31/07/2007

Encadernado de Supremos é lançado em duas versões

O encadernado com as primeiras 13 edições da série "Os Supremos" começou a ser vendido nesta terça-feira em duas versões.
 
O conteúdo é o mesmo. As diferenças estão na capa e no preço.
 
A edição vendida nas bancas tem capa cartonada e custa R$ 54,90. A outra versão, em capa dura, sai mais cara, R$ 79, e é encontrada em lojas especializadas em quadrinhos (ao lado).
 
As imagens de capa também são diferentes.
 
A obra -rotulada de "edição definitiva- traz o primeiro arco da equipe, já lançado pela Panini, mesma editora do encadernado. 
 
As histórias foram publicadas na revista mensal "Marvel Millennium - Homem-Aranha".
 
A linha Millennium faz uma interpretação atualizada dos heróis da editora norte-americana Marvel Comics, a mesma de Homem-Aranha e X-Men.
 
Os Supremos são a versão século 21 dos Vingadores, supergrupo criado por Stan Lee e Jack Kirby no início da década de 1960.
 
Há os mesmos heróis, mas com personalidades e propósitos bem diferentes.
 
O Capitão América, líder dos Supremos, faz o que for necessário num combate corpo a corpo. Thor, o Deus do Trovão, é uma espécie de ativista hippie. O Homem-de Ferro é excessivamente egocêntrico e mulherengo.
 
A maior diferença está no Incrível Hulk. O escritor Mark Millar, autor da série, faz do monstro um ser descontrolado, meio tarado, com toques de canibal.
 
O "pega" do grupo com Hulk é um dos pontos altos destes números iniciais da série. Os desenhos de Bryan Hitch tornam o personagem e a briga bem mais reais do que na cronologia normal da editora.
  
O tom realista norteia o texto também. Millar fez da equipe uma unidade a serviço do governo norte-americano.
 
As histórias funcionam como uma metáfora do papel dos Estados Unidos no mundo, que têm como núcleo político o reforço militar interno e externo.
 
O tom de crítico à gestão do presidente George W. Bush fica mais explícito na continuação da série, feita pelos mesmos autores.
 
O desfecho dessa segunda parte também vai ser lançado nesta semana, na edição 67 da revista "Marvel Millennium - Homem-Aranha" (R$ 8, capa dupla abaixo). A história é de maio deste ano.
 
 
A Marvel anunciou uma terceira parte, escrita por Jeph Loeb, autor mais conhecido pelos trabalhos com Batman e Super-Homem.
 
O leitor mais tradicional talvez tenha alguma resistência com as histórias da linha Marvel Millenium. Pelo menos no caso de Os Supremos, vale um esforço para superar esse estranhamento inicial.
 
A série é um dos melhores e mais polêmicos trabalhos que a Marvel publicou desde os anos 1960.
 
É um material que faz jus a uma edição encadernada, só arranhada pela demora no lançamento (o álbum tinha sido anunciado para abril). 
 
Post postagem: o blog havia consultado a editora no início da tarde, por e-mail, sobre o atraso no lançamento. A resposta chegou à noite.
 
O editor-sênior da Marvel no Brasil, Fernando Lopes, disse que a demora se deu por causa de negociação com gráficas.
 
Segundo ele, isso ajudou a baratear o preço da edição em capa dura, que deveria custar originalmente R$ 84,90.
 
A editora pretende lançar mais três encadernados: "1602: Edição Definitiva" (nos moldes de "Os Supremos"), "Marvel: 40 Anos no Brasil" e "X-Men Millennium: Retorno à Arma X".

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Escrito por PAULO RAMOS às 16h42
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30/07/2007

Coleção de luxo vai relançar histórias dos Piratas do Tietê

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Layout da capa do primeiro volume, programado para agosto
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma coleção em três volumes vai relançar todas as histórias em quadrinhos dos Piratas do Tietê, personagens criados pelo cartunista Laerte Coutinho. A informação é noticiada em primeira mão pelo Blog.
 
As edições terão capa dura e 112 páginas cada uma. A primeira foi programada para agosto. As outras duas devem ser lançadas dentro de um ano.
 
Os volumes serão lançados pelas editoras Devir e Jacaranda, que têm em catálogo outros álbuns com trabalhos de Laerte. Se não houver mudança, vai custar R$ 52. 
 
Cada uma das histórias trará um texto introdutório de Laerte, dando detalhes sobre ela.
 
O volume de estréia traz sete aventuras dos truculentos personagens, que navegam pelas águas do Rio Tietê, em São Paulo.
 
A história que deu origem à série, publicada em 1986 no número quatro da revista "Chiclete com Banana", abre o primeiro volume.
 
Na história de estréia, os Piratas invadem o "Playcenter" (ou "Pleicenter", como diz o capitão da trupe), parque de diversões que fica na Marginal Tietê, ao lado do rio homônimo.
 
Na invasão, atacam -e devoram- uma orca, uma das atrações do parque.
 
Laerte explica no texto introdutório dessa história que os Piratas surgiram para atender a um pedido de Toninho Mendes, editor da Chiclete e dono da editora que publicava a revista, a Circo Editorial.
 
Mendes queria uma história de Laerte na publicação de Angeli. "Depois de umas viagens, cheguei aos Piratas", escreve Laerte, hoje com 56 anos.
 
"E gostei dos ingredientes: bandidagem, romantismo, humor, aventura, sociologia... o fato de ser no Rio Tietê levou naturalmente ao Playcenter e à orca."
 
Fotos do rio paulistano e de pontos da cidade compõem o primeiro volume. A edição e projeto gráfico foram feitos por Toninho Mendes, que faz nova parceria com Laerte.
 
Mendes editou a revista dos Piratas, que foi lançada nas bancas entre maio de 1990 e abril de 1992. Foram 14 números.
 
Esta nova coleção dos Piratas -que tem o subtítulo "a saga completa"- traz histórias da revista homônima, da "Circo" e da "Chiclete com Banana", todas da Circo Editorial.
 
"[A coleção] É para reunir, pela primeira vez, todas as histórias dos Piratas", diz Mendes. "E, acima de tudo, é uma homenagem ao Laerte".
 
Mendes imaginou um diferencial para cada um dos três volumes.
 
O primeiro terá um perfil de Laerte, de oito páginas. O texto é de Marcelo Alencar, que por muito tempo escreveu sobre quadrinhos no jornal "Estado de S. Paulo".
 
O segundo número vai trazer o texto da peça "Piratas do Tietê - O Filme", encenada em São Paulo em 2003. O texto é inédito em livro.
 
O último número terá um pôster colorido dos Piratas.
 
Embora o foco esteja nas histórias em quadrinhos de mais de uma página, os três volumes trarão algumas tiras. Mas serão poucas.
 
Elas aparecerão antes das histórias e vão ter a função de antecipar o clima da narrativa.
 
As tiras dos Piratas foram publicadas por anos no jornal "Folha de S.Paulo" e foram reeditadas pela editora gaúcha L&PM em dois volumes de bolso, lançados no ano passado.
 
Apesar de o nome das tiras da Folha continuar sendo "Piratas do Tietê" até hoje, eles raramente aparecem nas piadas diárias de Laerte. Ele tem preferido criar um personagem diferente para cada tira.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h23
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29/07/2007

Álbum de Sérgio Macedo sobre o Xingu vai ser lançado no Brasil

 
O álbum "Xingu!", de Sérgio Macedo, vai ser lançado no Brasil neste segundo semestre.
 
O livro já foi publicado na França e na Alemanha e é inédito por aqui.
 
A obra, de 1989, vai sair pela Devir, que fechou contrato com Macedo neste mês.
 
A editora pretende lançar o álbum até o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), que tem início no dia 16 de outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
 
 
"Xingu!" mostra a visita de um estrangeiro, Vic Voyage, à região do pantanal matogrossense.
 
Ele descobre com os índios kayapós um Brasil bem diferente do visto no Rio de Janeiro, onde estava.
 
O aventureiro se torna um aliado dos índios para enfrentar problemas como o desmatamento e a atuação de caçadores, que vendem a pele dos animais no exterior.
 
O destaque da obra são as imagens realistas dos índios e da região do pantanal.
 
 
 
Um dos personagens que Voyage encontra é o cacique Raoni (na imagem acima e na que abre a postagem), famoso por defender causas indígenas junto a autoridades e personalidades famosas.
 
Um dos encontros mais noticiados de Raoni foi com o cantor Sting, em 1989.
 
A história é uma das narrativas que Sérgio Macedo fez depois de conviver com índios do Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso, entre janeiro e fevereiro de 1987.
 
 
Há outra obra de Sérgio Macedo, ainda não finalizada, que narra a trajetória cronológica de pelo menos 12 tribos indígenas brasileiras.
 
O acordo com a Devir prevê a publicação desse trabalho assim que ficar pronto (não há uma data de quando isso vá acontecer).
 
Os dois álbuns são resultado dos relatos de vida contados pelos próprios índios e passados de uma geração para outra.
 
"Os índios se intervisitam", disse o desenhista em entrevista veiculada pelo Blog dos Quadrinhos no início de junho.
 
"As tribos se comunicam muito. Aprendi com os diálogos entre um índio e outro."
 
 
O desenhista, hoje com 56 anos, diz que o interesse pelos índios vem desde criança.
 
Ele mora há quase 26 anos no Taiti, onde vive com a mulher, Nita.
 
Os dois foram destaque neste mês na cerimônia de entrega do Troféu HQMix, principal premiação da área de quadrinhos no país.
 
Ele, por ter ganho o prêmio de grande mestre. Ela, por ter mostrado no palco Sesc Pompéia, em São Paulo (local da cerimônia), uma dança típica, parecida com o estilo havaiano (veja imagens aqui).
    
Os dois estão atualmente no Brasil. Um dos objetivos da viagem era negociar a publicação dos trabalhos de Macedo.
 
 
O desenhista é mais conhecido fora do país, principalmente na Europa. Tem 15 álbuns publicados no exterior.
 
O "desconhecimento" dele no Brasil é porque publicou pouco por aqui.
 
Sérgio Macedo teve participação em publicações alternativas, como a revista independente "Grilo", que circulou na primeira metade da década de 1970.
 
Em 1974, viajou para a França, onde firmou a carreira artística e se tornou um bem-sucedido desenhista.
 
 
Leia mais sobre a trajetória de Sérgio Macedo aqui.
 
Veja mais imagens de "Xingu!" na postagem abaixo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h15
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Mais imagens de Xingu, álbum de Sérgio Macedo

 

 

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h04
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Livro faz raio-x de desenhos, seriados e quadrinhos japoneses

"Almanaque da Cultura Pop Japonesa" é uma obra que instiga a memória, principalmente de quem está na faixa dos 30, 40 anos de idade.

O livro (capa ao lado), que tem lançamento nesta segunda-feira, em São Paulo, faz um detalhado raio-x da indústria cultural japonesa e da inserção dela no Brasil.

A obra da editora Via Lettera (R$ 34) reúne textos feitos pelo ilustrador e professor de desenho paulistano Alexandre Nagado, de 36 anos.

Ele produziu nos últimos dez anos artigos para as revistas "Herói" e "Henshin" e sites, como o Omelete. Tornou-se um especialista no tema.

O livro é, desde já, uma referência sobre o assunto.

As 224 páginas da obra trazem de tudo, dos seriados de monstros, chamados de "tokusatsu", aos animês e quadrinhos japoneses, os mangás.

Há produções recentes, caso dos fenômemos "Dragon Ball" e "Cavalerios do Zodíaco", mescladas a outras, que mostram nomes e personagens saudosamente guardados na memória de muitos brasileiros.

A lista é longa: Ultraman, Ultra Seven, Spectreman (dos seriados de monstros), Fantomas, A Princesa e o Cavaleiro, o JudoKa e Sawamu, o Demolidor (dos desenhos).

Há também a trajetória dos mangás, tanto lá, no Japão, quanto cá. No Brasil, chegaram em 1988, com "Lobo Solitário", da Cedibra, recentemente lançado pela Panini.

Curiosamente, não se firmaram no país na época, como tinha ocorrido com os seriados e animês.

Os mangás só ganharam um terreno mais sólido neste século. Hoje, possuem uma larga fatia dos quadrinhos vendidos em bancas.

O livro traz um detalhado histórico de cada produto. E muitas curiosidades. Um exemplo é um seriado de TV japonês, que tinha o Homem-Aranha como protagonista.

A série era uma tentativa da Marvel, editora do personagem, de se inserir no mercado japonês. Segundo o livro, foi exibida entre 1978 e 1979.

O herói possuía os mesmos poderes dos quadrinhos. Com uma "pequena" diferença: quando enfrentava monstros, pilotava um robô chamado Leopardon.

A série não empolgou. Na leitura de Nagado, faltava ao Homem-Aranha made in Japan um golpe tradicional, como tinham os outros super-heróis do país.

Gerações de brasileiros convivem há décadas com os produtos da "cultura pop japonesa". Neste século, os mangás se somaram a esse bolo.

Todos estão no livro de Alexandre Nagado, obra que teve a felicidade de usar o nome "almanaque" no título.

Tem tudo para conquistar o mesmo público-leitor do "Almanaque dos Anos 80", da Ediouro, que mexe com a memória juvenil do leitor adulto.

Ocorre a mesma sensação quando se desfolham as páginas do livro de Nagado.

O lançamento da obra é nesta segunda, a partir das 19h30, na Menor Livraria do Mundo, que funciona no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, no centro de São Paulo).

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h22
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28/07/2007

Luke Ross, Bá e Moon participam da estréia de revista virtual nos EUA

Os desenhistas brasileiros Gabriel Bá, Fábio Moon e Luke Ross participam do número de estréia da revista norte-americana "Dark Horse Presents".
 
Os três trabalham em histórias diferentes.
 
A publicação da editora Dark Horse foi feita apenas para ser lida na internet.
 
O acesso é gratuito e está disponível no site MySpace.
 
Bá e Moon -e a Dark Horse- divulgam a novidade na San Diego Comic Con, principal encontro de quadrinhos dos Estados Unidos.
 
Os dois brasileiros participam do evento.
 
 
Fábio Moon desenha "Sugarshock!", história de oito páginas que mistura rock com um clima tecnofuturista.
 
A protagonista, Dandelion, é vocalista de uma banda que tem um robô nas guitarras.
 
A imagem acima é um das seqüências da história, escrita por Joss Whedon, criador da série de TV "Buffy, a Caça Vampiros".
 
Ele é também o escritor de "Os Surpreendentes X-Men", título da Marvel Comics que voltou a ser publicado este mês no Brasil na revista "X-Men Extra", da editora Panini. 

Gabriel Bá, que criou com o irmão Fábio Moon as histórias de Dez Pãezinhos, faz uma narrativa curta da série "The Umbrella Academy". O título é "Safe & Sound".
 
A história é escrita por Gerard Way, cantor da banda My Chemical Romance.
 
É dele também o texto da série homônima, desenhada por Bá.
 
 
Luke Ross assina a arte de um conto curto, de oito páginas de "Samurai - O Céu e a Terra".
 
A imagem acima é de um trecho da história. No conto, o samurai que dá nome à história disputa um espaço numa floresta.
 
As primeiras histórias do personagem foram publicadas no Brasil pela Devir em fevereiro (leia aqui).
 
O herói é um peregrino que busca a noiva, seqüestrada. O texto é de Ron Marz.
 
A participação dos brasileiros, na verdade, marca uma reestréia da revista. A "Dark Horse Presents" já teve uma versão impressa, publicada na década de 1990.
 
A publicação abrigou histórias curtas de séries famosas, como Concreto, de Paul Chadwick, e Sin City, de Frank Miller.
 
Para acessar o primeiro número da revista, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 09h04
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27/07/2007

Domingo é dedicado aos quadrinhos em Santos

Um dia dedicado às histórias em quadrinhos. É a idéia do "HQ - Arte no Lápis", marcado para este domingo em Santos, no litoral paulista.
 
As atividades são gratuitas e vão das 9h30 às 19h. A programação inclui palestras, oficinas de desenho e de produção de fanzines.
 
O evento é promovido pela União dos Desenhistas da Baixada Santista. O grupo reúne profissionais dos quadrinhos do litoral sul de São Paulo.
 
Vários deles participam do "HQ - Arte no Lápis", que vai ocorrer na Gibiteca de Santos (posto 3, na orla da praia).

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h35
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Novo número da Chiclete traz origem de Mara-Tara

A segunda edição da "Antologia Chiclete com Banana" -que começou a ser vendida nesta semana nas bancas (Nova Sampa/Devir, R$ 5,90)- traz a história de como surgiu a obcecada Mara-Tara.
 
A recatada doutora Mara contraiu um vírus que causa uma mutação no corpo dela.
 
Em momentos de alta tensão (ou de alto tesão, como diz a revista), ela se transforma na insaciável personagem.
 
A história de Angeli, publicada em novembro de 1986, não é o único destaque da revista. Há também encontros curiosos.
 
Rê Bordosa -morta por Angeli em 1987- recebe os pais no banheiro onde enfrenta sua eterna ressaca.
 
O guru Rhalah Rikota encontra Mr. Natural, personagem de Robert Crumb, um dos principais autores do quadrinho underground norte-americano (e uma das inspirações de Angeli).
 
A "Antologia Chiclete com Banana" foi programada para ter 16 números, todos mensais. A proposta é trazer as principais histórias da revista, que foi publicada entre 1985 e 1990 pela Circo Editorial.
 
Leia mais aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h41
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26/07/2007

Justiça espanhola tira das bancas revista de humor gráfico

A edição da revista de humor "El Jueves", da Espanha, que começou a circular na semana passada, foi recolhida das bancas por ordem da justiça.
 
Um juiz espanhol acionou um artigo do código penal do país que proíbe injúria a membros da coroa.
 
A capa da revista, reproduzida ao lado, ironizava a decisão do primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero, de conceder 2.500 euros (mais ou menos R$ 6.500) a casais para cada filho que tivessem no país a partir de agora.
 
A revista semanal de humor gráfico estampou na capa o príncipe Filipe de Bourbon na cama fazendo sexo com a esposa, a jornalista Letizia Ortiz.
 
Bourbon, de 39 anos, é filho do rei Juan Carlos 1º e da rainha Sofia e herdeiro do trono espanhol.
 
Na charge, o príncipe diz, numa tradução adaptada:
 
- Viu? Se ficar grávida, isso vai ser a coisa mais parecida com trabalho que já fiz na vida!
 
O caso foi noticiado por vários sites de notícias, de diferentes partes do mundo. Até onde se pôde apurar, a maioria interpretou a decisão da justiça espanhola como um ato de censura.
 
O site do "Repórteres sem Fronteiras", organização internacional que defende a liberdade de atuação da imprensa, condenou a atitude da justiça espanhola e pediu mudanças no código penal do país.
 
“A liberdade de caricaturar é um dos componentes da liberdade de expressão", diz a entidade, em nota colocada no site.
 
"Compreendemos que haja quem possa ver mau gosto na charge do ´El Jueves', mas nada justifica o que é, nem mais nem menos, um ato de censura."
 
O presidente da ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), José Alberto Lovetro, o JAL, também vê no caso restrição à liberdade de expressão.
 
"Eu acho que tem, sim, um resquício de censura. Se você der abertura para isso, ninguém vai publicar mais nada", diz.
 
Ele acredita que quem sai perdendo é o próprio príncipe. A censura dá visibilidade à charge e o caso repercute ainda mais.
 
A resposta da revista veio na capa da edição desta semana (ao lado).
 
O príncipe é desenhado como um zangão e a rainha, como uma flor. Acima da charge, há a frase:
 
- Retificamos! Esta é a primeira página que queríamos publicar!

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h50
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11 de Setembro e o discurso nas mídias

A real análise de um fato se dá com um necessário distanciamento histórico. O espaço de seis anos já autoriza uma leitura mais crítica da participação do Homem-Aranha no desastre do 11 de Setembro de 2001, relançada nesta semana.

A história foi publicada pela primeira vez no Brasil um ano após os atentados. Esta reedição integra o sexto e último volume da coleção "Homem-Aranha – Grandes Desafios" (Panini, R$ 18,90), que reúne histórias clássicas do personagem da editora Marvel Comics.

Nos Estados Unidos, a história, de 22 páginas, foi publicada três meses após os ataques aéreos. Dois aviões se chocaram contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, que vieram abaixo.

Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do departamento de defesa norte-americano, e outro caiu na Pensilvânia.

Na época, imperava nos Estados Unidos um clima de estupefação, incredulidade e dor. Esses sentimentos imediatamente migraram para a grande mídia e nublaram a necessária cobertura crítica dos acontecimentos.

Emissoras de TV e jornais concordaram em não criticar a gestão de George W. Bush, que tinha seu mandato presidencial em queda de popularidade. Os atentados deram uma guinada nos índices de aprovação dele.

A postura acrítica da cobertura dos eventos pós-11 de Setembro migrou para as agências internacionais. Elas reproduziam o mesmo tom nas notícias enviadas ao exterior. Grande parte dessas informações chegou ao Brasil impregnada de emoção.

Aqui, redações enxutas impediam -e impedem- uma cobertura detalhada in loco. Havia poucos correspondentes. A saída era -ainda é- usar material das agências.

Reproduzimos –eu me incluo, estava na TV Cultura na época- muito do olhar enviado pelos Estados Unidos. O discurso do governo norte-americano era "comprado" de maneira acrítica, com raras exceções.

A estratégia da gestão Bush era usar rótulos vazios e expressões de efeito, reproduzidos ipsis literis. O recurso migrava para a mídia. A história, sábia conselheira, revelou um contra-argumento para cada argumento da gestão Bush.

Maior atentado da história? E as bombas de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945? Um olhar autobiográfico sobre isso foi feito nos livros da série "Gen – Pés Descalços", de Keiji Nakazawa, já lançados no Brasil pela Conrad.

"Há armas químicas no Afeganistão e no Iraque". Não havia, como o próprio governo admitiu anos depois.

"Temos de combater o terror"? O que é exatamente terror? É uma palavra com conteúdo negativo, mas intencionalmente oca. A própria ONU (Organização das Nações Unidas) passou a discutir uma definição para "terrorismo", que até então inexistia.

"Temos de livrar o povo iraquiano de um ditador assassino". Saddam Hussein foi julgado e enforcado após a invasão norte-americana, feita sem aval da ONU. O enforcamento foi, inclusive, filmado por um telefone celular e inserido no YouTube, site específico de vídeos.

Já há literatura suficiente para corroborar essa leitura. Para ficar em um exemplo, há a longa análise de Carlos Dorneles, repórter da TV Globo, no livro "Deus É Inocente, a Imprensa, Não", da editora Globo.

Dorneles detalha como se deu essa reprodução do discurso nos veículos impressos brasileiros. Para ele, a mídia distorceu e autocensurou o episódio.

O Homem-Aranha, na história relançada nesta semana, está inserido nesse circo midiático.

A presença dele nos escombros do World Trade Center, bem como de outros heróis, reproduz o tom comovente vivido e sentido pelo povo norte-americano, algo que deve ser sempre respeitado.

Mas, ao mesmo tempo, evidencia que era o porta-voz do discurso da editora que o publica, a Marvel Comics. Mas é um discurso volátil, que se molda ao momento.

A Marvel de 2001 nem parece a mesma editora que, hoje, bate forte na administração Bush nas histórias do Esquadrão Supremo e de Os Supremos.

O Brasil viveu neste mês um acidente aéreo de proporções menores se comparado ao norte-americano, mas tão trágico e sério quanto qualquer perda de vida (foram 199 mortes até agora causadas pela queda do avião da TAM ao lado do aeroporto de Congonhas).

Que discurso estamos reproduzindo?

A história dirá.

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Escrito por PAULO RAMOS às 11h44
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25/07/2007

Lançado catálogo com charges do festival de prevenção contra Aids

Alertar sobre a necessidade de prevenção contra a Aids, mas com humor.

Foi o que uniu as 300 charges do catálogo do 1º Festival Internacional de Humor, DST & Aids, obra que começa a ser vendida neste fim de mês (R$ 50).

O livro reúne apenas os trabalhos selecionados, como este ao lado, do espanhol Andrés Furtado.

Foram 1.200 trabalhos, de diferentes países.

O festival foi organizado em 2003 pelo Ministério da Saúde e pelo Imag (Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil).

O lançamento do catálogo estava previsto desde essa época.

O livro (capa ao lado) só vai ser vendido na Menor Livraria do Mundo, que funciona no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, no centro de São Paulo).

O catálogo vai estar à disposição nos dias de lançamento de obras.

O próximo é do livro "Almanaque da Cultura Pop Japonesa", na segunda-feira que vem.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h44
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Sábat vai participar do próximo Ilustra Brasil

O desenhista Hermenegildo Sábat vai ser o destaque internacional do Ilustra Brasil 4, principal evento da ilustração no país.
 
A palestra dele foi agendada para o dia 7 de agosto, às 20h, no Senac Lapa, em São Paulo, local desta edição do Ilustra Brasil. Ele vai coordenadar também uma oficina de desenho.
 
É de Sábat a caricatura ao lado, de Carlos Gardel (1890-1935), mais famoso cantor de tango da Argentina. A imagem, de 1985, é uma das disponíveis no site do desenhista (clique aqui).
 
Segundo a página virtual, Sábat nasceu em Montevidéu, no Uruguai, em 1933. Mas fez carreira na Argentina. Publica ilustrações no jornal "Clarín" há quase três décadas.
 
Em 1997, recebeu o título de "cidadão ilustra de Buenos Aires", cidade onde mora desde 1966. Em 1980, tornou-se cidadão argentino.
 
Sábat vai abrir o evento, promovido pela SIB (Sociedade Brasileira dos Ilustradores). As outras palestras serão nas semanas seguintes e terão autores brasileiros.
 
O ciclo de debates vai abordar temas como grafiti, animação e técnicas de desenho. Todas são gratuitas, mas há necessidade de inscrição prévia (feita pelo site do Sesc).
 
O Ilustra Brasil terá também exposições de 94 desenhistas brasileiros, que podem ser vistas até 6 de setembro. A ilustração do cartaz ao lado é de Gonzalo Cárcamo.
 
Entre os expositores, figuram nomes como , Spacca, Orlando Pedroso, Fábio Zimbres e José Luiz Benício, famoso por criar cartazes de filmes nacionais nos anos 70 e 80.

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h04
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24/07/2007

Angeli matou Meiaoito?

A tira acima é o último registro de Meiaoito.

O revolucionário personagem foi atropelado e esmagado por um caminhão da Coca-Coca, empresa-símbolo do grande império capitalista (na visão de Meiaoito, claro).

O flagrante veio a público na sexta-feira passada. Circulou no caderno Ilustrada do jornal "Folha de S.Paulo", de onde foi reproduzida.

Desde então, não se tem notícias do personagem, tido como o último comunista vivo. Ainda acreditava na tomada do poder via revolução.

Nanico testemunhou a cena do atropelamento. Ele era o fiel seguidor de Meiaoito na causa revolucionária.

Embora não seja relevante para este caso, há farto material de arquivo que revela cenas de assédio de Nanico para cima do parceiro. Pelo que se sabe, ficou apenas no flerte.

O suspeito do possível crime é Angeli, criador do personagem e autor das tiras de Chiclete com Banana.

Ele é réu confesso do assassinato de outro personagem.

Angeli matou a "porraloca" Rê Bordosa quatro anos após da primeira aparição dela nos quadrinhos.

A cena foi mostrada num especial da revista "Chiclete com Banana", de dezembro de 1987. Houve uma segunda edição em agosto de 1991.

Toninho Mendes, cúmplice de Angeli na morte de Rê Bordosa, disse por telefone estar tão surpreso quanto os leitores da Folha.

Mendes era o editor da revista "Chiclete com Banana". Ele é também o responsável pela antologia da publicação, lançada mês passado.

As buscas ao suspeito principal continuam. Angeli foi procurado ontem, por telefone. Até este momento, não ligou de volta.

O testemunho dele é essencial para saber o real destino de Meiaoito.

As tiras de sábado, de segunda-feira e de hoje têm abordado outros temas.

Os quadrinhos têm vários casos de personagens que morrem e voltam. Fradinho Baixinho e Graúna, de Henfil, servem de exemplos aqui no Brasil.

Mas há muitos outros que morrem e não voltam.

Nas últimas tiras de Meiaoito, publicadas desde o mês passado, ele era mostrado em crise existencial.

Em seu banheiro, reavaliava seu papel na revolução e via vários fantasmas, de Che Guevara a Stálin.

Um dos conselhos que ouviu é que o tempo de revolução já havia terminado. "Se não pegou ninguém naquela época, não vai pegar agora", disse um dos fantasmas.

Angeli matou mesmo Meiaoito?

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Escrito por PAULO RAMOS às 10h20
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23/07/2007

Autores de revistas independentes começam a trabalhar em conjunto

Era uma tendência, tornou-se algo concreto na entrega do Troféu HQMix, no último dia 11, fica "oficial" na noite desta segunda-feira. Os autores de revistas independentes brasileiras começam a trabalhar em conjunto.

Hoje à noite, há lançamento simultâneo de três publicações independentes em São Paulo: "Zine Royale" 2, "Garagem Hermética" 3 e "O Contínuo" 6 (esta edição, com 58 páginas, traz quatro histórias baseadas em futebol).

Esse lançamento em conjunto, dizem os autores, é uma coincidência de datas. Mas a junção de forças é bem real. "Há um movimento de união, sim", diz Cadu Simões, participante da "Garagem Hermética" e primeiro editor da revista.

A publicação é feita pela Sócios Ltda. O grupo se conheceu em 2005 num curso de quadrinhos promovido pela Gibiteca Henfil, de São Paulo.

"Começamos a perceber que os nossos públicos são praticamente os mesmos", diz. "E é interessante notar que o público leitor de quadrinhos independente não é o mesmo do de banca."

Simões, um professor de história de 25 anos, mantém contato hoje com autores independentes de pelo menos sete estados do país.

Um dos primeiros reflexos disso foi no HQMix deste ano. Havia uma dezena de títulos independentes vendidos numa mesma banca.

Outro reflexo, não visto pelo público leitor, é a troca de revistas entre os autores. Essa permuta ajuda a distribuir as publicações em diferentes estados.

"Uma das nossas maiores dificuldades encontradas como quadrinistas independentes é a distribuição das revistas", diz Simões, que escreve histórias para outra publicação independente, "Homem-Grilo", já na 42ª edição.

"Percebo que há muita gente interessada em comprar quadrinhos independentes, mas não sabe onde achar."

O grupo decidiu, então, concentrar as publicações em dois sites, Loser Graphics (clique aqui) e Bodega (aqui). As páginas virtuais funcionam como um grande catálogo de vendas.

Já se discute a criação de um outro site e de um blog, com "check lists" das novas publicações, experiência que já é feita em parte das revistas.

As últimas edições de "Homem-Grilo", de São Paulo, e "Quadrinhópole" e "Avenida", do Paraná, trazem no final da revista uma lista dos lançamentos independentes mais recentes. A expectativa do grupo é que outros autores façam o mesmo.

"No geral, o plano é fazer com que a cena de quadrinhos independente atravesse a barreira do underground e se torne cada vez mais visível para o leitor que ´vive na superfície´", diz Simões, que mora em Osasco, cidade da grande São Paulo.

(Continua na próxima postagem)

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h39
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Autores de revistas independentes começam a trabalhar em conjunto

2ª parte

(Continuação da postagem anterior)

Os contatos entre os autores independentes é feito por e-mail. O grupo virtual é conhecido provisoriamente como "4º Mundo".

Segundo Jorge Otávio Zugliani, mais conhecido como Jozz, editor e um dos autores de "Zine Royale", os primeiros contatos reais começaram no primeiro semestre deste ano.

Um evento de quadrinhos em São Paulo reuniu num mesmo local vários autores independentes. Foi o começo de uma conversa de soma de forças e de troca de experiências.

"Com tantos lançamentos, nossas caixas de e-mails este mês estavam cheias de sugestões de orçamento de gráficas, um ajudando o outro", diz. "Isso não acontecia antes."

A parte do custo da publicação é outro ponto comum enfrentado pelo grupo. Os preços variam de edição para edição, porque variam também a gráfica e o número de páginas.

Esta segunda edição de "Zine Royale", que tem lançamento hoje à noite, custou R$ 500. Foram impressos 500 exemplares em preto-e-branco e formato A6.

"Na verdade, consegui baixar pra 0,80 pois consegui R$ 100 de patrocínio", diz Jozz, um paulistano de 23 anos. "Só gastei 400, que veio praticamente da venda do anterior e um pouco do bolso."

"Vendo a R$ 3, pois está na faixa de todos, e dá perfeitamente para fazer um esquema de distribuição independente que estou tentando testar. Venderei 20 unidades a R$ 2,00 cada uma pra um quadrinista de Porto Alegre, por exemplo", diz.

"Paguei meu custo, e tenho um pouco de lucro. O cara pega as 20 unidades e vende/distribui lá a R$ 3,00, levando a parte dele. Não é nada demais, muitos devem fazer isso. Mas é a primeira vez que estou tentando."

O "Zine Royale" surgiu a partir de aulas de quadrinhos da "Quanta Academia de Artes" de São Paulo, em 2005. Jozz foi um dos poucos que permaneceram à frente da publicação.

A diferença de tempo no lançamento das duas edições se deu por causa de outros projetos.

Ele, por exemplo, finalizava "O Circo de Lucca", trabalho de conclusão de curso da Universidade Mackenzie, defendido em dezembro do ano passado. A pesquisa, feita na forma de quadrinhos, vai ser lançada este ano pela Devir (leia mais aqui e aqui).

Serviço. O lançamento de "Zine Royale", "O Contínuo" e "Garagem Hermética" começa às 19h30. Vai ser na Menor Livraria do Mundo, que funciona no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, centro de São Paulo).

No evento, vai ser lançado também o quinto número da revista "Mundo dos Super-Heróis", vencedora do HQMix deste ano de melhor publicação especializada em quadrinhos.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h36
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22/07/2007

Uma tira sobre os Jogos Pan-Americanos 

Traço: Caco Galhardo

Fonte: http://blogdogalhardo.zip.net/

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h48
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Revista do Fantasma reaparece nas bancas

A revista "O Fantasma" voltou às bancas no fim dessa última semana. Os créditos finais indicam que a edição é de junho.

O título não era publicado desde fevereiro deste ano (leia aqui). A série estreou um mês antes (aqui).

Este terceiro número de "O Fantasma" (Mythos, R$ 5,99) traz três histórias inéditas do herói, criado em 1936 por Lee Falk e Ray Moore.

Falk (1911-1999) assina duas das aventuras, publicadas nos Estados Unidos em 1989.

Os desenhos são de Sy Barry, que trabalhou com o personagem por mais de 30 anos.

A outra história, que abre a edição, é de Toni de Paul e Graham Nolan. Foi lançada entre abril e setembro de 2006 em páginas dominicais.

A Mythos lançou também uma edição especial com histórias do "espírito-que-anda", como o herói também é conhecido. Saiu em março. Leia mais aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 10h42
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21/07/2007

Jornal argentino faz caderno especial sobre morte de Fontanarrosa

Merece registro, até como forma de contraponto à realidade brasileira, a forma como a mídia argentina cobriu a morte do desenhista e escritor Roberto Fontanarrosa, um dos mais populares autores do humor gráfico argentino.

O criador de personagens como Inodoro Pereyra –ao lado, o mais popular- morreu na última quinta-feira, aos 62 anos, na cidade argentina de Rosario.

"El Negro", como também era conhecido, sofria uma doença neurológica degenerativa, que já o impedia de desenhar (leia mais aqui).

A notícia do falecimento ganhou destaque nas versões virtuais dos principais jornais argentinos.

Os sites do "Página 12" e do "Clarín" destacaram a morte como a segunda principal notícia do dia (a primeira era o anúncio da candidatura da senadora Cristina Kirchner, esposa de Nestor Kirchner, à Presidência).

O "Clarín", jornal mais vendido do país, colocou o assunto na capa na edição impressa de sexta-feira.

Mais ainda. O jornal trouxe um caderno especial de 12 páginas sobre o desenhista e escritor.

O suplemento trazia a notícia da morte em si, contos de Fontanarrosa, biografias de personagens dele e depoimentos.

Um deles era de Maitena, autora de "Mulheres Alteradas", um dos poucos trabalhos argentinos publicados no Brasil.

"Para mim, como desenhista, foi o melhor: superexpressivo, contundente, seguro", disse Maitena em seu depoimento, que ocupava uma coluna da página três do caderno especial.

O suplemento foi intitulado "Que lo parió!". A expressão era uma das marcas registradas do cãozinho de Inodoro Pereyra, Mendieta, como mostram as ilustrações desta postagem.

Na página final do "Clarín", reservada às tiras cômicas, dois dos autores dedicaram a história do dia à memória de Fontanarrosa. Como esta, de "Yo Matías", feita por Sendra.

Mais de uma vez, este blog questionou por que há um histórico "bloqueio invisível" à publicação do quadrinho argentino aqui no Brasil.

A cobertura da mídia argentina à morte de um de seus melhores desenhistas dá uma boa dica da resposta.

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Escrito por PAULO RAMOS às 16h11
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Acidente em Congonhas vira tema de charge interativa

O acidente com o avião Airbus-A320 da TAM virou tema de uma charge interativa no fotoblog do desenhista JAL (José Alberto Lovetro).

Ele apresentou a imagem ao lado e pede aos internautas idéias para desenhar novas charges sobre o tema. O autor da melhor sugestão ganha quadrinhos.

O humor de uma charge, não custa lembrar, é uma das mais contundentes formas de crítica. Para acessar –ou conhecer- a página virtual, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h40
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20/07/2007

Tomaram emprestado o top top de Henfil

 
 
O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, protagonizou ontem, em Brasília, uma cena típica dos quadrinhos do cartunista Henfil (1944-1988).
 
Uma câmera da TV Globo flagrou Garcia batendo uma das mãos, fechada, na outra, aberta. Ele fez o gesto três vezes.
 
A cena foi exibida no "Jornal da Globo" de ontem (a reprodução, ao lado, foi feita pela Folha Online).
 
Trata-se do "top top", gesto que se tornou uma das marcas registradas do Fradinho Baixinho (ou Baixim), criado por Henfil em 1964.
 
A rádio CBN noticiou o caso hoje de manhã como sendo o gesto do "top top".
 
O personagem era ácido nas diabruras. Dividia as histórias com o Fradinho Comprido, mais ingênuo.
 
A dupla foi publicada no jornal alternativo "Pasquim" e, nos anos 1970, em publicação própria, "Fradim", da editora Codecri.
 
É do número 12 da revista, de agosto/setembro de 1976, a imagem ao lado.
 
Garcia e um de seus auxiliares, Bruno Gaspar, assistiam à reportagem do "Jornal Nacional" que mostrava haver defeito no Airbus-A320, da TAM.
 
O avião caiu ao lado do aeroporto de Congonhas na quarta-feira, com 186 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes.
 
Os dois estavam no terceiro andar do Palácio do Planalto. A janela estava aberta. A Câmera estava do lado de fora.
 
O auxiliar de Garcia fez outro gesto, em que puxa os braços para trás na direção do tronco.
 
O assunto repercutiu hoje nos jornais, nos sites de notícias e já entrou no YouTube, página virtual específica de vídeos. Alguns veículos noticiaram o caso como obsceno. 
 
Outro lado.
 
Marco Aurélio Garcia divulgou hoje uma nota, reproduzida pela Folha Online. Garcia diz que foi uma reação pessoal, feita em privado, que demonstrava sentimento de indignação.
 
"Sem nenhuma investigação, ou parecer técnico consistente, importantes setores dos meios de comunicação não hesitaram, poucas horas depois do acidente, em lançar sobre o governo a responsabilidade da tragédia de São Paulo, como já haviam feito anteriormente com a queda do avião da Gol", disse, na nota.
 
"Os novos fatos mereceriam ao menos o reconhecimento de que houve precipitação e desinformação da opinião pública."
 
"O sentimento que extravasei, em privado, foi e é de repúdio aqueles que trataram sordidamente de aproveitar a comoção que o país vive, para insistir na postura partidária de oposição sistemática a um governo duas vezes eleito pela imensa maioria do povo brasileiro."
 
Garcia, na nota, também pede desculpas pelo gesto. "Aos que possam, ainda assim, sentir-se atingidos por minha atitude, apresento minhas desculpas."

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h49
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52: o próximo passo na engenharia editorial da DC Comics

Para quem está longe dos quadrinhos de super-heróis, não é tão simples assim entender a "engenharia" por trás de "52", minissérie que chega às bancas nesta sexta-feira (Panini, R$ 6,90).

A história está inserida numa série de acontecimentos da editora norte-americana DC Comics iniciada anos atrás. "52" é parte dessa engrenagem editorial.

A DC –que publica Super-Homem, Batman, entre vários outros- decidiu há alguns anos que era de recolocar o trem nos trilhos (leia-se: aprimorar a qualidade das revistas para melhorar a concorrência com a rival Marvel, de Homem-Aranha e X-Men).

Chamou seus escritores de mais destaque e pediu idéias. O resultado foi um plano de ação de longo prazo. Por dois anos, houve indícios nas revistas mensais de que algo iria acontecer.

Esse "algo" recebeu o nome de "Crise Infinita", minissérie em sete partes que precede "52". A história, já lançada no Brasil, era para ser o ponto alto dessa volta aos trilhos.

Percebe-se que não era. A série também era um dos elementos da engrenagem, que ainda não terminou nos Estados Unidos (a editora confirmou que vai haver mais uma crise, batizada de "Crise Final).

Mas onde exatamente "52" se encaixa?

Antes do fim de "Crise Infinita", as histórias de todos os super-heróis da editora deram um salto de um ano. Os leitores passaram, de um mês para o outro, a ver mudanças que não souberam como aconteceram (leia mais aqui).

"52" conta o que se passou nesse "ano perdido". O nome corresponde a cada uma das semanas do ano. Nos Estados Unidos, a minissérie foi lançada semanalmente.

No Brasil, a minissérie será mensal, em 13 partes. Esta primeira edição da Panini traz os quatro primeiros números, escritos por quatro das "estrelas" da casa: Geoff Johns, Grant Morrison, Greg Rucka e Mark Waid.

Os desenhos das histórias iniciais são do brasileiro Joe Bennett, forma como Bené Nascimento assina os trabalhos que faz.

A "engenharia" da DC Comics surtiu efeito. Tanto em vendas quanto na concorrência. A Marvel preparou –aparentemente às pressas- sua versão de "crise": "Guerra Civil", também lançada no Brasil neste mês (leia aqui).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h22
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19/07/2007

Morre o desenhista argentino Roberto Fontanarrosa

Morreu nesta quinta-feira, na Argentina, aos 62 anos, o desenhista Roberto Fontanarrosa. Ele era um dos principais autores do humor gráfico argentino.
 
A causa da morte foi uma parada cardíaca. "El Negro", como também era conhecido, estava doente havia alguns anos.
 
Segundo os sites de notícias argentinos, ele sofria de uma doença neurológica, que o fez perder gradativamente os movimentos. Já não vinha desenhando mais.
 
Fontanarrosa era para os argentinos -numa tentativa de analogia- o que Henfil, Millor ou Ziraldo representam para os brasileiros.
 
Para se ter uma idéia da popularidade do desenhista, os sites do "Clarín" e do "Página 12" -dois dos principais jornais de Buenos Aires- colocavam a morte dele como segunda manchete de destaque no início da noite.
 
A primeira manchete era a cerimônia em que a senadora Cristina Kirchner, esposa de Nestor Kirchner, anunciava sua candidatura à Presidência do país.
 
Um dos poucos trabalhos de Fontanarrosa publicados no Brasil foi o álbum "Boogie - O Seboso", da editora gaúcha L&PM (capa ao lado). Não importava o problema, Boogie o resolvia à bala.
 
O personagem de queixo grande e cigarrinho no canto da boca foi criado em 1972 na revista "Hortensia", que abrigou trabalhos de vários desenhistas de humor argentinos.
 
A criação mais famosa de Fontanarrosa é outra, surgida na mesma época: Inodoro Pereyra. O personagem é a representação do estereótipo das características de um argentino nato, segundo descrição do autor.
 
As livrarias argentinas vendem, já faz tempo, uma antologia de luxo de Inodoro Pereyra, nos mesmos moldes de "Toda Mafalda", de Quino (tanto no formato quanto no uso de capa dura).
 
É apenas uma das várias publicações de Fontanarrosa, que também era escritor. Ele teve também uma farta contribuição na imprensa argentina, como o jornal "Clarín".
 
Existe um fotoblog em homenagem a ele. Uma das ilustrações é do brasileiro Bira Dantas, mostrada ao lado.
 
Segundo Dantas, foi enviada a Fontanarrosa ainda em vida. Para acessar, clique aqui.
 
Há também na internet um site oficial do desenhista argentino. Para ler, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h22
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Pesquisa da USP mostra influência de Steinberg no cartum brasileiro

Uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) mostra que o estilo de desenhistas brasileiros do humor gráfico, como os da chamada "geração Pasquim", teve muita influência do ilustrador Saul Seinberg (1914-1999).
 
O mestrado é de autoria de Daniel Bueno, que também é ilustrador. O estudo demorou três anos para ficar pronto e foi defendido em maio na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo).
 
Steinberg  esteve no Brasil em 1952. Expôs no Masp (Museu de Arte de São Paulo). Segundo Bueno, isso ajudou a fazer com que se tornasse a primeira referência de vários desenhistas daqui.
 
"Diria que o cartum de Steinberg foi uma das maiores referências desde gênero moderno de cartum que passou a ser produzido: mais gráfico, mudo, sintético, abstrato", diz Bueno, por e-mail.
 
"O que procuro fazer é contextualizar toda sua produção no meio das artes gráficas -cartum, charge, ilustração, design gráfico."
 
O pesquisador paulistano, de 33 anos, deixa claro que Steinberg não é o criador do humor mudo. Mas ter feito cartuns menos realistas e mais abstratos e metafóricos funcionou como um divisor de águas na área.
 
O ilustrador romeno, naturalizado norte-americano, fazia desenhos que fazia para a revista "The New Yorker" (ao lado, uma das capas dele), que circula nos Estados Unidos desde 1925.
 
Muito da repercussão de seu trabalho, principalmente a partir dos anos 1950, vem da publicação. Apesar disso, não havia ainda um estudo sobre o assunto, segundo Bueno.
 
O ineditismo da pesquisa dele ajudou na elaboração de outra obra sobre o ilustrador, "Saul Steinberg: Iluminations", lançada pela Steinberg Foundation, com sede em Nova York.
 
"Colaborei com muitas informações novas sobre o desenhista e meu nome aparece nos agradecimentos", diz. O livro conta em detalhes a obra e a carreira de Steinberg.
 
Mas não mede o impacto dos trabalhos nas artes gráficas, como fez o estudo de Bueno.
 
Este é um ano especial para ele. Não só pelo mestrado. O ilustrador, que teve quadrinhos publicados nas revistas "Front" e "Ragú", foi um dos vencedores do último HQ Mix (é dele a arte ao lado).
 
Ele foi escolhido melhor ilustrador de livro infantil, pela arte feita para "Histórias de Bicho Feio", da Companhia das Letrinhas.
 
A experiência de ilustrador já levou seus trabalhos a vários eventos de humor gráfico do exterior. Ele vê no desenho uma espécie de linguagem universal.
 
"Quaisquer que sejam os países, as pessoas parecem compreender meu trabalho, seja nos Estados Unidos, Brasil, Índia, Irã, Bolívia."
 
Ele faz planos de produzir uma história em quadrinhos neste semestre. Diz que "vai ser uma prioridade".
 
Pretende também dar seqüência aos estudos de artes gráficas, com prioridade à produção brasileira.
 
Na entrevista, mostrada na próxima postagem, ele dá mais detalhes sobre o mestrado, intitulado "O Desenho Moderno de Saul Steinberg: Obra e Contexto."

Categoria: ENTREVISTA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h01
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Pesquisa da USP mostra influência de Steinberg no cartum brasileiro

2ª parte

(Continuação da postagem anterior)
 
Entrevista: Daniel Bueno
 
Blog - Você considera o trabalho de Steinberg um divisor de águas na forma como o cartum passou a ser produzido no mundo. Essa influência vale também para a geração de desenhistas brasileiros de humor surgida a partir dos anos 60/70?
Daniel Bueno - Sim, é possível considerar seu trabalho um divisor de águas. Sua influência foi fundamental para a geração de cartunistas do Pasquim, como Millôr, Ziraldo, Jaguar, Borjalo, Fortuna, Claudius. No livro de Herman Lima "História da Caricatura no Brasil", publicado em 1963, é interessante constatar como o autor percebe o surgimento de um novo cartum ao comentar o trabalho de Borjalo. Outros artistas de gerações seguintes, como Mário Vale e Guto Lacaz, também extraíram lições de Steinberg. Sua influência pode ser sentida até os dias de hoje, em maior ou menor grau. É referência mesmo para aqueles que não apresentam uma relação tão direta com seu trabalho; Paulo Caruso o homenageou na Bundas, quando Saul faleceu; outro dia, o Angeli dedicou uma tira da Chiclete com Banana a ele.

Blog - Você fala de um cartum antigo, em oposição a outro, mais novo. Do que se trata o antigo?
Bueno - O cartum antigo seria aquele dependente de legendas, mais atrelado a situações (com maior presença do fator "tempo") do que a abstrações. Havia também uma maior necessidade de "explicar" o que ocorria. Eram comuns nos cartuns de Bordalo Pinheiro (final do século 19), por exemplo, inscrições no próprio corpo dos
personagens, para deixar claro o que representavam. Nas típicas charges de J. Carlos, com desenho evidentemente mais moderno, ainda assim predominavam as situações com legendas. Quando havia simbolismo e alguma ilusão e ambigüidade gráfica, o cartum não conseguia ser resolvidos unicamente a partir dos atributos do desenho - recebia sempre o apoio de uma explicaçãozinha textual extra. Também é importante fazer um paralelo de Steinberg com a ilustração: neste caso, o contraponto ao seu desenho abstrato e cheio de alusões simbólicas seria o realismo de Norman Rockwell. Várias das soluções "antigas" continuam atuais, no entanto. Serviram de  contraste à novidade do cartum moderno, mas isso não significa que o realismo ou o uso de legendas sejam coisas ultrapassadas - o termo "antigo" não deve ser visto aqui em sentido pejorativo.

Blog - Qual a relação de Steinberg com os quadrinhos?
Bueno - Steinberg não era exatamente um quadrinista, daqueles que colaboram para publicações do gênero. Mas muitas das páginas que fez para a "New Yorker" a partir dos anos 1970 eram estruturadas em "quadrinhos", de dois a seis quadros com desenhos por página, que, por mais que tivessem sua autonomia, estabeleciam alguma relação entre si ao serem colocados lado a lado. Steinberg também fez algumas histórias em quadrinhos experimentais metalingüísticas. E chegou a esboçar quadrinhos curtos autobiográficos (publicados no recente livro "Saul Steinberg: Illumination"). A relação de seu trabalho era mais direta com o universo dos cartunistas. De qualquer modo, os aspectos do cartum moderno como desenho simples, sintético, humor mudo, os recursos gráficos ilusórios e metalingüísticos podem ser considerados contribuições para os quadrinhos também (um bom exemplo são alguns quadrinhos de Quino).
 
Blog - Por que a escolha dele como tema da pesquisa?
Bueno - Tinha interesse em pesquisar a ruptura promovida pelo cartum moderno, caracterizada por abordagens mais "gráficas" e humor mudo, em trabalhos de desenho
simples e sintético. Percebi que Steinberg era importante referência e quando resolvi me centrar em um nome, achei que o melhor seria partir dele, uma vez que ainda havia sido pouco estudado.

Blog - Pretende dar seqüência ao estudo num doutorado? Ou abordar tema parecido?
Bueno - Pretendo prosseguir com o estudo do desenho moderno nas artes gráficas, priorizando a produção brasileira. A banca de defesa sugeriu o estudo de designers/ilustradores brasileiros para o doutorado, proposta que considerei muito interessante. É importante frisar que Steinberg teve uma passagem pelo Brasil, expôs no MASP em 1952, e é primeira referência de vários dos mais importantes cartunistas brasileiros, como os da geração Pasquim. Ao falar de Steinberg, trago também o interesse de explorar a formação do cartum moderno brasileiro. Ao mesmo tempo, minha vontade é continuar escrevendo artigos sobre Steinberg e os assuntos levantados na pesquisa para revistas científicas e outras publicações.

Categoria: ENTREVISTA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h00
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18/07/2007

Polêmica na Inglaterra aumenta em 4.000% venda de Tintim no Congo

As vendas do álbum "Tintim no Congo" aumentaram 4 mil por cento. A informação foi noticiada nesta quarta-feira no jornal "El Pais", da Espanha.
 
Segundo o jornal, o dado sobre a procura é creditado à editora Egmond, que publica a obra na Inglaterra.
 
O boom começou depois que a Comissão para Igualdade Racial do Reino Unido pediu que as livrarias do país deixassem de vender o álbum, feito pelo belga Hergé (1907-1983).
 
A comissão argumenta que a obra é racista por representar os moradores do Congo de forma idiotizada e com traços de macacos.
 
As livrarias britânicas acataram parcialmente a solicitação. Passaram a colocar a obra na seção de adultos.
 
A própria editora Egmond já havia colocado um aviso no livro, alertando o leitor que o conteúdo era esterotipado e poderia ser ofensivo para alguns.
 
A obra foi lançada pela primeira vez em 1929. É o segundo livro da série de aventuras do jovem repórter Tintim. Hergé a considerava um de seus "pecados de juventude".
 
A história foi lançada no Brasil em 1970 pela Record. A editora, na época, deu o título de "Tintim na África", e não "no Congo", como no original.
 
Os direitos de publicação do álbum pertencem à Companhia das Letras, que reedita a série no Brasil.
 
Segundo a editora, a polêmica não vai interferir no lançamento de "Tintim no Congo", programado para maio do ano que vem.
 
O Blog dos Quadrinhos noticiou o início da polêmica na última sexta-feira.
 
Para ler, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h58
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O mundo real poderia ter um pouco do ficcional. Infelizmente não tem

O início da minissérie "O Homem de Aço" mostra a primeira aparição pública do Super-Homem, na versão escrita e desenhada por John Byrne.

O maior herói da editora norte-americana DC Comics evita um desastre aéreo.

Uma aeronave, com jeitão de nave espacial, Lois Lane a bordo, ameaça cair. Problemas mecânicos.

Clark Kent, ainda sem o uniforme azul, vermelho e amarelo, voa do meio da multidão rumo aos céus de Metrópolis.

Salva a nave, o dia, centenas de vidas.

No primeiro longa-metragem, no fim dos anos 1970, a versão em carne e osso do herói vivida por Christopher Reeve impede outra tragédia aérea.

Super-Homem, agora com uniforme, se coloca numa das asas do avião e mantém a normalidade do vôo.

Ainda arruma tempo de acenar para o piloto.

Trata-se de ficção.

Na nova série cinematográfica, há cena semelhante, mas bem mais dramática.

O herói de Krypton, agora vivido por Brandon Routh, salva um avião em queda livre, despedaçando-se.

É ovacionado por isso.

Pena que é ficção.

No mundo real, um Airbus-A320 da TAM explode ao se chocar com um prédio ao lado do aeroporto de Congonhas em São Paulo.

Havia 186 passageiros a bordo, segundo a última informação da companhia aérea.

Não houve sobreviventes.

O desejo era que a ficção, às vezes, ou só desta vez, migrasse para o mundo real.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h48
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17/07/2007

A história recente do Brasil narrada pelas charges de Cláudio - I

Há diferentes modos de contar a história de um país. O desenhista Cláudio optou pela charge, gênero que faz uma crítica bem-humorada de um fato do noticiário, geralmente político.
 
O chargista reuniu trabalhos de seus 31 anos de carreira e criou "Pizzaria Brasil - Da Abertura Política à Reeleição de Lula". A obra começa a ser vendida nesta semana (Devir, R$ 32).
 
A idéia inicial era comemorar as três décadas de charges, atividade que começou a fazer com 13 anos, em Natal, no Rio Grande do Norte, onde nasceu.
 
Mas o resultado final ficou bem mais do que isso. O livro se tornou uma das mais completas coletâneas de charges já lançadas no país.
 
O diferencial em relação às outras edições é o trabalho de pesquisa, feito com base em um extenso levantamento bibliográfico, registrado no fim da obra.
 
"Eu não tinha a pretensão de fazer um livro de história", diz Cláudio de Oliveira, ou só Cláudio, como assina os trabalhos que faz.
 
"Mas talvez uma grande reportagem sobre a abertura e a democratização, com todos os percalços que a gente enfrentou."
 
Em cada página, ele colocou textos curtos explicando o momento histórico de produção da charge. E em detalhes.
 
Não são raras as vezes em que inseriu dados estatísticos, como os que mostram os impactos da implantação do Real (aumento do poder de consumo às custas de queda no crescimento).
 
As informações -trabalho que em geral cabe à memória do leitor recuperar- ajudam a contextualizar o assunto.
 
Ao mesmo tempo, agregam informação à "tarefa" das charges, que é a de narrar a história recente do país. 
 
Cláudio pontuou os principais eventos políticos de cada um dos períodos presidenciais pós-64, quando houve o golpe militar.
 
 
Ele dividiu o livro em sete capítulos. Os dois primeiros abordam o período militar e os eventos que levaram à abertura política e à eleição de Tancredo Neves, em 1985.
 
Os demais lançam o foco em cada um dos presidentes do período democrático, de José Sarney (1985) a este segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
 última referência é sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), adotado por Lula neste ano.
 
(Continua na postagem abaixo)

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 20h29
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A história recente do Brasil narrada pelas charges de Cláudio - II

(Continuação da postagem anterior)
 
O livro "Pizzaria Brasil - Da Abertura Política à Reeleição de Lula", que começa ser vendido nesta semana, faz uma dupla trajetória histórica.
 
Ao mesmo tempo em que narra a história do Brasil pós-64, mostra também a trajetória dos 31 anos de carreira de Cláudio.
 
Os principais trabalhos dele estão na obra. São charges publicadas na imprensa, em jornais como "Tribuna do Norte", "Pasquim", "Folha de S.Paulo" e "Agora", onde trabalha desde 1993.
 
Os poucos desenhos novos são algumas ilustrações para compor o período pré-1976, quando ele começou na carreira.
 
A estréia nos desenhos jornalísticos foi aos 13 anos, no jornal "Tribuna do Norte", de Natal.
 
"Como o jornal não tinha chargistas, eles toparam publicar", diz Cláudio, hoje com 44 anos.
 
Os primeiros trabalhos foram sobre futebol. O humor político, sua marca registrada, veio no ano seguinte, em abril de 1977. A estréia foi no jornal alternativo "Pasquim" (charge ao lado).
 
A ida ao "Pasquim", jornal marcado pela resistência à ditadura militar, foi um convite de Henfil (1944-1988). O criador da "Graúna" morou de 1976 a 1978 em Natal.
 
Henfil publicava tiras na "Tribuna do Norte". Os dois se conheceram no jornal. "Mostrei meu trabalho, ele gostou e fez minha fichinha de colaborador do ´Pasquim´", diz.
 
A sede do jornal alternativo ficava no Rio de Janeiro. Henfil mandava os desenhos toda quarta-feira num malote da Varig. Enviava junto os de Cláudio.
 
Mais do que um guru para o início da carreira, Henfil foi também um primeiro modelo para os desenhos de Cláudio. O estilo de um se tornou o traço do outro.
 
"Ele era a grande estrela do ´Pasquim´", lembra. "No Brasil inteiro, a rapaziada desenhava no estilo de Henfil."
 
A inspiração inicial foi motivo de reavaliação profissional anos depois. Nos salões de humor, os comentários que ouvia sinalizavam para a semelhança dos desenhos.
 
"Eu ficava incomodado com isso", diz. "Como estava todo mundo fazendo como o Henfil e o Chico [Caruso, no começo dos anos 80], procurei meu caminho com J.Carlos, Belmonte e Nássara."
 
Foi a primeira mudança no estilo do desenho de Cláudio.
 
(Continua na próxima postagem)

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h28
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A história recente do Brasil narrada pelas charges de Cláudio - III

(Continuação da postagem anterior)
 
Dos novos moldes de desenho, dois predominaram nas charges de Cláudio: Nássara (1910-1996) e J. Carlos (1884-1950).
 
De Nássara -como assinava Antonio Gabriel Nássara-, Cláudio pegou o jeito simples de construir o desenho. Como mostram as charges abaixo:
 
       
 
A da esquerda é do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). Cláudio se empolga ao falar dela. Considera a melhor charge que viu até hoje. A da direita, de Itamar Franco, é dele. 
 
De J.Carlos (José Carlos de Brito e Cunha), Cláudio usou o desenho como inspiração. "Eu peguei até alguns defeitos dele [de J. Carlos], diz. 
 
Essa fase tomou praticamente toda a década de 1980.
 
Nesse período, teve início um processo de aprimoramento teórico. Formou-se em jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 1985. E queria mais.
 
"Eu achava que precisava de uma base técnica", diz. "Tudo o que eu havia aprendido era de forma autodidata."
 
A militância no PCB (Partido Comunista Brasileiro) -fazia inclusive desenhos para o jornal do "partidão", "A Voz"- ajudou nos contatos para conseguir uma bolsa na República Tcheca, na Europa Central.
 
De 1989 a 1992, estudou na Escola Superior de Artes Industriais de Praga. Lá, aprimorou o traço, bebeu de novas fontes teóricas. Ele se empolga quando menciona autores e fontes teóricas do desenho.
 
Havia a perseguição de alguns professores. Segundo ele, anticomunistas "hidrófobos". Contornou. "Eu fui lá para estudar, o importante é que estava desenhando."
 
O período no exterior amadureceu também seu posicionamento político. O país, que tinha desde 1948 forte influência política da então União Soviética, vivia o impacto causado pela queda do Muro de Berlim (o muro caiu em 1989).
 
As mudanças, vistas in loco, geraram reflexão. "Perdi meu entusiasmo. Deixei de me sentir um comunista, ainda que simpatizasse com uma corrente mais democrática [do comunismo]."
 
Cláudio trouxe de volta ao Brasil a falta de entusiasmo para a militância. "O PCB não existia mais. Já tinha se transformado no PPS [Partido Popular Socialista]."
 
Ele trouxe também um título de especialista e a base teórica que buscou no exterior.
 
O conhecimento deu vida a um novo estilo de fazer charge, estilo que mantém até hoje.
 
(Continua na próxima postagem)

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h27
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A história recente do Brasil narrada pelas charges de Cláudio - IV

(Continuação da postagem anterior)
 
Cláudio tem cinco livros publicados. O último, "Pizzaria Brasil - Da Abertura Política à Reeleição de Lula", é o mais completo. E envidencia as três fases do estilo de seu traço.
 
"O livro foi feito por três chargistas diferentes", brinca Cláudio. Começa com a inspiração de Henfil, usa a mescla de J. Carlos e Nássara no meio, encerra com o estilo próprio.
 
O trabalho de Cláudio pode ser visto no jornal paulistano "Agora". Ele faz diariamente as charges da capa.
 
Cláudio entra no jornal por volta das 13h. É na redação, no centro de São Paulo, que ele lê as notícias, faz anotações.
 
Até as 20h, horário de saída, tem de criar a charge da edição do dia seguinte. O primeiro passo, diz, é definir o tema.
 
"Não é o que é mais engraçado, é o que é mais relevante", diz. "Ziraldo falava que o bom chargista é o que resume o que as pessoas estariam dizendo no café da manhã."
 
Segundo ele, cabe ao chargista fazer uma leitura crítica e tornar o tema engraçado. "Só o riso é pouco. [A charge] tem que ajudar o leitor a refletir."
 
Ele está no jornal desde fevereiro de 1993, pouco mais de seis meses depois de ter voltado ao Brasil. Soube da vaga num anúncio de jornal.
 
Veio a São Paulo (estava em Mato Grosso) e fez o contato. Foi contratado pouco depois, no mesmo dia. Disseram que começaria no dia seguinte.
 
Cláudio iria trabalhar nos cadernos regionais da "Folha de S.Paulo", que circulavam apenas no interior paulista.
 
Seriam desenhos coloridos. Não tinha dinheiro. Improvisou. "Passei numa livraria e comprei uma aquarela infantil."
 
Em junho de 1993, foi convidado a assumir a charge da "Folha da Tarde", jornal do mesmo grupo. Em 1999, a publicação mudou para o "Agora". "Tô lá até hoje."
 
Cláudio, hoje, está estabelecido em São Paulo. Mora num apartamento no bairro da Barra Funda com a esposa, a jornalista Eldi Inês Willms, e os dois filhos, Laura, de seis anos, e Luís, de nove, um apaixonado por astronautas.
 
A trajetória paulista rendeu projeção profissional e um HQ Mix, conquistado em 1999 na categoria melhor livro de charges. Este lançamento trilha o mesmo caminho.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h26
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Caricaturas mostram as várias faces de Chico Anysio

A equipe da página de humor do UOL preparou um álbum com 14 caricaturas de personagens criados pelo humorista Chico Anysio.

Uma delas é a do Jovem, mostrada ao lado, feita por Baptistão, premiado como melhor caricaturista no Troféu HQMix deste ano. 

Os desenhos fazem parte do livro "É Mentira, Chico?" (Di Momento, R$ 79).

Diferentes ilustradores deram uma interpretação pessoal sobre as criações do humorista.

A obra foi organizada por Ziraldo e teve lançamento em junho (leia mais aqui).

Para ver o álbum, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 13h42
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Promethea, de Alan Moore, estréia no Brasil

As histórias de "Promethea" são em geral as primeiras a serem elogiadas quando o assunto são as revistas da ABC (America´s Best Comics), selo criado pelo escritor inglês Alan Moore para publicar seus personagens.

Curiosamente, a heroína é a última a chegar ao Brasil. A estréia dela é nesta semana no quarto número de "Pixel Magazine" (Pixel, R$ 9,90).

A revista –que vai publicar a série todos os meses- traz a primeira história da personagem, lançada nos Estados Unidos em agosto de 1999. Os desenhos são de J. H. Williams III.

A série faz parte da seleta lista de publicações que consegue ser elogiada por muitos na internet mesmo sem ter sido lida.

Do que, afinal, se trata a história?

Promethea é um ser poderoso que vive em Imatéria, um mundo alternativo ao nosso. Ela consegue transitar entre as duas realidades por meio das histórias. Sempre que é lembrada pela mente ou narrativa de alguém, migra para nossa realidade.

É o que ocorre com a adolescente Sophie Bangs na história de estréia, de 32 páginas. A estudante se interessa por Promethea por causa de um trabalho acadêmico.

É o ponto de partida para uma série de acontecimentos para o surgimento da heroína numa fictícia -porque futurista- Nova York de 1999.

A personagem, fisicamente, tem todo o jeito da Mulher-Maravilha, principal super-heróina feminina da editora norte-americana DC Comics. Mas o rumo das histórias é bem diferente.

A mão de Alan Moore constrói em Promethea uma história de fantasia, com narrativas fantásticas e mundo irreais, tal qual os contos de fadas.

Essas características já estão nesta estréia, mas ficam mais claras nas próximas edições.

O resultado é uma série de "mas".

Tem elementos de "Sadman", mas não é a obra de Neil Gaiman. A heroína possui a forma da Mulher-Maravilha, mas não é ela. Parece contos de fadas, mas não são. Possui elementos do Capitão Marvel da DC, mas, evidentemente, não é.

A lista pode continuar. Vai depender muito da interpretação de cada um e do leque de referências que o leitor possui. E não é mera coincidência. "Promethea" tem um quê diferente, não só no texto.

As capas das edições originais, por exemplo, são sempre diferentes uma da outra, inclusive no logo com o nome da personagem-título. As que ilustram esta postagem são as das edições 2 e 3, lançadas nos Estados Unidos em setembro e outubro de 1999. 

A da edição 11, mostrada abaixo, é ainda mais diferente: é feita na forma horizontal, simulando um cartaz de cinema.

Um anúncio do selo ABC nos Estados Unidos trazia a seguinte frase: "Alan Moore redefine os ´comics´. De novo." O escritor de "Watchmen" e "V de Vingança" não chegou a tanto. Mas criou uma série de histórias acima da média do mercado.

Só isso já justificaria uma passada de olhos mais atenta em "Promethea". Se os elogios virtuais são merecidos ou não, cabe ao leitor dar a palavra final, após fazer a leitura real.

Nota: a Pixel lançou no fim da semana passada um especial de "Authority" (R$ 8,90) e o primeiro número (de três) da minissérie "Fábulas – 1001 Noites" (R$ 6,90). As edições trazem histórias especiais, que não fazem parte da continuidade regular das séries.

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Escrito por PAULO RAMOS às 10h13
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16/07/2007

Criado no Rio Grande do Sul 2º curso de extensão em quadrinhos

Pela segunda vez em menos de um ano, o Rio Grande do Sul vai ter um curso de extensão universitária em quadrinhos.
 
As aulas serão na Feevale, em Novo Hamburgo, e começam no mês que vem.
 
"História em quadrinhos: história, análise e crítica" terá uma abordagem teórica, e não prática.
 
O enfoque vai se centrar principalmente na evolução do quadrinho norte-americano de super-heróis.
 
O conteúdo é o mesmo da primeira vez que o curso foi ministrado, em 2006, na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Há apenas uma diferença.
 
"Na Feevale, serão menos aulas, treze ao total, mas com uma carga horária maior, de 36 horas/aula", diz Samir Machado, que dará as aulas com Guilherme Sfredo Miorando.
 
"Expandimos um pouco o conteúdo, mas a estrutura continua a mesma", diz.
 
A lista de obras a serem estudadas inclui clássicos dos quadrinhos de super-heróis como "Watchmen", de Alan Moore, "Sandman", de Neil Gaiman, e "Cavaleiro das Trevas", de Frank Miller.
 
"O convite surgiu no começo deste ano", diz Machado, que tem especialização em imagem publicitária. "O primeiro curso na PUC-RS repercutiu bem e a Feevale, de Novo Hamburgo, nos convidou para levar o curso para lá também."
 
Ele não descarta repetir a experiência na PUC-RS, mas ainda não há nada definido. O que está certo é que este novo curso será sempre aos sábados, das 8h30 às 11h30.
 
As aulas vão de 4 de agosto a 27 de outubro. O curso todo custa R$ 320 para quem tiver algum vínculo universitário e R$ 400 para aqueles que não tiverem.
 
As inscrições podem ser feitas por meio do site da Feevale. Para acessar, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h54
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Epiléptico: doença do irmão se mescla à biografia do autor

Não é regra, mas autobiografias tendem a criar histórias em quadrinhos marcantes. Ou muito marcantes, como é o caso de "Epiléptico", que começou a ser vendido neste mês (Conrad, R$ 44,90).
 
O nome do álbum se pauta na doença vivida por Jean-Christophe, irmão do autor, o francês David B. A história  mostra a luta da família para enfrentar a epilepsia, distúrbio do organismo que faz os músculos se movimentarem involuntariamente.
 
O drama familiar tem início na França dos anos 60. A busca pela cura é também um testemunho histórico sobre a medicina alternativa, vista com ceticismo por David B, forma como assina o francês Pierre-François Beauchard, hoje com 48 anos.
 
Do tratamento alopático tradicional às experimentações cerebrais, dos métodos orientais à macrobiótica, nada funcionava com cem por cento de eficiência. O problema de Jean-Christophe era também o de toda a família.
 
Isso fica muito claro no álbum. A doença é o que dá rumo à história. Mas, em muitos momentos, é colocada em segundo plano para dar destaque à autobiografia de B.
 
O título do álbum é sobre o problema do irmão, mas o olhar sobre o assunto é o do autor. É algo inevitável. Como a epilepsia envolveu todo o núcleo familiar, ela se tornou parte integrante da trajetória de David B.
 
É por isso que não é apenas uma impressão dizer que "Epiléptico" se trata de uma autobiografia. E das mais criativas no uso da linguagem dos quadrinhos.
 
São várias as cenas em que as fantasias surreais do autor ganham forma por meio dos desenhos, que renderam a ele em 2000 um Angoulême, principal prêmio do quadrinho francês.
 
Há outros elementos surreais. Os mestres orientais que trataram o irmão são representados na forma de animais. O recurso foi fartamente usado em outra biografias, "Maus", de Art Spiegelman.
 
Podem-se ver outras semelhanças com a obra premiada de Spiegelman. David B., em mais de um momento, abandona a narrativa do passado e representa a si mesmo no presente, ora reavaliando momentos da história, ora ouvindo versões da irmã e da mãe.
 
Outro paralelo com "Maus" está na qualidade das duas obras. De quando em quando, surge uma história que ajuda a cimentar quem ainda vê quadrinhos como "algo lido apenas por crianças".
 
Ocorreu isso com a obra de Spiegelman, pode-se ver o mesmo no trabalho de David B.
 
É um livro para ser lido com atenção, aos poucos, e é mais um para ter na manga sempre que alguém critica o conteúdo dos quadrinhos.
 
"Epiléptico" foi lançado na França em seis partes (ou tomos, como é mais conhecido por lá), entre 1996 e 2003.
 
Este primeiro número reúne os três primeiros tomos. Os três finais devem ser lançados no ano que vem, segundo a editora.

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h37
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Uma charge para cada gol da vitória do Brasil contra a Argentina

 

 

 

  

Traço: Pires

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Traço: Humberto

 

 

 

 

 

 

Traço: Brum

 

 

Crédito: todas as charges são do site Charge Online (clique aqui)

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Escrito por PAULO RAMOS às 10h36
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15/07/2007

Front e Red Rocket 7 têm lançamento nesta segunda em São Paulo

Dois lançamentos bem diferentes um do outro nesta segunda-feira à noite em São Paulo.

O primeiro é "Red Rocket 7 - A Saga do Rock" (Devir, R$ 60).

O álbum mostra a trajetória do rock pela ótica de um extraterrestre, que dá nome à edição e que é co-partícipe dessa evolução musical.

A capa, vista no início da postagem, já dá uma dica disso. Ela mostra vários nomes conhecidos da música norte-americana e inglesa.

O álbum reúne as sete parte da minissérie, lançada entre 1997 e 1998.

A história foi escrita e desenhada por Mike Allred, mais conhecido pelos trabalhos com "X-Statix" (pela Marvel) e "Madman". 

"Red Rocket 7" começou a ser vendido estrategicamente perto do Dia Internacional do Rock, comemorado em 13 de julho.

O lançamento oficial vai ser nesta segunda-feira na livraria Fnac da Avenida Paulista (nº 901), às 20h, com participação do cantor Marcelo Nova.

O outro lançamento do dia, na verdade, já está à venda desde o início do mês.

É o novo número da "Front", álbum feito em sistema de parceria entre diversos escritores e desenhistas nacionais (Via Lettera, R$ 27).

A cada edição, o grupo escolhe um tema diferente, que serve de base para as histórias do álbum.

O deste 18º número é o "ódio" (leia mais aqui).

O lançamento vai ser a partir das 19h30 na Menor Livraria do Mundo, que funciona no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, centro).

Os organizadores do evento anunciaram a presença de 24 autores desta nova edição da Front.

Muitos deles participaram também dó penúltimo volume, lançado no ano passado.

Essa edição, que tinha como tema a invisibilidade, venceu o último Troféu HQ Mix na categoria melhor publicação mix de 2006.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h30
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14/07/2007

Primeira saga do clone é relançada em volume único

Quem acompanha de longa data as histórias do Homem-Aranha torce um pouco –ou muito- o nariz quando o assunto é a "saga do clone". A seqüência de histórias que deu origem à saga é relançada nesta virada de semana no quinto volume da "Coleção Homem-Aranha – Grandes Desafios" (Panini, R$ 18,90).

Na história (chamada pela Panini de "saga original do clone), surgem cópias do herói e de sua ex-namorada, Gwen Stacy, que tinha sido assassinada pelo Duende Verde (leia mais aqui).

As histórias reproduzidas no álbum foram mostradas originalmente entre as edições 144 e 151 da revista "Amazing Spider-Man" (maio a dezembro de 1975).

A bronca dos leitores não é tanto por essa trama, mas pela retomada dela nos anos 90.

Peter Parker descobre que, na verdade, é o clone dessa saga mostrada pela Panini. O "original", então, volta para assumir o lugar.

Era uma época em que as editoras apostavam em mudanças radicais –e não na qualidade das histórias- para aumentar as vendas.

Batman teve a coluna "quebrada", Lanterna Verde se tornou vilão, o Homem-Aranha descobriu que não era o verdadeiro Homem-Aranha.

Em geral, as mudanças eram temporárias, duravam, no máximo, alguns anos. Mas, no caso do Homem-Aranha, a Marvel Comics, editora do personagem, os leitores se sentiram ludibriados.

A chiadeira foi tão grande que a Marvel teve de acelerar a volta do herói aos trilhos.

Gerry Conway e Ross Andru assinam texto e desenho deste quinto volume da coleção, que reedita momentos marcantes da vida do herói, criado Stan Lee e Steve Ditko.

A edição traz também uma reprodução da história de estréia do Chacal, o vilão por trás da saga original do clone (capa ao lado).

A história, que trazia também o Justiceiro, foi publicada nos EUA em fevereiro de 1974.

A "Coleção Homem-Aranha - Grandes Desafios" surgiu para aproveitar a repercussão gerada pelo terceiro filme do herói. O longa-metragem entrou em cartaz no começo de maio.

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Escrito por PAULO RAMOS às 17h35
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Outro olhar sobre uma das sete maravilhas do mundo

 

Traço: Orlandeli

Fonte: http://blogorlandeli.zip.net/

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Escrito por PAULO RAMOS às 16h18
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13/07/2007

Comissão inglesa pede que livrarias não vendam álbum de Tintim

A Comissão para Igualdade Racial do Reino Unido solicitou ontem às livrarias britânicas que deixem de vender o álbum "Tintim no Congo", do belga Hergé (1907-1983).
 
No entender da comissão, o álbum traz conteúdo racista, mostrando os congolenses de forma idiotizada e com traços semelhantes a macacos.
 
"O único lugar aceitável para mostrar o livro é em um museu, com uma grande placa dizendo ´material ultrapassado, totalmente racista'", diz a comissão.
 
A informação foi publicada nesta sexta-feira no jornal "Folha de S.Paulo". Segundo a reportagem, duas das principais livrarias britânicas acataram parcialmente o pedido.
 
A Borders e a Waterstones tiraram o álbum da seção infantil, mas não deixaram de vendê-lo. O argumento das duas livrarias é que cabe ao leitor a decisão final da compra.
 
De acordo com a Folha, a editora do álbum no Reino Unido, Egmont, afirmou que o leitor é avisado de que a obra contém estereótipos da época representada, que podem ser ofensivos para alguns.
 
"Ficamos surpresos porque pensávamos que a polêmica já tivesse terminado", disse hoje ao site português Diário Digital Marcel Wilmet, porta-voz do estúdio mantido pela viúva do desenhista. "O próprio Hergé chamava de ´pecado de juventude´ o Tintim no Congo, o seu segundo livro. Até fez algumas poucas alterações, mas não muitas, porque, para ele, a história testemunhava o espírito de uma época."
 
Segundo Wilmet, o álbum é vendido normalmente na República do Congo, país da África equatorial onde se passa a aventura. 
 
O Blog dos Quadrinhos ouviu hoje à tarde Thyago Nogueira, da Companhia das Letras, que relança a série no Brasil.
 
Segundo ele, a recomedação da comissão inglesa não afeta a publicação do álbum por aqui. "Tintim no Congo" está programado para maio do ano que vem.
 
A história já teve uma edição no Brasil, lançada pela editora Record em 1970. Na ocasião, o título foi mudado para "Tintim na África". 

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h25
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Guerra Civil chega ao Brasil com parte da trama revelada

A minissérie "Guerra Civil" chega às bancas com boa parte das surpresas revelada, inclusive o final. A trama, lançada neste mês pela Panini (R$ 4,90), é uma das maiores vítimas dos chamados "spoilers".

"Spoiler" é nome dado às notícias que antecipam informações sobre histórias ainda não lançadas no Brasil. O recurso é mais centrado nos quadrinhos de super-heróis e encontra forte eco na internet.

O assunto já foi tão abordado que pode parecer até redundante dizer ao leitor do que se trata a minissérie, programada para ser lançada em sete edições mensais que vão se interligar com as revistas mensais da Panini.

Uma explosão causada pelos Novos Guerreiros –grupo do terceiro escalão da editora norte-americana Marvel Comics- mata cerca de 800 pessoas.

É o estopim para o governo dos Estados Unidos discutir a atuação dos heróis.

Começa uma política de enquadramento dos superseres. A primeira exigência é que eles revelem a identidade secreta ao mundo.

A medida divide os heróis. Uns se rebelam, outros se sujeitam. É o mote de uma "guerra civil" entre eles.

Um dos que aceitam a medida é um dos principais personagens da editora, que vai tirar a máscara em público no mês quem vem. Se o leitor sabe quem é -e o leitor sabe quem é- é por causa dos spoilers.

Outra informação antecipada foi a que veio logo após o desfecho da trama, uma espécie de apêndice da história escrita por Mark Millar. Foi a morte –ou suposta morte- do Capitão América, o líder dos resistentes à ação do governo.

A notícia do suposto assassinato dele saiu do mundo virtual e alcançou também a mídia tradicional. Fica difícil de omitir a informação depois de a notícia ter sido veiculada em telejornais, como o "Jornal da Globo".

A antecipação dessa notícia tem dificultado até o trabalho de noticiar o lançamento de "Guerra Civil" no Brasil. Um exemplo foi visto nessa quinta-feira.

O portal UOL -que já havia noticiado a "morte" há pouco tempo- colocou esta chamada no site: "Capitão América se rebela contra governo". Pergunta de um hipotético leitor diário do UOL: o herói já não tinha morrido? Então como pode se rebelar?

A manchete dava link para uma longa e bem-feita reportagem sobre o lançamento da minissérie no Brasil, escrita pelo jornalista Fausto Salvadori Filho, da Folha Online.

O título da matéria sintetizava a trama: "Capitão América lidera rebelião de super-heróis contra governo dos Estados Unidos".

Salvadori Filho fez um competente resumo da história e, ao final do texto, teve de abordar a morte do herói, criado em 1941.

A divulgação da "morte" foi alimentada pela Marvel Comics. A editora também dá fôlego a muitos dos "spoilers" que dominam a internet. A repercussão virtual aquece um lançamento. E se reflete em vendas.

Não é bem ao leitor que interessa o "spoiler". A Marvel faturou. E muito. Quem perdeu foi o leitor brasileiro, que já teve revelada boa parte das novidades de "Guerra Civil". Uma pena.

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Escrito por PAULO RAMOS às 11h53
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12/07/2007

Nostalgia do Terror completa um ano no ar

Ulisses Azeredo é daqueles amantes dos quadrinhos que usam boa parte do tempo real para criar uma página virtual. O resultado dessa dedicação é o site "Nostalgia do Terror", que completou um ano nesta semana.
 
A página é mais que um site, é um arquivo virtual da memória dos quadrinhos de terror brasileiros, que já foram um gênero muito popular no país.
 
A página traz materiais raros, como a capa ao lado, do primeiro número da "O Terror Negro", de 1949.
 
Segundo Azeredo, um especialista no tema, é a primeira revista em quadrinhos de terror do Brasil.
 
Há outras raridades, como "A Garra Cinzenta", publicada em "Gazetinha" entre 1937 e 1939 (imagem abaixo).
 
A história, escrita por Francisco Armond e desenhada por Renato Silva, mistura os gêneros super-heróis e terror. É um marco dos quadrinhos nacionais.
 
Azeredo se dedica ao site de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. "Às vezes, pego das 21h até umas 2h30, 3h da manhã, sempre revendo códigos e estudando", diz, por e-mail.
 
O estudo se tornou necessário para aprimorar o visual da página virtual. E para evitar os atropelos que surgiram nesse primeiro ano de existência.
 
"O espaço [do servidor] era limitado e o site sofria constantemente, pois as suas imagens eram deletadas. Era uma dor de cabeça terrível, já que os hackers invadiam o próprio portal, dizimando tudo."
 
O problema só foi corrigido de vez em dezembro, quando a página transferida a outro provedor.
 
A maior parte do material lançado no site é do próprio Ulisses (na foto ao lado), que divide o tempo as aulas que dá na escola de informática que mantém em Itiúba, onde mora. A cidade fica a 380 quilômetros de Salvador, na Bahia.
 
Com 36 anos, ainda se lembra da primeira edição de terror que leu. Foi "A Mão da Múmia", na revista "A Múmia", da Bloch, publicada entre 1976 e 1977.
 
"Era uma adaptação do Edmundo Rodrigues. Descobri anos depois conversando com ele", diz Azeredo. "Mas a revista trazia histórias em quadrinhos ótimas da Múmia, com material da Marvel, com desenhos de Val Mayerik."
 
Atualmente, ele prepara material das revistas da Vecchi e da D-Arte, editoras que tradicionalmente publicavam quadrinhos de terror no Brasil.
 
Para conhecer -ou rever- a página, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h45
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Dois debates encerram programação do HQMix 2007

O Troféu HQMix deste ano acabou, mas não acabou. É que a programação se estende por mais alguns dias, com oficinas e debates.
 
Nesta sexta-feira, às 19h30, há uma mesa-redonda sobre quadrinhos e eduçação.
 
Participam representantes de editoras e os professores Waldomiro Vergueiro (USP) e Sonia Bibe Luyten que atuam na área acadêmica de quadrinhos. Também integro a mesa.
 
No sábado, às 14h30, o debate é sobre a criação de uma câmara setorial para o setor de artes gráficas.
 
A câmara seria formada por profissionais e governo e cuidaria de políticas para o setor. Já existe para outros setores culturais.
 
A discussão entre entidades ligadas à área e governo tem se arrastado desde o ano passado, ainda sem uma solução definitiva.
 
A expectativa de quem pautou o encontro de sábado é que seja dado mais um passo em direção a um desfecho.
 
Participam representantes da ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), da ADG (Associação dos Designers Gráficos Brasileiros), da Abraweb (Associação Brasileira dos Web-Designers) e da SIB (Sociedade Brasileira dos Ilustradores do Brasil).
 
O encontro pode ter a presença também de algum representante do governo ou de políticos de Brasília, com berço eleitoral em São Paulo. 
 
Os debates são no Sesc Pompéia, mesmo lugar da entrega do Troféu HQMix. O Sesc fica na rua Clélia, 93, em São Paulo. A entrada é franca.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h37
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Fim da cobertura on-line

O segurança do Sesc Pompéia gentilmente pede que eu saia do teatro.

Precisam fechar o local.

Só agora percebi: é meia-noite e dez.

Fecho a transmissão com a impressão de que foi uma das melhores entregas dos 19 anos do Troféu HQMix.

Foi uma cerimônia solta, ágil, informal, no mesmo estilo do programa Altas Horas, exibido pela TV Globo e comandado por Serginho Groisman.

Encerro a transmissão com outra impressão: a de que este blog pôde, pelo segundo ano seguido, dar voz e vez aos melhores do quadrinho num veículo de grande mídia, o UOL.

Espero que a transmissão tenha ficado à altura dos vencedores, os reais destaques desta cobertura.

Agradeço a todos que ajudaram a realização desta transmissão, direta (Patrícia, Leandro) ou indiretamente.

E em especial a você, leitor, pela atenção de ter acompanhado esta cobertura.

Obrigado.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h20
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Mix de fotos

Os editores da HQM, que ganhou por melhor título de terror, "Mortos-Vivos"

 

Crédito: todas as fotos foram tiradas por Leandro Moraes.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h10
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Mix de fotos

Baptistão, melhor caricaturista, e a filha

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h08
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Mix de fotos

Gabriel Bá e Fábio Moon e os quatro troféus conquistados neste HQMix

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h06
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Mix de fotos

Dueto de Serginho Groisman com vocal da banda Altas Horas

 

O diretor Otto Guerra (à esquerda) e Angeli...

 

O eterno criador do Menino Maluquinho...

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h03
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11/07/2007

Mix de fotos

Momento raro: Odair Braz Jr., da editora Pixel, divide prêmio com Alexandre Linares, da Conrad

 

O cartunista Bira Dantas e sua tradicional gaita...

 

Pedro Cahú, filho de Conceição Cahú; a cartunista, falecida em novembro de 2006, foi uma das homenageadas do troféu...

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h59
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Mix de fotos

Sergio Macedo, o grande mestre homenageado...

 

... e a apresentação da esposa dele, Nita, um dos destaques da noite...

 

Orlando, melhor ilustrador de 2006...

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h54
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Mix de fotos

Telão exibe documentário sobre Salão Mackenzie de Humor (à esquerda).

Gazy Andrauss recebe o troféu por melhor tese do ano...

   

Waldomiro Vergueiro, um dos organizadores do livro sobre os 100 anos do "Tico-Tico"...

 

Sidney Gusman, melhor jornalista especializado (à esquerda), e Marcelo Naranjo; ambos mantêm o Universo HQ, escolhido melhor site sobre quadrinhos... 

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h51
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Mix de fotos

Discurso de encerramento de JAL e Gual...

 

Confraternização entre premiados e platéia...

 

E os autógrafos da noite; à esquerda, Angeli...

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h20
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Fim da cerimônia...

... mas não da cobertura.

Já, já, as fotos da premiação.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h04
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Prêmio para os criadores do HQMix

José Alberto Loverto e Gualberto Costa -mais conhecidos como JAL e Gual- receberam prêmio pela melhor exposição de 2006, "A História do Futebol através da Charge".

A mostra tinha cerca de 300 trabalhos.

Eles anteciparam no palco possíveis críticas por terem recebido o prêmio.

A desconfiança seria por serem os criadores do troféu, que começou em 1988.

JAL também faz parte da comissão organizadora.

Os dois cartunistas disseram que foi exatamente por isso que o prêmio passa por uma auditoria da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

JAL e Gual tinham um quadro sobre quadrinhos no programa TV Mix ], da TV Gazeta de São Paulo.

O nome do prêmio vem daí.

O programa era apresentado por Serginho Groisman, que comanda a entrega do prêmio desde então.

JAL e Gual deram o troféu a ele. 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h03
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Conrad faz discurso contra a censura

O tema foi defendido por Rogério de Campos, dono da Conrad, que venceu como melhor editora de quadrinhos.

O prêmio foi recebido também por outros representantes da editora.

No discurso, Campos defendeu o fim de um selo "quadrinhos adultos" na capa.

No entender dele, há censura para quadrinhos adultos em determinados pontos de venda e em parte da imprensa.

Só por ter personagens mais ousadas na capa, há motivo para boicote.

A editora recebeu também prêmios por projeto editorial (por "Sandman"), álbum erótico (por "Valentina") e melhor minissérie (por "Adolf").

A minissérie foi feita por Osamu Tesuka, tido como o "pai" do quadrinho japonês.

Teve cinco números. Começou no ano passado e terminou no começo deste ano.

A história mostra a trajetória de três Adolfs antes, durante e um pouco depois da 2ª Guerra Mundial.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h56
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Bá e Moon, os grandes premiados da noite...

.. recebem quatro prêmios.

Os gêmeos desenhistas Gabriel Bá e Fábio Moon Bá e Moon venceram nas categorias desenhista nacional, edição especial nacional ("10 Pãezinhos - Mesa para Dois", capa ao lado), publicação independente ("10 Pãezinhos - Um Dia, Uma Noite") e blog/flog.

"A gente queria agradecer a vocês. Que não é fácil".

"A gente não desistiu porque as pessoas não desistiram de ler."

O prêmio foi dedicado ao avô, falecido há duas semanas.

Era um leitor de Fantasma, personagem criado na década de 30 por Lee Falk e Ray Moore.

A dupla lançou hoje uma nova revista independente, "5", feita em parceria com outros três autores.

"10 Pãezinhos", nome que os gêmeos dão às histórias que produzem, completa nesta ano uma década.

O blog fez uma longa matéria sobre os dois no início da semana passada.

Leia aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h48
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Ziraldo e seu Menino Maluquinho...

... recebem -ou recebe- o prêmio por melhor revista infantil de 2006.

O curioso é que a revista deixou de ser publicada no ano passado.

Mesmo assim, conquistou o prêmio.

O título mensal, da editora Globo, voltou a ser lançado neste ano, num formato menor, semelhante às revistas da Turma da Mônica.

A capa desta postagem é a primeira dessa nova fase da revista.

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h36
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O Mundo dos Super-Heróis...

... recebe o prêmio de melhor publicação sobre quadrinhos.

A revista surgiu há um ano e se firmou no mercado.

O blog fez uma matéria nesta semana sobre a publicação.

Leia mais aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h33
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Angeli continua no palco...

... para receber com o diretor de animação Otto Guerra os dois prêmios pelo longa-metragem "Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock´n Roll", inspirada em personagens de Angeli.

O longa chega a DVD na semana que vem.

"E em cópias piratas", brinca Otto Guerra. 

O longa-metragem, exibido nos cinemas em 2006, venceu como melhor animação e adaptação para outro veículo.
 
O desenho foi produzido e dirigido por Otto Guerra.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h30
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Angeli no palco...

... para receber o prêmio de melhor chargista.

É o décimo prêmio dele na categoria.

A charge abaixo é a última dele, publicada na "Folha de S.Paulo" ontem.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h28
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Fanzine e projeto gráfico

Melhor fanzine: Subterrâneo, feito por diferentes autores.

A equipe lançou hoje uma edição especial, a terceira feita por eles.

Melhor projeto editorial para a coleção "Cidades Ilustradas".

Os editores não compareceram.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h26
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Melhor site e prozine...

... site para Mundo Canibal (www.mundocanibal.com.br)

... prozine para "Mosca no Copo de Vidro", de vários autores, que foram ao palco receber o prêmio.

Prozine é o nome dado a publicações independentes feitas a partir de um curso sobre técnicas de quadrinhos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h19
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Laerte no palco do Sesc...

... para pegar os dois troféus do HQMix.

Ele venceu como melhor cartunista e tira nacional, "Piratas do Tietê".

Laerte publica as tiras de "Piratas do Tietê" todos os dias no jornal "Folha de S.Paulo".

A última, desta quarta, é esta:

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h16
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Turma do Xaxado vai virar desenho animado...

... segundo o autor da tira infantil, Cedraz.

A Turma do Xaxado, série de tiras infantis, venceu como melhor álbum infantil.

O trabalho de Cedraz, autor que veio do Nordeste para receber o prêmio, já venceu em outros anos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h14
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Vários troféus entregues...

... em memória à ilustradora Conceição Cahú, pioneira no país.

Foi recebido pelo filho dela, Pedro.

"Passos Perdidos - História Desenhada - A Presença Judaica em Pernambuco no Século XX" foi premiada como grande contribuição à área de quadrinhos.

É um dos principais prêmios do HQMix, um dos poucos escolhidos pela comissão organizadora (os demais são escolhidos por 1200 profissionais da área que votam pela internet).

Uma novidade: o projeto vai ter mais quatro números.

A notícia foi anunciada agora no palco.

O próximo álbum sai no semestre que vem, segundo os premiados.

O projeto é baseado nos relatos orais colhidos de imigrantes judeus de Pernambuco.

O álbum se baseia em pesquisa da professora Tania Kauffman.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h12
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Dois prêmios para Níquel Náusea...

... recebidos pelo autor da tira, Fernando Gonsales.

Ele venceu por melhor álbum de tira e melhor álbum de humor.

O premiado é "Níquel Náusea - Tédio no Chiqueiro", da editora Devir.

Ele prepara mais um álbum pela Devir, editora que tem publicado as histórias dele.

Ainda não tem nome.

"O nome é 50% do álbum", diz Gonsales.

"Quando arranja o nome, o resto deslancha".

Sai ainda este ano, de acordo com ele.

Fernando Gonsales publica a tira cômica todos os dias na "Folha de S.Paulo".

A de hoje, quarta-feira, segue abaixo:

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h05
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Alô, alô, freguesia...

... Salão Internacional de Humor de Piracicaba recebe o troféu de melhor salão de humor.

A edição deste ano tem premiação ém agosto.

O salão é o principal do país e um dos mais reconhecidos do mundo.

No ano passado, Mismatches, uma mistura de senho com colagem, venceu na categoria de melhor tira.

O trabalho é de Acácio Geraldo de Lima.

Veja o trabalho abaixo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 21h00
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Samuel casal...

... recebe de melhor site de quadrinhos.

Ele brinca que preparou uma dança, teve a idéia roubada.

Preparou um número de gaita, teve a idéia roubada...

Pensou em cantar, mas ocorreu o mesmo.

Apenas agradeceu, então.

A brincadeira agradou. Arrancou risos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h58
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Groisman canta no palco...

... num dueto com a vocalista da banda Altas Horas.

"Não se vá... não me abandone, por favor...

Daqui pra frente tudo vai mudaaaaar..."

Conhece a letra?

É o que se ouve no palco agora.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h55
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Mix de fotos

Zélio Alves Pinto na abertura da cerimônia...

 

Banda Altas Horas em ação...

 

Daniel Esteves (roteirista revelação)

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h51
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A dança do HQMix...

... que roubou a cena.

A protagonista é a esposa do desenhista Sergio Macedo, homenageado como grande mestre da noite.

  

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h47
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E Bira Dantas também rouba a cena...

... com sua gaita.

O desenhista da Front não perde uma oportunidade para tocar a gaita, que domina bem.

Tocou "Asa Branca" em homenagem a Conceição Cahú.

Cahú faleceu em novembro passado.

Foi uma das primeiras chargistas e ilustradoras brasileiras.

"Asa Branca"... silêncio... palmas, muitas palmas.

Bira comoveu a platéia.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h40
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Muitos autores da Front...

... no palco do Sesc Pompéia, em São Paulo, onde ocorre a entrega do Troféu HQMix, o principal da área de quadrinhos do país.

A publicação, da editora Via Lettera, é feita em sistema de parceria entre diferentes autores.

A premiada foi a edição 17, capa nesta postagem.

 

 

 

 

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h38
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O ano Manara...

... teve reflexos na premiação do HQMix deste ano.

Nunca no Brasil houve tanta publicação de Milo Manara, autor mais conhecido pelas obras eróticas que faz, como "Clic".

Duas editoras foram responsáveis por tantos lançamentos de Manara, Pixel e Conrad.

Um representante de cada divide o prêmio de melhor desenhista estrangeiro, dado a Manara.

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h36
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Dois HQMix para Corto Maltese...

... que teve dois álbuns lançado em 2006 pela Pixel.

O autor, Hugo Pratt, morreu em 2006.

André Forastieri, Odari Braz Jr. e Cassius Medauar, da Pixel, recebem o prêmio.

Uma novidade: um quatro álbum de Corto Maltese, "As Célticas" foi confirmado para agosto.

E um contrato para um quinto álbum, "As Etiópicas", já foi assinado.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h33
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No palco, o melhor ilustrador...

... Orlando, que trabalha na "Folha de S.Paulo".

Orlando mantém uma exposição itinirante.

Começou em São Paulo e está em Porto Alegre.

Vai para Belo Horizonte, segundo Orlando informou ao blog antes do evento.

Ele também é o homenageado deste ano na área de ilustração do FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h30
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Mas quem está roubando a cena...

... é a esposa de Sergio Macedo, Nita.

Ela faz neste momento uma dança típica do Taiti.

Ela mora lá.

Parece dança havaiana.

Arrancou as maiores palmas das noite.

Já, já, as fotos dela no palco.

Vale a pena...

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h28
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Grande Mestre da noite...

... para Sergio Macedo.

A categoria homenageia autores de destaque na área de quadrinhos.

Macedo saiu do Brasil no meio dos anos 70.

Passou pela Europa, onde fez vários trabalhos.

Atualmente mora no Taiti.

EÉ dele a imagem desta postagem.

Ele tem pronta, à espera de uma editora, um álbum sobre a trajetória dos índios brasileiros.

A narrativa é resultado de um tempo em que ele conviveu com os índios do Xingu.

O Blog noticiou o assunto. Leia mais aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h25
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Melhor jornalista e melhor site...

... para, respectivamente, Sidney Gusman e Universo HQ.

A premiação é conjunta porque Gusman é o editor-chefe do site.

A página virtual já se tornou uma referência na área de quadrinhos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h21
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Melhor livro teórico...

... para "Tico-Tico 100 Anos - Centenário da Primeira Revista de Quadrinhos do Brasil".

A obra é praticamente um dossiê sobre a publicação, pioneira no país.

O livro é da editora Oprea Graphica.

Franco de Rosa e Waldomiro Vergueiro, dois dos organizadores, recebem o prêmio.

 

 

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h19
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Premiadão e premiadinha...

... recebendo o prêmio de melhor caricaturista.

Explico: Baptistão levou a filha ao palco.

Baptistão faz caricaturas para o "Estado de São Paulo" e mantém uma página aqui no UOL.

É de lá a caricatura ao lado, de um dos personagens de Chico Anysio.

É o quatro HQMix dele.

Ele pretende lançar um livro com desenhos, mas ainda é um projeto.

 

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h16
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Lourenço Mutarelli...

... não compareceu para receber o troféu de melhor roteirista.

Um representante da editora Devir está no palco recebendo em nome dele.

A Devir publicou os últimos trabalhos em quadrinhos feito por Mutarelli.

O autor concedeu entrevista há pouco tempo dizendo que não iria mais escrever quadrinhos.

Mutarelli é o roteirista do filme "O Cheiro do Ralo".

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h13
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Mortos Vivos no palco...

... o título recebeu o prêmio de melhor publicação de terror de 2006.

Quatro dos integrantes da editora HQM, que começou no ano passado, foram ao palco receber o prêmio.

A editora tem se consolidado como uma referência na publicação de quadrinhos no país.

A HQM pretende lançar um terceiro número de Mortos Vivos ainda este ano.

A informação foi confirmada no palco.

 

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h11
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Roteirista revelação...

... Daniel Esteves, pelo trabalho na "Front" número 17.

"Eu agradeço a meus pais... eles não entendem direito o que eu faço. Mas obrigado do mesmo jeito."

Arrancou risos.

E um grito de "eu te amo", dado pela namorada dele.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h08
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Fábio Lyra...

... no palco pega o prêmio de desenhista revelação.

O trabalho dele é pela extinta revista independente "Mosh!".

A cena abaixo é do número 9 da revista.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h06
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Dois prêmios para...

... o mangá Lobo Solitário.

Venceu como roteirista estrangeiro e revista de aventura.

Representante da Panini, editora do título mensal, recebeu o troféu.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h04
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Melhor dissertação de mestrado...

... vencida por João Marcos, de Minas Gerais.

A dissertação foi feita na Universidade Federal de Minas Gerais.

O tema aborda o uso dos quadrinhos na área pedagógica.

Ele mostrou que se pode ensinar artes por meio dos quadrinhos.

O pesquisador aplicou a história em quadrinhos "Persépolis".

Ele também é quadrinista, criador do personagem Medelévio.

Leia mais aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h02
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Agora, melhor tese de doutorado...

... ganha por Gazy Andraus, da Escola de Comunicações e Artes da USP.

A tese é de dexembro de 2006 e mostra uma aplicação dos quadrinhos no meio acadêmico universitário.

Uma curiosidade: Andraus é quadrinista também.

O Blog noticiou a tese logo após a defesa.

Para ler mais, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h57
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O primeiro prêmio...

... foi entregue para a melhor tese de conclusão de curso.

Três autoras foram receber o prêmio.

Elas são da Universidade Anhembi-Morumbi, de São Paulo.

O tema é "HQ - A Nona Arte".

É a primeira vez que o prêmio dá destaque a uma tese de conclusão de curso.

Até então a categoria não existia.

Fica o registro é um filão acadêmico que cresce - emuito- no país.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h55
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Groisman no palco...

... à vontade. Parece estar na apresentação do programa que comanda na Globo.

Fala sobre o troféu, feito com base no personagem Kactus Kid.

No telão, um vídeo, com o caubói de fundo, mostra os premiados desta 19ª edição.

São cerca de 50 categorias.

Veja a lista dos vencedores aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h52
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Banda Altas Horas...

... pontua o início da entrega.

O "altas" do nome não é força de expressão.

Som alto, prende a platéia.

A banda, para quem não conhece, é formada apenas por mulheres....

... e toca no programa homônimo de Serginho Groisman na TV Globo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h48
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Fim do documentário...

... início dos trabalhos no palco.

Zélio Alves Pinto, presidente da comissão organizadora, abre a cerimônia.

Ele brinca sobre o palco.

É que o teatro é feito na forma de uma arena.

 

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h47
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Começou...

... a cerimônia de entrega dos prêmios.

Um telão exibe o documentário sobre o 1° Salão Mackenzie de Quadrinhos e Humor.

São 15 minutos de exibição.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h31
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Platéia à espera...

... do início da cerimônia.

O auditório tem 800 lugares (nem todas ocupadas).

A programação é que a entrega comece com a exibição de um documentário sobre o 1° Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos.

Foi o primeiro salão brasileiro do gênero, que inspirou o de Piracicaba, o mais conhecido do país.

O vídeo tem 15 minutos de duração.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h19
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Enquanto isso, do lado de fora...

... os autores independentes aproveitam o evento para lançar revistas nacionais.

São oito lançamentos independentes.

Em destaque, no novo número da "Quadrinhópole".

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h14
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Serginho Groisman...

... já está pronto para comandar a cerimônia.

 

Ele apresenta a cerimônia desde o surgimento do troféu, em 1988.

O HQMix foi criado num programa comandado por ele na TV Gazeta de São Paulo, o TV Mix.

O nome vem daí.

Já se tornou uma tradição a participação de Groisman (hoje na Globo) no evento.

A banda Altas Horas, que participa do programa homônimo dele na Globo, vai tocar na entrega desta noite.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h11
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Troféus em fila...

... prontos para serem recebidos.

Frente e verso...

 

A imagem do troféu é do personagem Kactus Kid.

O caubói é uma criação do brasileiro Renato Canini e foi publicado nos anos 70 pela editora Abril.

A cada edição, o HQMix faz uma homenagem a um personagem do quadrinho brasileiro.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h07
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Primeira imagem do palco...

... do teatro do Sesc Pompéia.

Últimos preparativos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h03
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Cobertura on-line no ar

O Blog dos Quadrinhos já está no teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo, onde daqui a pouco começa a entrega do Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos no país.

Por enquanto, o que se vê são os últimos preparativos.

O público já começa a entrar.

O Blog vai acompanhar a cerimônia de dentro do teatro...

.. e vai postar nas próximas horas tudo o que for relevante da cerimônia.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h56
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10/07/2007

Blog dos Quadrinhos vai fazer cobertura on-line do HQMix

O Blog dos Quadrinhos vai noticiar a entrega do Troféu HQMix direto do local da cerimônia, o teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo. A premiação é nesta quarta-feira à noite.
 
A proposta é registrar a entrega dos troféus e mostrar ao internauta os bastidores do evento. A cobertura jornalística vai permitir que pessoas de outros estados e até de fora do país acompanhem a cerimônia quase em tempo real.
 
É a segunda vez que uma transmissão assim é feita nos 19 anos do HQMix, o principal prêmio de quadrinhos do país. Na última edição, em 2006, o blog também fez o mesmo tipo de cobertura.
 
O recurso, conhecido como "cobertura on-line", começa a ser mais usado pelos blogs jornalísticos brasileiros. E já é muito comum nos Estados Unidos, principalmente em transmissões de debates presidenciais.
 
Durante a exibição, os jornalistas blogueiros postam suas impressões e análises sobre o que vêem na televisão. Ao final, não importa tanto se tal candidato "venceu" ou não o debate. O que fica é a impressão criada em quem leu.
 
O recurso passou a ser visto com olhos muito atentos por assessores de políticos norte-americanos. O fenômeno de construir virtualmente a imagem do candidato foi rotulado de "spin" e se tornou uma arma eleitoral.
 
No Brasil, ocorreu fenômeno semelhante no segundo turno da última campanha presidencial.
 
Mesmo sem terem assistido ao primeiro debate entre Geraldo Alckmin e o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, muitos eleitores fixaram a leitura de que o ex-governador de São Paulo se mostrou extremamente agressivo no embate.
 
Muito dessa impressão foi criada virtualmente, por meio da forma como sites e blogs analisaram o debate durante e logo após a exibição. 
 
O mesmo vale para análises feitas depois da transmissão de partidas de futebol (é só dar uma espiada no blog do colega Juca Kfouri, meu "vizinho" na área dos blogs da redação aqui do UOL).
 
Vimos muito isso na última Copa. Veremos muito também no próximo Pan, no Rio.
 
O Troféu HQMix, motivo da transmissão deste blog, não terá uma cobertura feita minuto a minuto, como nas partidas de futebol. Mas haverá uma postagem quase em tempo real, sempre que existir assunto relevante.
 
O troféu já está na 19ª edição. Foi criado em 1988 pelos cartunistas José Alberto Lovetro e Gualberto Costa, ou JAL e Gual, como são mais conhecidos.
 
Os dois mantinham um quadro sobre quadrinhos no programa TV Mix, exibido pela TV Gazeta de São Paulo. O nome do prêmio vem daí.
 
O programa era apresentado por Serginho Groissman, hoje na TV Globo. Desde então, ele tem comandado a cerimônia de entrega do prêmio. 
 
O mesmo vai ocorrer nesta quarta-feira. A premiação terá também a apresentação da banda Altas Horas, do programa homônimo de Groissman na Globo.
 
Os vencedores deste ano foram divulgados no começo da semana passada (leia mais aqui). A cerimônia desta quarta-feira é para a entrega do troféu, inspirado no personagem Kactus Kid, homenagem ao brasileiro Renato Canini (aqui).
 
Neste ano, além da premiação, haverá debates e oficinais. Leia mais na postagem abaixo.
 
A cerimônia começa às 20h, com a exibição de um documentário sobre o 1º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos.
 
A duração do vídeo é de 15 minutos. A entrega começa logo depois.
 
O blog começa a transmissão antes disso. A próxima postagem é direto do HQMix.
 
SERVIÇO
19º Troféu HQMix. Quando: quarta-feira, 11.07. Horário: a partir das 20h. Local: teatro do Sesc Pompéia. Rua Clélia, 93, São Paulo. Quanto: entrada franca. A premiação terá cobertura on-line do Blog dos Quadrinhos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 22h59
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Programação do HQMix 2007

Neste ano, os organizadores do HQMix vão fazer também oficinas e debates.
 
Todos são gratuitos e ocorrem no Sesc Pompéia, em São Paulo (rua Clélia, 93). 
 
DIA 11
 
19h
Abertura da exposição "Ilustres Ilustradores"
(a exposição pode ser vista até 22 de julho)
 
20h
Cerimônia de entrega do 19º Troféu HQMix
 
DIA 12
 
16h às 18h
Oficina de histórias de humor com o cartunista JAL
(a oficina se repete na sexta, no mesmo horário, e no sábado, das 16h às 18h)
 
19h às 21h
Oficina de produção de quadrinhos com o cartunista Gualberto Costa
(a oficina se repete na sexta, no mesmo horário, e no sábado, das 16h às 18h)
 
DIA 13
 
19h30
Debate: Quadrinhos e educação
Participam representantes de editoras e os professores Waldomiro Vergueiro (USP) e Sonia Bibe Luyten. Também integro a mesa.
 
DIA 14
 
13h às 16h
Laboratório de HQ com o ilustrador Orlando
(a oficina se repete no dia 21 de julho)
 
14h30
Debate: a importância de uma política cultural de artes gráficas
Participam representantes da ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), da ADG (Associação dos Designers Gráficos Brasileiros), da Abraweb (Associação Brasileira dos Web-Designers) e da SIB (Sociedade Brasileira dos Ilustradores do Brasil).
A proposta é debater com autoridades -que são esperadas no evento- para criar uma câmara setorial para a área.
 
DIA 15
 
13 às 16h
Oficina de roteiro de quadrinhos com a professor Sonia Bibe Luyten
(a oficina se repete no dia 22 de julho)
 
Vai haver também lançamento de diferentes revistas independentes nacionais.
 
Leia mais na postagem abaixo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 20h26
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Revistas independentes fazem lançamento no HQMix

A entrega do Troféu HQMix reúne muita gente ligada à área de quadrinhos. A oportunidade, rara, é ideal para divulgar trabalhos.
 
Já há uma série de lançamentos independentes agendada para a festa.
 
O Blog dos Quadrinhos fez um levantamento do que será lançado na cerimônia.
 
Até agora, há sete revistas confirmadas:

- Quadrinhópole nº 4 (vários autores)

- 5, de Gabriel Bá e Fábio Moon

- Avenida nº 2 (vários autores)

- Garagem Hermética nº 3, feita pela Sócios Ltda.

- Homem-Grilo nº 42, de Cadú Simões e Ricardo Marcelino

- Eterno nº 1, de Felipe Cunha e Rodrigo Alonso

- Subterrâneo Especial nº 3 (vários autores)

Dois dados merecem menção.
 
O primeiro é que ganham mais evidência no país as publicações independentes feitas em sistema de parceria entre os autores.
 
Há outras que reforçam a lista, como "Ragú", "Front", "Juke Box", "Gorjeta", "Graffiti 76% Quadrinhos" e "Cão".
 
Outro dado é que os autores das diferentes publicações começam a atuar em conjunto.
 
Um exemplo é a revista "Homem-Grilo".
 
O fim da edição traz um "check-list" de títulos independentes nacionais.
 
O site Bodega, de Leonardo Santada, também reúne os independentes numa página só.
 
Há uma lista de publicações que podem ser compradas pela internet (para visitar, clique aqui). 
 
O Troféu HQMix é a principal premiação da área de quadrinhos no país.
 
A entrega dos prêmios vai ser nesta quarta no Sesc Pompéia, em São Paulo (rua Clélia, 93).
 
A entrega dos prêmios está prevista para começar às 20h30. A entrada é franca.
 
Post postagem: recebi nesta quarta-feira, por e-mail, a confirmação de mais um lançamento no HQMix. "Sideralman", personagem criado por Will, ganha revista solo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 18h36
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Pyongyang e Crumple: dois novos álbuns da Zarabatana

A editora Zarabatana, de Campinas, vai publicar nos próximos meses dois álbuns de autores canadenses ainda pouco conhecidos no Brasil.
 
O primeiro é "Pyongyang - Uma Viagem à Coréia do Norte", que faz uma espécie de diário de viagem do autor Guy Delisle ao país.
 
Segundo a editora, Delisle, hoje com 41 anos, não é mais bem-vindo à Coréia do Norte depois do lançamento do álbum, que tem 180 páginas.
 
O lançamento foi programado para agosto. O preço não foi definido.
 
A outra novidade da Zarabatana é "Crumple - O Status de Knuckle", graphic novel produzida por Dave Cooper, de 40 anos.
 
O resumo divulgado pela editora diz que a história se passa "em um mundo dominado por mulheres militantes feministas que escondem um segredo aterrador".
 
O álbum tem 120 páginas. O lançamento foi anunciado para setembro.
 
O preço também não foi definido pela editora, que tem se especializado em publicações alternativas de quadrinhos.

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h07
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Cancelada venda de Lugares In-Comuns, de Jaguar

A editora Marca de Fantasia cancelou na segunda-feira a venda do livro "Lugares In-Comuns", do cartunista Jaguar, lançado no fim do mês passado. A suspensão é por causa dos direitos de publicação da obra de humor gráfico.
 
Jaguar diz não ter autorizado o editor da Marca de Fantasia, Henrique Magalhães, a relançar o livro, que teve uma primeira edição em 1979 pela Codecri, mesma editora do jornal alternativo "Pasquim".
 
"Ele ligou pra mim um ano atrás", diz, por telefone, Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar.
 
"Nessa época, eu não tinha nada contra. De seis meses pra cá, eu trabalho na Desiderata. Eu pretendo lançar [o livro] pela Desiderata."
 
O cartunista atua como consultor de humor da editora carioca Desiderata, mais conhecida pelo relançamento de dois volumes do "Pasquim". Segundo a editora, o contrato com Jaguar foi assinado em outubro do ano passado.
 
A Desiderata diz, em contato telefônico e por e-mail, que pretende relançar toda a obra do cartunista e que "Lugares In-Comuns" está na lista. A editora também contesta a publicação do livro.
 
"Houve uma conversa, mas nenhum acordo foi feito, nenhum contrato assinado", diz Martha Mamede Batalha, editora da Desiderata.
 
"O que impressiona neste caso é a falta de respeito com o autor. Como é possível publicar um livro e o autor não ser avisado? Não serem discutidos valores de direitos autorais? É preciso ter mais consideração com o autor no Brasil."
 
Foi a Desiderata que pediu à Marca de Fantasia que retirasse o livro do mercado. O contato entre as editoras foi na segunda-feira de manhã, por telefone.
 
A Marca de Fantasia argumentou que a obra não tinha fins lucrativos e que teria baixa tiragem. Mas, no fim da conversa, acatou a exigência da Desiderata.
 
O site da Marca de Fantasia já expõe os dizeres "cancelado" e "indisponível" na parte que apresenta o lançamento da obra, como mostra a imagem reproduzida nesta postagem.
 
Se isso não fosse feito, a Desiderata cogitava a hipótese de entrar na Justiça.
 
Martha Mamede já tinha deixado o assunto público no domingo, num comentário deixado aqui no Blog dos Quadrinhos e endereçado a Henrique Magalhães, editor da Marca de Fantasia. O Blog noticiou o lançamento do livro no sábado (leia aqui e aqui). 
 
Na matéria de sábado, o Blog perguntou a Magalhães, se os direitos de publicação da obra não seriam exclusivos da Desiderata.
 
Magalhães disse que o acerto informal tinha sido feito há mais de um ano e que, atualmente, tinha voltado a entrar em contato com o cartunista e que ele tinha reiterado a permissão.
 
"Isso não é verdade", diz Jaguar, que afirma ter recebido a obra, já pronta, pelo correio. "Não me interessa se [o livro] é sem fins lucrativos. Não quero. Assunto encerrado."
 
Leia o outro lado na postagem abaixo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h27
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Cancelada venda de Lugares In-Comuns, de Jaguar (outro lado)

O editor da Marca de Fantasia, Henrique Magalhães, reiterou que manteve contato telefônico com Jaguar em junho deste ano e que o cartunista concordou com a publicação.

"Se ele diz que não autorizou, é a palavra dele em oposição à minha", diz Magalhães.

O contato do Blog com o editor, que também é professor da Universidade Federal da Paraíba, foi feito por e-mail. Seguem as respostas, na íntegra:

Blog - A Desiderata acusa a Marca de Fantasia de lançar a obra sem avisar o autor e sem pagar direitos autorais. Havia um contrato para publicação ou era apenas um acordo verbal?

Henrique Magalhães - Havia apenas um acordo verbal feito em meados do ano passado e reforçado em junho deste ano. Enviei a Jaguar uma prova do livro com uma minuta de contrato para que ele avaliasse e assinasse. Como a editora Marca de Fantasia não tem fins lucrativos, e Jaguar sabia disso, entendi que não haveria obstáculo para sua publicação, mesmo que ele já tivesse contrato com a Desiderata.

Blog - Jaguar diz que a Marca de Fantasia não tinha autorização dele para publicar a obra. O cartunista admite que foi feita uma primeira sondagem há um ano, mas que não houve um segundo contato sobre autorização para publicar a obra. O que a editora diz sobre isso?

MagalhãesQuando fiz o primeiro contato, por telefone, Jaguar morava em Brasília. Consegui seu endereço atual, no Rio de Janeiro, por ele mesmo, num telefonema feito em junho deste ano. Ele concordou com a publicação, tendo em vista que o caráter da Marca de Fantasia não é comercial e isso não infringe seu contrato com a Desiderata. Se ele diz que não autorizou, é a palavra dele em oposição à minha. Não há o que fazer. Eu tenho sempre cuidado de solicitar autorização aos autores que edito. Foi assim com todos os autores brasileiros, bem como com o argentino Sergio Más, com o português Nuno Nisa e com os franceses Thierry Groensteen e Claire Bretécher. Ninguém se sentiu usado nem desrespeitado, porque não é essa minha prática. Para evitar problemas, retirei o livro do catálogo, não tendo feito mais que 20 exemplares.

Blog - A Desiderata diz que entrou em contato com você hoje cedo [segunda pela manhã] e que um de seus argumentos era que a obra não tinha fins lucrativos. O conteúdo da conversa confere?

Magalhães - Sim, houve o contato, mas a conversa teve um tom amargo, intimidativo. Fui acusado de desrespeitar o autor, de ter publicado o livro sem sua autorização. Ao dizer que a publicação não visava lucro, ouvi que o autor precisa comer, pagar as contas. Minha pretensão era fazer 200 exemplares, em pequenas tiragens gradativas, de acordo com a demanda. A representante da Desidarata disse que pretendia fazer esses mesmos 200 exemplares, como se houvesse viabilidade econômica numa tiragem irrisória como essa. Ela só é viável para uma produção independente, como a minha, que é feita artesanalmente, e não num esquema comercial. A Desiderata desconsiderou meu argumento de que eu só pretendia prestar uma homenagem a Jaguar, que é um patrimônio da cultura nacional, que a edição se destinava a colecionadores e ao público dos fanzines. Ela disse que isso ia tirar seu público, como se uma minúscula editora independente pudesse se confrontar com uma empresa comercial. Esse tipo de argumento capenga e a proibição intransigente da publicação do livro de Jaguar pela Marca de Fantasia me fez acreditar que não havia diálogo possível, que era melhor me retirar. Imediatamente em seguida liguei para Jaguar, para tentar esclarecer a questão. Ele foi tão insensível quanto a representante da Desidarata, alegando, inclusive, que não tinha mais domínio sobre sua obra, que quem mandava era a Desidarata. O que fazer com um argumento tão submisso quanto esse?

Blog - Como são feitos os contratos com outros autores?

MagalhãesOs contratos são por quatro ou cinco anos, sem exclusividade. A primeira tiragem é de 50 exemplares, sendo feitas novas tiragens à medida que há demanda. São impressas 200 capas em offset, mas o miolo é feito em casa, numa impressora lazer, gradativamente. O autor recebe pelo trabalho 10% de direitos autorais, pagos em exemplares, sendo que na primeira tiragem de 50 exemplares ele recebe 20%. Desse modo, o autor recebe de imediato a integralidade de seus direitos, mesmo antes da venda do livro, que é feita a preço de custo. Qual editora comercial faz isso?

Blog - A Marca de Fantasia suspendeu a publicação temporariamente ou em caráter definitivo?

Magalhães - Em caráter definitivo. Não pretendo perder tempo com quem é mercenário. Há muitos outros autores que merecem nossa homenagem e a admiração dos leitores.

Blog - O problema vai atrapalhar a continuidade da série biografix [feita em homenagem a autores nacionais; o primeiro número era "Lugares In-Comuns"]?

MagalhãesDe forma nenhuma. Já temos um outro livro programado e certamente teremos o apoio dos autores que reconhecem nosso trabalho em prol da arte.

Henrique Magalhães colocou uma longa nota no site da Marca de Fantasia detalhando o caso. Para ler, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 23h18
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09/07/2007

Principal congresso de leitura do país vai ter sala sobre quadrinhos

O Cole, Congresso de Leitura do Brasil, vai ter uma sala dedicada a trabalhos teóricos envolvendo quadrinhos. Das nove pesquisas inscritas, sete abordam o tema.
 
As pesquisas são de diferentes estados e foram feitas tanto na pós-graduação quanto na graduação. Três abordam charges, três uso de histórias da Turma da Mônica e uma mostra o uso dos quadrinhos em sala de aula.
 
A edição de 2005 do Cole também teve uma sala semelhante, mas com menos comunicações inscritas.
 
O congresso, o principal do país na área de leitura, começa nesta terça-feira na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no interior de São Paulo. A sala temática é na quinta-feira de manhã, das 8h às 12h.
 
O Cole exige inscrição prévia. Mas é possível assistir como ouvinte. As exposições sobre quadrinhos vão ser na sala 13 da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp.
 
Veja mais detalhes sobre o congresso e sobre as comunicações no site do Cole (é a sessão coordenada de número oito). Para acessar, clique aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 19h47
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Mundo dos Super-Heróis se torna bimestral e ganha assinatura

Um ditado italiano, "piano, piano si va a lontano", cai como uma luva para a revista "Mundo dos Super-Heróis", que chega ao quinto número neste mês (capa ao lado). Devagar, devagar, a publicação ganha espaço, respeito e regularidade no mercado.
 
Há alguns sinais de que cresce a repercussão sobre a revista, lançada há um ano. Na semana passada, a "Mundo dos Super-Heróis" venceu o Troféu HQMix na categoria melhor publicação sobre quadrinhos.
 
Até então, o prêmio era conquistado pela "Wizmania" (ex-"Wizard"), da Panini, a mais antiga e regular revista sobre quadrinhos no mercado.
 
Outro sinal, tão ou mais contundente, está no modo como a "Mundo dos Super-Heróis" passou a ser encarada pela Europa, editora que a publica.
 
A revista deixou de ser visto como um "teste" de mercado. Desde a quarta edição, ganhou regularidade bimestral.
 
"A idéia é ir aos pouquinhos, dar um passo após o outro, mas sempre um [passo] maior que o anterior", diz por telefone Manoel de Souza, que edita a revista desde o lançamento.
 
Segundo ele, o que chamou a atenção da editora foram as vendas. "Todos os números deram lucro", diz. "Ficou claro que existe um nicho. E que é possível fazer uma revista lucrativa."
 
O segundo passo na tarefa de persuadir a editora, onde trabalha há 13 anos, foram as manifestações dos leitores, todas com elogios. Ou quase todas. "A única reclamação é sobre a [defasagem na] distribuição."
 
A revista chega primeiro a São Paulo e Rio de Janeiro e, depois, a outros estados. Isso vai continuar. Mas a editora planejou duas formas de contornar o problema.
 
A primeira é a criação de uma assinatura da revista, possível graças à periodicidade bimestral. São seis números pelo prazo de um ano.
 
A outra forma de facilitar o acesso é ler a revista na tela do computador. Não é algo novo, existe desde o primeiro número. Mas o sistema é pouco conhecido.
 
O internauta paga metade do valor da publicação, R$ 4,95, e recebe uma senha para acessar o conteúdo da edição virtualmente (para entrar na página, clique aqui).
 
Nesta quinta edição, como nas demais, o destaque é a seção "dossiê", que mostra em detalhes a trajetória de um super-herói. O foco deste número é o Quarteto Fantástico.
 
"Recebo muitos e-mails -e isso me deixa feliz- de leitores que deixaram de ler quadrinhos e entendem o que está se passando agora após ler a revista", diz Souza. Segundo ele, isso ocorreu com a quarta edição, que mostrou os X-Men.
 
A idéia de produzir a "Mundo dos Super-Heróis" é antiga, vem desde os anos 80, época em que Manoel de Souza fazia fanzines.
 
Deixou de ser apenas uma vontade quando a editora Europa abriu espaço para receber propostas dos funcionários.
 
Desde então, Souza, um paulistano de 33 anos, tem feito a revista na raça. E tem conquistado espaço dentro e fora da editora.
 
Hoje, conta com um assistente e com verba para pagar parte dos colaboradores, algo que não havia nas primeiras edições.
 
Mas ainda não é a prioridade dele. Divide o tempo com a edição de outras duas revistas, "Natureza", seu ganha-pão, e "Casa de Campo", sobre decoração.
 
"Eu vou te falar a verdade. Ela só não é mensal por falta de tempo", diz. "Mas é como eu falei: um passo após o outro. O que não pode acontecer é perder a qualidade."  

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Escrito por PAULO RAMOS às 16h19
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Samurai Executor mantém estilo de Lobo Solitário

Há uma inevitável comparação entre "Lobo Solitário" e "Samurai Executor", que começa a ser vendido neste início de mês (Panini, R$ 14,90, 388 págs.).

Há uma série de intencionais coincidências entre as duas séries.

Um primeiro ponto em comum é o lançamento em si. O novo mangá tenta fisgar o mesmo público de "Lobo Solitário", saga em 28 volumes que terminou em maio deste ano (leia mais aqui).

O formato da edição é o mesmo. A maior coincidência, no entanto, está no estilo da história, feita por Kazuo Koike e Goseki Kojima, os mesmos de "Lobo Solitário".

O personagem-título, Asaemon Yamada, também é um samurai, dotado de técnica e precisão cirúrgica no trato com a espada.

O perfil dele é semelhante ao do "Lobo Solitário", um homem frio, quieto, introspectivo. O cenário é o mesmo Japão feudal.

A diferença é que, neste novo mangá, o personagem atua como o executor de pessoas condenadas à morte. Cabe a ele a tarefa de decepar os corpos, seja ele homem ou mulher, pessoa próxima ou não, faça chuva, faça sol.

O cargo exige frieza. E isso ele tem. Matou o próprio pai –a pedido do pai, seu mentor- como treinamento final da prática que passou a assumir.

Assim como ocorria na série anterior, Koike e Kojima em vários momentos dão mais espaço aos antagonistas do que ao protagonista em si.

Esse estilo de narrativa ocorre nas sete partes deste primeiro volume (ou sete "golpes", como foram chamados na edição). O leitor é levado a entender a história de crime da pessoa antes de ela enfrentar a espada mortal de Yamada.

"Samurai Executor" vai agradar quem gostava de "Lobo Solitário". Embora sejam séries diferentes, o estilo de narrativa é muito próximo. A qualidade das histórias também.

A Panini programou lançar "Samurai Executor" em oito volumes. O segundo número foi anunciado para este mês. O de estréia foi lançado com atraso. Outra coincidência com "Lobo Solitário", que chegava às bancas sempre fora do prazo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 10h36
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08/07/2007

Novo álbum de Asterix traz últimas histórias inéditas de Goscinny

Não deixa de ser uma surpresa o lançamento de "Asterix e a Volta às Aulas", mais recente álbum do personagem francês lançado no Brasil (Record, R$ 25). A edição traz as últimas histórias inéditas de René Goscinny, que criou o gaulês com o desenhista Albert Uderzo em 1959.

Goscinny é quem fazia o texto das histórias de Asterix. Após a morte dele, em 1977, Uderzo tem acumulado também a tarefa de escrever as aventuras do gaulês.

Há quem defenda que o texto de Uderzo nunca se equiparou em qualidade ao de René Goscinny. O álbum, lançado na França em 2003, é uma nova chance de pôr isso à prova. A maior parte das histórias é assinada por Goscinny.

"Asterix e a Volta às Aulas" traz apenas histórias curtas do personagem feitas para diferentes publicações francesas. Há desde historietas feitas para a revista Elle a material promocional para Paris ser a sede dos Jogos Olímpicos.

São 14 histórias ao todo, inclusive a que dá título ao álbum. Metade foi publicada nos anos 60 na "Pilote", revista que publicava quadrinhos alternativos na França.

A maior parte das histórias capta a essência das aventuras publicadas nos álbuns da série. Mas há exceções. Em duas histórias, Goscinny e Uderzo são os protagonistas.

Numa historieta, eles encontram um homem parecido com o gorducho Obelix. Noutra, de uma página, mostram como é o "processo de criação" das aventuras de Asterix (definida por meio de onomatopéias numa mesa de um café parisiense).

Outra exceção é "Asterix como jamais Foi Visto", publicada na "Pilote" em 11 de dezembro de 1969. É a mais experimental do álbum. Os dois criadores elencam sugestões que receberam para modificar a série.

O resultado é um Asterix desenhado em estilo realista, como Flash Gordon ou no estilo das tiras de Snoopy.

Por falar em tiras, o álbum traz também algumas de Asterix, feitas para "vender" o personagem nos Estados Unidos.

A experiência não deu certo. Uderzo e Goscinny tinham de reduzir os balões de fala para adaptar a história ao novo formato. Desistiram para não descaracterizar a série.

"Asterix e a Volta às Aulas" é seguramente o mais diferente de todos os álbuns de Asterix, tanto pelas histórias curtas quanto pelo processo experimentação de algumas delas.

Mas o álbum vai mais lembrado pelo último passeio de René Goscinny pelo descontraído solo gaulês.

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Escrito por PAULO RAMOS às 10h54
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07/07/2007

Liberty Meadows: uma das melhores tiras contemporâneas dos EUA

Houve um hiato após o anúncio de Bill Watterson de que não produziria mais Calvin e Haroldo. A última história saiu em 1995. "Liberty Meadows" preenche esse vazio. É uma das tiras mais criativas que surgiram nos Estados Unidos na última década.
 
A primeira coletânea da tira começou a ser vendida no Brasil neste início de mês (HQM, R$ 32,90). "Liberty Meadows - Éden" traz as primeiras histórias da série, criada por Frank Cho em 1997. O álbum traz 400 tiras e uma história curta.
 
Liberty Meadows é o nome da reserva animal homônima. O lugar abriga animais que agem como humanos, com personalidade forte e singular.
 
Há Leslie, um sapo hipocondríaco, Ralph, um urso-anão de circo de pavio curto, Dean, um porco meio doidão, Truman, um pato ingênuo e dócil. Muito do humor inteligente das tiras gira em torno das confusões armadas por eles.
 
A fórmula não é nova. Espelha-se muito no que Walt Kelly fez com "Pogo", tira criada em 1949 e que também tinha animais como centro da narrativa.
 
Mas Cho dá um novo olhar à velha fórmula. Ele usa e abusa de referências à cultura pop.
 
Um caso é uma seqüência de tiras sobre Khan, o peixe-gato "mais durão deste lado do Atlântico". A cada artimanha do peixe, alguém grita "Khan!".
 
A relação intertextual é com os gritos histéricos do Capitão Kirk no segundo longa-metragem de Jornada nas Estrelas, "A Ira de Khan". O vilão do filme, Khan, era interpretado por Ricardo Montalban (do seriado "Ilha da Fantasia").
 
Outro ponto inovador em comparação a "Pogo" é não limitar as histórias aos animais. Eles interagem com os funcionários da reserva. O destaque é Brandy, a voluptuosa psiquiatra de Liberty Meadows (Cho tem um talento). 
 
A personagem, segundo Cho, é uma mistura de duas colegas do colegial, da pulp Bettie Page e de Linda Carter, a Mulher-Maravilha do seriado da TV dos anos 70.
 
Brandy se tornou o centro de boa parte das histórias. Não é por acaso que é mostrada em destaque na capa e sobrecapa do álbum (mostradas nesta postagem).
 
A presença dela dá um toque sutilmente sexual a algumas histórias, o que rendeu boas dores de cabeça a Cho.  
 
Ele começou a publicar Liberty Meadows nos jornais. Mas foi uma relação tortuosa. Eram constantes os "pedidos" para que mudasse o conteúdo das histórias. No site oficial da série, ele elenca alguns exemplos.
 
Um deles: Brandy acordava e estava de pijama. Os editores achavam que a roupa não era própria para crianças. Outro caso de censura eram as constantes cenas de briga envolvendo os animais. O álbum da HQM traz algumas dessas histórias censuradas.
 
Em 2001, Cho desistiu de produzir as tiras para os jornais. Queria mais liberdade. Passou a criar as histórias apenas no formato de revista em quadrinhos, que publicava desde 1999 (primeiro pelo Insight Studios e, depois, pela Image Comics).
 
Em 2004, Cho deu uma pausa na série. Passou a dedicar o tempo em trabalhos para a Marvel, editora de Homem-Aranha e X-Men. Em 2006, ele anunciou que retomaria a publicação e que lançaria pelo menos uma revista por ano.
 
Foram produzidos até agora quatro encadernados de Liberty Meadows. A série, apesar da qualidade, demorou para chegar ao Brasil. A HQM corrige isso. 
 
A editora se firma como uma referência no mercado de quadrinhos. Em um ano, ganhou um HQMix (por "Mortos Vivos") e planeja outros vôos.
 
A HQM confirmou na sexta-feira os lançamentos de um livro de Neil Gaiman, de uma graphic novel dele de 1987, "Violent Cases", e de um livro teórico nacional, "A Era de Bronze dos Super-Heróis", do pesquisador Roberto Guedes.
 
"Liberty Meadows", o último lançamento da HQM, tem tudo para agradar quem gosta de tiras, assim como Calvin agradou. É daquelas leituras que começam a ser feitas e não dá vontade de parar. Que venham os próximos álbuns. 
 

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h52
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Livro reúne tiras de humor de Jaguar feitas no Pasquim

 

O desenho acima resume bem a idéia de "Lugares In-Comuns", coluna que o cartunista Jaguar mantinha no jornal alternativo "Pasquim" e que é relançada agora em forma de livro (Marca de Fantasia, R$ 12, capa ao lado).

A estratégia era pegar um dito popular qualquer (como "dar a volta por cima") e criar uma história com base na frase. O humor vinha da transformação do lugar comum em um lugar in-comum.

O texto era feito pelo escritor Ivan Lessa, que assinava outra coluna no jormal alternativo, a "Gip! Gip! Nheco! Nheco!".

Cabia a Jaguar –forma como assinava Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, hoje com 75 anos- dar vida às palavras de Lessa.

As histórias de humor, a maioria na forma de tiras, foram reunidas em livro pela primeira vez em 1979 pela editora Codecri, a mesma que publicava o "Pasquim". É essa obra que é relançada pela Marca de Fantasia.

Este é o primeiro número de uma série dedicada a autores clássicos do humor gráfico brasileiro. A coleção, chamada de Biografix, foi idealizada pelo editor da Marca de Fantasia, Henrique Magalhães, e pelo pesquisador e quadrinista Wellington Srbek.

A Marca de Fantasia é especializada num filão ignorado pelas editoras brasileiras: o de produções científicas de quadrinhos. Possui o maior acervo sobre o tema no país.

As obras, inclusive esta de Jaguar, são vendidas apenas por meio do site da editora. Para acessar, clique aqui.

Leia mais sobre "Lugares In-Comuns" na entrevista abaixo com o editor Henrique Magalhães, de 49 anos, que também é professor da Universidade Federal da Paraíba.

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Escrito por PAULO RAMOS às 11h27
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Livro reúne tiras de humor de Jaguar feitas no Pasquim - II

Entrevista: Henrique Magalhães, editor da Marca de Fantasia, que lançou o livro "Lugares In-Comuns", de Jaguar
 
- "Lugares In-Comuns" usa material do Pasquim. Os direitos autorais não eram exclusivos da Desiderata, do Rio de Janeiro?
- O acerto informal com Jaguar foi feito há mais de um ano. Naquele momento ele não tinha ainda feito o contrato com a Desiderata. Atualmente voltei a contatá-lo, pouco antes do lançamento do livro e ele reiterou sua permissão para que o editássemos. O material que publicamos, embora tenha sido originalmente publicado no Pasquim, foi publicado em livro pela editora Codecri. Foi esta edição que serviu de base para a nossa.
 
- Há outros números em pauta para a Coleção Biografix?
- Existem planos, projetos, pretensões. O certo é que estamos programando o lançamento de um volume com uma série de tiras A Caravela, de Nilson, com apresentação de [Wellington] Srbek. Mas gostaríamos de produzir livros com muitos outros artistas que admiramos, como Shimamoto, Zala, Lailson, Colin, Henfil, Ziraldo, Fortuna, Edgar Vasques, Jô Oliveira, Canini, Verissimo e muitos mais. Claro que, como a maioria ainda está atuando no meio comercial, será preciso contar com a boa vontade e reconhecimento deles em relação ao nosso projeto, já que não temos fins lucrativos. A coleção é uma homenagem aos autores, e um orgulho para a editora.
 
- A Marca de Fantasia faz um trabalho elogiável, com edições muito bem cuidadas. Há planos de ampliar a distribuição das obras?
- Nosso trabalho é artesanal, em pequenas tiragens. Não pretendo entrar no mercado e brigar por espaço com outras editoras. Isso mudaria completamente meu processo editorial e, de certa forma, tiraria o prazer de fazê-lo. Para lidar com grande produção, distribuição e venda seria necessário criar uma estrutura empresarial que não me interessa. Prefiro o contato direto com os leitores, mesmo que o acesso seja limitado. Por outro lado, esse procedimento não está na contramão do mercado. As editoras estão cada vez mais fazendo tiragens dirigidas a um determinado público, como os álbuns e algumas revistas, que são veiculados apenas em livrarias especializadas ou clubes de leitores. A venda direta é também um fenômeno da atualidade, possibilitada pela internet. Há grandes livrarias que vivem do mercado "virtual" e é nesse campo que pretendemos nos firmar. Investimos onde as editoras comerciais não têm interesse, seja por falta de visão, seja por razões econômicas. Desse modo, nosso objetivo é priorizar o lançamento de novos autores, criar uma bibliografia sobre quadrinhos, humor e cultura pop, geralmente com estudos oriundos do meio acadêmico, e preservar a memória de nossa arte seqüencial, com o relançamento da obra dos grandes criadores. Esse é nosso campo de trabalho que, naturalmente, não encontra ainda um grande público. Mas a persistência e a coerência de nossa proposta pode nos levar à formação desse público, que tende a crescer e a nos colocar novos desafios - talvez a entrada no próprio mercado, com uma nova perspectiva.

Categoria: ENTREVISTA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h23
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06/07/2007

Internet ganha força como estratégia para divulgar quadrinhos

Nesta semana, a DC Comics divulgou a imagem acima, cheia de enigmas sobre futuros lançamentos da editora norte-americana.

Não demorou para que a ilustração, feita por Ethan van Sciver (que virá ao Brasil em outubro), ganhasse eco em sites e fóruns de discussão, inclusive brasileiros.

Não é o primeiro caso assim. Outro desenho, que mostrava Super-Homem chorando ao lado da Mulher-Maravilha, também tinha gerado repercussão meses atrás.

A estratégia é exatamente essa: provocar discussão e criar expectativa nos leitores. É uma forma de divulgação, que usa –e sabe usar- a mídia virtual como forma de alimentação das edições feitas em papel.

A estratégia já existe há alguns nos Estados Unidos e é feita não só pela DC. No Brasil, o uso da internet pelas editoras de quadrinhos também não é algo novo. Mas ganhou novo fôlego neste primeiro semestre, com novas experimentações de divulgação.

Esta semana traz um exemplo disso. A Mythos, que edita as revistas da multinacional Panini, preparou um trailer de "Guerra Civil", minissérie da Marvel que começa a ser vendida nesta sexta-feira (para assistir, clique aqui).

O vídeo mostra algumas cenas da história, o principal evento do ano das revistas da Marvel Comics (que publica Homem-Aranha, X-Men, entre outros). A exigência do governo de os heróis revelarem suas identidades secretas põe os superseres em lados opostos.

"Hoje em dia é impossível pensar em qualquer estratégia de divulgação que exclua a internet", diz, por e-mail, Fabiano Denardin, um dos editores das revistas da Panini. "Ainda estamos engatinhando a esse respeito, mas temos bastante coisa planejada."

Denardin cita entre os novos planos um outro trailer, mostrando uma prévia da minissérie "52 – As Semanas que Redefiniram o Universo". O vídeo deve ser lançado no meio do mês. A minissérie da DC está programada para o fim de julho.

No mês passado, outra minissérie da DC, "Os Sete Soldados da Vitória", teve uma das histórias disponibilizada na internet (leia mais aqui).

Outra iniciativa é a volta do Fórum Panini, em que os próprios editores respondem às perguntas dos leitores. Na verdade, é uma volta ao fórum de discussão. A editora já tinha feito experiência assim cinco anos atrás.

"Com isso, esperamos atingir tanto aqueles que já são nossos leitores quanto os que ainda não acompanham um título regularmente", diz Dernardin.

"Também pretendemos usar a internet pra nos ajudar a mapear nossos leitores, bem como o enorme público em potencial que há por aí."

Continua na postagem abaixo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h23
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Internet ganha força como estratégia para divulgar quadrinhos - II

(Continuação da postagem anterior)

Uma experiência bem-sucedida de contato com os leitores é feita pela Pixel, editora que detém os direitos de publicação da Vertigo, Wildstorm e ABC, selos da DC Comics com material mais adulto.

A editora criou no fim de abril um blog só para divulgar novidades e ouvir a opinião de leitores. No primeiro mês, teve 23 mil acessos. Em 11 de junho, registrou mil comentários.

"A gente queria ter uma ferramenta para se comunicar mais rapidamente com o leitor e de uma maneira mais oficial do que Orkut e fóruns", diz por telefone Odair Braz Junior, editor-chefe da Pixel.

"O blog tem esse sentido de ser a palavra oficial da editora de uma maneira rápida e informal. Se a a gente coloca um post, uma notícia, os leitores enviam comentários automaticamente. A gente lê e avalia o que eles dizem."

Foi por meio da opinião dos leitores que a editora definiu a capa de "Preacher – Rumo ao Sul", quarto encadernado da série e o primeiro a ser lançado pela Pixel.

O blog apresentou estas duas versões da capa:

         

"Todos preferiram a que ele está enrolado numa cobra", diz Braz Junior, que acatou a opinião da maioria. "A discussão do blog ajudou a tomar essa decisão. A gente também estava na dúvida porque as duas são bem legais."

Outro retorno dos leitores foi quanto à minissérie "Fábulas", que teve três álbuns lançados pela editora Devir. "Foi lá [no blog] que a gente descobriu que é difícil encontrar o primeiro encadernado", diz. A Pixel avalia se vai relançar esse volume.

"Acho que [o blog] não é o grande determinante das vendas, mas acredito que ajuda. O leitor se sente parte do processo. O objetivo é dar liberdade a ele e deixar opinar."

Continua na postagem abaixo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h23
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Internet ganha força como estratégia para divulgar quadrinhos - III

Continuação da postagem anterior

Outra estratégia editorial é colocar partes da obra na internet. O recurso é muito usado pela Conrad e pela Devir.

"Na verdade, é uma estratégia de divulgação mesmo", diz Leandro Luigi Del Manto, editor da Devir, que disponibiliza de dois anos para cá algumas páginas da maioria das obras em catálogo.

"Se a pessoa não conhece a obra, ela tem uma idéia se vai gostar ou não. Se gostar, vai comprar."

A Conrad também vê no recurso uma forma de o leitor conhecer melhor a obra. A editora já chegou a colocar capítulos inteiros de lançamentos.

"A gente coloca a informação na internet. Mas é como se fosse a orelha da obra. E o fã de quadrinhos quer mais", diz Amauri Stamboroski Junior, redator do departamento de comunicação da Conrad, que venceu o Troféu HQMix na categoria melhor editora.

Segundo ele, é uma forma de ter um acesso melhor à obra. Na livraria, o comprador pode pegar o livro e analisar o conteúdo à vontade. As prévias na internet funcionam como uma espécie de "desfolheamento virtual" da publicação.

"Como a gente lança muita coisa pouco conhecida no Brasil, isso ajuda na divulgação. É uma forma de [ver a obra] sem precisar ir até a livraria."

O "sem ir até a livraria" vale também para as compras. A editora mantém dois sites em paralelo. Um é o institucional. O outro, "Loja Conrad", é quase todo dedicado às vendas. É nessa página que estão concentradas as prévias de obras.

O site de vendas trabalha muito com o que se convencionou chamar de "pré-venda". O internauta compra a obra semanas antes do lançamento. E é um dos primeiros a receber.

"Pra internet, [a pré-venda] funciona bastante. Para alguns sites parceiros, que recebem uma comissão, interessa. É uma notícia interessante para os leitores", diz.

Sandman, os mangás Monster e Battle Royale e obras eróticas de Milo Manara e Guido Crepax estão entre as mais requisitadas.

"A pré-venda serve também para calibrar as expectativas. Se a obra vende bem lá, é um indicador de que vá vender bem também fora da internet."

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h22
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05/07/2007

Front 18: o desafio de transformar ódio em história em quadrinhos

Não deixa de ser curioso o lançamento do novo número da "Front" ser na mesma semana em que a publicação ganha dois troféus do HQMix.
 
Venceu como melhor revista mix e como roteirista revelação, Daniel Esteves.
 
Esteves volta a participar deste novo número, que começou a ser vendido neste início de mês (Via Lettera, R$ 27). Ele participa de duas das 17 histórias curtas do título, feitas apenas por autores nacionais.
 
Dar vez e voz a escritores e desenhistas brasileiros é uma das marcas da publicação, que começou a ser lançada pela Via Lettera na edição 7, de abril de 2001.
 
Já está no número 18.
 
A idéia é trabalhar um tema a cada edição. O desta é o "ódio". O desafio é transformar o sentimento abstrato em tramas concretas, versadas na linguagem dos quadrinhos (com duas exceções: textos de Esteves e de Leandro Dóro feitos em prosa).
 
Das tramas imaginadas para este número, a maioria usa o relacionamento como fonte de inspiração. Relacionamento entre casais, dentro da família, no meio de amigos.
 
Mas há exceções, curiosas exceções. Júlio César assina uma conto de duas páginas sobre a relação de amor e ódio entre uma árvore e um poste. É uma das poucas histórias do livro com toques de humor.
 
Minêu discute a relação direta entre o ódio e a ignorância em ajudar os menores, que ficam pedindo um "trocado por aí". A trama é feita sem palavras e dá muito o que pensar.
 
A capa, de certa forma, narra uma história. A frente, mostrada nesta postagem, apresenta o início do que seria a narrativa, desenhada por Aloísio Castro e colorizada por Alexandre Montadon. O verso dá o desfecho. Fica a curiosidade de saber qual é.
 
Outra exceção é "Mataram o Índio Galdino", de dez páginas, a mais longa do álbum. A trama de Bira Dantas mostra a história real -mas com olhar subjetivo- do índio pataxó que foi queimado vivo por cinco jovens num ponto de ônibus de Brasília.
 
A tragédia com Galdino ocorreu em abril de 1997, mas é de uma atualidade tremenda. Outra coincidência desta 18ª edição da Front. 
 
Na madrugada do dia 23 de junho, a doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto foi espancada por cinco jovens no Rio de Janeiro. Os autores foram presos.
 
O leitor de longa data da Front vai estranhar o formato desta nova edição, um pouco menor que os anteriores. O tamanho reduziu. Não a qualidade das produções.
 
O senão deste novo número é o mesmo da edição anterior: falta uma biografia dos autores, mesmo que curta. Para quem participa da obra, é interessante ser mais (re)conhecido. Para o leitor, é importante ter mais informações sobre quem lê, até para procurar por outros trabalhos.
 
O tema da edição 19 da Front já foi definido: o sonho não acabou. Promete.
 
Uma curiosidade: este número marca a estréia do jornalista Pedro Cirne nos roteiros. Ele é crítico de quadrinhos da "Folha de S.Paulo" e foi um dos indicados na categoria melhor jornalista especializado no último HQMix.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h33
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Ziraldo e Jaguar podem ganhar indenização por combate à ditadura

Os cartunistas Ziraldo e Jaguar podem estar próximos de receber reparação financeira da União por combaterem a ditadura militar brasileira (1964-1985).
 
A informação foi noticiada na edição de hoje de "O Estado de S. Paulo". Segundo o jornal, os dois têm prioridade por terem mais de 75 anos e por possuírem processos antigos.
 
Ziraldo disse ao jornal que o processo, aberto pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio, é uma forma de reparar "tanta perseguição pela ditadura".
 
Os dois cartunistas integraram a equipe do jornal alternativo "Pasquim", que combatia abertamente o regime militar.
 
Parte da censura sofrida por eles é mostrada no segundo volume da coletânea do "Pasquim", lançada pela Desiderata no início do mês passado.
 
O livro reúne material de maio de 1972 a maio de 1973. Nesse período, houve vezes em que a equipe precisou refazer a edição às pressas, após os cortes feitos pelos censores (leia mais aqui).
 
De acordo com a reportagem do Estado, há cerca de 30 mil processos de reparação financeira para serem analisados até 2010.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h30
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FIQ confirma convidados internacionais do evento

A organização do FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos, deu mais detalhes sobre os nomes internacionais que vão participar do evento neste ano.
 
A lista tem, até agora, nove confirmações, três delas já divulgadas: o criador de Ken Parker, Giancarlo Berardi (leia aqui), a desenhista de "Lost Girls", Mellinda Gebbie (aqui), e o norte-americano Ethan van Sciver, que trabalhou com histórias do Lanterna Verde e faz a arte do próximo arco da revista "Superman/Batman", da Panini).
 
O restante da lista inclui o espanhol Carlos Sampayo, os desenhistas franceses Pascal Rabaté e Benoît Sokal, e três argentinos: Juan Sáenz Valiente, Domingo Roberto Mandrafina e Eduardo Risso.
 
Dos novos nomes, o mais conhecido entre os brasileiros é Risso. Ele é o desenhista da série "100 Balas", do selo Vertigo da DC Comics, relançada pela Pixel. A participação dele já vinha sendo noticiada informalmente pela internet.
 
Ainda não estão confirmados dois outros autores: os japoneses Kyo Hatsuko, do mangá "Love Junkies", publicada pela JBC, e Yoshiriro Tatsumi, pai do gekigá, rótulo dado no Japão ao quadrinho mais dramático e realista.
 
Tatsumi é o autor de "Mulheres", álbum lançado em maio pela Zarabatana (leia mais aqui).
 
A organização do FIQ, que acontecerá em Belo Horizonte (MG), espera ter ainda mais nomes internacionais. Já há conversas com outros autores, embora não exista nada oficializado até o momento.
 
Os convidados internacionais se juntarão aos nacionais. A expectativa é reunir entre 40 e 45 quadrinistas brasileiros, dez deles de Minas Gerais.
 
Nem todos foram contatados ainda. Por isso, a organização é cautelosa em confirmar quem são. Fala alguns nomes, mas apenas informalmente.
 
A idéia é mesclar autores que já têm atuação no mercado com outros, mais novos na carreira.
 
"Nós priorizamos os internacionais porque são muito mais difíceis de agendar", diz Roberto Ribeiro, editor da Casa 21, que organiza o evento com a Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
 
Segundo Ribeiro, não se trata de "dar preferência" aos artistas de fora do país. O problema, diz, é de ordem prática. Ele tinha um prazo até junho para acertar com os convidados estrangeiros.
 
Por causa do período de férias em julho e agosto, muitos autores estrangeiros viajam, o que dificulta o contato. "Com os brasileiros, a gente tem um prazo maior", diz, por telefone.
 
O FIQ está na quinta edição. Vai ocorrer entre os dias 16 e 21 de outubro na Serraria Sousa Pinto, no centro de Belo Horizonte. O evento é gratuito.
 
Leia mais detalhes sobre o evento na postagem abaixo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h51
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FIQ terá exposições de Shimamoto (o homenageado) e da Fierro

O FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos, terá diferentes exposições. Três se destacam. Uma com trabalhos do desenhista brasileiro Julio Shimamoto, outra com material da revista argentina Fierro e uma terceira sobre a personagem Júlia, da editora italiana Sergio Bonelli.
 
Shimamoto será o homenageado da área de quadrinhos nesta quinta edição do evento, que ocorre em outubro em Belo Horizonte.
 
Na área de ilustração, Orlando Pedroso será o destaque.
 
A exposição de Shimamoto terá 120 trabalhos do desenhista. Ele atua no mercado nacional desde 1958. Já deixou seu traço em histórias de diferentes gêneros.
 
Um de seus trabalhos mais conhecidos são as histórias do samurai "Musashi", lançadas em dois álbuns pela Opera Graphica. A capa ao lado é do primeiro número, de 2002.
 
O cartaz do FIQ será produzido por Shimamoto. Segundo a organização do festival de quadrinhos, o desenho está pronto, mas passa por ajustes finais.
 
A escolha de Shimamoto para homenagem casa com a proposta festival de quadrinhos, que terá o Japão como o centro do evento.
 
Os argentinos trarão 80 obras da revista alternativa "Fierro", que publica histórias curtas de autores do país. Haverá originais e reproduções das diferentes fases da revista.
 
A publicação foi famosa nos anos 80. Foi lançada de setembro de 1983 a dezembro de 1992. A capa ao lado é do número 79, de março de 1991.
 
Ela voltou a ser editada no ano passado (leia aqui). É vendida junto com o jornal "Página 12".
 
Da Itália, haverá originais de histórias de Júlia, como o Blog já tinha antecipado (aqui). 
 
O material foi enviado pela Sergio Bonelli Editore, que publica a personagem na Itália.
 
No Brasil, a revista mensal dela é editada pela Mythos ("J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga").
 
As exposições se somarão aos encontros com autores internacionais e às mesas-redondas, que terão quadrinistas brasileiros e de fora do país.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h45
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04/07/2007

Whoa, Neelie: um conto sobre os bastidores da luta livre

"Whoa, Neelie!" estampa no alto da capa a frase "Love and Rockets apresenta". O álbum não faz parte oficialmente da revista criada pelos irmãos Jaime e Gilbert Hernandez no início dos anos 80. Mas é como se fosse mais uma história da série.
 
Há um conjunto de semelhanças, que aproxima a revista norte-americana deste álbum, lançado no fim de semana (Zarabatana, R$ 26).
 
A primeira semelhança está em Jaime Hernandez, que escreve e desenha "Whoa, Neelie". O quadrinista, hoje com 51 anos, lançou o álbum em 1996, época em que ele e o irmão anunciaram que encerrariam "Love and Rockets".
 
O estilo, porém, permaneceu, bem como o jeitão próprio de narrar a história. Assim como fez com "Locas", em "Love and Rockets", o foco está em protagonistas femininas e seus problemas cotidianos.
 
A história ajusta o olhar em Xochitl (Xo) e Gina, duas profissionais de luta livre. Parceiras e amigas, elas começam a ter a lealdade posta à prova quando uma tem de enfrentar a outra no ringue.
 
A questão que Hernandez coloca, na verdade, é saber se a amizade supera as artimanhas de bastidores do mundo do ringue. Parte das maquinações é feita pela tia de Xo, Vicki, também lutadora.
 
Hernandez dá uma resposta a essa questão na página final (que, evidentemente, não será contada aqui). Mas fica claro que vê o mundo dos ringues de uma maneira bem mais realista da forma como nós, brasileiros, enxergamos o tema.
 
Programas de luta livre exibidos pela TV, como "Gigantes do Ringue", transformaram as brigas em encenações coreográficas protagonizadas por figuras estereotipadas, como o Fantomas ou a Múmia. O mais importante, para o telespectador ou a platéia, era o espetáculo em si.
 
Na visão de Hernandez, há a encenação e os papéis do "bom" e do "mau" no ringue. Mas as lutas são pra valer. Há socos, dor, posições diferentes. E uma vencedora ao final. Vencedora mesmo, sem força de expressão.
 
Os desenhos dele valorizam -e souberam valorizar- as lutas. Há sucessivas páginas de quadrinhos, congelados em cenas das lutas.
 
O que chama a atenção nas lutas são as coreografias e as expressões faciais, que alternam sinais de dor e de satisfação, como mostram as imagens ao lado.
 
A Zarabatana classificou "Whoa, Neelie" como sendo o primeiro número de uma coleção dedicada aos autores de "Love and Rockets", que terão parte das histórias da série lançada pela Via Lettera (leia aqui).
 
Mas, segundo a Zarabatana, ainda não há nada acertado para uma próxima edição.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 13h19
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Cartunistas fazem exposições em Porto Alegre e São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Três cartunistas participam de duas exposições, uma em São Paulo, outra em Porto Alegre.
 
Em São Paulo, Orlandeli e Rico fazem cartuns para a mostra "A História dos Jogos Pan-Americanos". São cerca de 15 trabalhos, como o mostrado acima, de Orlandeli. 

Os desenhos e o restante da exposição podem ser vistos até o dia 31 no
Sesc Vila Mariana, rua Pelotas, 141. De 3ª a 6ª, das 7h às 21h30. Fim de semana, das 9h às 18h30. 
 
A outra exposição é de Orlando Pedroso, vencedor do HQMix deste ano na categoria melhor ilustrador.
 
Ele leva para Porto Alegre 23 trabalhos da mostra "Uns Desenhos".
 
A exposição -que conta apenas com trabalhos inéditos- foi apresentada em São Paulo entre março e abril deste ano (leia aqui).
 
A abertura foi ontem e fica até 19 de agosto no Museu do Trabalho, rua dos Andradas, 230. De 3ª a sábado, das 13h30 às 18h30. Domingos e feriados, das 14h às 18h30.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 11h04
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03/07/2007

Bá e Moon: uma década de 10 Pãezinhos, esforço e prêmios

Um quadro no estúdio de Gabriel Bá e Fábio Moon, em São Paulo, marca o cronograma de trabalhos dos gêmeos ao longo do mês.

Nesta terça-feira, Gabriel tem de desenhar as páginas 11 e 12 do segundo número da minissérie "Umbrella Academy". Fábio faz a arte das páginas 5 e 6 da edição 10 de "Casanova".

Os dois trabalhos, feitos para o mercado americano, vão tomar toda esta semana e parte da próxima. Há muito serviço. O quadro mostra poucas brechas.

Há uma exceção no dia 11 deste mês, data em que vão receber os quatro troféus do HQMix, conquistados na edição deste ano (leia aqui). A dupla foi a grande vencedora do prêmio, o principal na área de quadrinhos no país.

Os dois venceram quatro categorias: desenhista nacional, edição especial nacional ("10 Pãezinhos - Mesa para Dois"), publicação independente ("10 Pãezinhos - Um Dia, Uma Noite") e blog/flog.

Os criadores da série "10 Pãezinhos", que completa uma década neste ano, creditam a premiação a uma série de fatores.

Um deles é a tendência de as pessoas verem os trabalhos que fazem como um todo, sem necessariamente distinguir um do outro.

Terem gostado da adaptação de "O Alienista", por exemplo, lançada em abril deste ano, pode ter influenciado na escolha das demais obras.

Outro fator é a exposição na mídia. "A gente tem a impressão de que aparece demais", diz Gabriel Bá. "Tem uma superexposição. O lado bom é ganhar quatro prêmios."

"O lado ruim é a expectativa e esse espírito de porco que existe nos quadrinhos", explica Moon. "A gente fica feliz quando mais gente publica. Mas aqui [no Brasil] as pessoas olham, vêem que a gente ganha quatro prêmios e ficam criticando. Falta um pouco de respeito ao trabalho e aos outros."

"Eu acho que as pessoas não lidam bem com o sucesso", acrescenta Bá. "Não olham e vêem que isso é resultado de muito esforço."

Os dois trabalham cerca de 14 horas por dia, de domingo a domingo. Tentam sempre liberar o sábado. Muitas vezes fica na tentativa.

O quadro com o cronograma comprova o excesso de serviço, concentrado na área de quadrinhos. "Oficialmente, este ano de 2007 é o único que a gente vive exclusivamente de quadrinhos", diz Bá.

(Continua na próxima postagem)

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h13
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Bá e Moon: uma década de 10 Pãezinhos, esforço e prêmios - II

(Continuação da postagem anterior)

Fábio Moon e Gabriel Bá já têm planejada a comemoração da primeira década de 10 Pãezinhos, rótulo que dão às histórias que criam.

Vão relançar antigos álbuns com capas novas e com um selo indicando os dez anos da série. E vão lançar pela editora Devir um álbum com histórias do fanzine homônimo, de 1997 e 2000.

A publicação independente, feita em papel sulfite xerocado, era para se chamar "To Be or not to Be".

A mudança de nome foi uma sugestão do cartunista Laerte, autor da tira Piratas do Tietê. "Ele falou que a gente devia mudar para um título que tivesse a ver com a gente", diz Bá.

O novo título se baseou na proposta do fanzine,

programado para sair religiosamente toda semana. A idéia era que a regularidade ajudasse a revista a se tornar um hábito entre os leitores, assim como o deles era comprar pãezinhos.

"A gente ia todo dia de manhã à padaria e pedia dez pãezinhos", diz Bá. Eram dois pães para cada integrante da família: os pais, os gêmeos e a irmã mais nova, Juliana, hoje com 28 anos. "Foi daí que veio o nome."

A primeira edição saiu em fevereiro de 1997. Foram 15 números, lançados toda semana até 5 de junho. Essas histórias sairão no álbum da Devir, chamado "Fanzine".

As vendas eram feitas na Universidade de São Paulo e na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), onde Moon e Bá estudavam artes plásticas, respectivamente.

Houve uma pausa por causa das férias de julho daquele ano. O retorno foi em agosto, com mais sete números. Cada um trazia uma parte de "O Girassol e a Lua", que virou uma grande janela para a dupla.

"O negócio do Girassol e a Lua é que ele não tinha cara de fanzine", diz Moon. "Tinnha cara e tratamento de gibi." O último número, inclusive, foi impresso em cores.

Essa série, com 12 páginas cada uma, foi reunida num álbum homônimo, publicado em 2000 pela Via Lettera (é um dos que serão reeditados este ano).

Foi o primeiro trabalho deles lançado por uma editora brasileira."As pessoas descobriram que a gente existia com a Via Lettera", diz Moon. 

A editora lançou ainda outro trabalho da dupla feito primeiro no fanzine, retomado no segundo semestre de 2000, ano em que ganharam o primeiro HQMix. Foi "Meu Coração Não Sei Por quê", de 2001. 

A publicação independente terminou no número 40.

"Em 2000, acabou parte da nossa vida social", lembra Bá. "A gente tinha se formado e ficava no estúdio a maior parte do tempo. Não tinha como desovar a produção. A gente deixou de fazer [fanzine] por isso."

O fanzine terminou. Mas não o título 10 Pãezinhos, que passou a figurar em álbum e revistas independentes, como "Mesa pra Dois" (da Devir) e "Um Dia, Uma Noite", vencedores do Troféu HQMix deste ano.

"Um Dia, Uma Noite" foi lançado na premiação do HQMix do ano passado. A dupla vai repetir a experiência neste ano, no dia 11, com o independente "5" (R$ 5 também será o preço da revista).

O nome é porque a edição é feita por cinco autores: os gêmeos, a norte-americana Becky Cloonan, o namorado dela, o grego Vasilis Lolos e o brasileiro Rafael Grampá, autor das páginas que separam uma história da outra e da capa, mostrada abaixo.

A idéia é que cada um dos autores faça histórias biográficas do outro. Bá e Moon são representados por Becky Cloonan.

(Continua na próxima postagem)

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h05
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Bá e Moon: uma década de 10 Pãezinhos, esforço e prêmios - III

(Continuação da postagem anterior)

Os irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon, 31 anos, passam a maior parte do dia desenhando e criando histórias em quadrinhos no estúdio que mantêm no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Nesta semana, fazem a arte de "Casanova" e "Umbrella Academy" (capas nesta postagem).

O estúdio foi adaptado num casarão, o mesmo onde moraram durante a infância e a adolescência. Ficaram lá até 2000, quando mudaram para um apartamento.

A espaçosa casa foi erguida pelo avô, um mestre de obras. Foi ele que imaginou o grande quintal, separado da sala por uma porta de vidro.

É na sala que ficam as duas pranchetas de desenho dos gêmeos, uma em frente à outra. A proximidade ajuda no processo de criação. Um consulta o outro.

"A frase preferida é "olha antes que eu apague"", diz Moon. "Todo desenho funciona, mas sempre pode ficar melhor", acrescenta o irmão. Ambos se vêem como perfeccionistas com tudo o que fazem.

Os dois desenham desde pequenos. "Minha mãe diz que tem guardados desenhos de quando a gente tinha dois anos. Eram carrinhos em forma de caixinha e homens de palitinhos", diz Fábio.

O desenho foi uma primeira semelhança na trajetória dos dois. A convivência de ambos dentro e fora de casa afunilou gostos comuns. "A gente estava sempre muito junto", diz Moon. "A gente queria fazer as coisas juntos."

Uma delas era criar quadrinhos. O primeiro fanzine, "Vez em Quando", foi feito em 1993, no terceiro ano do colegial. Foi feito com um amigo da dupla. "Ele não fez nada. Só inventou o nome", diz Moon, rindo.

Na faculdade, criaram o segundo trabalho, "Ícones", feito com outros colegas. Teve três números.

"Aí a gente descobriu que fazer fanzine com um bando de gente não funciona. As pessoas têm um monte de compromissos. E não dá certo", diz Moon.

"O problema de Ícones era muita vontade e pouca técnica. Todo mundo mudava o estilo de um número para o outro. Faltava técnica." Nessa época, Bá e Moon se espelhavam muito nos desenhistas norte-americanos.

"Ícones" mostrava isso. "Havia a cópia do WildCats [de Jim Lee], a cópia do Spawn, o McFarlane e o Fábio", diz Bá, então um fã de McFarlane, criador de Spawn e desenhista de várias histórias do Homem-Aranha.

Outra fonte inspiração eram os desenhistas brasileiros que passaram a atuar no mercado norte-americano, como Mike Deodato. A dupla via isso como um modelo a ser seguido.

 Tentaram fazer algumas páginas de teste para a Artecomix, que agencia trabalhos no exterior. Desistiram. "A gente perdeu um ano com isso", diz Moon, cujo nome é inspirado na minissérie "Moonshadow", lançada no Brasil pela Editora Globo no fim dos anos 80.

O que mudou o rumo da dupla foi a San Diego Comic-Con, uma das principais convenções de quadrinhos dos Estados Unidos.

(Continua na postagem abaixo)

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Escrito por PAULO RAMOS às 12h05
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Bá e Moon: uma década de 10 Pãezinhos, esforço e prêmios - IV

(Continuação da postagem)

No fim de julho deste ano, Gabriel Bá e Fábio Moon já agendaram uma folga nos trabalhos para ir à San Diego Comic-Com. Desde 1997, os dois irmãos marcam presença na convenção de quadrinhos.

A viagem aos Estados Unidos é bancada com dinheiro do próprio bolso. Só no ano passado conseguiram que a editora norte-americana Dark Horse pagasse as passagens.

Hoje, vão à convenção como autores, incluídos numa da lista da revista norte-americana "Entertainment Weekly" entre as principais promessas do mundo das artes para 2007.

Da área de quadrinhos, a lista mencionava apenas o escritor Warren Ellis, que lançara um livro em 2007.

É uma cena bem diferente da primeira vez que participaram do evento. Foi quando descobriram algo que daria um novo rumo à carreira deles.

"A convenção mudou tudo pra gente. Nós vimos muitos outros tipos de histórias em quadrinhos que não eram de super-heróis", lembra Bá.

Entre eles, destacam-se Jeff Smith e Terry Moore, criadores, respectivamente, de Bone e de Estranhos no Paraíso. Os gêmeos mantêm contato com eles até hoje.

"A gente só sabia quem eram os caras que desenhavam super-heróis", diz Moon. "O referencial que a gente tinha eram os caras que eram contratados. A gente não tinha parado pra pensar que é possível fazer quadrinhos por conta própria."

A volta ao Brasil trouxe a vontade de criar histórias mais longas e contatos com editoras americanas.

O primeiro trabalho foi o desenho da minissérie "Roland", lançado no Brasil em 2005 pela Via Lettera. O texto era de Shane L. Amaya, conhecido da namorada de Bá.

Ela estava na Califórnia em 1996. Foi por meio desse contato que a ponte entre Amaya e os gêmeos foi feita.

Os quatro capítulos da história de capa e espada saiu em 1999. Parte dos custos da revista foi paga por Bá e Moon.

"Depois de ´Roland´, a gente decidiu que não ia gastar mais dinheiro para publicar lá [nos Estados Unidos]", diz Bá.

Paralelamente, a dupla conversava com a editora Diana Schutz, da Dark Horse. Ela foi umas das primeiras a responder aos contatos dos dois e queria mais histórias curtas deles para juntar num álbum só.

"O comentário delas direcionou o nosso trabalho", diz Moon. "A gente parou de pensar em fazer uma história mais longa e começou a fazer mais curtas. Queríamos investir em livros."

Surtiu efeito. Começava uma série de inserções de Gabriel Bá e Fábio Moon no mercado norte-americano.

(Continua na próxima postagem)

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Escrito por PAULO RAMOS às 12h04
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Bá e Moon: uma década de 10 Pãezinhos, esforço e prêmios - V

(Continuação da postagem anterior)

Em 2004, Gabriel Bá e Fábio Moon participaram do álbum "Autobiografix" com uma história de oito páginas. A edição da Dark Horse trazia apenas histórias biográficas e contava com nomes de peso do mercado, como Frank Miller e Will Eisner.

"Na San Diego daquele ano, já olhavam a gente de forma diferente", dizem. Ainda em 2004, lançaram pela AIT, uma editora pequena, o álbum "Ursula", versão em inglês de "Meu Coração, Não Sei Por Quê".

Em 2005, a Image Comics se interessou em publicar a revista independente "Rock´n Roll", lançada aqui um ano antes. A edição, sem texto, foi pensada para ser revendida com a mesma impressão na San Diego Comic-Con.

Ainda em 2005, Fábio Moon fez os desenhos de "Smoke and Guns", escrito por Kirsten Baldock. A dupla fechou contrato para publicar 12 histórias curtas pela Dark Horse.

O álbum, "De: Talles", saiu no ano passado. No mesmo ano, começou a participação na série "Casanova", escrita por Matt Fraction, e uma participação em "24 Seven", que traz apenas histórias curtas sobre robôs.

Eles vão ter outro conto publicado no segundo número de "24 Seven", a ser lançado neste ano. 

"As pessoas têm gostado. A gente recebe muitos comentários de outros autores. Um dós que falam abertamente da gente é [o desenhista] Mike Wieringo", diz Bá.

Neste ano, começa a ser publicada também a minissérie "The Umbrella Academy", escrita por Gerard Way, cantor da "My Chemical Romance.

Trabalho não falta. A meta da dupla, agora, é tentar se firmar como contadores de histórias, e não apenas como desenhistas.

"A gente tem que continuar pensando novos projetos", diz Fábio Moon. "Senão, a gente vai ser rotulado como desenhistas. Não é isso o que a gente quer."

"O importante é a história", completa o irmão. "Um desenho bom não salva uma história ruim."

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Escrito por PAULO RAMOS às 12h03
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02/07/2007

Gabriel Bá e Fábio Moon são os destaques do HQMix deste ano

Fábio Moon e Gabriel Bá são os grandes destaques deste ano do Troféu HQMix, principal premiação de quadrinhos do país.
 
Bá e Moon venceram em quatro categorias: desenhista nacional, edição especial nacional ("10 Pãezinhos - Mesa para Dois"), publicação independente ("10 Pãezinhos - Um Dia, Uma Noite") e blog/flog.
 
A lista completa foi divulgada nesta segunda.
 
A escolha foi feita pela internet. Votaram nesta 19ª edição do prêmio cerca de 1.200 profissionais da área previamente inscritos.
 
Angeli venceu como melhor chargista. A animação "Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock´n Roll", inspirada em personagens dele, ganhou em outras duas categorias.
 
O longa-metragem, exibido nos cinemas em 2006, venceu como melhor animação e adaptação para outro veículo. O desenho foi produzido e dirigido por Otto Guerra.
 
Parte dos concorrentes vai levar mais de um troféu, que neste ano faz homenagem ao caúboi Kactus Kid, personagem criado por Renato Canini (leia mais aqui).
 
É o caso de Laerte (melhor cartunista e tira nacional, "Piratas do Tietê") e Fernando Gonsales (publicação de humor e de tiras, por "Níquel Náusea- Tédio no Chiqueiro).
 
Também ficaram com dois troféus dois álbuns de Corto Maltese, publicados pela Pixel (edição especial estrangeira e publicação de clássico), a primeira coletânea do Pasquim, da Desiderata (melhor publicação de charges e de cartuns) e o mangá "Lobo Solitário", da Panini (roteirista estrangeiro e revista de aventura).
 
A Conrad venceu como editora do ano. A homenageada desta 19ª edição do HQMix é a cartunista Conceição Cahú, morta no ano passado (leia aqui).
 
O desenhista Sergio Macedo será o lembrado na categoria grande mestre, informação que já tinha sido antecipada pelo Blog dos Quadrinhos (leia aqui).
 
O prêmio de grande contribuição para a área, um dos principais do HQMix, foi para a revista em quadrinhos "Passos Perdidos / História Desenhada - A Presença Judaica em Pernambuco no Século 20", baseado em livro de Tânia Kaufman.
 
O troféu foi criado pelos cartunistas José Alberto Lovetro e Gualberto Costa. A dupla -conhecida como JAL e Gual- comentava sobre quadrinhos no programa TV MIx, da TV Gazeta de São Paulo, apresentado por Serginho Groissman, hoje na TV Globo.
 
O nome do prêmio, HQMix, se inspira no do programa da Gazeta.
 
A entrega dos prêmios vai ser no dia 11 deste mês, no Sesc Pompéia, em São Paulo. Começa às 20h. A entrada é franca.
 
Veja a lista completa dos premiados nas postagens abaixo.

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Escrito por PAULO RAMOS às 15h01
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HQMIX: Vencedores

DESENHISTA NACIONAL
GABRIEL BÁ e FÁBIO MOON (Mesa para dois)

DESENHISTA ESTRANGEIRO
MILO MANARA (El Gaucho, Borgia - Poder e Incesto, O Clic, Péntite, Gullivera)

ROTEIRISTA NACIONAL
LOURENÇO MUTARELLI (Caixa de Areia)
 
ROTEIRISTA ESTRANGEIRO
KAZUO KOIKE (Lobo Solitário)

DESENHISTA REVELAÇÃO
FÁBIO LYRA (Mosh!)
 
ROTEIRISTA REVELAÇÃO
DANIEL ESTEVES (Front 17)

CHARGISTA
ANGELI 

CARICATURISTA
BAPTISTÃO
  
CARTUNISTA
LAERTE

ILUSTRADOR
ORLANDO
 
ILUSTRADOR DE LIVRO INFANTIL
DANIEL BUENO, por Histórias de Bicho Feio (Companhia das Letrinhas)

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h13
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HQMIX: Vencedores (continuação)

REVISTA INFANTIL
O MENINO MALUQUINHO (Globo)
 
PUBLICAÇÃO DE CLÁSSICO
CORTO MALTESE – A BALADA DO MAR SALGADO (Pixel)
 
PUBLICAÇÃO DE HUMOR
NÍQUEL NÁUSEA: TÉDIO NO CHIQUEIRO (Devir)
 
PUBLICAÇÃO MIX
FRONT 17 ( Via Lettera)
 
PUBLICAÇÃO DE TERROR
OS MORTOS-VIVOS - DIAS PASSADOS (HQM)
 
REVISTA DE AVENTURA
LOBO SOLITÁRIO (Panini)
  
PUBLICAÇÃO DE TIRAS
NÍQUEL NÁUSEA: TÉDIO NO CHIQUEIRO (Devir)

EDIÇÃO ESPECIAL NACIONAL
10 PÃEZINHOS - MESA PARA DOIS (Devir)
 
EDIÇÃO ESPECIAL ESTRANGEIRA
CORTO MALTESE - SOB O SIGNO DO CAPRICÓRNIO (Pixel)

MINISSÉRIE
ADOLF (Conrad)

PUBLICAÇÃO SOBRE QUADRINHOS
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS (Europa)
  
PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE
10 PÃEZINHOS - UM DIA, UMA NOITE
 
FANZINE
SUBTERRÂNEO
 
PROZINE (FANZINES DE PROFISSIONAIS, ESCOLAS OU CURSOS)
A MOSCA NO COPO DE VIDRO
 
PROJETO GRÁFICO
SANDMAN (Conrad)

ÁLBUM DE AVENTURA
100 BALAS - BLUES PARA UM MINUTEMAN (Opera Graphica)

ÁLBUM INFANTIL
TURMA DO XAXADO – LENDAS E MISTÉRIOS (Independente)

PUBLICAÇÃO DE CHARGES
ANTOLOGIA DO PASQUIM Vol 1 (Desiderata)
 
PUBLICAÇÃO DE CARTUNS
ANTOLOGIA DO PASQUIM Vol 1 (Desiderata)

Escrito por PAULO RAMOS às 14h13
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HQMIX: Vencedores (continuação)

LIVRO TEÓRICO
TICO-TICO 100 ANOS - CENTENÁRIO DA PRIMEIRA
REVISTA DE QUADRINHOS DO BRASIL (Opera Graphica)
 
TIRA NACIONAL
PIRATAS DO TIETÊ (STRIPTIRAS), de Laerte

PROJETO EDITORIAL
CIDADES ILUSTRADAS - CIDADES DO OURO  (Casa 21)
 
ANIMAÇÃO
WOOD & STOCK - SEXO ORÉGANO E ROCK´N ROLL
 
EXPOSIÇÃO
A HISTÓRIA DO FUTEBOL NO BRASIL ATRAVÉS DA CHARGE (
SESC Ipiranga, em São Paulo)

EVENTO
ILUSTRA BRASIL 3 - São Paulo ( Sociedade dos Ilustradores do Brasil )
 
SALÃO DE HUMOR
33º SALÃO DE HUMOR DE PIRACICABA
 
ADAPTAÇÃO PARA OUTRO VEÍCULO
WOOD & STOCK - SEXO, ORÉGANO E ROCK´N ROLL

SITE DE QUADRINHOS
MUNDO CANIBAL (
http://www.mundocanibal.com.br/)
 
SITE SOBRE QUADRINHOS
UNIVERSO HQ (
www.universohq.com)
 
BLOG / FLOG DE ARTISTA GRÁFICO
GABRIEL BÁ E FÁBIO MOON (
http://10paezinhos.blog.uol.com.br
)

SITE DE AUTOR
SAMUEL CASAL (
http://www.samuelcasal.com/ )
 
JORNALISTA ESPECIALIZADO NO SEGMENTO
SIDNEY GUSMAN (Universo HQ e Wizard)
 
EDITORA DO ANO
CONRAD

Escrito por PAULO RAMOS às 14h12
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HQMIX: Homenageados

As categorias "grande mestre", "homenagem" e "grande contribuição" são escolhidas pela comissão organizadora do prêmio. As demais são definidas por votação na internet.
 
GRANDE MESTRE
 SERGIO MACEDO
 
HOMENAGEM
CONCEIÇÃO CAHÚ

GRANDE CONTRIBUIÇÃO
PASSOS PERDIDOS / HISTÓRIA DESENHADA – A PRESENÇA JUDAICA EM PERNAMBUCO NO SÉCULO 20

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h09
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HQMIX: Tese, mestrado e TCC

As produções científicas são escolhidas por uma comissão, formada pelos doutores Waldomiro Vergueiro e Sonia Bibe Luyten e pela mestre Maria Cristina Melo.
 
Os critérios adotados para a seleção foram ineditismo do tema, contribuição para a área, metodologia, redação e apresentação visual.
 
Neste ano, houve uma divisão entre produções de doutorado, mestrado e de trabalho de conclusão de curso (TCC). Até o ano passado, havia apenas um troféu para todos.
 
Os vencedores deste ano foram: 
 
TESES DE DOUTORADO
AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COMO INFORMAÇÃO IMAGÉTICA INTEGRADA AO ENSINO UNIVERSITÁRIO, de Gazy Andraus (ECA/USP)
 
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
O ENSINO DA ARTE E PRODUÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO FUNDAMENTAL, por João Marcos Parreira Mendonça (UFMG)
 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)
H.Q. A NONA ARTE, por Daniela de Andrade Santana, Janaina Guimarães Monteiro, Priscila Sodré Portilho da Silva e Vivian Lima Conesa (Universidade Anhembi Morumbi)
 
Leia mais sobre as teses premiadas aqui e aqui.

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h08
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01/07/2007

Juke Box tem lançamento paulistano na segunda

Os autores da "Juke Box" fazem mais um lançamento da revista independente nesta segunda-feira à noite em São Paulo. Houve outro lançamento no Rio de Janeiro no meio de junho (leia aqui).

A "Juke Box" está no terceiro número. Ou na versão 3.33, como prefere o editor Renato Lima.

Ele segue no título o mesmo estilo da "Mosh", publicação independente também editada por ele que deixou de circular no ano passado. Até o formato de bolso é o mesmo.

A diferença em relação à "Mosh", que ganhou vários Troféus HQMix, está no enfoque. A nova revista não traz só quadrinhos mas também assuntos ligados a música (o que justifica o nome Juke Box).

O lançamento é às 19h30 na Menor Livraria do Mundo, que funciona no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, no centro de São Paulo).

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h53
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Desenhista de Lost Girls vem ao Brasil

Melinda Gebbie virá ao Brasil no segundo semestre. Ela vai participar do 5º FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), que ocorre em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A notícia circulou na sexta-feira no site Herói, especializado em quadrinhos e cultura pop.

Gebbie é mais conhecida por ser a esposa do escritor inglês Alan Moore, autor de "V de Vingança" e "Watchmen".

Os dois trabalham juntos na minissérie pornográfica "Lost Girls", lançada no Brasil em maio (leia mais aqui). Moore faz o texto; ela, os desenhos.

É o terceiro nome internacional confirmado para o FIQ, que vai de 16 a 21 de outubro. O evento terá também o desenhista Ethan van Sciver e o criador de Ken Parker, o italiano Giancarlo Berardi (leia aqui).

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Escrito por PAULO RAMOS às 14h47
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