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31/05/2007
Em menos de um mês, Panini publica duas vezes origem de Venom
A história que conta o surgimento de Venom, vilão que aparece no terceiro filme do Homem-Aranha, foi publicada mais uma vez pela editora Panini. A mesma aventura tinha sido lançada no Brasil há menos de um mês.
A nova reedição integra o quinto número de "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha" (R$ 25,90, capa ao lado), que chegou às bancas no meio desta semana. O álbum relança as oito primeiras histórias do herói feitas por Todd McFarlane, um dos mais populares desenhistas do personagem.
A primeira publicação foi no número de estréia da coleção "O Homem-Aranha - Grandes Desafios", lançado no dia 4 de maio, data em que o longa-metragem do herói chegou aos cinemas nacionais (leia mais aqui).
O surgimento de Venom já tinha sido publicado pela Editora Abril na década de 90. Nos Estados Unidos, saiu no número 300 da revista "Amazing Spider-Man", de maio de 1988. Era uma edição especial, com o dobro de páginas.
Os dois álbuns trazem outras histórias do Homem-Aranha. Mas por que lançar uma das aventuras duas vezes num curto período de tempo?
"Basicamente, porque são dois produtos diferentes voltados para públicos distintos", diz por e-mail Fernando Lopes, editor das revistas Marvel, empresa norte-americana que detém os direitos do personagem.
"O primeiro [Grandes Desafios] é destinado aos fãs do filme que desejam conhecer um pouco mais da trajetória do personagem nos quadrinhos, enquanto o segundo é mais um item para colecionadores, compilando uma fase específica", diz.
Segundo Lopes, a fase de McFarlane era uma das mais pedidas pelos leitores. Em agosto de 1990, a Marvel criou uma revista do Homem-Aranha exclusiva para o desenhista, que passou também a escrever as histórias.
As cinco primeiras aventuras do novo título de McFarlane, batizadas de "Tormento", foram reunidas no segundo número da coleção "O Homem-Aranha - Grandes Desafios", lançado também neste mês (leia aqui).
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Escrito por PAULO RAMOS às 13h34
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Troféu do HQMix deste ano simula moeda furada (com Kactus Kid)
Já está pronto o troféu que vai ser entregue neste ano no HQMix, principal premiação de quadrinhos do país. A estatueta vai ser em formato arredondado, simulando uma moeda furado, e mostrará o caubói Kactus Kid, criado pelo brasileiro Renato Canini.
A primeira imagem do troféu foi mostrada nesta semana no site Herói (é a mesma que o Blog reproduz abaixo). Em cada um dos lados da estatueta (ou da moeda) há uma faceta do personagem. Num lado, aparece o sorridente caubói. No outro, o alter-ego do herói.
As aventuras de Kactus Kid parodiavam os faroestes norte-americanos. O herói morava na cidade de Descansa City. Como disfarce, usava óculos e tirava a dentura, usada apenas quando tinha de se tornar o sorridente caubói (como aparece no troféu).
As histórias foram publicadas na extinta “Crás”, revista publicada pela editora Abril no meio da década de 70.
Cada edição do HQMix faz uma homenagem a um personagem do quadrinho nacional. Kactus Kid é o deste ano, como o Blog havia antecipado em março (leia aqui). Em 2006, o troféu lembrou “Madame e seu Bicho Muito Louco”, do cartunista Fortuna (já falecido).
A entrega do 19º HQMix vai ser no dia 11 de julho no Sesc Pompéia, em São Paulo. Segundo o site do prêmio, os vencedores serão anunciados uma semana antes do evento.
Veja abaixo a imagem do troféu. Frente e verso (ou herói e alter-ego).

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Escrito por PAULO RAMOS às 08h31
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30/05/2007
Documentário sobre 1º salão de humor do país ganha nova edição
Faz 39 minutos que Fernando Coelho dos Santos mostra como ficou a nova versão do documentário sobre o 1º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos, que organizou em 1973. No momento em que este texto entra no ar (19h39), ele faz um lançamento fechado para cerca de 200 convidados no Jeremias o Bar, no centro de São Paulo.
O documentário ganhou mais imagens históricas. Ficou com 15 minutos de duração, cinco a mais do que na primeira versão, produzida por alunos da Universidade Mackenzie como projeto de conclusão de curso.
A reedição foi toda bancada por Fernando Coelho. Ele fez mais de 200 cópias, distribuídas de graça no evento desta quarta. O acordo com o Mackenzie estabelece que o vídeo não pode ser vendido, apenas exibido em eventos e em redes públicas de televisão.
Por ser o organizador do salão, o primeiro do país, Coelho é um dos personagens centrais do documentário. Na época, era vice-presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) do Mackenzie, universidade onde estudava economia.
O salão ocorreu entre 14 e 28 de outubro de 1973 no Museu Lasar Segall, em São Paulo. Ele conta que teve a idéia meses antes. Passou logo para a prática.
Entrou em contato com todas faculdades de comunicação do país e com vários veículos de imprensa. Mandava um texto personalizado para cada mídia. Seu e-mail era a boa e velha carta.
"Eu enchi um Fusca branco de correspondência para os correios", diz Coelho, hoje com 57 anos. O carro era dele. E tornou-se um curioso parceiro na organização do evento de humor.
Foi com o Fusca que ele viajou para o Rio de Janeiro para organizar a exposição carioca do salão, realizada no fim de 1973. A mostra apresentava os cerca de 70 trabalhos selecionados. Foram mais de 800 inscritos.
Na mostra, havia nomes então desconhecidos, como Paulo José Caruso e Arnaldo Angeli Filho, respectivamente, Paulo Caruso e Angeli, cartunistas que hoje dispensam muitas apresentações.
O 1º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos tinha duas categorias: desenho de humor e histórias em quadrinhos. Foram premiados quatro desenhistas de cada uma. Um dos vencedores foi Flavio Migliaccio, hoje ator da TV Globo.
"O cartum dele mostrava um cara na parede. E quem eram os atiradores? As câmeras de TV", diz Coelho, que trabalha atualmente como corretor de seguros.
O valor dado aos premiados, em valores de hoje, daria mais ou menos uns R$ 2 mil, segundo Coelho, que atualmente trabalha com corretor de seguros.
Ele conta que conseguiu que a maior parte do salão paulista -os prêmios inclusive- fosse bancada com verba do DCE. O resto do dinheiro veio de conversas aqui e ali. As conversas, diz, foram essenciais para tocar o projeto.
Foi com lábia que ele superou as resistências ao salão. Não dos militares, que comandaram o país 1964 a 1985. Mas dos próprios artistas. "Todos eles diziam que o Mackenzie era CCC [Comando de Caça aos Comunistas]. Eles diziam que não iam participar".
A resistência era por causa da briga entre estudantes do Mackenzie e da USP (Universidade de São Paulo), ocorrida em outubro 1968 na rua Maria Antônia, no centro paulistano. No Mackenzie, havia estudantes ligados ao CCC e a outras entidades contrárias ao comunismo.
Fernando Coelho, que em 2006 foi homenageado no Troféu HQMix, diz que ganhou todos os resistentes no "xaveco". Inclusive o grupo da "Balão", tida como primeira revista independente brasileira, que revelou artistas como Laerte, Luís Gê e os irmãos Caruso.
"Fui para a casa do Laerte. Fui xavecando e consegui contornar essa situação desconfortável na conversa", diz ele, que ajudou anos depois a organizar a primeira edição internacional do salão de Piracicaba.
Só nessa edição, a terceira, é que Piracicaba superou os mais de 800 inscritos de seu irmão mais velho, o Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos, que teve uma outra edição seis anos depois, organizada pelo cartunista Gualberto Costa.
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Escrito por PAULO RAMOS às 18h39
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Mulheres: o Japão do pós-guerra pelo olhar feminino
"Mulheres" não é um mangá. É um gekigá, nome dado ao quadrinho japonês mais dramático e realista, voltado a um público adulto. A obra, lançada nesta semana (Zarabatana Books, R$ 33), é produzida pelo "pai" do gênero, Yoshihiro Tatsumi.
O autor, hoje com 72 anos, é pouco conhecido no Brasil. Por isso, o álbum toma o cuidado de contextualizar quem ele é. E contexto, no caso de Tatsumi, é essencial para entender o trabalho dele.
O escritor e desenhista desenvolveu o gênero nos anos que vieram depois da 2ª Guerra Mundial. Derrotado, o Japão procurava se reerguer. O país e seus moradores, todos vítimas da recessão.
O olhar detalhista de Tatsumi -com traços igualmente realistas- vê a realidade pelo ângulo de seus habitantes. Ou melhor: de suas habitantes.
É por meio delas que o autor mostra as diferentes formas de viver no Japão dos anos 60, época de publicação da obra.
São seis mulheres em seis contos diferentes. Há as prostitutas Hisako e Mika, a assistente de doentes Kyouko, a dedicada esposa Kuriko, a vingativa Keiko, a dona de bar Hanai.
Em comum, todas buscam de alguma forma ascender socialmente. Nem que seja de uma maneira pouco nobre.
As mulheres funcionam como uma metonímia. A realidade delas é também a do Japão. São contos urbanos com toques de poesia, algo que fica bem mais explícito na sexta e última história, "A Mulher que Pescava" (o tamanho dos peixes capturados é uma metáfora do poderio financeiro dos homens conquistados).
Após a leitura, entende-se por que Yoshihiro Tatsumi conquistou a reputação que tem.
Nota: as quatro páginas da introdução da obra são assinadas pela especialista em quadrinho japonês Sonia Bibe Luyten. Esta postagem se baseou muito nos ensinamentos dela. Assim como a obra, o texto de Sonia merece uma cuidadosa leitura.
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Escrito por PAULO RAMOS às 07h09
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29/05/2007
Série Maakies vai sair no Brasil
A editora Zarabatana vai publicar "Maakies", tira alternativa do norte-americano Tony Millionaire.
A série conta as histórias de dois marinheiros: o corvo bêbado Drinky Crow e o macaco Tio Gabby (Uncle Gabby, no original).
O álbum (capa ao lado) está programado para junho e vai trazer 200 tiras inéditas no Brasil.
Há pouco mais de duas semanas, o jornalista Diego Assis, do site G1, fez uma boa entrevista com Millionaire. Para ler, clique aqui.
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Escrito por PAULO RAMOS às 19h22
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Panini coloca na internet uma das histórias de Sete Soldados
A editora Panini colocou na internet uma das histórias de "Sete Soldados da Vitória". A aventura é a mesma que abre o primeiro número da minissérie, atualmente nas bancas.
A história está disponível no site Omelete, especializado em quadrinhos e cultura pop. A trama corresponde ao número zero da saga.
É uma espécie de prelúdio para a série, que é escrita por Grant Morrison (mesmo autor de "Grandes Astros DC - Superman", também nas bancas).
A proposta de Morrison foi criar sete minisséries separadas, cada uma com um personagem diferente da editora norte-americana DC Comics (os tais sete soldados da vitória).
Ao final, o escritor interligou todas as tramas.
De acordo com a Panini, a ida da história para a internet é para promover o lançamento da segunda edição de "Sete Soldados da Vitória" (capa acima, R$ 6,90), prestes a ir para as bancas.
"É um teste", diz por e-mail Fabiano Denardin, editor da minissérie. "Dependendo da repercussão/sucesso, poderemos fazer isso mais vezes como forma de promoção/divulgação pra outros grandes eventos/séries."
No Brasil, a série será publicada em oito edições mensais.
Para ler a história zero, disponível em formato pdf, clique aqui.
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Escrito por PAULO RAMOS às 14h00
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28/05/2007
Histórias em quadrinhos narram dois momentos da história do Brasil
"Chico Rei" e "Ponha-se na Rua!" não são apenas duas histórias em quadrinhos. São fragmentos da História em quadrinhos. As obras, que têm lançamento nesta semana, mostram dois momentos do Brasil colonial.
"Chico Rei" faz uma biografia de Galanga, rei do Congo, trazido à força para o Brasil para atuar como escravo em Ouro Preto, Minas Gerais, no século 18. Aqui, dedicou a vida para libertar outros negros na mesma situação, entre eles o filho.
"Ponha-se na Rua!" foi o apelido dado no início do século 19 à sigla PR. As duas letras resumiam a expressão "Príncipe Regente" e eram desenhadas na porta das casas que abrigariam membros da família real portuguesa na época em que esteve no Brasil. O livro conta um "causo" dessa época.
As duas obras, de 24 páginas cada uma, são escritas por André Diniz. Em "Chico Rei", ele também faz os desenhos da edição (em "Ponha-se na Rua!", a arte foi de Tiburcio). "É um sonho antigo meu o de usar as histórias em quadrinhos como recurso didático", diz Diniz, por e-mail.
"`Ponha-se na Rua!`, por exemplo, foi escrita em 2002, assim como uma primeira versão de roteiro de ´Chico Rei´ também foi escrito na mesma época. Na ocasião, não encontrei nenhuma editora interessada em publicar quadrinhos didáticos, veja só. Pouco depois, virou um filão."
Diniz, hoje, se diz um apaixonado pela área. Mas, nos tempos de colégio, não tinha empatia pelo tema. O gosto pela história veio depois, por conta própria.
"Tomei gosto a ponto de quase todos os meus trabalhos terem em maior ou menor grau a reconstituição histórica como ingrediente", diz o quadrinista de 31 anos, autor da série "Subversivos", sobre a ditadura militar brasileira (disponível no site Nona Arte, mantido por ele e pelo desenhista Antonio Eder).
"A escola, ao menos no meu caso, falhou ao tornar aborrecido algo tão importante e tão interessante. Mesmo o ensino tendo mudado desde aquela época até hoje, acho que ainda há muito o que acrescentar a essa estrutura tradicional de ensino, e é isso que eu busco com essas histórias em quadrinhos."
"Chico Rei" e "Ponha-se na Rua!" fazem parte de uma coleção da Franco Editora voltada a leitores mais jovens (embora interessem também os mais velhos). Não há nada definido sobre outros número. Vai depender das vendas dessas duas edições.
O que está certo é a produção de outros 12 trabalhos em quadrinhos. Mas Diniz mantém o tema em segredo.
"Tudo o que eu posso adiantar é que são quatro de história do Brasil, quatro de história geral e quatro de filosofia, com desenhos meus, do Laudo, do Antonio Eder, do Daniel Brandão e do José Aguiar."
Paralelamente ao novo projeto, Diniz divide a tarefa com várias outras, como a produção de palavras-cruzadas, roteiro para as revistas do Sito do Picapau Amarelo (da Editora Globo) e a criação da filha Lia, nascida há seis meses.
Ele arruma tempo ainda para fazer dois lançamentos num intervalo de 24 horas em dois estados diferentes, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Nesta terça-feira, lança as obras na 2ª Fest Ler, evento literário de Juiz de Fora, em Minas (Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, av. Getúlio Vargas, 200, centro). Começa às 15h.
Na quarta, já está no Rio para o segundo lançamento, às 16h, em outro evento sobre livros. Vai ser no Museu de Arte Moderna (MAM). Fica na av. Infante Dom Henrique, 85, no Parque do Flamengo.
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Escrito por PAULO RAMOS às 19h45
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Livro reúne charges do futebol carioca feitas por Henfil
Henfil gostava de rotular os torcedores do futebol carioca nas charges que fazia. O Bacalhau era o do Vasco; o Pó-de-arroz, do Fluminense; o Cri-Cri, do Botafogo. O mais famoso era o Urubu, personagem-símbolo do Flamengo e título da coletânea de desenhos dele lançada neste fim de mês (Desiderata, R$ 24,90).
Há dois motivos para a fama do Urubu. O primeiro é de ordem pessoal. Henfil era flamenguista roxo. O segundo motivo foi a fase vitoriosa que o time viveu na virada da década de 70 para a de 80, época em que as charges foram produzidas.
O time foi tricampeão carioca e brasileiro. Ganhou a Taça Libertadores da América e foi Campeão Mundial num mesmo ano, 1981. E tinha na equipe um inspirado Zico, objeto de várias dos desenhos humorísticos.
O jogador, que assina a orelha da obra, foi tão representado pelo traço de Henfil que ganhou um capítulo só para ele no livro.
Zico diz que as "críticas ao Flamengo eram bem pesadas". Mas não perdia uma. A preferida era a que repórteres entrevistavam o joelho machucado dele (incluída no livro), assunto que dominou por muito tempo a cobertura esportiva nacional.
Os outros dois capítulos são dedicados ao Urubu -ou seja, ao Flamengo- e a situações genéricas do futebol do Rio de Janeiro.
Os trabalhos reunidos nas quase 150 páginas do livro foram publicados na revista "Placar" e no "Jornal dos Sports", periódico criado em 1931.
Como deve ser, as charges recuperam um momento histórico privilegiado no futebol carioca.
O livro também tem outro papel: tira do esquecimento mais uma seqüência de trabalhos do mineiro Henrique de Souza Filho, o Henfil, morto em 1988 aos 43 anos.
O autor, que teve passagem marcante no jornal alternativo "Pasquim", contraiu Aids numa transfusão de sangue, necessária por ser hemofílico.
O fim triste de Henfil contrasta com a alegria de suas criações, bem acima da média. Usando o jargão do futebol, pode-se dizer que o desenhista era um craque. "Urubu" comprova isso.
Para ver imagens do livro, clique aqui.
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Escrito por PAULO RAMOS às 08h04
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27/05/2007
Novo número da Cão tem lançamento nesta segunda
Há quem diga que o difícil não é tanto lançar uma revista em quadrinhos independente. O difícil é chegar à segunda edição.
Essa barreira, pelo menos, os organizadores da "Cão" conseguiram superar. O lançamento do novo número tem dia e horário marcados. Vai ser nesta segunda-feira, em São Paulo.
A nova edição é o número um da revista (Studio Vermis, R$ 2,60). Os autores já tinham feito uma edição zero do título, lançada em fevereiro (leia aqui).
A primeira publicação, a de fevereiro, ainda não se pagou. Mas não impediu que os responsáveis por ela colocassem grana do próprio bolso para uma segunda empreitada.
"A gente não faz isso para ganhar dinheiro", diz por telefone Harriot Junior, editor da "Cão" e autor de três das quatro histórias da revista. Segundo ele, a vontade do grupo é a de publicar quadrinhos para iniciar uma carreira na área.
"A crítica do público é o melhor retorno para saber se a gente está fazendo [quadrinhos] certo ou errado", diz Junior, um designer gráfico paulistano de 29 anos. Ele já participou de outras publicações independentes, como a "Garagem Hermética".
O grupo da "Cão", batizado de Studo Vermis, se conheceu no Centro Universitário Belas Artes, onde a maioria dos integrantes estudou e se formou. A trupe é composta por cinco autores fixos: Harriot, Ko Ming, HErvilha (aglutinação do nome de Henrique Ervilha), Rodrigo Taniguchi e Marcelo Manzano.
A cada edição, convidam um sexto integrante. O deste número é a desenhista Joana Cristina.
O processo de criação da revista é coletivo. Os autores se reúnem e definem um tema a ser trabalhado. O deste número é uma mescla de tecnologia com cyberpunk. No encontro, também fica definida uma lista de filmes e livros que vão servir de base para a produção das histórias.
É por isso que as histórias apresentam várias referências. Neste número, é possível perceber elementos de longas como "Tron", "O Homem Bicentenário", "Metrópolis" e, mais explicitamente, "Blade Runner – O Caçador de Andróides", estrelado por Harrison Ford (representado na capa da revista, feita em tons prateados).
O tema da próxima edição já está definido: anos 80. Vai sair em agosto. A proposta é que a revista seja publicada religiosamente a cada três meses. "A gente se comprometeu a manter a cronologia certinha. É um respeito com o leitor", diz Junior.
Outra intenção dos integrantes do Studio Vermis é ter sempre mais páginas de quadrinhos. Na edição zero, foram 24. Nesta, 32. "O objetivo é aumentar as páginas, mais e mais. E manter o preço numa margem em torno de R$ 3."
Quanto ao nome da revista, Harriot Junior explica que vem dos livros de Robert E. Howard, criador de Conan, o Bárbaro. "Toda vez que Conan ia falar um palavrão, ele gritava ´cão’. Foi aí que a gente decidiu colocar esse nome."
"Além disso, há múltiplos sentidos para a palavra. Pode ser o melhor amigo do homem, pode ser o capeta, pode ser múltiplas coisas", diz.
O lançamento da revista "Cão" é nesta segunda-feira, a partir das 19h, no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37, no centro de São Paulo).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 22h54
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Marcatti prepara novo álbum em quadrinhos
Marcatti produz mais uma obra em quadrinhos. Segundo ele, vai ser lançada pela Conrad, mesma editora de "A Relíquia", adaptação para o romance homônimo do escritor português Eça de Queirós, lançada neste mês (leia mais na postagem abaixo).
O quadrinista ainda prepara o roteiro. Mas diz sentir algo de novo no processo de criação. Segundo ele, é a presença do texto de Eça de Queirós. O um ano e sete meses que levou para produzir "A Relíquia" mudou a maneira como desenvolve os personagens. Procura, agora, mais profundidade.
Ele diz que aprendeu com a adaptação mais do que tudo o que fez nos 30 anos de carreira, iniciada com a publicação da história "Fadiga" na revista "O Papagaio", de 1977. Mesmo assim, vai manter no próximo trabalho sua marca registrada, a escatologia, vista em boa parte de seus quadrinhos.
O Blog conversou por telefone com Francisco de Assis Marcatti, ou só Marcatti, como gosta de assinar. O desenhista de 44 anos fala sobre o processo de criação do álbum recém-lançado, "A Relíquia", e do próximo, ainda em preparação.
- Houve adaptações na produção de "A Relíquia", mas a história se mantém bastante fiel ao trabalho de Eça de Queirós. Como foi o processo de produção?
- O primeiro passo foi reescrever a história de memória. Eu contei todo o romance. Depois, fui repassando a leitura e inserindo alguns detalhes. [O resultado final] foi baseado na memória da primeira leitura. É um truquezinho. É influência do Hitchcock [cinesta, 1899-1980]. Eu sou alucinado por ele. Ele fazia as adaptações assim.
- Quando conversamos pela primeira vez (para matéria do Blog de outubro de 2006), você parecia muito empolgado com a obra. O que você achou quando viu o trabalho já pronto?
- Eu gostei muito. Eu sempre tive dificuldade em reler meus trabalhos. É que eu não consigo prestar atenção, fico sempre pensando no que poderia mudar. Com "A Relíquia", não aconteceu isso. A leitura me prendeu. Eu tenho a impressão de que, com a adaptação, eu aprendi muito mais coisas de quadrinhos do que aprendi a vida inteira. Foi uma aula. Eu quase reaprendi a fazer quadrinhos.
- E daqui pra frente?
- Adaptação, não. Não tão já. Talvez intercalar os trabalhos. O próximo é um livro com roteiro meu, como foi com "Mariposa" [de 2005]. Eu já trabalho na nova história. Fazendo essa nova trama, já dá pra notar a influência que a adaptação exerceu em mim. A construção da história tem sido completamente diferente. É inspirado pela forma como Eça construiu o romance.
- Sobre o que é?
- Vai ser pela Conrad também. O tema principal ainda não está pronto. Eu imagino uma situação cotidiana sem a menor importância. Aí, imagino algumas pessoas e fico pensando quem são elas. Começo a construir as histórias sobre elas.
- E é escatológico?
- Quando faço uma história, eu não pensao no escatológico, ele vem naturalmente (risos). Acho que eu tenho algum tipo de distúrbio. É muito provável que tenho (risos).
Leia mais sobre "A Relíquia", de Marcatti, na postagem abaixo.
Categoria: ENTREVISTA
Escrito por PAULO RAMOS às 09h31
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26/05/2007
Lançada versão de Marcatti para A relíquia, de Eça de Queirós
Mais do que uma nova tendência editorial, as adaptações de obras literárias promovem encontros inusitados.
Quem imaginaria que um autor conhecido pelos trabalhos escatológicos, como é o caso de Marcatti, levaria para os quadrinhos o romance “A Relíquia”, do escritor português Eça de Queirós.
Tão imprevisível quanto o encontro é o resultado final, que chegou às livrarias nesta semana (Conrad, R$ 32).
Marcatti faz um trabalho inédito em seus 30 anos de carreira. Ele teve de se reinventar para produzir a adaptação, iniciada em junho de 2005. Abandonou a escatologia, sua marca registrada, e recontou em detalhes a trama do romance de Eça de Queirós (1845-1900).
O foco de “A Relíquia”, tanto a de Eça quanto a de Marcatti, está no relacionamento de Teodorico Raposo com a tia Titi, senhora severa e excessivamente religiosa, que passa a criar o sobrinho quando ele fica órfão.
Raposo quer herdar as riquezas da tia (na imagem ao lado). Por isso, mantém uma vida dissimulada. Na frente dela, reza terços e se diz temente a Deus. Longe de Titi, é o oposto. Entrega-se à boemia e aos amores carnais.
Marcatti preserva a história-base nas mais de 200 páginas da obra, mas insere algumas mudanças. O texto de Eça é modificado (há apenas um trecho mantido igual ao original) e alguns personagens são agregados em um só.
Isso dá à história, narrada em dez capítulos, uma agilidade inexistente na obra de Eça, autor que trabalha muito a figura do narrador em seus romances. Na versão em quadrinhos, há o narrador, o próprio Teodorico. Mas os personagens é que se tornam o real fio condutor da trama.
É por meio deles –dos personagens- que Marcatti conserva uma característica primordial da obra do escritor português: a ironia à sociedade lisboeta da segunda metade do século 19, que tem na religião um de seus pilares (a obra original foi escrita em 1887).
O uso do estilo caricato para representar os personagens, característica que Marcatti mantida na adaptação- torna a ironia visual. Olhos arregalados, corpos magros e tortos, cenas profanas ou de fidelidade religiosa. Tudo o que Eça usava páginas e páginas para descrever em palavras, Marcatti fez por meio das imagens.
O inusitado encontro entre quadrinista escatológico e romancista português produziu uma história ágil e convincente, muito bem produzida. Reavaliando, talvez o resultado não seja tão supreendente assim. Eça e Marcatti têm muito em comum. São dois autores contestadores, que souberam usar o tempo para aprimorar seus trabalhos.
Para registro: o fim do álbum traz um “making off” da obra. Marcatti conta algumas curiosidades sobre a produção, como o uso de cidades históricas brasileiras como cenário para a Lisboa do século 19 e a inspiração no cavalo do personagem Lucky Luke para desenhar o animal em algumas cenas da adaptação.
O Blog dos Quadrinhos havia noticiado a preparação desta obra no fim de outubro do ano passado. Para ler, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 15h06
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25/05/2007
Livro mostra que Capitão América reproduz ideologia da Marvel
"O Escudo Manchado - Um Herói em Tempo de Guerra", livro lançado neste mês, mostra que o Capitão América funciona como porta-voz das opiniões da Marvel Comics, editora que publica o personagem.
Segundo o autor, o jornalista Daslei Bandeira, o papel que o herói exerce para a empresa de quadrinhos é o mesmo que um editorial tem nos jornais.
Parte dessa visão opinativa ficou bem evidente depois dos atentatos do 11 de Setembro, em que aviões destruíram as torres gêmeas de Nova Iorque e parte do Pentágono norte-americano.
A revista mensal do herói ganhou novo enfoque e ele passou a lutar contra o terrorismo. As histórias, escritas por John Ney Rieber e desenhadas por John Cassaday, já foram publicadas no Brasil.
"Por estar ligado diretamente à nação americana, ele não tinha como fugir desse fato em suas histórias, como foi no caso dos personagens da editora DC Comics, e [a Marvel] teria que tratar do assunto de forma tal que agradasse o povo americano e ao mesmo tempo algo comercialmente bom para o mundo", diz Bandeira.
"O Escudo Manchado - Um Herói em Tempo de Guerra" (Marca de Fantasia, R$ 13) é o resultado de um projeto de conclusão de curso. O jornalista imaginava inicialmente abordar a influência dos eventos de 11 de setembro de 2001 no cinema.
Surgiu então a idéia de abordar o tema ajustando o foco no Capitão América. Hoje, Bandeira se diz fã do herói, criado em 1941 por Jack Kirby e Joe Simon para lutar na 2ª Guerra Mundial.
"Mas, de início, não era muito [fã], por causa do discurso politicamente correto que era traspassado nas histórias", diz o jornalista, que está com 26 anos. O interesse surgiu quando o personagem ficou mais questionador sobre o papel que exerce nos Estados Unidos.
Daslei Bandeira mora em João Pessoa, na Paraíba. É de lá que ele respondeu às perguntas do Blog dos Quadrinhos, feitas por e-mail. A conversa é reproduzida nesta e na próxima postagem.
- Por que o título "escudo manchado"?
- Foi meio que por sorte. Eu tinha que entregar um esboço do projeto, que até então tinha o nome de “A influência dos atentados de 11 de Setembro de 2001 no personagem Capitão América” e fui reler as revistas da saga que John Rieber e John Cassaday fizeram.Em uma pagina, tinha um quadro onde mostrava o escudo com um veio de sangue do próprio personagem (que se tornou a capa do livro, com arte de Paloma Nogueira). Vi aquilo como uma metáfora que resumia o sentimento dos Estados Unidos em relação ao acontecido, uma ferida aberta no sonho americano.
(Continua na próxima postagem)
Categoria: ENTREVISTA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h05
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Livro mostra que Capitão América reproduz ideologia da Marvel Parte 2
(Continuação da postagem anterior. A entrevista é com Daslei Bandeira, autor do livro "O Escudo Manchado - Um Herói em Tempo de Guerra", lançado neste mês)
- Há uma hipótese que você defende na obra?
- Sim, o personagem se tornou em uma espécie de foco opinativo da própria editora Marvel, algo parecido como um editorial nos jornais. As ações do Capitão América são baseadas nos ideais que a empresa acredita, mas, como ele é um produto de massa, tem que ser algo vendável, assim ficando preso na questão mercadológica. Não tendo como escapar disso, a própria editora mantém um bolsão cronológico que, a qualquer sinal de necessidade de uma opinião mais forte e partidária, o que potencialmente diminuiria a vendagem da(s) revista(s) em que este atua, o personagem é enviado para lá. Funciona como um bote salva-vidas, por isso sempre que essa opinião é cobrada pelo público, algo do passado dele é recriado ou descoberto. Como exemplo, posso citar a saga do "Soldado Invernal", que há pouco tempo foi lançada aqui no Brasil [pela Panini], mas por lá foi durante a pior fase da invasão americana no Iraque.
- O enfoque está especificamente no Capitão América ou outros personagens são abordados?
- O enfoque é no personagem Steve Rogers [alter-ego do herói]. O livro tem um capítulo especifico para os outros personagens que chegaram a utilizar o nome Capitão América, como John Walker, que primeiramente se chamava Super Patriota, mas que ficou conhecido como o Agente Americano.
- O personagem mudou de 1941 para cá. Primeiro , era a 2ª Guerra. Neste século 21, esteve ligado ao combate ao terrorismo e aos eventos do 11 de Setembro. Ele é uma espécie de reflexo dos eventos históricos dos séculos 20 e 21?
- Ele é um personagem que passou não pelos principais eventos do mundo, mas pelos principais eventos que a nação americana estava envolvida, que são os mais divulgados pela mídia. Por ser um personagem extenso, em questão temporal, e ser publicado mensalmente, sim ele é um reflexo como qualquer outro objeto da mídia de entretenimento pode ser. Um reflexo distorcido, mas real dos sentimentos de um povo.
- Onde entra a questão ideológica nas histórias do personagem?
- Ele deixou de seguir o país, Estados Unidos, como era pregado em sua criação, e segue apenas o Sonho, como o próprio personagem chama. Esse "Sonho" nada mais é que a reformulação para a ideologia da Revolução Francesa, Igualdade, Fraternidade e Liberdade. Ele deixou de ser apenas um soldado americano para ser um soldado do mundo. Os autores que trabalham e trabalharam com ele depois da década de oitenta, quando houve tal reformulação, sempre tentam pregar esse discurso de desapego patriota e defesa do homem comum em suas histórias. Algumas vezes se torna enfadonho e até mesmo hipócrita, mas vejo-o como um discurso quase que religioso para o personagem, algo que só ele acredita e ninguém mais. Um discurso belo que os leitores deveriam aprender.
- Recentemente, a Marvel "matou" o personagem. Você vê relação entre a suposta morte e o que abordou no seu livro?
- Sim e não. Logo depois dos atentados o personagem se tornou mais questionador em relação ao Governo em si, por causa das ações deste em sua política externa. Como ele mesmo disse, no arco posterior aos atentados, os Estados Unidos têm sua parcela de culpa pelo sentimento que o resto do mundo nutre em relação a eles. As ações do personagem feitas na saga "Civil War" [ainda inédita no Brasil] podem ser vistas como resultado direto de como ele reagiu aos atentados. Mas sua morte ainda não dá para ser interpretada dessa forma, veremos isso quando/se ele ressuscitar.
Serviço: o livro é vendido apenas no site da editora Marca de Fantasia. Para acessar a página virtual, clique aqui.
Leia mais sobre a atuação das editoras no 11 de Setembro aqui e aqui.
Categoria: ENTREVISTA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h05
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24/05/2007
Quadrinhos e livros de Verissimo viram tema de bar em SP
Imagem de "Verissimo", inaugurado neste mês
A moda pegou. Foi inaugurado neste mês mais um bar temático com temas de quadrinhos. Na verdade, de quadrinhos e literatura. "Verissimo", como o nome já diz, baseia-se no escritor e quadrinista Luis Fernando Verissimo.
O bar, que fica em São Paulo, é todo ambientado com capas de livros dele e com personagens de quadrinhos, como Ed Mort e As Aventuras da Família Brasil (publicado aos domingos no jornal "O Estado de S.Paulo"). O nome dos pratos do cardápio segue a mesma linha.
A inauguração, no início do mês, contou com a presença do autor (imagem ao lado). Ele também fez uma apresentação com sua banda, a Jazz 6. O criador da tira "As Cobras" é o saxofonista do grupo.
"Verissimo" é o terceiro espaço ligado a quadrinhos inaugurado neste ano.
Em janeiro, começou a funcionar em São Paulo o "Jeremias o Bar", baseado no personagem bonachão de Ziraldo. Desde então, o lugar tem promovido vários eventos de quadrinhos (leia mais aqui), que reúnem diferentes profissionais da área.
O outro espaço foi inaugurado em Porto Alegre (RS) há dois meses. A "Gibi Bar Brushcetteria" é toda inspirada em personagens do quadrinho italiano (leia aqui).
Serviço: o "Verissimo" fica na av. Nova Independência, 12, no Brooklin Novo, em São Paulo. Funciona de segunda a sábado, das 11h às 24h.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 18h47
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23/05/2007
Um ano depois: o mais novo recomeço da DC Comics
É muito comum reiniciar o computador quando há algum problema na máquina ou em algum programa. Ocorre estratégia parecida nos quadrinhos de super-heróis. De quando em quando, as revistas mensais ganham um novo começo. O último caso de "re-start" chegou às bancas nesta semana.
"Um ano depois" envolve todos os títulos mensais da DC Comics, editora que publica Super-Homem e Batman. A estratégia editorial é para fisgar novos leitores. Para isso, cria-se um megaevento, que funciona como chamariz de vendas e como pretexto para as histórias -todas elas- terem um reinício.
O chamariz atrai leitores novos para as revistas. E o recomeço permite que as aventuras sejam compreendidas por quem não lia as revistas antes.
O pretexto editorial desta vez, como o nome sugere, é dar um pulo de um ano na vida dos personagens. As primeiras histórias dessa nova fase começam a ser mostradas nas revistas da DC deste mês. Dos cinco títulos mensais, já foram lançados três: "Superman", "Liga da Justiça" e "Novos Titãs" (Panini, R$ 6,90 cada um).
Por mais diferentes e ecléticas que sejam, há dois pontos em comum nas histórias envolvidas no evento editorial: o salto de um ano, já comentado, e criação de uma novidade e de um mistério.
Um caso: Novos Titãs, o supergrupo jovem da DC. A novidade: no prazo de um ano, a equipe ganhou nova formação. Dos antigos, resta apenas Robin, parceiro de Batman. O mistério: o que ocorreu com os outros integrantes e por que saíram do grupo?
Outro caso: Super-Homem. A novidade: o homem de aço está sem poderes. O mistério: como perdeu a superforça, a visão de raio-X e de calor, a invulnerabilidade?
A idéia é deixar o leitor curioso mesmo. A ponto de comprar a edição seguinte e também a minissérie "52", que revela tudo o que ocorreu durante o ano pulado (vai ser lançada pela Panini).
Dos três títulos à venda, o destaque é a nova seqüência de histórias de Super-Homem, escrita por Kurt Busiek (de "Astro City", que será lançado pela Pixel) e Geoff Johns (que escreve alguns dos principais títulos da editora).
Como o personagem está sem poderes, o foco das histórias é o alter-ego do herói, o jornalista investigativo Clark Kent.
A dupla de escritores consegue mesclar o lado mítico do herói de Krypton com um enfoque mais humanizado dele. E sem deixar de lado a natural curiosidade pelo sumiço dos poderes.
"Um ano depois" está interligado à minissérie "Crise Infinita" (o megaevento desta estratégia editorial). Das sete edições, já foram lançadas seis. A saga, escrita por Johns, redefine mais uma vez o universo dos personagens da editora.
"Mais uma vez" porque a DC já teve outros recomeços. Nos últimos 20 anos, usou o recurso pelo menos duas vezes (em "Crise nas Infinitas Terras", no meio dos anos 80, e em "Zero Hora", na década seguinte).
Nota: a Panini divulgou nesta semana que começa a fazer assinaturas das revistas Marvel e DC. No site da editora, há três pacotes, com diferentes opções de títulos e de descontos. E uma novidade: o anúncio de uma nova revista da DC, "Melhores do Mundo", também disponível para assinantes. A única informação sobre o título é que estréia em julho.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h49
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Autor de Maus cancela participação na Flip
Art Spiegelman cancelou a vinda à Flip (Festa Literária Internacional de Parati), marcada para o início de julho. O autor de “Maus – A História de um Sobrevivente” alegou problemas de saúde na família.
A informação foi divulgada sábado numa nota curta do jornal “Folha de S.Paulo” e foi confirmada nesta semana pela assessoria da Flip.
Segundo a assessoria da feira literária, Spiegelman ficou com medo de que pudesse acontecer algo com o parente enfermo durante a estadia em Paraty, no Rio de Janeiro, sede do evento.
A organização da festa literária já o convidou para participar da Flip no ano que vem. Não há informação se Spiegelman virá ou não.
A ausência do escritor e desenhista cancela também a mesa sobre quadrinhos, inédita nos cinco anos de existência da Flip.
A mesa era uma forma de a organização do evento aproximar o tema do público que não lê histórias em quadrinhos (mas que as vê em livrarias).
Não seria o caso, então, de substituir Spiegelman por outro nome ligado aos quadrinhos, inclusive nacional?
Segundo a assessoria, a idéia era ter um nome de peso de fora do país, que pudesse interagir com os artistas e leitores daqui. Sem esse nome, diz a assessoria, a mesa perdeu o sentido original. E não haveria tempo hábil para agendar a vinda de outra pessoa.
A Festa Literária Internacional de Parati ocorre entre os dias 4 e 8 de julho. A organização programou a vinda de 40 escritores, tanto nacionais como estrangeiros. Esta quinta edição vai homenagear o dramaturgo e romancista brasileiro Nelson Rodrigues (1912-1980).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h31
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22/05/2007
Criador de Tintim morreu de Aids, diz biógrafo
No dia em que o criador de Tintim completaria cem anos, um dos biógrafos dele diz que Hergé possivelmente morreu de Aids. Até então, a informação é que a causa da morte teria sido uma leucemia (doença que aumenta o número de células cancerosas no sangue).
A suspeita é porque no ano de falecimento do desenhista belga, 1983, era muito difícil detetar o vírus por meio de exames. No fim da vida, Hergé (forma como Georges Remi assinava) precisou de várias transfusões de sangue. Seria a causa da contaminação.
Para Philippe Goddin, um dos biógrafos, foi o vírus que causou as “gripes, pneumonias e bronquites sucessivas que afetaram Hergé depois que começou a receber transfusões sangüíneas regularmente”.
A biografia de Hergé vai ser lançada pela Ediciones Moulinsart, segundo a agência internacional France Press, que divulgou a notícia nesta terça-feira. Não há informação sobre a data de lançamento.
No Brasil, também há novidade sobre o autor. A Companhia das Letras programou o lançamento de mais três álbuns de Tintim: “As Sete Bolas de Cristal”, “O Templo do Sol” e “No País do Ouro Negro”. Segundo a editora, começam a ser vendidos na virada do mês.
Hergé escreveu e desenhou 24 álbuns do repórter investigativo, criado em 1929. Um deles não foi terminado.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 18h46
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A Saga do Tio Patinhas ganha reedição de luxo
Que o Tio Patinhas é milionário todo mundo sabe. Mas como ele fez para conseguir tanto dinheiro? A resposta está em “A Saga do Tio Patinhas”, relançada neste mês (Abril, R$ 14,95). A série faz uma biografia em quadrinhos do personagem.
A Abril dividiu as doze partes da saga em três volumes de luxo. O de estréia, já nas bancas, traz os oito primeiros capítulos.
A edição de 148 páginas mostra a infância pobre de Patinhas, na Escócia, e a decisão dele de ir à América para enriquecer. E traz muitas curiosidades, como a conquista da moedinha número um (que deu início à sua fortuna) e o primeiro encontro com o Professor Pardal.
“A Saga do Tio Patinhas” foi escrita e desenhada por Don Rosa, não creditado na edição da Abril (por problemas de uso do nome).
O trabalho dele venceu em 1995 o prêmio Eisner, uma espécie de Oscar do quadrinho norte-americano.
Rosa é tido como o sucessor de Carl Barks, não só no estilo como na forma de narrar as histórias. Barks criou por décadas as revistas em quadrinhos da Disney. A Abril atualmente lança uma coleção só com obras feitas por ele. Está no número 28 (leia mais aqui).
Foi Barks, por exemplo, quem criou o Tio Patinhas, em 1947. O relançamento da saga do pato "quaquilionário", segundo a Abril, é justamente para marcar os 60 anos do personagem.
A Abril já havia lançado a série em dois volumes em 2003. A diferença desta reedição é o formato de luxo e o tamanho, maior que o anterior (publicado no mesmo formato da revista mensal do Tio Patinhas).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h51
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21/05/2007
Pixel: 4 lançamentos em 4 dias
A Pixel começa a ocupar mais espaço nas bancas. A editora lança duas revistas nesta segunda-feira, "Preacher Especial" e o segundo número de "Pixel Magazine". Na última sexta-feira, colocou à venda edições de "Authority" e de "100 Balas". São quatro novos títulos em quatro dias.

"Preacher Especial" (R$ 10,90) traz duas histórias relacionadas à série criada por Garth Ennis para a Vertigo, linha adulta da editora norte-americana DC Comics. Ambas foram lançadas nos Estados Unidos em revistas à parte, que não fazem parte da numeração normal de Preacher.
A primeira, "O Cavaleiro Altivo", mostra aventuras de um Jesse Custer mais jovem, bem antes de ele se tornar um pastor renegado e ir à caça de Deus (mote da série). Lançada em 2000, tem desenhos de Steve Dillon, o mesmo ilustrador das 66 edições da série mensal, que antes era publicada no Brasil pela Devir.
A segunda aventura do especial de 116 páginas é "A História de Você-Sabe-Quem". Mostra como o Cara de Cu, personagem secundário da série, ficou com o rosto deformado (como mostra a imagem da capa).
O outro lançamento da semana, o segundo número de "Pixel Magazine" (R$ 9,90), segue a linha da edição anterior. Traz uma história dos carros-chefe do título, Planetary (há um bom resumo sobre o grupo) e Hellblazer, e quatro episódios curtos de outros personagens.
Destaque para um conto de seis páginas de Morte, irmão de Sandman, escrito pelo criador do mestre dos sonhos, Neil Gaiman.
"Authority"(R$ 9,90) continua do ponto onde a Devir parou (a editora publicava a série até o ano passado). A história percorre os números 17 a 20 da revista norte-americana, escrita por Mark Millar. Nesse novo arco, o supergrupo tem de resolver uma série de anomalias climáticas que surge por todo o planeta.
As duas primeira histórias são desenhadas por Chris Weston. As seguintes por Frank Quitely, o mesmo de "Grandes Astros DC Superman" (a presença dele dá outra cara à trama; parece até outra história).
Ao contrário de "Authority", as três histórias de "100 Balas" (R$ 8,90) não são inéditas no Brasil. Já saíram em 2001 pela editora Opera Graphica, que lançou a série em revista própria.
A trama mostra o começo da série, escrita por Brian Azzarello e desenhada pelo argentino Eduardo Risso.
A história policial tem início quando um desconhecido chamado Agente Graves oferece a uma moça, Isabelle Cordova, ou só "Dizzy".
O misterioso agente dá a ela uma mala com provas sobre os policiais que mataram o marido dela e o filho. Há também uma arma, cem balas não rastreáveis a a promessa de que terá ficha limpa na polícia. A dúvida da história é saber se ela vai matar ou não os assassinos.
Também na semana passada, a Pixel lançou "Neil Gaiman – Dias da Meia-Noite" (R$ 49,90).
O álbum, vendido somente em livrarias e lojas especializadas em quadrinhos, traz as primeiras histórias do escritor inglês para o selo Vertigo. Uma das histórias, sobre o Monstro do Pântano, é inédita.
Os lançamentos fazem parte do acordo firmado no começo do ano entre Pixel e DC Comics. O contrato autoriza a publicação no Brasil de obras dos selos Vertigo, WildStorm e ABC (que tem revistas escritas pelo inglês Alan Moore).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h10
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20/05/2007
Largada! E Patrícia Carla correu. De um blog para outro
Imagine uma maratona. Agora, acrescente um detalhe: a corrida é feita pela internet. Em vez de pistas ou calçadas, o percurso é feito virtualmente, de um blog para outro.
A idéia é de André Leal, ilustrador de 28 anos. A largada da corrida virtual foi no dia 11 de fevereiro com o desenho ao lado, de Patrícia Carla (veja aqui). A partir dessa primeira imagem, outros desenhistas fazem em seus blogs e fotoblogs versões próprias da corredora.
Patrícia Carla, segundo descrição de Leal, "é uma garota muito saudável e adora fazer cooper. Ela não fica quieta nunca, é uma espoleta, está sempre pra lá e pra cá. E a prova disso é que ela mal chegou a este blog e já partiu a milhão para o ..." E o ilustrador acrescenta o endereço de seu site.
Até agora, Patrícia percorreu 27 páginas virtuais, duas de Leal.
O ilustrador já criou outra personagem, Marcela Summers, que corre numa esteira de academia.
Veja abaixo duas versões de Patrícia Carla produzidas, respectivamente, para os sites de Bira Dantas e Childrens Bar (clique aqui e aqui).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h07
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Sites de quadrinhos têm capas e histórias novas
Dica rápida. Três sites que mantêm histórias em quadrinhos estão com novas atualizações.
O Nona Arte voltou a ter atualizações. Há três novas histórias disponíveis: "Olho", de Carlos Soares, "Censurado", de Wilson Vieira e Aloísio de Castro (mesma dupla do álbum "Gringo - o Escolhido"), e "1985", de André Diniz, um dos mantenedores do site, que venceu o Troféu HQmix do ano passado.
O Webzinez é uma nova página virtual criada por Henrique FD, fundador do site Webcomix, também com quadrinhos. A diferença é que no Webzinez não há necessidade de contrato e de regularidade nas atualizações. Qualquer escritor e desenhista pode sediaruma história no site, desde que faça um cadastro prévio da obra.
O Nostalgia do Terror, mantido por Ulisses Azeredo, é especializado em produções nacionais de horror. A página virtual, que concorre no Troféu HQMix deste ano na categoria "site de quadrinhos", apresenta novas capas de revistas históricas das editoras La Selva, Outubro, GEP, Taika, Novo Mundo e Trieste. O site também tem quadrinhos de terror para serem lidos em pdf.
Categoria: DICA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h13
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19/05/2007
Homem-Aranha e Thor: mais duas reedições da Marvel
Nem sempre é a importância da história ou a popularidade do super-herói o que garante o relançamento de uma obra. Muitas vezes o motivo está no escritor/desenhista, que produziu uma fase tão marcante do personagem que fez jus a um bis. É o caso dos encadernados de Homem-Aranha e Thor, que chegaram às bancas nesta semana.
"Tormento" (Panini, R$ 14,90) se pauta no trabalho de Todd McFarlane. Ele ganhou popularidade na indústria norte-americana de quadrinhos pela forma inovadora como desenhava o Homem-Aranha. Tanto que a Marvel Comics, que edita o personagem, deu a ele um título próprio, "Spider-Man", no qual também escreveria as histórias do herói.
"Tormento" é a primeira saga de McFarlane para a nova revista, que estreou nos Estados Unidos em agosto de 1990. Foi narrada nos cinco números primeiros de "Spider-Man". Na trama, um Homem-Aranha enfeitiçado e enfraquecido tem de enfrentar uma versão bem mais cruel do vilão Lagarto.
O encadernado de 132 páginas é o segundo volume da "Coleção o Homem-Aranha – Grandes Desafios" (o primeiro foi lançado há duas semanas; leia mais aqui), que relança momentos marcantes da trajetória do personagem.
Esta edição traz também a reprodução do primeiro confronto com o Lagarto, publicado em novembro de 1963 (capa ao lado). A história –bem mais ingênua que a anterior- é produzida pelos criadores do herói, Stan Lee (texto) e Steve Ditko (desenhos).
"Tormento" já tinha sido publicado pela Editora Abril na forma de uma minissérie em dois números, lançada entre março e abril de 1992.
As dez histórias de "Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor – Volume 2" (Panini, R$ 26,90) também já saíram no Brasil pela Abril. A diferença é que, desta vez, são publicadas no formato original e com tradução integral (na outra editora, o material foi produzido em formatinho, tamanho semelhante ao das revistas infantis).
O álbum de 244 páginas reúne aventuras da revista norte-americana de Thor, publicadas entre novembro de 1984 e setembro de 1985.
Na época, quem produzia as histórias era Walt Simonson. A fase do escritor e desenhista é tida como uma das mais marcantes do herói de Asgard.
Simonson explorava o lado mítico de Thor, um deus nórdico, mas sem deixar de lado a aventura. O destaque da edição é o confronto com Surtur, senhor de fogo e do fogo.
O ser é tão poderoso que derrotou no passado dois dos irmãos de Odin, pai de Thor, o mais poderoso dos asgardianos.
Uma legião é convocada para derrotar o ser de fogo. A batalha toma a primeira metade do encadernado. O resultado do confronto é o mote das aventuras da outra metade.
Este mês está concentrando uma série de relançamentos da Marvel. Além dos dois números da "Coleção o Homem-Aranha" (há mais quatro previstos), a Panini pôs à venda um encadernado com histórias da "Tropa Alfa" produzidas por John Byrne (leia aqui).
A editora anunciou também um álbum especial com as dez primeiras histórias do Quarteto Fantástico, produzidas na década de 60. A obra de luxo estava prevista para abril e será o primeiro número de uma nova coleção, chamada "Biblioteca Histórica Marvel" (leia aqui).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 14h12
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18/05/2007
Versão de Crumb para livro do Gênesis fica pronta em 2009
Robert Crumb deve terminar uma versão do livro bíblico do Gênesis nos próximos dois anos. Ele está há outros dois no projeto e promete que os leitores verão a obra como "jamais viram", inclusive com "elementos mais ousados".
A informação faz parte de uma entrevista concedida pelo escritor e desenhista norte-americano ao jornal francês "Le Monde" no início deste mês.
Diz Crumb:
Eu tenho intenção de trabalhar sobre o que é a origem de tudo. Minha versão será uma síntese de um texto em inglês e dois dois outros em hebraico.
Eu trabalho há dois anos num ritmo de uma página por semana. O álbum deve ter mais de 200 páginas. Ainda tenho dois anos de trabalho. Eu não tinha me dado conta que me tomaria tanto tempo!
Os leitores verão "O Gênesis" como nunca jamais viram. Eu utilizei tudo o que encontrei e incluí com elementos mais ousados.
Na entrevista, Crumb diz também não ter vontade de voltar para os Estados Unidos, onde publicava quadrinhos desde os anos 60. O "pai" do quadrinho underground abandonou o país e mora atualmente na França com a esposa e a filha.
Crumb é conhecido como o pai do quadrinhos underground norte-americano. Criou personagens como "Fritz The Cat" (que assassinou) e "Mr. Natural". O estilo polêmico de Crumb influenciou toda uma geração de quadrinistas, inclusive aqui no Brasil.
Post postagem: Alexandre Linares, da Conrad, deixou registrado nos comentários deste blog que a editora tem os direitos de publicação da série no Brasil. Segundo ele, a Conrad vai lançar a obra quase simultaneamente à edição estrangeira.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h51
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História em quadrinhos mostra como usar cinema na escola
Uma história em quadrinhos conta a experiência do projeto Cineducação. Criado pelo professor universitário Nielson Modro, mostra aos professores como usar o cinema na sala de aula.
A dica do projeto é do professor e quadrinista Gazy Andraus, que defendeu em dezembro passado um doutorado que mostra a importância do uso dos quadrinhos no ensino superior (leia aqui). A tese foi produzida na Universidade de São Paulo.
Gazy Andraus se ofereceu para resenhar a história em quadrinhos sobre o Cineducação (capa ao lado). É o texto a seguir:
Os quadrinhos continuam em alta, como que para compensar os insidiosos momentos por que passaram entre a década de 1950 e 1970.
Além de estarem sendo utilizados como aconselhamento pelas normas do PCN -Parâmetros Curriculares Nacionais-, são comprados pelo governo para munir as escolas.
Embora ainda falte muito para serem respeitados unanimemente, inclusive por intelectuais e acadêmicos que ainda não reconhecem seu real potencial, estão despontando muitos trabalhos que buscam melhorar o ensino com a linguagem dos quadrinhos.
É o caso da versão quadrinizada do projeto Cineducação, de Nielson Modro e Paulo Kielwagen. Modro é mestre em Literatura Brasileira e leciona em cursos universitários em Joinville, Santa Catarina.
O professor concebeu o projeto em 2001, a partir de aulas "tapa-buracos" do ensino médio. Ele viu que os filmes que a escola passava se repetiam e não eram bem explorados. Assim, em 2003, ofertou uma disciplina no curso de letras da Univille chamada "Literatura e Cinema" e criou em 2005 o site Cineducação para apoiar aulas de professores que buscam subsídios acerca de filmes.
Modro não se contentou com as aulas que se utilizavam de filmes, sem contextualizá-los, e quis mostrar as qualidades pedagógicas e multidisciplinares que poderiam ser exploradas pelos professores ao passarem filmes aos alunos.
Partindo desse pressuposto, e com base nas aulas, o autor concebeu em 2005 o livro Cineducação, teorizando e propon |