. Teve cerca de 800 exemplares.
 
No ano seguinte, houve uma nova tentativa de consolidação da revista, esta com mais sucesso. Aos poucos, a publicação começou a ganhar destaque e críticas positivas. Tornou-se "cult" nos anos 1980 e, de certo modo, é vista assim até hoje.
 
Parte desse material saiu por aqui entre 1991 e 1992 num título homônimo publicado pela Record. A revista teve poucos números. A editora lançou também alguns especiais.
 
A volta da série no Brasil ocorreu em 2004, pela Via Lettera, com "Sopa de Gran Peña".
 
No ano passado, a editora havia anunciado que retomaria a série até o fim de 2007 (leia mais aqui). O lançamento, no entanto, ficou para este ano.
 
A Via Lettera disse que o atraso se deveu a mudanças editoriais e a problemas de gráfica.
 
"São ajustes que a gente tem que fazer internamente e que atrasam", diz Mônica Seincman, editora da Via Lettera.
 
Segundo ela, a explicação vale também para outros atrasos de 2007, como mais volumes de Bone e o lançamento de uma nova edição da Front, todos previstos para 2007 (leia aqui).
 
Segundo ela, a décima nona edição da "Front" está em fase de impressão e começa a ser vendida neste mês. A publicação traz histórias curtas produzidas por autores nacionais.
 
O volume 12 de "Bone", intitulado "Círculos Fantasmas", está à venda em lojas especializadas em quadrinhos desde a virada do ano.
 
A editora promete outras edições da obra de Jeff Smith até o fim de 2008.
 
Para registro: no ano passado, a Zarabatana publicou um álbum de Jaime Hernandez, "Whoa, Neelie!", não ligado à revista "Love and Rockets". Saiba mais aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h00
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04/01/2008

Livro sobre Henfil marca 20 anos da morte do desenhista

Um livro, programado para ser lançado neste ano, vai mostrar a trajetória do humor político de Henrique de Souza Filho, o Henfil.

"Henfil - O Humor Subversivo", nome da obra, vai ser uma espécie de homenagem ao eclético desenhista. Nesta sexta-feira, completam-se exatos 20 anos da morte dele.
 
O livro, escrito pelo sociólogo e cartunista carioca Márcio Malta, também conhecido como Nico, vai ser publicado pela editora Expressão Popular.
 
A obra vai integrar a coleção "Viva o Povo Brasileiro", voltada a biografias de personalidades brasileiras.
 
A coleção é destinada ao público mais jovem. Por isso, o livro sobre o criador da Graúna e dos Fradins terá uma linguagem mais acessível e preço mais em conta.
 
Assim como os outros títulos da série, foi planejado para custar R$ 3. A obra deve ter em torno de 80 páginas. Todos os volumes da coleção são produzidos em formato de bolso.
 
 
Segundo Malta, a publicação vai mostrar a biografia de Henfil. Mas esse não será o mote principal da obra. O enfoque será na atuação política dele.
 
"É impossível dissociar o Henfil da obra política [dele]", diz Malta, por telefone. "A geração de Henfil foi muito marcada pela ditadura militar."
 
Para o pesquisador carioca, a atuação política de Henfil teve muita influência dos frades dominicanos -que inspiraram os fradins- e do irmão, Herbert José de Souza, o Betinho, morto em 1997.
 
Esse lado político, no entender dele, é deixado um pouco de lado nas antologias mais recentes de obras de Henfil.
 
 
Malta, hoje com 25 anos, diz que se interessa pela obra do desenhista há quase uma década. A presença de Henfil influenciou, inclusive, em sua escolha profissional.
 
O interesse se converteu também num acervo de revistas, desenhos, estudos e entrevistas dele, base da pesquisa para o livro.
 
"Teve uma fase da minha vida que eu entrava em sebos e perguntava se tinha Henfil", diz ele, que defendeu no ano passado mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre charges de Jeca Tatu (leia mais aqui).
 
Henfil começou a publicar os primeiros trabalhos na revista "Alterosa", de Minas Gerais, no começo da década de 1960. Em 1967, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez cartuns esportivos para o "Jornal dos Sports".
 
Dois anos depois, ainda no Rio, foi convidado a integrar a equipe do jornal alternativo "Pasquim", que se tornou a principal janela de suas críticas ao regime militar.
 
Nessa fase, também publicou revistas em quadrinhos com seus personagens.
 
"Ele abordava temas atuais e conjunturais nos quadrinhos que fazia", diz.
 
"Essa linguagem do Henfil, mesmo com a censura do regime militar, conseguiu dar voz a uma geração."
 
Um caso emblemático é Ubaldo, o Paranóico. O personagem vivia com medo de ser pego pelos militares e os via em qualquer situação. Juntava humor e crítica na mesma história.
 
Como no exemplo a seguir:
 
 
Um dos pontos que chamava a atenção era seu traço, sintético e extremamente expressivo.
 
Segundo Malta, a velocidade no desenho -chamado de "caligráfico" por Millor Fernandes- era conseqüência de dores no joelho, que o impediam de ficar sentado por muito tempo.
 
O problema seria causado por problemas de coagulação. O desenhista e os dois irmãos eram hemofílicos, doença genética que causa hemorragias. Os três contraíram Aids em transfusões de sangue.
 
Foram complicações causadas pelo vírus HIV que causaram a morte de Henfil, em 4 de janeiro de 1988, no Rio de Janeiro.
 
 
Márcio Malta pretende ampliar a homenagem ao desenhista com uma exposição chamada "20 Anos sem Henfil". Ele já começou a contatar um grupo de desenhistas para fazer uma releitura da obra de Henfil.
 
A primeira idéia é inagurar a mostra em agosto. O pesquisador planeja lançar o livro na mesma ocasião.
 
Pelo menos dois outros livros já abordaram a vida e a obra de Henfil: "Morte e Vida Zeferino - Henfil & Humor", de Rozeny Silva Seixas, e "Rebelde do Traço - A Vida de Henfil", de Dênis Moraes.
 
Crédito: as imagens desta matéria são reproduções do catálogo da exposição "Henfil do Brasil", publicado em 2005 pelo Centro Cultural Banco do Brasil.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h46
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03/01/2008

Ediouro finaliza compra da Desiderata

Agora é oficial: a editora carioca Desiderata foi comprada pela Ediouro. A informação foi confirmada ao Blog na tarde desta quinta-feira.
 
O que ainda é dúvida: como fica a política da Ediouro com relação aos álbuns nacionais em quadrinhos, um dos investimentos da Desiderata para este ano.
 
As primeiras informações dão conta de que os contratos já assinados vão ser respeitados.
 
Isso garante, em princípio, a publicação de "O Cabeleira", de Leandro Assis, Alan Alex e Hiroshi Maeda, e "Copacabana", de Odyr e Sandro Lobo, previstos para este semestre (leia mais aqui).
 
Lobo, que também é o responsável pela área de quadrinhos, continua na empresa. Ele está em férias e retorna nos próximos dias, já como funcionário da Ediouro.
 
Em entrevista ao site "Gibizada", em 28 de dezembro, ele disse que a informação que tinha é que "tudo continuará como está".
 
Lobo comentou também que o novo cronograma de lançamento teria de ser discutido com a nova empresa.
 
Ainda não houve uma reunião da nova direção com a área editorial da Desiderata.
 
A ex-proprietária da Desiderata, Martha Batalha, não vai integrar mais a empresa. Ela não quer comentar a negociação. Ainda não há informação de quem ocupará o cargo.
 
O acordo prevê também a manutenção do nome, dos demais funcionários e dos títulos de humor da editora, que se destacou no mercado após a publicação de duas antologias do jornal alternativo "Pasquim".
 
A primeira informação da venda da Desiderata foi divulgada no fim de novembro em uma nota da coluna do jornalista Ancelmo Gois, publicada no jornal "O Globo".
 
Na época, o Blog havia apurado que a negociação existia, mas que o contrato ainda não tinha sido assinado (leia aqui). Não há informação de quando a transação foi finalizada.
 
Nos últimos meses de 2007, a Desiderata lançou três álbuns nacionais: "Caraíba", de Flavio Colin, "A Boa Sorte de Solano Dominguez", de Wander Antunes e Mozart Couto, e "Irmãos Grimm em Quadrinhos", escrito por diferentes autores (leia mais aqui).
 
Esse não é o primeiro investimento da Ediouro na área de quadrinhos. A editora é sócia da Pixel, que publica revistas dos selos Vertigo, ABC e Wildstorm, todos vinculados à norte-americana DC Comics.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 17h14
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