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30/06/2007
Bem-Vindo a Astro City funciona como ponto de partida para a série
Astro City passou por três editoras diferentes no Brasil. Começou na Pandora em 2002, migrou para a Devir em 2006, chega agora à Pixel, que lança um especial da série neste fim de semana.
Tantas mudanças nublam o acompanhamento das histórias. Um dos acertos de "Bem-Vindo a Astro City" (R$ 8,90), título de estréia da série na Pixel, é exatamente servir de ponto de partida para novos e antigos leitores.
A edição traz material de dois especiais inéditos da série, criada em 1995 pelo escritor Kurt Busiek, responsável também pelas histórias da edição.
Um dos especiais é do título "Astro City a Visitor´s Guide", lançado nos Estados Unidos em dezembro de 2004. A revista da Pixel, de 84 páginas, traz a primeira parte desse material, que faz uma espécie de dicionário ilustrado dos superseres de Astro City.
Cada herói é apresentado numa página. Há um resumo de sua origem e de suas principais características. Estão lá alguns já conhecidos dos leitores brasileiros, como o Samaritano, o Confessor e seu parceiro Coroinha, versões de Super-Homem, Batman e Robin.
Quem não conhece a série vai perceber mais semelhanças com outros personagens das editoras norte-americanas Marvel e DC Comics. Cada herói de Astro City é espelhado em outro já existente.
É uma forma de Busiek homenagear o mundo dos super-heróis, com uma leitura bastante pessoal e adulta, que dá o tom de toda a série, desenhada por Brent Anderson.
O segundo especial de "Bem-Vindo a Astro City" é de uma revista avulsa do Samaritano, tido como o principal herói de Astro City. A história é de setembro do ano passado e mostra a origem de Infiel, um de seus arqui-inimigos.
A Pixel já anunciou outro passeio pelas ruas de Astro City. Programou para agosto uma edição inédita com a Primeira Família, versão de Busiek para o Quarteto Fantástico.
Leia mais sobre os últimos lançamentos de Astro City no Brasil aqui e aqui.
Nota: a Pixel também começou a vender nesta semana o segundo número de "100 balas" (R$ 6,90). A revista traz as edições quatro e cinco da série norte-americana, escrita por Brian Azzarello e desenhada por Eduardo Risso. Esse material já tinha sido lançado no Brasil pela Opera Graphica.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h20
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29/06/2007
Revista Prismarte tem preço reduzido
Começou a circular neste fim de mês o novo número da revista "Prismarte", de Pernambuco. Esta edição 42 traz uma novidade rara: teve o preço reduzido. Custa agora R$ 5 (50 centavos a menos do que as últimas edições).
Este novo número traz entrevistas e três histórias em quadrinhos: "Quimera Brasil" (na capa ao lado), de André Gomes Torres, "Achados e Perdidos", de Fábio Turbay, e "Atmavictu", de Abmael Moraes e Marcos Roberto.
A "Prismarte" é uma das mais longas revistas independentes brasileiras. É mantida pela Pada, Produtora Artística de Desenhistas Associados.
A venda é por meio do site da Pada. É cobrado R$ 1,50 de envio postal (total: R$ 6,50).
Para acessar a página virtual, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h21
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Quarteto 2 mantém clima dos quadrinhos, mas história deixa a desejar
Há uma química entre os integrantes do Quarteto Fantástico. Pode ser pelos laços familiares deles, pelo carisma ou por um pouco dos dois elementos. O segundo filme do supergrupo, que estréia nesta sexta-feira, consegue preservar na tela boa parte dessa interação vista nos quadrinhos, embora a história deixe um pouco a desejar.
O elenco já estava à vontade no primeiro longa-metragem, lançado em 2005. Nesta seqüência, parece ainda mais solto nos papéis dos heróis que encarnam. Isso ajuda a -e muito- na condução das cenas de humor, um dos pontos altos do filme.
Assim como nas histórias da editora norte-americana Marvel Comics, boa parte das piadas vem das birras entre o Coisa e o Tocha Humana, interpretados no filme por Michael Chiklis e Chris Evans. Em geral, o herói de pedra é a vítima (embora haja uma exceção no longa).
Mas há outras boas cenas de humor, entre elas o jeitinho que sempre é dado para a Mulher Invisível (Jessica Alba) ficar sem roupa em público.
Ou a tentativa de Stan Lee, o criador do grupo, em 1961, de entrar na festa de casamento dela com o Senhor Fantástico (Ioan Gruffud). É a melhor participação de Lee nos filmes de heróis da Marvel (ele fez uma ponta em todos).
O humor se mescla a boas cenas de ação. O Surfista Prateado -feito por computação gráfica- rouba a cena na maioria delas, principalmente em sua primeira aparição, voando entre os arranha-céus de Nova York.
Mas é só. Do meio para o fim, o filme do diretor Tim Story perde o cenário apoteótico criado até então. E tem um desfecho frustrante, em especial para quem esperava a presença do gigante Galactus, de quem o Surfista é arauto.
Galactus era o grande vilão das histórias do Quarteto que inspiraram o roteiro deste segundo longa-metragem e que marcaram o primeiro encontro do grupo com o Surfista. Mas ficou só na inspiração.
Aproveite o humor e as cenas de ação. Diverte, mas não espere muito mais.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h31
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28/06/2007
Entenda melhor a Fest Comix
O que é?
A Fest Comix é uma das principais feiras de quadrinhos do país. É promovida pela Comix, loja de São Paulo especializada em publicações do setor. Está na 12ª edição.
Vai até quando?
Começa nesta sexta-feira e vai até domingo.
Por que a feira tem tanta repercussão?
São dois motivos. O primeiro é o volume de títulos à venda. Nesta edição, são 200 mil obras. Há material de todas as as editoras, novos e antigos. O segundo motivo são os descontos, que variam de 20% a 60%. Em geral, os lançamentos têm 20%.
Quantas obras serão lançadas?
A organização incluiu cerca de 30 títulos. Mas nem todos serão lançados na feira. Parte deles começou a ser vendida de uma semana para cá em bancas, livrarias ou lojas especializadas.
Quais serão lançados especificamente na feira?
Destacam-se:
- o livro "Almanaque da Cultura Pop Japonesa" e as novas edições de "Bone" e da nacional "Front" (Via Lettera)
- "Biblioteca Histórica Marvel - Quarteto Fantástico", "As Tiras do Homem-Aranha" e o mangá "Samurai Executor" (Panini)
- "Whoa, Nellie" (Zarabatana)
- "Bem-Vindo a Astro City", "Monstro do Pântanto - Amor em Vão", "Spawn - Origem" e o segundo volume de "WildCats - Círculo Vicioso" (Pixel)
- "Liberty Meadows" (HQM)
- "Groo Odisséia" (Opera Graphica)
- "Epilético" e o terceiro número de "Nausicaã" (Conrad); "Sandman - Fim dos Tempos" teve lançamento adiado; segundo a editora, houve problema na impressão da obra, reprogramada para julho
Quais títulos foram anunciados, mas já estão à venda fora da feira?
Entre os destaques, estão:
- o segundo volume do "Pasquim" (Desiderata)
- "A Saga do Monstro do Pântano", o segundo número de "100 Balas" e o nacional "O Corno que Sabia Demais" (Pixel)
- "Umbra", "12 Razões para Amá-la" e "Supremo - A Era de Ouro" (Devir)
- Os três novos álbuns de Tintim: "As Sete Bolas de Cristal", "O Templo do Sol" e "Tintim no País do Ouro Negro" (Companhia das Letras)
A entrada é de graça?
Não. É cobrado um ingresso. A meia-entrada custa R$ 5.
Vai muita gente?
Vai. É comum haver fila na entrada e no caixa. Neste ano, os organizadores da Fest Comix esperam superar o recorde da edição passada, realizada em novembro do ano passado, que teve público de 14 mil pessoas.
Vai haver apenas venda de quadrinhos?
Não. Há um ciclo de palestras nos três dias do evento, chamado pelos organizadores de Arena Comix. Nesta sexta, as exposições são voltadas à produção e à linguagem dos quadrinhos. No sábado, representantes de editoras e de sites de quadrinhos se alternam nas palestras. No domingo, o enfoque é no mangá, nome como é conhecido o quadrinho japonês. No site da feira, há todas as palestras com os horários de cada uma (para acessar, clique aqui).
Há alguma dica para a compra?
Há. Tente ir ao evento pela manhã. É menos cheio. Outra dica: pesquise antes e faça uma lista com as obras que pretende comprar. É muito comum a pessoa perder a referência no evento e gastar além do que pretendia.
Qual o horário da feira?
Sexta e sábado, vai das 10h às 20h. No domingo, das 10h às 18h.
Onde fica?
Esta 12ª edição vai ser no Colégio São Luís, em São Paulo. Fica na rua Luís Coelho, 323. É perto da estação Consolação do Metrô.
Escrito por PAULO RAMOS às 19h34
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Monstro do Pântano: a primeira semente da fase adulta da DC

Não precisava muito para perceber que havia algo de diferente nas histórias do Monstro do Pântano feitas por Alan Moore e relançadas em edição de luxo neste finzinho de mês (Pixel; R$ 54,90).
O escritor inglês assumiu o título no início de 1984 com olhos no leitor adulto. A DC Comics, editora da revista, mirava o adolescente, público-alvo de Super-Homem, Batman e companhia e, em tese, o mesmo do Monstro do Pântano.
O aparente impasse foi produtivo para as duas partes, como o tempo se encarregou de comprovar. Moore salvou o título do cancelamento e se tornou um dos escritores mais cortejados da editora.
A DC Comics aproveitou a aceitação das histórias para consolidar uma tendência que se avizinhava nos Estados Unidos: a do quadrinho produzido especificamente para adultos.
A editora "importou" outros autores ingleses -como Neil Gaiman, de Sandman- e criou um selo só abrigar histórias mais adultas, Vertigo (material que é publicado no Brasil com exclusividade pela Pixel).
A primeira semente plantada por Moore, em Monstro do Pântano, encontrou solo fértil na introspecção. O autor de "Watchmen" e de "V de Vingança" ajustou o foco para a mente dos personagens centrais e secundários, sem deixar de lado os elementos do terror, marca da série.
Moore também inseriu citações e referências a elementos literários e da cultura pop. O recurso virou estilo e fez escola. É, por exemplo, uma das marcas fundantes do texto de Neil Gaiman em "Sandman".
As sete histórias iniciais à frente do Monstro do Pântano, reunidas no álbum de 198 páginas da Pixel, podem ser divididas em três momentos diferentes.
No primeiro, ele encerra o arco de histórias anterior. É na trama de abertura, lançada na edição 21 da revista "The Saga of the Swamp Thing", de janeiro de 1984. A aventura é inédita no Brasil.
A outra parte do álbum continua desse ponto. Moore reconstrói a alma do ser, até então conhecido como o pesquisador-médido Alec Holland. A reviravolta imaginada por Moore é tão grande que o Monstro passa a questionar se é mesmo Holland.
As mudanças levam à última parte, como um personagem já redefinido. Ele tem de ajudar a amiga Abigail Cable a salvar crianças de um abrigo, vítimas de um ser demoníaco que se alimenta do medo delas.
O tempo mostra que as histórias não perderam a atualidade. E, lidas em seqüência, evidenciam que Moore ganha mais familiaridade com os personagens e com a escrita das histórias a cada edição.
Essas histórias foram publicadas no Brasil pela primeira vez nos anos 80, nas revistas "Novos Titãs" e "Superamigos", da Editora Abril. Depois, o personagem ganhou título próprio, lançado entre janeiro de 1990 e julho de 1991.
Houve um segundo lançamento em 2002 e 2003. A editora Brainstore publicou três encadernados com a fase do escritor britânico. As edições eram em preto-e-branco (ao contrário desta da Pixel). As três obras reeditaram os números de 21 a 42 da revista.
Tantas versões da mesma obra dão crédito às histórias. Monstro do Pântano marcou um momento de transição, tanto da carreira de Moore quanto da postula editorial da DC Comics. Ganha, agora, uma edição à altura de sua importância. Segundo a editora, haverá outras (leia mais aqui).
Nota: a Pixel lança neste fim de semana uma história da fase atual do personagem. "Monstro do Pântano: Amor em Vão" (R$ 6,90, 52 páginas) será publicado em duas partes. Vale inclusive a título de comparação.
Escrito por PAULO RAMOS às 11h17
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27/06/2007
Diários de um brasileiro premiado em Portugal
O cartunista Osvaldo da Silva Costa -ou somente DaCosta, como ele assina- recebeu no último dia 22, em Portugal, o prêmio pelo segundo lugar no Porto Cartoon, um dos mais importantes salões de humor do mundo.
O Blog pediu a ele, antes do embarque, se toparia enviar por e-mail algumas impressões da viagem e da experiência vivida na cidade do Porto.
O primeiro relato chegou no dia 21, dois dias depois do embarque no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na grande São Paulo. O segundo e-mail chegou na tarde desta quarta-feira.
DaCosta divide o segundo lugar como italiano Alessandro Gatto. O primeiro lugar ficou com o polonês Grzegorz Szumovski (veja os desenhos aqui e aqui). Outro brasileiro, Osmani Simanca, teve dois cartuns incluídos nas 15 menções honrosas do salão.
Grzegorz Szumowski (2º da esquerda para a direita), ao lado de Luiz Humberto, diretor do Museu Nacional da Imprensa (à dir.) e DaCosta (ao centro)
O santista DaCosta não fez só o texto. Tirou também fotos do evento, que pontuam a narrativa dele na próxima postagem.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 18h25
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Diários de um brasileiro premiado em Portugal - Parte 2
Com a palavra DaCosta, nosso representante no Porto Cartoon, em Portugal:
Relaxa e goza. Não imaginei que ia passar por isso, mas realmente a ministra tá certa. Quase cinco horas dentro do avião esperando ordens de decolagem de Brasília.
Cheguei à cidade do Porto às 12h45. 9h30 seria o horário da chegada, mas, na terra dos Calheiros (o rei do Gado), ainda estou falando do Brasil onde tudo fica pra depois.
Prédio do Museu Nacional da Imprensa, onde ocorreu a entrega dos prêmios
A abertura do salão é dia 22. Tá cheio de cartuns brasileiros e é muito legal ver trabalho dos patrícios.
A grande característica que marca muito o humor gráfico e seus salões é conhecer cartunistas de terras distantes e nascer uma nova amizade.
Sem precisar conhecer a língua nativa do país, conseguimos conversar com gestos e compreendemo-nos pela forma única que é o desenho de humor.
Da esquerda para a direita, cartum do polonês Szumovski (1º lugar) e de DaCosta (2º)
Na semana da festa, dois dias fomos para a Praça da Liberdade, no centro da cidade, desenhar rostos do povo português e de toda a Europa por estar acontecendo paralelamente a festa do padroeiro São João do Porto.
Sardinhada na brasa é o símbolo do Santo.
DaCosta na festa da caricatura, na Praça da Liberdade
Povo educado e muito gentil, temos muito que aprender com os portugueses e os laços que unem as nações.
O humor gráfico faz sua parte: sensibiliza sem usar o verbo, com poucos traços, o sorriso que todos gostaríamos de ver nos rostos nessa globalização à qual o salão propôs como tema deste ano.
Bom! Por enquanto é isso, quando voltar ao normal talvez eu tenha mais assunto. Agora é muito sono.
Abraços,
DaCosta
A organização do Porto Cartoon fez uma exposição virtual com os trabalhos vencedores, inclusive o dos brasileiros DaCosta e Osmani Simanca. Para ver, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 18h24
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Duas (boas) tiras do dia
Piratas do Tietê, de Laerte:
Níquel Náusea, de Fernando Gonsales:
Fonte: Folha de S.Paulo (edição desta quarta-feira)
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 15h22
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26/06/2007
Tiras do Homem-Aranha: uma das surpresas da Fest Comix
A Fest Comix é uma caixinha de surpresas. Sempre ocorre um lançamento inesperado na feira de quadrinhos. Nesta 12ª edição, que ocorre no próximo fim de semana, há duas surpresas: um livro de tiras do Homem-Aranha e um álbum de Jaime Hernandez, um dos autores de "Love and Rockets".
Nenhuma dos dois álbuns tinha sido divulgado pela Panini e Zarabatana, editoras das obras. Também não faziam parte dos lançamentos divulgados no site das editoras.
O álbum do Homem-Aranha (capa acima) tem 328 páginas. A edição da Panini vai trazer tiras diárias do herói publicadas entre 3 de janeiro de 1977 e 28 de janeiro de 1979.
"As Tiras do Homem-Aranha" foi produzido no formato 21 cm por 16,5 cm e vai custar R$ 49,90 (no evento, terá 20% de desconto).
As histórias são escritas por Stan Lee, o criador do personagem. Os desenhos são de John Romita, que fez a arte das aventuras do super-herói nos anos 60.
A outra surpresa da Fest Comix é "Whoa, Nellie!", de Jaime Hernandez. O álbum foi produzido em 1996.
Segundo a editora, a história foi feita num momento em que ele havia anunciado que iria parar com "Love and Rockets", revista feita com o irmão, Gilbert Hernandez. Mesmo assim, o rótulo "Love and Rockets" foi mantido na capa (ao lado).
A história é sobre luta-livre feminina (as protagonistas mulheres são uma obsessão no trabalho dos Hernandes). Xo e Gina, duas amigas, colocam a amizade à prova quando se tornam adversárias de ringue.
A Zarabatana diz que a edição possui páginas produzidas especialmente para o álbum. A obra tem 80 páginas e vai custar R$ 26 (também terá desconto de 20% na feira de quadrinhos).
A organização da feira de quadrinhos confirmou também dois novos mangás da Panini: "Vampire Knight", de Matsuri Hino, e "Samurai Executor" (ao lado), de Kazuo Koike e Goseki Kojima, os mesmos criadores de "Lobo Solitário".
A Fest Comix é uma das principais feiras de quadrinhos do país. O atrativo são os lançamentos e os descontos, que chegam a 60%.
Esta 12ª edição começa na próxima sexta-feira e vai até domingo, dia 1º de julho. Vai ser no Colégio São Luís, em São Paulo (perto da Avenida Paulista). Os organizadores esperam 14 mil visitantes. Leia sobre outros lançamentos da feira aqui e aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h50
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Obras de André Diniz têm lançamento paulistano nesta quarta
O escritor e desenhista André Diniz autografa nesta quarta-feira à noite, em São Paulo, "Chico Rei" e "Ponha-se na Rua!".
As duas obras da Franco Editora foram lançadas no Rio de Janeiro no mês passado e se baseiam em episódios reais da história do Brasil.
"Chico Rei" faz uma rápida história de Galanga, rei do Congo, trazido para o Brasil como escravo no século 18. Ele dedica a vida para a libertação dos negros de Ouro Preto, em Minas Gerais.
"Ponha-se na Rua!" era o apelido dado à sigla PR (príncipe regente), que era pintada nas casas brasileiras que iriam abrigar a família real portuguesa. Os desenhos são de Tibúrcio.
As duas obras têm 24 páginas cada uma.
A sessão de autógrafos começa às 19h30 na Menor Livraria do Mundo, que funciona no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, centro de São Paulo).
André Diniz é o autor da série "Subversivos" e é um dos mantenedores do site "Nona Arte" (com quadrinhos para serem lidos de graça).
O Blog conversou com Diniz no fim passado, quando lançou os dois livros no Rio de Janeiro. Leia mais aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 18h55
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Revista dos EUA inclui Bá e Moon entre promessas para 2007
Os irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon, autores das histórias de "10 Pãezinhos", foram incluídos entre na lista das cem maiores promessas do mundo do entretenimento para este ano. A relação é feita pelo revista norte-americana "Entertainment Weekly".
Pesaram na escolha as produções feitas pelos gêmeos para o mercado americano, caso de "The Umbrella Academy" e de "Casanova". No Brasil, o último trabalho deles foi a versão em quadrinhos do conto "O Alienista", de Machado de Assis (leia mais aqui).
Na entrevista para a publicação, eles dizem "não, obrigado" às histórias de super-heróis. "Para desenhar super-heróis, você tem de estar preparado para não se preocupar com a história", disse Moon à revista.
Na ilustração abaixo, feita pela dupla especialmente para a "Entertainment Weekly", eles dizem que preferem contar histórias sobre pessoas reais, "pessoas como você [leitor]". O desenho foi reproduzido no blog de Bá e Moon (clique aqui para acessar).

Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h04
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25/06/2007
Caricatura é tema de palestra e lançamento no Rio de Janeiro
Dois eventos de humor gráfico no Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, a pesquisadora Isabel Lustosa faz palestra sobre como as charges e caricaturas (re)contam a história do Brasil. Lustosa é especialista no tema.
A palestra vai ser às 17h30 na Academia Brasileira de Letras (av. Presidente Wilson, 203). O portal da academia (clique aqui) programou de transmitir a palestra ao vivo.
Na quarta-feira, há o lançamento do livro "É Mentira, Chico?". A obra faz uma homenagem, com caricaturas, ao humorista Chico Anysio.
O livro foi organizado por Ziraldo, autor da capa. Ele e Chico participam do lançamento, às 19h, na livraria Saraiva (av. Lauro Muller, 116, 3º piso).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h44
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Novo número de Tulípio chega aos bares nesta segunda

O novo número da revista "Tulípio" começa a circular nesta segunda-feira à noite por bares paulistanos e cariocas. Esta quinta edição tem tiragem de 15 mil exemplares (a mesma quantidade de cópias da edição anterior).
A publicação tem 24 páginas, formato de bolso e é distribuída de graça.
A "revista de boteco" foi criada pelo desenhista Paulo Stocker e pelo redator publicitário Eduardo Rodrigues (ele escrevia as histórias enquanto freqüentava os bares paulistanos).
A distribuição gratuita faz parte de um acordo dos autores com donos de bares. Em São Paulo, o acerto prevê exibição de cartuns de Tulípio num telão (no projeto chamado "Cine Boteco").
Stocker e Rodrigues têm planos de chegar a cem mil exemplares. Dentro e fora do eixo Rio-São Paulo. Três mil cópias da primeira edição já começaram a chegar à cidade de Belém, no Pará.
Os autores mantêm um site com mais informações sobre o personagem e sobre os pontos de distribuição. Para acessar, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h36
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Definidos os vencedores do 1º Troféu Alfaiataria de Fanzines
O nordeste dominou a lista de vencedores do 1º Troféu Alfaiataria de Fanzines. A divulgação dos vencedores foi na última sexta-feira, na Quanta Academia, em São Paulo.
O prêmio foi criado e organizado por Zé Oliboni e Diego Figueira, do site Pop Balões (especializado em quadrinhos). Esta primeira edição teve oito categorias e nove menções honrosas. Confira os premiados:
Melhor Fanzine
Manicomics nº 32
Melhor Revista Independente
Jayne Mastodonte nº 2
Flávio Luiz
Prêmio especial de Publicação Virtual
Escola de Animais
Leandro Robles
Melhor Desenhista
Lene / Manicomics
Melhor Roteirista
Leonardo Santana / Prismarte
Melhor Editor
JJ Marreiro / Manicomics
Melhor História
Flora (Marginalzine)
Autor: Shiko
Melhor Fanzine Sobre Quadrinhos
Justiça Eterna
O site Pop Balões, mantido pelos organizadores do Troféu, vão dar mais detalhes sobre os vencedores nesta semana. Para acessar, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h35
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24/06/2007
Universo DC consolida novo momento da editora no Brasil
"Universo DC" consolida um novo momento da DC Comics no Brasil. A revista da Panini (R$ 6,90), que começou a ser vendida nesta virada de semana, dá vez a títulos do chamado "segundo escalão" da editora norte-americana.
A nova revista traz histórias criadas a partir da minissérie "Crise Infinita", que dá um novo rumo a todos os personagens da editora, que publica Super-Homem e Batman. A última parte está à venda.
"Universo DC" traz quatro histórias: Batalha por Blüdhaven, Xeque-Mate, Sexteto Secreto e Pacto das Sombras. Os três últimos já tiveram uma minissérie cada um, lançada no ano passado em "Contagem Regressiva para Crise Infinita".
Nas últimas três décadas, personagens assim dificilmente encontravam espaço nas revistas brasileiras da DC. Ainda mais num título próprio.
O que ocorria até então era restringir as publicações aos carros-chefe da editora (mesmo assim, houve ocasiões em que alguns ficaram de fora). Títulos secundários que eventualmente furavam esse "bloqueio" eram publicados em revistas com um personagem mais forte para puxar as vendas.
Era o caso de "Esquadrão Suicida", na Abril, e de "Aves de Rapina", na Panini. O primeiro era publicado na revista da Liga da Justiça. O segundo ainda integra a revista Novos Titãs.
O lançamento de "Universo DC" é conseqüência na renovação de contrato da DC no ano passado, disputada entre as editoras Pixel e Panini. Esta conseguiu fechar o acordo em dezembro (leia mais aqui). A Pixel ficou com os títulos adultos, publicados nos selos Vertigo, Wildstorm e ABC (leia aqui e aqui).
A disputa levou a propostas melhores. A Panini havia prometido aumento no volume de publicações mensais e especiais. Nestes seis primeiros meses do ano, já se vê um outro momento editorial da DC se comparado ao ano passado.
Com "Universo DC", são sete revistas mensais (eram cinco em 2006). Um oitavo título será lançado no mês que vem, "Melhores do Mundo", com histórias da Mulher-Maravilha, Flash e Legião dos Super-Heróis (que há anos não era publicada no Brasil).
A Panini lançou também duas minisséries, especiais e as revistas da linha Grandes Astros, que mostram versões alternativas de Super-Homem e Batman.
A editora programou ainda edições de luxo com as primeiras histórias dos dois heróis e da Liga da Justiça. O primeiro, "Batman – Crônicas", foi anunciado para este mês (aqui).
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Escrito por PAULO RAMOS às 11h00
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Salão de Humor Paraguaçu Paulista abre inscrições
Mais um salão internacional de humor abre inscrições neste mês. É o de Paraguaçu Paulista, cidade do interior de São Paulo. Os trabalhos podem ser enviados até 15 de outubro. A premiação ocorre no mês seguinte, também no dia 15.
O salão tem cinco categorias: cartum livre, charge, tiras e caricatura. A quinta categoria é cartum temático, que vai receber trabalhos sobre "energia", assunto escolhido para a edição deste ano. Em 2006, o tema era "homem voador".
Os cinco primeiros colocados recebem R$ 2 mil cada um. Os desenhistas que ficarem em segundo lugar ganham R$ 1 mil e em terceiro, R$ 500.
Os trabalhos vencedores ficarão expostos na cidade até 15 de março de 2008.
Cada desenhista pode inscrever até três trabalhos por categoria. Mas todos têm de ser inéditos, inclusive o personagem usado na tira. Há mais informações sobre o regulamento e a forma de inscrição no site do evento (clique aqui).
Esta é a terceira edição do Salão de Humor de Paraguaçu Paulista. Em 2006, foram 1250 trabalhos inscritos. Conheça os desenhos vencedores do ano passado aqui.
Neste mês, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba também iniciou o processo de inscrição de trabalhos. Leia mais na postagem abaixo.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 08h22
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23/06/2007
Salão de Piracicaba vai ter categoria para trabalhos digitais
O Salão Internacional de Humor de Piracicaba vai ter uma nova categoria de premiação na edição deste ano. Batizada de "vanguarda", vai receber trabalhos feitos em computador.
É a primeira vez que o salão seleciona trabalhos digitais. Até o ano passado, o evento aceitava apenas trabalhos feitos em papel. Esse sistema continua para as demais categorias: charge, cartum, caricatura e tiras.
O tema é livre. Cada desenhista pode enviar até dois trabalhos. As inscrições vão até 13 de julho (podem ser feitas pelo site do evento; clique aqui).
Os vencedores de cada uma das categorias vão receber R$ 4 mil. Um deles concorre também ao grande prêmio do salão, no valor de R$ 5 mil.
Esta é a 34ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracibaca, o principal do país e um dos mais reconhecidos do mundo. A abertura do salão vai ser no dia 25 de agosto. Os 220 trabalhos selecionados ficam expostos até o dia 14 de outubro.
O salão, criado em 1974, já faz parte do calendário turístico da cidade do interior paulista. Este ano, vai homenagear o caricaturista Cassio Loredano, hoje com 59 anos. Foi programada uma exposição com trabalhos dele.
Veja os vencedores da edição do ano passado. Clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h00
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22/06/2007
As várias vezes em que Gwen Stacy morreu no Brasil
É difícil dizer com precisão cirúrgica qual a história do Homem-Aranha mais relançada no Brasil. Mas é possível dizer com segurança que a da morte de Gwen Stacy está no "top 5" da lista.
A história ganhou mais uma reedição nesta semana. Ela foi incluída no quarto número de "Homem-Aranha: Grandes Desafios - A Volta do Duende Verde" (Panini, R$ 18,90), coleção que reúne momentos marcantes da vida do herói.
Gwen Stacy era a namorada de Peter Parker, alter-ego do Homem-Aranha, na virada dos anos 60 para os 70. A história com a morte dela foi publicada em duas partes.
A primeira publicação no Brasil foi na revista "O Homem-Aranha" nº 54, de setembro de 1973. Continuava na edição seguinte (capa abaixo). A história saiu três meses depois da norte-americana.
Além deste novo álbum da Panini, houve pelo menos outras quatro reedições da história no país:
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- junho de 1980, em "Homem-Aranha" nº 18, da Rio Gráfica Editora (primeira reedição, capa abaixo);
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- dezembro de 1986, em "Marvel Especial - Homem-Aranha x Duende Verde" nº 2, da Editora Abril;
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- agosto de 1994, na revista "Teia do Aranha" nº 23, também da Abril;
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- novembro de 2004, no terceiro volume da série "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha", da Panini.
O "pecado" de Gwen Stacy foi ter conquistado o coração de Peter Parker. Até demais. O relacionamento dos dois se tornou cada vez mais sério (a edição da Panini reproduz uma das histórias de amor do casal).
Os editores da época começaram a visualizar o risco de um enlace mais duradouro do líder de vendas da editora. Para que Parker não se casasse, a meiga Gwen Stacy tinha de sumir. E sumiu.
Na edição 121 da revista "Amazing Spider-Man" (de junho de 1973), ela foi brutalmente assassinada pelo Duende Verde, um dos mais mortais vilões do herói.
A cena é uma das mais marcantes do personagem, criado em 1963 por Stan Lee e Steve Ditko.
O Homem-Aranha, tonto e enfraquecido por causa de uma gripe, tenta salvar a namorada no alto da ponte do Brooklin, em Nova Iorque (embora, na história, o herói mencione que seja ponte George Washington).
A cena é tão marcante que foi reproduzida no primeiro longa-metragem do Homem-Aranha. Mas com duas diferenças: 1) no lugar de Gwen foi colocada Mary Jane; 2) terminou com final feliz.
O álbum da Panini traz a história e as duas aventuras seguintes. Numa delas, Luke Cage, um herói de aluguel, é contratado para conter o Homem-Aranha, acusado do crime.
O leitor mais novo, alvo dessa coleção da Panini, talvez estranhe a história. E Gwen, bem diferente da versão vista no terceiro filme, ainda em cartaz.
Mas quem conhece o mínimo do personagem já sabe de cor e salteado todos os detalhes da história, bem como a importância dela para o herói. O que justifica tantas reedições.
Crédito: a capa da edição da Ebal, usada nesta postagem, foi reproduzida do site "Guia dos Quadrinhos" (para conhecer, clique aqui).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h18
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Livro mostra as origens da caricatura
A Marca de Fantasia explora -e sabe explorar- um filão ainda ignorado pelo mercado editorial brasileiro: o de livros teóricos sobre quadrinhos. Já faz tempo que a editora tem o melhor catálogo do gênero. E tem em Wellington Srbek um de seus principais colaboradores.
O pesquisador mineiro, de 32 anos, tem cinco obras publicadas pela editora, que fica em João Pessoa, na Paraíba. A última -"O Riso que nos Liberta: ou as Origens da Caricatura" (R$ 15, capa ao lado)- começou a ser vendida neste mês.
O livro recupera as raízes da caricatura, manifestação artística iniciada entre os séculos 15 e 16. A obra também traça diferenças com outros gêneros-irmãos, como a charge e o cartum.
A obra mostra a fundamentação teórica do doutorado defendido por Srbek na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A pesquisa abordava o humor nos quadrinhos do brasileiro Henfil (criador de Graúna, morto em 1988).
Foi na universidade mineira que Srbek se formou em História e concluiu um mestrado sobre a revista "Pererê", de Ziraldo. A pesquisa gerou dois outros livros da Marca de Fantasia: "Um Mundo em Quadrinhos" e "Quadrinhos & Outros Bichos". E há planos para outros dois.
"Eles correspondem à pesquisa analítica de meu mestrado e doutorado e têm os títulos Pererê, uma Aventura Brasileira e A Revolução de Fradim", diz ele, por e-mail. "Na verdade, eles já esperam por um editor desde 2000 e 2004, respectivamente."
Na entrevista a seguir, Wellington Srbek dá mais detalhes de seu último livro, que terá lançamento neste sábado no Salão do Livro de Belo Horizonte (espaço Serraria Souza Pinto, no centro de BH). Começa às 14h, com uma mesa redonda.
(A entrevista está na próxima postagem) |
Categoria: ENTREVISTA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h40
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Livro mostra as origens da caricatura - Parte 2
(continuação da postagem anterior)
Entrevista: Wellington Srbek
- É possível mapear um marco inicial da caricatura no mundo? E no Brasil?
- Elementos da estética da caricatura já estavam presentes na Antigüidade e na Idade Média, como nas imagens anticlassicistas da górgona ou nas alegorias anti-oficiais dos clérigos goliardos. Mas, segundo defendo no livro, o que conhecemos como “caricatura”, ou seja¨, o estilo de desenho de formas distorcidas e o retrato cômico da personalidade, surge na Europa dos séculos 16 e 17, desenvolvendo-se artisticamente a partir dos séculos 18 e 19. É uma trajetória que envolve nomes como Leonardo da Vinci, William Hogarth, James Gillray e Honoré Daumier. No Brasil, como desenho de humor ligado à imprensa, a caricatura terá como principal promovedor, na segunda metade do século 19, o piemontês naturalizado brasileiro Angelo Agostini [pioneiro do quadrinho no Brasil].
- Há uma cara da caricatura no Brasil?
- Creio que sim. Se você pegar um desenho do Henfil, por exemplo, há algo na força expressiva do traço que é radicalmente brasileiro, "latino-americano", de "terceiro mundo". Algo muito distinto do traço bem-acabado dos europeus e norte-americano em geral.
- Há quem defenda que o termo "caricatura" seja um grande rótulo, que abriga os diferentes gêneros do humor gráfico (charge, cartum, a caricatura em si). É nesse espectro que se insere seu estudo?
- Bom, na verdade o termo "caricatura" é o mais antigo dos três listados por você. Ele surgiu na passagem do século 15 para o 16. Em parte por esse motivo, ele acabou representando não apenas o estilo de formas hiperbólicas e incongruentes mas também o desenho humorístico como um todo. Porém, há uma clara distinção, pelo menos para mim, entre o que é a caricatura-retrato, a charge e o cartum. Na verdade, boa parte de "O Riso que Liberta" é dedicada a estabelecer essa diferenciação.
"O Riso que nos Liberta: ou as Origens da Caricatura" só é vendido no site da editora Marca de Fantasia. Para acessar clique aqui.
Wellington Srbek mantém uma página virtual com detalhes de trabalhos em quadrinhos escritos por ele, como "Alienz" e "Muiraquitã", vencedor do Troféu Casa dos Quadrinhos como melhor história em quadrinhos de 2006. Para visitar, clique aqui.
Categoria: ENTREVISTA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h38
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21/06/2007
Fest Comix vai ter Bone, Sandman, Front e Biblioteca Histórica Marvel
Há novos lançamentos confirmados para a Fest Comix, feira de quadrinhos que ocorre na virada do mês, em São Paulo. A lista inclui novos números de Bone e de Sandman, mais um álbum da Front, um livro sobre mangás e o primeiro volume de Bibliteca Histórica Marvel, com o Quarteto Fantástico. Todos os títulos da feira serão vendidos com desconto.
"Bone - A Caverna do Ancião" (Via Lettera, será vendido a R$ 20) continua a história do ponto onde terminou o álbum anterior, lançado em janeiro deste ano. As aventuras são inéditas.
Esta décima primeira edição do personagem criado pelo norte-americano Jeff Smith tinha sido anunciada para o fim de janeiro deste ano (leia aqui). Segundo a editora, o motivo do atraso foi a fusão da Via Lettera com a Beca Editora, de São Paulo, no mercado desde 1999.
A Via Lettera terá mais dois lançamentos na feira de quadrinhos. Um é o número 18 da "Front", que traz histórias produzidas por escritores e desenhistas nacionais. De acordo com a organização do evento, será vendida por R$ 25,60.
A outra obra inclui análises sobre mangás, nome como é conhecido o quadrinho japonês. "Almanaque da Cultura Pop Japonesa" reúne textos do redator e desenhista Alexandre Nagado produzidos desde 1995 para diferentes sites.
Segundo blog do autor, o livro ficou com 224 páginas. O preço ainda não foi definido.
"Sandman - Fim dos Mundos" é o oitavo volume da coleção que reedita do personagem escritas pelo inglês Neil Gaiman. A primeira publicação das histórias foi pela Editora Globo, na década de 90.
O preço do álbum não foi divulgado pela organização da feira de quadrinhos. No site da Conrad, editora da obra, o preço indicado é R$ 66. Deve ser vendido por menos do que isso.
A Conrad vai lançar no evento o primeiro volume de "Epilético", obra pouco conhecida no Brasil. Segundo síntese da editora, o escritor e desenhista David B. mostra a convivência que teve com o irmão, Jean Christophe, com a epilepsia (doença que causa distúrbio no sistema nervoso).
O valor da obra também não foi definido pela organização da Fest Comix. No site da Conrad, sai por R$ 44,90.
A Panini, uma das patrocinadoras da Fest Comix, ainda não divulgou os lançamentos da feira. Só um foi confirmado: o primeiro número de Biblioteca Histórica Marvel, que mostrará as histórias iniciais do Quarteto Fantástico.
O álbum de luxo (produzido com capa dura) tinha sido programado inicialmente para abril (leia aqui). A nova data vai coincidir com a estréia do segundo longa-metragem dos heróis da Marvel Comics, criados por Stan Lee e Jack Kirby no início dos anos 60 (que assinam as histórias da edição).
A lista de lançamentos da feira de quadrinhos possui, até agora, 25 títulos. A relação inclui obras que começam a ser vendidas nesta e na próxima semana.
É o caso da reedição das histórias do "Monstro do Pântano" escritas por Alan Moore (da Pixel), que tem lançamento nesta sexta-feira à noite em São Paulo.
Outra parte dos lançamentos já tinha sido anunciada na semana passada. Os primeiros títulos confirmados foram novos álbuns de Groo e de Tintim e a publicação das tiras de "Liberty Meadows", de Frank Cho, inédito no Brasil (leia aqui).
Esta décima segunda edição da Fest Comix deve ter 200 mil títulos à venda. A feira de quadrinhos ganhou popularidade por vender as obras com descontos de até 60%.
A feira vai ser entre os dias 29 de junho e 1º de julho no Colégio São Luís, em São Paulo (perto da Avenida Paulista). Os organizadores esperam 14 mil visitantes.
A Fest Comix mantém um site com os lançamentos, página que vai sendo atualizada regularmente. Para acessar, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h28
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Devir vai lançar dois trabalhos inéditos de Will Eisner
A Devir vai publicar dois álbuns de Will Eisner inéditos no Brasil: "A Força da Vida" e "O Sonhador". A programação da editora é lançar as obras no segundo semestre deste ano.
"A Força da Vida" se passa na década de 30, durante a depressão norte-americana. É uma época marcante na vida de Eisner (1917-2005). Foi nesse período que ele passou o início e o fim da adolescência.
As memórias dessa época pautaram diferentes obras do escritor e desenhista. É o caso de "A Força da Vida". O próprio Eisner classifica o trabalho como parte de uma trilogia envolvendo a Avenida Dropsie, de Nova York, onde cresceu.
Os outros trabalhos da trilogia são "Um Contrato com Deus & Outras Histórias de Cortiço", relançado este mês pela Devir (leia aqui), e "Avenida Dropsie", também publicado pela editora paulista.
"A Força da Vida" tem cerca de 170 páginas. Segundo a editora, a obra vai ser lançada em capa dura, assim como "Um Contrato com Deus".
O outro álbum a ser lançado este ano, "O Sonhador", também mostra memórias de Eisner. Pega o início da carreira dele como desenhista. É quase autobiográfico. "Quase" porque ele altera nomes dos personagens que representa.
Há, por exemplo, um certo "Jack King", referência a Jack Kirby, desenhista que ajudou a criar o Capitão América em 1941 (e vários outros personagens para a Marvel e DC nas décadas de 60 e 70).
Will Eisner se tornou famoso na década de 40. Foi quando criou o herói mascarado "Spirit", espécie de contos curtos publicados nos jornais norte-americanos. Ainda é sua criação mais famosa.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h54
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20/06/2007
Relançada obra de Will Eisner que deu início às graphic novels
Muitas vezes o que prepara a leitura de uma história em quadrinhos é o rótulo dado a ela. Até o fim da década de 70, faltava nos Estados Unidos um nome para o quadrinho tido como mais "sério" e voltado ao público adulto.
Will Eisner (1917-2005) precisava desse rótulo para dar um ar mais literário ao álbum "Um Contrato com Deus & Outras Histórias de Cortiço", relançado neste mês numa edição de luxo, em capa dura (Devir, R$ 48,50).
O escritor e desenhista contornou o problema criando o termo "graphic novel". Funcionou. Outras editoras, inclusive de super-heróis, passaram a usar o rótulo para dizer ao leitor que se tratava de uma obra mais rebuscada. O recurso é usado até hoje.
O nome, diferente do corriqueiro "comics", ajudou os quadrinhos a fugirem do estereótipo de "leitura de criança". Era exatamente o que Eisner queria. Transformou uma história em quadrinhos em romance gráfico.
Ele encontrou nessa saída lexical o recurso que faltava para consolidar seu lado literário, manifestado no casamento entre palavra e imagem. Era algo que ele já fazia na década de 40 com o herói mascarado Spirit, ainda sua criação mais famosa.
"Um Contrato com Deus & Outras Histórias de Cortiço" traz quatro contos urbanos, ambientados nas primeiras décadas do século passado. A maior parte se baseia em uma leitura ficcional de experiências reais de Eisner.
Algumas foram vividas na infância pobre no bairro do Bronx, em Nova York. Outras foram presenciadas já na fase adulta.
A mescla entre os dois momentos da vida de Eisner é bem nítida na história que dá título ao álbum, de 200 páginas.
Um judeu, Frimme Hersh, se revolta após a morte da filha adotiva. Acha que Deus não cumpriu o contrato fictício, "firmado" entre os dois décadas antes.
O acordo, escrito numa pedra, previa que Deus seria com com Hersh se ele fosse uma pessoa justa, postura que se tornou sua filosofia de vida desde então. A morte da filha seria uma "quebra de contrato".
Essa história se passa na Avenida Dropsie, onde Eisner cresceu (a avenida deu título a outra graphic novel dele, já lançada pela Devir).
Mas a situação do conto foi espelhada numa experiência adulta: a perda da filha Alice, que morreu de leucemia em 1970, aos 16 anos. O grito de Hersh era também o de Eisner.
O desenhista relata esse bastidor numa introdução, no início do álbum. Era algo que não havia mencionado em 1978, ano de publicação da obra nos Estados Unidos. No Brasil, a primeira edição foi lançada em 1988 pela Brasiliense (num formato um pouco menor).
O termo "graphic novel", inaugurado nesta obra de Eisner, foi a resposta norte-americana a algo que já vinha ocorrendo na Europa há alguns anos com os álbuns de luxo. Mas serviu para agregar um público adulto para os quadrinhos.
As editoras colhem os louros hoje, quase trinta anos depois. Inclusive no Brasil.
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Escrito por PAULO RAMOS às 14h02
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19/06/2007
Maakies: tira inovadora com humor intencionalmente surreal
O primeiro contato com Maakies vai causar estranheza. A tira acima é um bom exemplo. O humor gira em torno da "caca" de nariz e do que fazer com ela.
A reação inicial de incômodo é perfeitamente normal. Mas vale insistir nas histórias, reunidas num álbum lançado neste mês (Zarabatana, R$ 36, capa ao lado).
É o inusitado que a diferencia e a torna inovadora.
A série se passa num navio. Os protagonistas são dois marinheiros: o corvo bêbado Drinky Crow e o não menos bêbado macaco Tio Gabby (Uncle Gabby, no original). O álbum traz 200 tiras da dupla.
Maakies, inédita no Brasil, foge do padrão de uma tira normal. Há o tradicional humor no fim, mas a abordagem é completamente surreal. A começar pela estrutura da tira. Há sempre duas histórias: a principal, em primeiro plano, e outra, no rodapé, sem personagens fixos.
As situações da série criada pelo norte-americano Tony Millionaire também escapam do convencional. Os personagens comem o próprio corpo, atiram em si, perdem partes do corpo. Mas nunca morrem.
Millionaire, hoje com 51 anos, capitaliza a repercussão da série, que publica desde 1994 em semanários dos Estados Unidos. Ele prepara uma versão animada dos personagens para o canal de TV Adult Swim. Já foi gravado um piloto da série.
Segundo a editora Zarabatana, há material de Maakies para pelo menos mais dois álbuns. Um segundo número vai depender da aceitação deste álbum de estréia.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h51
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Até sábado, há pelo menos um evento de quadrinhos por dia
Esta semana tem uma overdose de eventos ligados a quadrinhos.
Há de tudo um pouco, e em diferentes estados.
Terça-feira
Paulo Caruso autografa "As Mil e Uma Noites", livro com tiras produzidas por ele para o "Jornal do Brasil" na primeira metade dos anos 80 (leia aqui). Vai ser no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, no centro de São Paulo).
Quarta-feira
Há debate na 2ª Semana de Quadrinhos, que ocorre desde segunda na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores Alvaro de Moya, Moacy Cirne e Carlos Patati debatem a identidade cultural dos quadrinhos. Começa às 14h. O evento, que é produzido pelos alunos, é de graça.
Quinta, sexta e sábado.
Há um ciclo de palestras e lançamentos na livraria Fnac da Avenida Paulista (nº 901). Na quinta, Wander Antunes dá palestra e lança "As Aventuras de Zózimo Barbosa - O Corno Sabia Demais". O álbum é da editora Pixel, que também organiza o evento. Às 19h.
Na sexta, há lançamento do primeiro encadernado do "Monstro do Pântano" (de Alan Moore, leia aqui) e do terceiro número de "Pixel Magazine". Ocorre também uma mesa-redonda sobre quadrinhos adultos com o jornalista Sidney Gusman (site Universo HQ / Estúdios Mauricio de Sousa) e os editores da Pixel Odair Braz Junior e Cassius Medaur. A partir das 19h.
No dia 30 de junho, às 16h, foi programado um evento para divulgar o mangá da cantora Avril Lavigne, com show e reunião de fãs.
Sexta-feira
Entrega do 1º Troféu Alfaiataria de Fanzines, promovido pelos organizadores do site Pop Balões. Haverá também palestra com Jozz, criador do álbum "O Circo de Lucca", ainda não lançado (leia aqui). Vai ser na Quanta Academia (rua Minas Gerais, 27, em São Paulo). Começa às 20h.
Sábado
Há uma mesa-redonda sobre produção e edição de quadrinhos no Salão do Livro de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Participam Fabiano Barroso (da revista Graffiti), Cristiano Seixas (do estúdio Big Jack) e o pesquisador e quadrinista Wellington Srbek, que lança o livro "O Riso que nos Liberta". O Salão é no espaço cultural Serraria Souza Pinto, no centro de BH. Começa às 14h.
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Escrito por PAULO RAMOS às 13h22
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A discutível ética dos superjornalistas dos quadrinhos
O site Universo HQ, especializado em notícias sobre quadrinhos, deu hoje uma nota que merece registro. O "Observatório da Imprensa" desta terça-feira à noite vai discutir os jornalistas das histórias em quadrinhos.
O programa, apresentado por Alberto Dines, discute semanalmente temas ligados à cobertura da imprensa. É produzido pela TVE do Rio de Janeiro e é retransmitido por outras emissoras públicas, como a TV Cultura (vai ao ar às 23h30).
Segundo o site, participam da mesa Álvaro de Moya e Moacy Cirne, ambos pioneiros na pesquisa teórica de quadrinhos no Brasil, e os jornalistas Sidney Gusman (Universo HQ) e Rodrigo Fonseca (O Globo).
O papel dos jornalistas nos quadrinhos foi estudado num TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) concluído no ano passado na Universidade de São Paulo. O autor da pesquisa, Maurício Kanno, abordou a atuação dos super-heróis na imprensa. Ou do alter-ego deles.
O foco do estudo esteve em Clark Kent e Peter Parker, respectivamente Super-Homem e Homem-Aranha. Kanno analisou 172 revistas em quadrinhos dos dois heróis, a maioria da década de 90. Uma das conclusões foi que a atuação deles na imprensa foge à ética profissional do jornalista.
O ponto mais questionável é que tanto Kent quanto Parker usam seus próprios feitos como fonte de parte das reportagens que fazem. O caso do Homem-Aranha é mais explícito: Parker viveu por muito tempo de fotos do herói vendidas para o jornal "Clarim Diário".
Em outras palavras: os dois reportam notícias das quais participaram e ajudaram a tornar reais. Isso reduz a tênue linha que separa o interesse público do individual, algo condenado pela ética jornalística.
Clark Kent e Peter Parker, quando atuam na imprensa, não são éticos, segundo a pesquisa de Kanno.
Há um resumo do estudo no site do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP, do qual Kanno faz parte. Para ler, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h21
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