30/04/2007
Ilustração na faculdade: texto final disponível na internet
Categoria: NOTÍCIA
30/04/2007
Ilustração na faculdade: texto final disponível na internet Registro rápido sobre o documento que pede a inclusão da displina de ilustração nos cursos de comunicação social.
A versão final do texto pode ser lida na internet. O documento foi colocado na net nesta segunda-feira. Quatro entidades de ilustradores encampam a proposta, antecipada pelo Blog dos Quadrinhos no fim de semana.
Para ler o texto, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Brasileiro fica em 2º lugar em salão de humor de Portugal
Cartum de Dacosta premiado no Porto Cartoon O cartunista brasileiro Osvaldo da Silva Costa –conhecido como Dacosta- ficou em segundo lugar na nona edição do "Porto Cartoon – World Festival", realizado em Portugal. A escolha dos vencedores foi neste fim de semana. O tema era globalização. Dacosta enviou dois trabalhos. O cartum vencedor foi intitulado "Motoperpétuo" e é mostrado com exclusividade pelo Blog dos Quadrinhos (imagem acima). A cena representa um homem com rédeas conduzindo várias pessoas, todas também com rédeas. "Essa globalização, no fundo, é que um vai virar dependente do outro. Não tem jeito", diz o desenhista de 50 anos, que no ano ano passado foi o primeiro colocado na categoria charge no Salão Internacional de Humor de Piracicaba (leia mais aqui Dacosta mora em Santos, no litoral de São Paulo. Divide o traço com a atividade de professor dos cursos de multimeios e publicidade e propaganda da Unisanta (Universidade Santa Cecília). Ele soube pelo blog que tinha sido premiado. "Nossa! Eu estou no meio de toda essa gente boa?", disse surpreso. Segundo a agência de notícias Lusa, o desenhista ficou empatado com o italiano Alessandro Gatto. O primeiro lugar foi para o polonês Grzegorz Szumovski (veja o cartum na postagem abaixo). É a segunda vez que Szumovski vence o "Porto Cartoon", um dos principais salões de humor do mundo. O terceiro lugar foi para o chinês Ruan Tang Li Chin. Outro brasileiro, Osmani Simanca, teve duas menções honrosas (de um total de 15). Pelo regulamento do prêmio, o primeiro colocado ganha 7 mil euros (algo em torno de R$ 19 mil). O segundo colocado leva 2.500 euros (cerca de R$ 7 mil), prêmio que deverá ser dividido entre o desenhista brasileiro e o italiano. O prêmio é parte em dinheiro, parte em garrafas de vinho do porto, tradicional na região. O "Porto Cartoon - World Festival" teve dois mil trabalhos inscritos neste ano, número recorde, segundo a agência Lusa. Cartunistas de 60 países participaram do salão de humor. O Brasil foi o que teve mais desenhos inscritos: mais de 250. Ele mantém um blog com charges e cartuns. Para conhecer, clique aqui. Veja o cartum vencedor do nono "Porto Cartoon – World Festival" na postagem abaixo. Categoria: NOTÍCIA
Trabalho vencedor do Porto Cartoon 2007
Cartum do polonês Grzegorz Szumovski ficou em 1º lugar
Categoria: NOTÍCIA 29/04/2007
Ilustradores já contataram três faculdades do sul
A proposta de os cursos de comunicação terem um disciplina sobre ilustração já chegou a três universidades do Rio Grande do Sul. As instituições de ensino receberam uma versão preliminar da proposta, que foi oficializada sábado em São Paulo no evento "HQ & Cultura". A informação foi passada por Faoza Monteiro, autor da idéia e da versão final do manifesto que será encaminhado às faculdades. Quatro entidades ligadas a ilustradores assinam o texto, cujo conteúdo o Blog dos Quadrinhos antecipou ontem (leia aqui). Segundo Monteiro, foram contatadas a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade de Passo Fundo e a Universidade Luterana do Brasil. Monteiro não tem informação sobre a aceitação da proposta. A idéia, agora, é encaminhar o texto a outras faculdades e a secretarias da educação. "Com a arma na mão e engatilhada, as pessoas podem dar seus tiros", diz Monteiro, por telefone. Por "arma" leia-se o manifesto; por "pessoas", os próprios ilustradores, cada um em sua região do país. Quanto à recepção da proposta, ainda é uma incógnita. "Eu imagino que vai ter de tudo. A realidade das universidades é bem distinta. Há algumas que estão comprometidos com a melhoria da qualidade de ensino. E há outras só preocupadas com o lucro. Vai ter todo tipo de recepção", diz o ilustrador, que participou do álbum "Central de Tiras", lançado em 2002 pela Via Lettera. A iniciativa de criar o manifesto teve início no meio do ano passado. Surgiu com a proposta do governo federal –não aprovada- de ampliar os encargos dos jornalistas. Uma das mudanças previa diploma para chargistas e cartunistas que atuassem na imprensa. A proposta foi o estopim da discussão, que ganhou fôlego em listas de discussão de ilustradores. Das conversas virtuais, surgiu a redação final do manifesto, que teve a colaboração dos cartunistas Spacca e do professor e ilustrador Leandro Dóro. A médio prazo, a proposta pretende dar mais valor à atuação do ilustrador. Hoje, as faculdades de comunicação não tem a cultura de discutir questões ligadas a desenho. O que há são disciplinas de fotografia. Na imprensa, é comum o desconhecimento do que seja charge, cartum e caricatura. Muitas vezes, são vistos como sinônimos. O exemplo mais recente foram charges de Maomé, publicadas no jornal dinamarquês "Jyllands Posten". As imagens mostravam o profeta com um turbante em forma de bomba e foram reproduzidas por vários jornais da Europa. O desenho foi considerado ofensivo pelos árabes e iniciou nos primeiros meses de 2006 uma série de protestos, muitos com mortes. O desenho na imprensa brasileira era noticiado ora como charge, ora como caricatura, ora como cartum. Às vezes, apareciam as três nomenclaturas numa mesma reportagem. Categoria: NOTÍCIA 28/04/2007
Manifesto pede disciplina de ilustração em cursos de comunicação
Um manifesto assinado por quatro entidades ligadas a profissionais do desenho pede que as faculdades de comunicação incluam no currículo uma disciplina específica para o ensino de temas ligados à ilustração. A proposta atinge especificamente cursos de jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda, cinema e editoração. Uma das sugestões do manifesto é que a disciplina de ilustração ensine aos alunos universitários noções de charge, cartum e histórias em quadrinhos, bem como o que distingue um gênero do outro. A versão final do texto –de oito páginas- foi concluída ontem à tarde. Parte do manifesto vai ser lida neste sábado em São Paulo no "HQ & Cultura", evento que também tenta inserir os quadrinhos no meio universitário (leia mais na postagem abaixo). É a primeira vez que o tema é oficializado ao público. Até então, era debatido em listas de discussão de ilustradores, como o Blog dos Quadrinhos noticiou em agosto de 2006 (leia aqui). O Blog teve acesso ao texto e antecipa o que será lido neste sábado. O manifesto é composto de quatro partes: 1) uma introdução ao tema; 2) as justificativas que levaram à recomendação; 3) uma sugestão de grade curricular para a disciplina, pensada para ser ministrada em dois semestres; 4) os tópicos de conteúdo a ser ministrado na matéria universitária. A proposta é que a disciplina ensine todos os aspectos ligados à construção do desenho. A disciplina propõe um resgate histórico da ilustração, o detalhamento das técnicas visuais, a inserção dela em livros e revistas, noções de direitos autorais e definição de cartum, charge e história em quadrinhos. São usados vários argumentos para justificar a proposta. Um deles é que o futuro profissional de comunicação vai usar necessariamente a imagem na atividade diária, algo cada vez mais presente na mídia e que existe desde o surgimento dos jornais diários. Outro argumento é que há disciplina específica para fotografia, mas não de ilustração, embora ambas sejam utilizadas nos meios de comunicação. Conclui o texto: Nosso objetivo, com esta disciplina complementar, não é, portanto, formar ilustradores, mas preparar profissionais de diversas áreas da comunicação social a trabalhar com ilustrações, entender sua importância e seus diversos usos e aplicações, sabendo distinguir linguagens, estilos e técnicas, entendendo os princípios de Direito Autoral, o que fornecerá ao aluno um leque de informações que o ajudará a usar a ilustração em seu ambiente profissional, mesmo que não diretamente ligado à comunicação. A ilustração antecede a fotografia na imprensa, porém tem citações somente na cadeira de planejamento gráfico que, na maioria das instituições, não prevê um estudo mais aprofundado desse poderoso meio informativo que compõe grande parte das peças de comunicação gráficas de nosso tempo. Estamos convictos que, com a efetivação do apresentado acima, em curto prazo teremos uma sensível melhora na qualidade da formação dos futuros profissionais de comunicação social e que tal melhora possibilitará diretamente a elaboração de conteúdos masi ricos das futuras peças de comunicação visual, o que beneficiará um número gigantesco de brasileiros atingidos pela comunicação visual produzida no país. A versão final do texto foi escrita pelo ilustrador e designer gráfico Faoza Monteiro, idealizador da proposta. Teve ajuda do cartunista Spacca e do professor e desenhista Leandro Dóro. Será agora encaminhada a faculdades de comunicação e secretarias da educação. Assinam o manifesto a SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil), a ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), a Grafar (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul) e a Abipro (Associação Brasileira dos Ilustradores Profissionais). Categoria: NOTÍCIA 27/04/2007
Dois eventos sobre quadrinhos neste sábado
Este sábado tem dois encontros sobre quadrinhos. Em Recife (PE), os organizadores da revista independente "Prismarte" premiam os melhores autores que passaram pela publicação em 2006. Em São Paulo, há o segundo dia do "HQ & Cultura", evento que tenta inserir os quadrinhos no meio universitário. O primeiro dia do "HQ & Cultura" foi no dia 14 deste mês e debateu a indústria dos quadrinhos e o uso deles na educação (leia mais aqui). Esta segunda etapa tem de tudo um pouco: oficina de escultura (de graça, às 10h30), lançamento de um guia virtual para ilustradores (12h30), sessão de autógrafos com Fernando Gonsales, autor de "Níquel Náusea" (13h). Os debates ficaram reservados para a parte da tarde. O papel dos fanzines (também às 13h) será discutido pelos desenhistas Will, Edu Mendes, Harriot Junior, Jorge Zugliani e Leonardo Pascoal, pelo escritor de quadrinhos Cadu Simões e pelo editor e mantenedor do site Bigorna Eloyr Pacheco. Na seqüência, há um debate sobre mangás (14h). Conta com as presenças de Sonia Bibe Luyten (especialista no tema), Marcelo Del Greco (editora JBC), Alexandre Linares (Conrad), Beth Kodama e Elza Keiko (Panini). Depois, bate-papo com os desenhistas Luke Ross, Klebs Junior, Manny Clark e Renato Arlem, que têm experiência em trabalhos no mercado norte-americano de quadrinhos. Ross é autor de "Samurai", álbum lançado neste ano pela editora Devir. O "HQ & Cultura" será na no campus Vergueiro da Univove, mesmo local do primeiro dia. Fica na rua Vergueiro, nº 249, em São Paulo. O outro evento, em Recife, começa às 11 da manhã. É a quarta vez que os organizadores da revista "Prismarte" fazem uma votação dos melhores nomes que passaram pela publicação independente. A escolha é feita pelos leitores (leia a lista completa aqui). A "Prismarte" é uma das mais longas revistas em quadrinhos independentes do país. Vai para a edição 41. A publicação é mantida pela Pada (Produtora Artística de Desenhistas Associados). A premiação dos "Melhores da Prismarte" em 2006 será às 11 da manhã na Livraria Cultura Paço Alfândega. Fica na rua Madre de Deus, sem número, loja 35, em Recife. Categoria: NOTÍCIA 26/04/2007
Homem-Aranha 3: primeiras impressões
![]() No filme, um dos vilões é o Homem-Areia, mostrado na seqüência de luta ao lado
Houve uma pré-estréia de "Homem-Aranha 3", filme que estréia no Brasil no dia 4 de maio. A sessão foi fechada para jornalistas. A exibição foi na última sexta-feira.O jornalista Sandro Macedo, do "Guia da Folha", suplemento da "Folha de S.Paulo", foi um dos convidados.
O Blog pediu a ele que transformasse em palavras as primeiras impressões da megaprodução, orçada em US$ 300 milhões (algo em torno de R$ 610 milhões).
Convite gentilmente aceito, segue o texto:
O terceiro capítulo da bem-sucedida franquia baseada no Homem-Aranha agrada mais pela ação
desenfreada do que pela trama em si (não tão bem amarrada quanto a do segundo filme). No primeiro, o jovem Peter Parker tinha que aprender a usar seus poderes com responsabilidades; no segundo, precisava administrar o estresse da vida dupla. Agora, o mundo está de bem com o Homem-Aranha. A cidade o adora. Sua garota o adora. Mas o sucesso lhe subiu a cabeça.
Com o orçamento estimado em US$ 300 milhões (o maior da história do cinema), "Homem-Aranha 3" abusa do CGI (computação gráfica) nas cenas de lutas contra vilões como Venom e o novo Duende Verde. Apesar de seqüências de tirar o fôlego, há
exageros, como um gigante Homem-Areia, que lembra episódios de séries de heróis japoneses, como Ultraman.Exagero também no lado "humano" da trama -principalmente numa desnecessária seqüência num clube de jazz. Mas o principal pecado é o subaproveitamento da bela Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard; imagem ao lado).
No fim, o saldo é positivo. Apesar de ficar aquém de "Homem-Aranha 2" (que equilibrou à perfeição os diversos elementos da mitologia do herói), o terceiro capítulo ainda diverte.
Veja mais imagens do filme aqui. Categoria: NOTÍCIA 25/04/2007
Blog dos Quadrinhos: um ano no ar
O Blog dos Quadrinhos completa hoje um ano no ar. Tive muitas surpresas nesses 365 dias como blogueiro. Surpresas positivas, felizmente. A primeira foi a criação desta página. Nem me passava pela cabeça ter um blog jornalístico, ainda mais especializado em quadrinhos (leitura que me acompanha desde criança e que motivou meu doutorado na Universidade de São Paulo). A surpresa é porque ainda me considero um “analfabeto digital”. Minha experiência jornalística até então era com televisão e jornal. Internet era um território novo. Descobri na prática, ajustando aqui e ali, a montar as páginas, a editar as imagens, a inserir links. O que não mudou –felizmente- é o modus operandi da atividade jornalística. É o mesmo. Em qualquer mídia. Foi surpresa também a evolução que este espaço teve, tanto dentro quanto fora do UOL. Da primeira postagem até hoje, a audiência aumentou exponencialmente. A repercussão também. Hoje, há uma média de duas a quatro chamadas semanais na página principal do UOL, portal mais visitado na América Latina. É algo que não ocorria há um ano e foi um dos motivos que levaram à criação deste espaço. Considero essa meta cumprida. Mais até do que eu imaginava. Em seis meses, surgiu o convite para assumir o cargo de crítico de histórias em quadrinhos do programa “Metrópolis”, da TV Cultura, empresa onde trabalhei como âncora por dois anos. É outro espaço na grande mídia que passa a noticiar o tema com regularidade. Em seis meses, esta página passou a ocupar a prestigiada área dos chamados blogs da redação do UOL, tendo como vizinhos Juca Kfouri, Fernando Rodrigues, Josias de Sousa, José Roberto Torero, Sérgio Dávilla, entre outros. Na prática, isso significa que o tema quadrinhos se tornou pauta oficial do UOL. A maior gratificação, no entanto, foi o contato com o leitor deste blog. É uma interação que pouco existe na mídia tradicional. A presença fiel do leitor, que pacientemente acessa esta página todos os dias (às vezes mais de uma vez), foi a melhor surpresa. Tornou-se convivência. E ajudou a construir este espaço jornalístico e a estimular a manutenção dele. Se o Blog dos Quadrinhos completa hoje um ano, é graças a você, leitor, internauta, co-autor destas notícias. O presente de aniversário é seu. Obrigado pela convivência. Vamos para o segundo ano. Categoria: NOTÍCIA 24/04/2007
Quadrinhos de banca da Pixel vão ter versão encadernada
Títulos da editora Pixel publicados em minisséries ou dentro da revista mensal "Pixel Magazine" vão ter as histórias relançadas em edições encadernadas.
Segundo o diretor da Pixel, André Forastieri, a estratégia é uma forma de a editora medir o comportamento do mercado brasileiro de quadrinhos. Principalmente o de bancas.
"Tem muitos produtos que podem pegar um público maior que 1.500 leitores. A única forma de ver se há público é colocar na banca. É uma aposta", diz, por telefone. "O mercado é que vai ter que dizer. Eu não sei."
A editora possui os direitos de publicação de séries da Vertigo, Wildstorm e ABC, selos ligados à norte-americana DC Comics. As primeiras histórias começam a ser vendidas neste mês. A maior parte já vai ser publicada no formato encadernado (caso de "Preacher", por exemplo).
Dos títulos anunciados para este trimestre (leia mais aqui) que se enquadram na "aposta" da Pixel, três tiveram os encadernados confirmados:
1) "Planetary", um dos carros-chefe da "Pixel Magazine", que sai até o fim do mês;
2) "WildCATS - Círculo Vicioso", minissérie em duas edições; o primeiro número também foi anunciado para este mês;
3) "Fábulas", minissérie em três partes, programada para julho.
Os encadernados -avisa Forastieri- não chegam antes de seis meses da data da primeira publicação. Leva um semestre até que a revista seja vendida e recolhida em todo o país. Parte da sobra será usada nas versões encadernadas, que irão para as livrarias.
O prazo de um semestre é também estratégico para medir o que funcionou e o que deu errado. "Dá para incorporar sugestões, críticas, ajustar acertos e erros", diz Forastieri. A programação de publicações da Pixel é pensada a cada trimestre.
O Blog perguntou se não há o risco de o leitor tradicional, aquele já fã da série, deixar de comprar as edições avulsas para adquirir apenas o encadernado.
Forastieri vê a questão de outra forma. O raciocínio dele é que esse leitor passa a ter mais uma alternativa: ou compra agora a série avulsa, pagando mais barato, ou espera pelo encadernado, gastando um pouco mais.
"Eu acho que o leitor que vai esperar para comprar o encadernado vai comprar de qualquer jeito", diz. "Mas é o leitor que vai dizer."
Categoria: NOTÍCIA
Literatura e(m) quadrinhos: há perdas ou ganhos numa adaptação?
Fábio Moon e Gabriel Bá lançam na quinta-feira uma versão em quadrinhos de "O Alienista", conto de Machado de Assis (1839-1908). Antes, nesta terça-feira, outra adaptação da mesma obra será autografada por Francisco Vilachã.
O desenhista dividirá espaço com Bira Dantas e Jo Fevereiro. Juntos, vão autografar doze produções da "Literatura Brasileira em Quadrinhos", coleção paradidática da Editora Escala.
A tendência de narrar obras literárias em quadrinhos voltou a ganhar fôlego no Brasil em 2006 e se repete neste início de ano. "Voltou" porque foi algo que existiu por décadas, principalmente em produções da extinta EBAL (Editora Brasil-América).
Adaptações são uma forma de aquecer o mercado e de as editoras venderem material didático para o governo (leia mais aqui). Mas será que o resultado final é fiel à obra original? Há perdas ou ganhos? Em termos didáticos, vale mais a pena ler o livro ou a versão em quadrinhos?
O Blog dos Quadrinhos transferiu as perguntas a um especialista no tema, o pesquisador Lielson Zeni, de Curitiba.
Ele desenvolve um mestrado em literatura na Universidade Federal do Paraná sobre adaptação de obras para os quadrinhos. O foco do estudo é a versão de Peter Kuper para "A Metamorfose", obra clássica de Franz Kafka (1883-1924).
As respostas estão na próxima postagem.
Antes disso, o serviço: Bá e Moon lançam "O Alienista" (Agir, R$ 39,90) na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915). Vilachã, Bira e Jo Fevereiro autografam os trabalhos da coleção "Literatura Brasileira em Quadrinhos" (Escala, R$ 12,90 cada um) no Jeremias o Bar (rua Avanhandava, 37). Os dois eventos ocorrem em São Paulo. Categoria: NOTÍCIA
Literatura e(m) quadrinhos: há perdas ou ganhos numa adaptação? (Parte 2)
Blog dos Quadrinhos - Como você analisa a transposição de obras literárias para os quadrinhos? Há perdas? Há ganhos?
Lielson Zeni - Acredito que devemos pensar a transposição entre obras literárias e HQ do mesmo modo que pensamos qualquer outra adaptação entre dois meios diferentes. A mensagem está ligada à linguagem, que, por sua vez, está ligada ao meio que emite a mensagem. Portanto, meios diferentes têm linguagens diferentes. Um texto originalmente em prosa (como "O Alienista"), portanto um meio verbal, quando transposto para quadrinhos (meio verbi-visual), ganha, e ao mesmo tempo exige, a participação de mais um elemento, o visual. Esse elemento condiciona perdas e ganhos. Por exemplo, não há necessidade de descrever a caracterização de um ambiente ou personagem, basta mostrar. Porém, a cadência que pode ser obtida no jogo de palavra por palavra só pode ser recuperada ignorando-se a imagem. "Grande Sertão: Veredas", um romance da palavra, considero que dificilmente teria uma transposição acertada para outro meio. Entre os trabalhos de adaptação que vi, grande parte se preocupa em recuparar a história e os diálogos, acreditando assim ser fiel ao original. Porém, a questão de estilo é muito mais importante é esse estilo, clima, jeito, cara do autor, que deve ser redimensionado para o novo meio, se a intenção é a fidelidade. Numa adaptação de Machado de Assis é erro grave, por exemplo, atenuar o trabalho do narrador e a ironia do texto. Não importa se é apenas um quadro do Brás Cubas, essas características tem que estar lá se se pensa em uma adaptação. É fundamental também que a obra adaptada se sustente como novo objeto artístico. Por exemplo, nada
adianta "O Alienista" ser uma grande obra se sua adaptação não for uma grande HQ. A idéia é: essa história já foi bem contada antes. Tem que valer a pena usar esse meio (e não outro) e suas possibilidades para contá-la de novo. Observação: mesmo sem ver, tenho certeza que a adaptação dos gêmeos é uma grande HQ [imagem ao lado]. Adoro o trabalho deles em 10 pãezinhos.Blog - Há alguma vantagem didática em transpor literatura em quadrinhos?
Zeni - Como vivemos em uma sociedade e época em que existe muito contato com a imagem, um meio pictórico como as HQs pode ser um chamariz interessante para o conhecimento do texto original. Não creio, porém, que a adaptação tenha que ser auxiliar ao seu original, mas uma obra autônoma em referência direta com uma outra. E há também a tese de doutoramento do Gazy Andraus que fala da educação das duas metades do cérebro pela HQ, uma estimulada pela linguagem verbal e outra pela linguagem pictórica [a tese de Gazy Andraus foi defendida na Universidade de São Paulo em dezembro do ano passado; leia mais aqui]. Ele defende que é preciso se ensinar a ler a HQ na escola. No que concordo. Acredito que existam, sim, vantagens didáticas: valorização e contato com uma linguagem nem sempre habitual (a HQ) e uma curiosidade em relação ao texto original. Categoria: ENTREVISTA 23/04/2007
Graphiq: um jornal inteiro dedicado aos quadrinhos
Um jornal mensal de 12 páginas e tiragem de 5 mil exemplares circula desde o fim do ano passado em cidades do interior paulista. O conteúdo do "Jornal Graphiq" é todo dedicado às histórias em quadrinhos. O quinto número começou a circular no último dia 18. Há matérias, mas o carro-chefe são tiras nacionais.
A maior parte das tiras cômicas é do desenhista Mário Latino, editor do jornal e mantenedor do projeto. São dele personagens como "Roberval", "Agente 000125" e "Wyatt Apple", lida acima. O material, antes, era publicado na revista independente "Graphiq", também feita por ele. Durou 14 números.
"Escolhi este formato [jornal] porque neste momento é o mais viável financeiramente", diz Mário Latino, por e-mail. "O custo-jornal é uma quarta parte do custo-revista, pode crer."
Latino diz que, no início, precisou "botar a mão no bolso" para manter a idéia. "A partir do número 3, com os anunciantes aparecendo, o jornal se sustenta sozinho e ainda sobra um troco. Mas, para ele se garantir como publicação independente, ainda preciso do dobro de anunciantes."
Ter mais anunciantes é a saída para pagar as tiras de outros desenhistas. Há trabalhos de Ruy Jobim Neto (autor do cão "Jarbas"), Bira Dantas e Moretti ("Sigmóid Frund") e Márcio Baraldi ("Vapt Vupt").
"É surpreendente a disposição dos colegas do traço em enviar material. Não sei se é porque tenho algum prestígio no meio, mas até agora todo mundo topou sem cobrar um puto."
O nicaragüense Mário Latino mora no Brasil desde o fim de 1987. Tinha fugido do país de origem, onde foi guerrilheiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional nos anos 70. Mora atualmente em um sítio em Suzano, cidade a 38 km de São Paulo. É de lá que produz o "Jornal Graphiq".
O município do interior paulista recebe os exemplares de graça, colocados em pontos estratégicos, como bibliotecas, locadoras e restaurantes. A distribuição é feita também a todos os prédios da cidade.
Este quinto número vai viajar para outras cidades do interior paulista: Ferraz de Vasconcelos, Poá, Mogi das Cruzes. "Às vezes, algum amigo leva alguma coisa para São Paulo, mas ainda é cedo para me aventurar aí [na capital paulista] e a tiragem é muito pequena."
Para contornar o problema, o desenhista vende exemplares pela página que mantém na internet (R$ 2 cada um). Começou até a fazer um sistema de assinaturas (R$ 24, 12 exemplares). "Quadrinista sem publicar é igual a quadrinista morto... não existe."
Há outras tiras de Mário Latino na página virtual dele. Para acessar, clique aqui. Categoria: NOTÍCIA 21/04/2007
Álbum faz biografia ficcional de Truman Capote
"Capote no Kansas – Um Livro Ilustrado" (Devir, R$ 21,90) tem o mérito de não aproveitar a onda de interesse sobre o escritor que surgiu após o filme. Isso dá crédito à obra. E originalidade. O álbum se ancora na biografia de Capote (1924-1984), mas dá a ela um sutil toque de ficção. O que é real é a descrição da investigação que Capote fez na pequena cidade de Garden City, cidade onde os Clutters foram brutalmente assassinados -dentro de casa- em 1959. O crime chocou os moradores. E atraiu a atenção do escritor, que viu ali a oportunidade de criar sua obra máxima, "A Sangue Frio". Capote levou cinco anos para concluir o livro. Conversou com moradores e pessoas próximas aos Clutters. E também com os dois assassinos, Perry Smith e Dick Hickock, de quem ficou bem próximo. Ambos foram condenados à pena de morte. A parte da ficção fica por conta de um detalhe inserido por Ande Parks, o escritor do álbum em quadrinhos. Uma das fontes de informação de Capote seria a filha dos Clutters, Nancy. Mesmo vítima do crime, ela permanece na Terra como um fantasma. Viriam dela as principais dicas para (re)construir a cena do crime. A tentação de inserir elementos ficcionais na biografia de Capote vai, curiosamente, contra o que o gênero que o próprio escritor criou, o "new journalism". Capote chamava o gênero de "romance de não-ficção". É uma forma de reportar histórias reais com um viés romanceado. Foi inovador e fez escola no jornalismo, inclusive brasileiro. Mas sempre se ancorava no que pudesse comprovar. Ao contrário de Parks. O próprio Parks tem ciência disso. No pósfácio da obra, diz que não pretende recriar a obra de Capote: "não haveria sentido, francamente, em recontar uma história que Truman já havia comentado. Esse trabalho já havia sido feito, e com brilhantismo." "Capote no Kansas – Um Livro Ilustrado", que tem desenhos de Chris Samnee, não substitui "A Sangue Frio", obra obrigatória para jornalistas e para todos que gostam de boa literatura (a última edição brasileira é da Companhia das Letras). Mas faz bem aquilo a que se propõe, por mais incompatível que seja: narrar a biografia do escritor norte-americano, dando a ela toques de ficção. Nota: a Devir também lança nesta semana "Courtney Crumrin & As Criaturas da Noite" (R$ 20,90), álbum escrito e desenhado por Ted Naifeh. Conta a história de uma garotinha que se envolve com estranhos seres, as tais criaturas da noite. Lembra um pouco o filme "O Labirinto do Fauno", dirigido pelo espanhol Guillermo Del Toro. Ainda está em cartaz. Se você gostou do longa-metragem, tem tudo para gostar do álbum. Categoria: NOTÍCIA 20/04/2007
Lançada nova revista mensal de Batman
Chegou nesta sexta-feira às bancas “Batman Extra”, segunda revista mensal do homem-morcego (Panini, 76 páginas, R$ 5,90). A proposta do título é trazer histórias relacionadas ao universo do herói, mas que não estejam diretamente ligadas à cronologia atual do herói (mostrada na outra publicação mensal, “Batman”). Este número de estréia mostra as três primeiras partes da minissérie “Batman and the Monster Men”, publicada nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2006. Os tais monstros são experiências feitas em seres humanos pelo professor Hugo Strange, um dos amalucados vilões do herói de Gotham City. A história mostra o primeiro encontro de Batman com Strange e se passa no início da carreira do homem-morcego. O herói ainda não tem a versão definitiva do batmóvel e começa a perceber que o uniforme causa medo nos bandidos. No mês que vem, a Panini pretende lançar uma outra revista mensal da DC Comics (editora de Batman), Universo DC, que trará títulos derivados da série “Crise Infinita”. Leia mais aqui. Categoria: NOTÍCIA 19/04/2007
Luís Gê de volta aos quadrinhos
O que motivou o contato telefônico com Luís Gê foi uma nota divulgada à imprensa. O texto dizia que ele autografaria nesta quinta-feira à noite em São Paulo uma série de publicações antigas, todas fora de catálogo. A informação realmente confere. Mas tem muito mais. O desenhista pretende voltar a fazer quadrinhos, lançar um livro e reeditar "Fragmentos Completos", que mostra, em quadrinhos, a história da Avenida Paulista. Na verdade, uma coisa puxa a outra. E ambas se confudem com a história do desenhista, que é da mesma geração de Laerte e Angeli. Melhor ir do início. A lista é longa. Começa com uma raridade: exemplares da "Balão", considerada a primeira revista independente brasileira depois dos "Catecismos" de Carlos Zéfiro (quadrinhos eróticos que foram lidos clandestinamente por décadas). A "Balão" durou de 1972 a 1975 e revelou nomes como Laerte, Angeli, Paulo e Chico Caruso. E o próprio Gê, então aluno da USP (Universidade de São Paulo). Ele foi também um dos criadores da revista. Por isso, ainda tem alguns exemplares guardados em casa, principalmente do número 9, o último, o único vendido em bancas (por isso, teve uma tiragem maior). Sobraram uns 50, 60 exemplares, que estarão à venda. Dos demais, restaram apenas quatro exemplares do O acervo de Gê não fica só na "Balão", que vai ter a história contada em livro, intitulado "Geração Balão" (leia mais aqui). "Tem cartaz, vários livros de quadrinhos, charge política, coleções completas da Bicho", diz. A "Bicho" é outra raridade dos anos 70, da qual também participou. Tem pelo menos 20 pacotes com os seis primeiros números. O desenhista ainda é lembrado pela atuação na revista bimestral "Circo", lançada em outubro de 1986. Gê era o editor de arte e dividia os desenhos com Laerte, Glauco, Alcy, Nani e outros. Dois anos depois, viajou para a Inglaterra. Ficou lá entre 1988 e 1990, fazendo mestrado na Royal College of Arts. Voltou ao Brasil cheio de idéias, inclusive de uma nova revista em quadrinhos, feita com outros autores. "Mas aí veio o [ex-presidente] Collor. E dançou todo mundo", lembra. Uma das medidas de Collor foi confiscar o dinheiro das contas de poupança e limitar os limites de saque. (Continua na postagem abaixo) Categoria: NOTÍCIA
Luís Gê de volta aos quadrinhos - Parte 2
"É uma belíssima história de tudo o que aconteceu até aquela época, 1990. Mas é também uma pesquisa de linguagem. Uma curtição para eu brincar graficamente", diz. Ele vai levar exemplares para vender no evento desta quinta à noite na "Menor Livraria do Mundo". São apenas três. Ele relembra que a revista era distribuída de graça. Bastava o interessado enviar uma carta à Good Year. Segundo ele, foi o maior número de cartas que a empresa tinha recebido até então. "Eles dizem que até hoje recebem ligações [sobre a revista]". Chamada de "Fragmentos Completos", a história deve ser reeditada. Ele já tem editora. "Mas eu quero fazer algumas modificações". A começar pelo nome. A história ainda hoje é lembrada como "Avenida Paulista". Depois disso, Luís Gê se afastou dos quadrinhos. Por isso, é pouco conhecido pela nova geração de leitores. O "sumiço", na verdade, foi uma mudança de ares. Ele passou a ser um dos professores da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Atua desde 1994 nos cursos de Publicidade e Desenho Industrial. Entre as disciplinas, há uma sobre histórias em quadrinhos. "Eu entrei com um pé atrás. Dei pouquíssimas aulas. Mas aí acabei andando e pegando mais aulas", diz. Na universidade, ele foi o orientador de "O Circo de Lucca", trabalho de conclusão de curso do desenhista Jozz. O projeto explica a linguagem dos quadrinhos por meio de metalinguagem. Vai ser publicado neste ano pela editora Devir (leia mais aqui). Pergunto se ele não pretende voltar a fazer quadrinhos. Surpresa: "Eu tenho vontade de voltar neste ano". Tem vários projetos. Mas antes, diz, vem o livro. Outra surpresa. A obra é uma versão resumida do doutorado defendido na Escola de Comunicações e Artes da USP em 2004. O trabalho teve quase 800 páginas e gerou três volumes. "Escrita plástica: pensamento, conhecimento e interdisciplinaridade" tenta mostrar que os mesmos mecanismos mentais de processamento das palavras ocorrem com os desenhos também. Gê mostra como se dá esse processo nas artes, na comunicação, na tecnologia e na ciência. Ele afirma que também tem editora para o livro, diferente da que vai relançar a história da Avenida Paulista. A volta dele aos quadrinhos tem início na venda e autógrafo de originais, na "Menor Livraria do Mundo", que fica no "Jeremias, o Bar" (rua Avanhandava, 37, centro de Sâo Paulo). Começa às 19h30. Créditos: os cartuns de Luìs Gê que ilustram as duas postagens foram publicados no número 5 da revista "Circo" (agosto de 1987). Categoria: NOTÍCIA 18/04/2007
Pixel: nova revista e mais lançamentos
A maior parte dos lançamentos tinha sido anunciada na semana passada no site Herói, em texto assinado pelo editor-chefe da Pixel, Odair Braz Junior.
Os títulos pertencem aos selos Vertigo e Wildstorm, vinculados à editora norte-americana DC Comics. A Pixel fechou contrato no começo do ano para publicar o material com exclusividade no Brasil.
Em maio, a editora lança o encadernado "Authority - Terra Infernal". A história, de cem páginas, continua do ponto onde parou na Devir, que publicava o material no Brasil até o ano passado.
Ainda em maio, saem dois títulos de WildCATS, grupo parecido com os X-Men criado pelo escritor e desenhista Jim Lee. O primeiro é uma minissérie em duas partes, "WildCATS - Círculo Vicioso", história nunca que nunca saiu por aqui.
O destaque é o outro lançamento. "Wild CATS - De Volta para Casa", encadernado de mais de 200 páginas, traz histórias feitas por Alan Moore. A maior parte é inédita no Brasil.
Em junho, a Pixel publica um especial com duas aventuras de "Astro City", série escrita por Kurt Busiek. São histórias soltas, sem vínculo com a cronologia do título principal, que era publicado pela Devir. Depois, a editora pretende lançar histórias inéditas (também de onde a Devir parou).
Em julho, volta "Fábulas", que faz uma visão adulta e modernizada dos contos de fadas. A editora programou uma minissérie de luxo em três partes e uma história solta, que sai em "Pixel Magazine", um novo título mensal, que terá Hellblazer e Planetary como carros-chefe. O material de "Fábulas" é inédito.
No mesmo mês, saem histórias novas de Ex-Machina. A Panini havia lançado um encadernado com as primeiras aventuras do herói, que divide o tempo com o encargo de prefeito. A Pixel continua de onde esse álbum parou.
Outros lançamentos já tinham sido antecipados pelo Blog dos Quadrinhos. "Preacher" ganha um especial e um encadernado, "Dias da Meia-Noite" reúne histórias de Neil Gaiman feitas para a Vertigo, "100 Balas" volta ao número um e "Monstro do Pântano", de Alan Moore, será reeditado em edições de luxo (leia mais aqui e aqui).
Ainda não há notícia de lançamentos do selo ABC, que publica histórias escritas por Alan Moore (Top Ten, Tom Strong e outros). A Pixel também adquiriu os direitos de publicação desse material. Categoria: NOTÍCIA 17/04/2007
Bruna Surfistinha vai virar personagem de quadrinho erótico
Trecho de uma das histórias, mostrado em primeira mão pelo Blog dos Quadrinhos
Categoria: NOTÍCIA 16/04/2007
Monstro do Pântano, de Alan Moore, será relançado no Brasil As histórias do Monstro do Pântano escritas por Alan Moore vão ser relançadas no Brasil. Serão edições de luxo, em capa dura. A editora Pixel, responsável pela obra, programou para junho o lançamento do primeiro número."O Monstro do Pântano é um material superespecial da Vertigo [selo adulto da editora norte-americana DC Comics] que a gente quer aproveitar da melhor maneira possível, de um um modo que mais pessoas possam ler", diz Odair Braz Junior, editor-chefe da Pixel.
"A gente quer fazer de uma maneira luxuosa, mas, ao mesmo tempo, acessível". Segundo ele, ainda não há definição do preço. O material vai ser vendido em livrarias e lojas especializadas em quadrinhos.
A Pixel pretende lançar toda a fase de Alan Moore no título, que teve início na edição 20 da revista norte-americana "The Saga of the Swamp Thing" (A Saga do Monstro do Pântano), de janeiro de 1984. Foi o título que projetou o escritor inglês nos quadrinhos norte-americanos.
A revista destoava das demais publicações da DC, que tinha nos super-heróis o carro-chefe. Monstro do Pântano, ao contrário, versava sobre horror. "Seja lá que tipo de horror você experimentou até hoje, Monstro do Pântano não é esse tipo de horror", dizia Moore.
O escritor fundamentava seu ponto de vista em duas premissas: 1) tratava-se de uma história de horror interligado a um universo de super-heróis (numa das histórias, o Monstro do Pântano encontra o Super-Homem); 2) a aventura é contada em seqüência, uma revista após a outra.
Moore, na verdade, redefiniu o personagem, criado em 1972 por Len Wein e Berni Wrightson. Tornou-o mais introspectivo (e apaixonado). Até então, ele era apenas fruto de uma experiência química malsucedida, que transformou o cientista Alec Holland no ser.
O enfoque de Moore deu certo, tão certo que levou a DC a criar um selo só para títulos adultos e autorais, a Vertigo. Foi nessa época que Sandman, de Neil Gaiman, começou a ser publicado (o material hoje é reeditado no Brasil pela Conrad e também é vendido em livrarias e lojas de quadrinhos).
A editora Abril publicou as histórias de Moore nos anos 80 nas revistas "Novos Titãs" e "Superamigos". Depois, o personagem ganhou título próprio. Foram oito edições em formatinho, o mesmo das revistas infantis (de janeiro a agosto de 1990), e dez em formato americano (de setembro de 1990 a julho de 1991).
Em 2002 e 2003, a editora Brainstore publicou três encadernados com a fase do escritor britânico. Ao contrário do álbum da Pixel, que será colorido, as edições eram em preto-e-branco. As três obras relançaram os números de 21 a 42 da revista norte-americana. Categoria: NOTÍCIA 15/04/2007
No dia do desenhista, um arquivo de desenhistas
Registro rápido. Hoje é comemorado o dia do desenhista. Um bom e necessário arquivo sobre os profissionais da área é mantido num fotoblog criado pelo ilustrador Orlando Pedroso. Todas as fotos foram tiradas por Orlando. Há um rico arquivo, iniciado em julho de 2004. Merece visita. Para acessar, clique aqui. Categoria: DICA
Tartarugas Ninja: o filme já estreou; nos quadrinhos, na virada do mês
De quando em quando, as Tartarugas Ninja voltam a ser destaque na mídia. Este mês é uma dessas ocasiões. Por dois motivos: 1) a estréia, na última sexta-feira, da quarta produção cinematográfica com os personagens (a animação "Tartarugas Ninja: Uma Nova Aventura"); 2) o lançamento do álbum com as primeiras histórias do quarteto. A idéia inicial da Devir, editora do álbum, era casar a publicação do título com o lançamento do filme. Não deu. Segundo a editora, a tradução já estava pronta, mas houve atraso no envio dos arquivos digitais com os originais da obra. A nova previsão é que os exemplares estejam prontos no próximo dia 27. Começam a ser distribuídos nos dias seguintes. Antes disso, os personagens fazem aparição especial em outro álbum da Devir, "Usagi Yojimbo – Sombras da Morte" (R$ 32). O encadernado volta a As Tartarugas Ninja dos quadrinhos são diferentes das do cinema. E dos desenhos animados. A dose de violência é maior. O traço é bem mais rústico, underground mesmo (imagem ao lado). Nem lembra os rostos arredondados da versão em desenho animado, que escancarou a popularidade e o perfil das quatro tartarugas (foi nas animações que elas se tornaram fãs de pizza, por exemplo). Rafael, Donatello, Leonardo e Michelangelo –os personagens têm nomes renascentistas- foram criados em 1983 pela dupla Peter Laird e Kevin Eastman (atual dono da revista alternativa "Heavy Metal"). Os dois amigos dizem que estavam bêbados quando tiveram a idéia. A dupla imprimiu a primeira revista com o grupo em 1984. De reimpressão em reimpressão, de licenciamento em licenciamento, construíram –e souberam construir- a popularidade que as tartarugas têm hoje. Categoria: NOTÍCIA 13/04/2007
Divulgados os indicados para o Troféu HQMix 2007 A comissão organizadora do Troféu HQMix divulgou na tarde desta sexta-feira os indicados para a edição deste ano do prêmio, o principal do país na área de quadrinhos. A votação começa na semana que vem.
A escolha dos vencedores é feita por cerca de 1.200 jornalistas, pesquisadores e profissionais da área previamente inscritos. Eles podem votar em algum dos selecionados pela comissão ou escolher outro nome, não indicado na lista.
O troféu tem 49 categorias. 5 são escolhidas exclusivamente pela comissão: grande mestre, homenagem, grande contribuição, melhor pesquisa de graduação e melhor pesquisa de pós-graduação.
A entrega do prêmio será no dia 11 de julho, no teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo. Os nomes dos vencedores costumam ser divulgados antes. A edição deste ano terá também uma série de palestras sobre a área, debates que devem ocorrer entre os dias 10 e 20 do mesmo mês.
A cada ano, o troféu homenageia um personagem diferentes dos quadrinhos. O deste ano terá a forma de Kactus Kid, caubói desenhado pelo brasileiro Renato Canini na década de 70 (leia mais aqui).
O troféu foi criado em 1988 pelos cartunistas Gualberto Costa e José Alberto Lovetro, o JAL. Os dois mantinham um quadro sobre quadrinhos no programa TV Mix, da TV Gazeta, de São Paulo (daí o nome do prêmio). Esta é a 19ª edição do prêmio.
Em tempo: fui indicado na categoria "jornalista especializado". Divido a indicação com Carol Almeida, Gonçalo Junior, Marko Ajdaric, Pedro Cirne, Sidney Gusman e Telio Navega. Só de ter o meu nome lembrado já considero um prêmio.
Leia a lista dos indicados nas postagens abaixo (e deixe registrado o seu voto).
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Desenhistas
Desenhista nacional
Fido Nesti, Flávio Luiz, Gabriel Bá e Fábio Moon, Ivan Reis, Lourenço Mutarelli, Mascaro, Samuel Casal
Desenhista estrangeiro
Alex Maleev, Frank Quitely, Hugo Pratt, John Cassady, Milo Manara, Moebius, Takehiro Inoue
Desenhista revelação
Beto Nicácio, Fábio Lyra, Júlio Brilha, Kléber Sales, Manoel Magalhães, Otoniel Oliveira, Ricardo Leite
Ilustrador
Biry, Kako, Mário, Bag, Negreiros, Orlando, Patrícia Lima, Walter Vasconcelos
Ilustrador de livro infantil
Alê Abreu, Angela Lago, Daniel Bueno, Fernando Vilela, Graça Lima, Michele Iacocca, Suppa
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Roteiristas Roteirista nacional
André Kitagawa, Gonçalo Junior, Leo, Lourenço Mutarelli, Osmarco Magalhães, Volney Nazareno, Wellington Srbek
Roteirista estrangeiro
Alexandro Jodorowsky, Hugo Pratt, Joan Sfarr, Kazuo Koike, Brian Michael Bendis, Osamu Tezuka, Robert Kirkman
Roteirista revelação
Anísio Serrazul, Anita Costa Prado, Daniel Esteves, Gabriel de Mattos, Iramir Araújo, Osmarco Magalhães, Volney Nazareno
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Humor Gráfico
Chargista
Angeli, Aroeira, Bennet, Chico Caruso, Dalcio, Jean, Novaes
Publicação de Charges
"Antologia do Pasquim - Vol. 1", "Avenida Brasil: Se Meu Rolls-Royce Falasse", "CorruPTos?... Mas Quem Não É?", "Edição de Risco", "Humor Cerrado", "Lula Lá - A (O)Missão", "Onde Foi Que Eu Errei?"
Caricatura
Baptistão, Bira Dantas, Dálcio, Fernandes, Gilmar Fraga, Gustavo Duarte, Loredano
Cartunista
Allan Sieber, Biratan, Dacosta, Gilmar, Jota A, Laerte, Santiago
Publicação de cartuns
"Antologia do Pasquim - Vol. 1", "Curvas Perigosas 1 e 2", "Edição de Risco", "Gip! Gip! Nheco! Nheco!", "Humor Cerrado", "Onde Foi que Eu Errei?", "Stockadas"
Tira nacional
Aline (Adão Iturrusgarai), Animatiras (Jean), Chiclete com Banana (Angeli), Níquel Náusea (Fernando Gonsales), Ócios do Ofício (Gilmar), Piratas do Tietê (Laerte), Vida de Estagiário (Allan Sieber)
Publicação de tiras
"Cabeça Oca 6", "Geraldão - Edipão, Surfistão & Gravidão", "Níquel Náusea: Tédio no Chiqueiro", "Ozzy 1 - Caramba! Mas que Garoto Rabugento", "Piratas do Tietê - A Escória em Quadrinhos", "Radicci 6", "Tiras de Letra Todo Dia"
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Revistas Revista de aventura
"Conan, o Cimério", "Demolidor", "J.Kendall - As Aventuras de uma Criminóloga", "Ken Parker", "Lobo Solitário", "Mágico Vento", "Marvel Millennium"
Revista infantil
"As Meninas Superpoderosas", "Chico Bento", "Julieta", "Mônica", "O Menino Maluquinho", "Tio Patinhas", "Witch"
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Publicações
Publicação de clássicos
"As Aventuras de Tintim - O Caranguejo das Pinças de Ouro", "Corto Maltese - A Balada do Mar Salgado", "Grandes Clássicos DC 7 e 8 - Lanterna Verde/Arqueiro Verde", "Luluzinha Vai às Compras", "O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks", "Watchmen"
Publicação de humor
"Antologia do Pasquim - Vol. 1", "Capitão Presença", "Níquel Náusea - Tédio no Chiqueiro", "Revista F" (nº 4), "Roko-Loko e Adrina-Lina - Born to Be Wild", "Seis Mãos Bobas", "Zongo Cômiques"
Publicação Mix
"Banda Grossa", "Domínio Público", "Front 17", "Graffiti 76%" (nº 15), "Juke Box", "Marvel Max", "Mosh!"
Publicação de terror
"Aberrações - No Coração da América", "Crimes Macabros", "Lovecraft", "Monster", "Os Mortos-Vios - Dias Passados", "Reino dos Malditos", "Uzumaki - A Espiral do Horror"
Publicação erótica
"A Metamorfose de Lucius", "Bórgia 2", "Clic", "Giovanna", "Gullivera", "Omaha - The Cat Dancer", "Valentina - Crepax 65-66"
Publicação independente
"10 Pãezinhos - Um Dia, Uma Noite", "Chapa Quente", "Domínio Público", "Escantarias", "Jayne Mastodonte", "Mosh!", "Muiraquitã"
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Álbuns, edições especiais e minisséries
Edição especial estrangeira
"Chosen - O Eleito do Senhor", "Corto Maltese - Sob o Signo do Capricórnio", "El Gaucho", "Incal", "Mas Ele Diz que me Ama", "O Gato do Rabino", "Sandman - Estação das Brumas"
Edição especial nacional
"10 Pãezinhos - Mesa para Dois", "Caixa de Areia", "Chapa Quente", "Destino: Oeste", "Encantarias", "O Instituto", "O Messias"
Minissérie
"Adolf", "Conan - Hinos dos Mortos", "Crise de Identidade", "DC: A Nova Fronteira", "Dinastia M", "Lanterna Verde - Renascimento", "Superman/Shazam - O Primeiro Trovão"
Álbum de aventura
"100 Balas - Blues para um Minuteman", "Goon - O Casca-Grossa", "Invencível - Oito é Demais", "Liga da Justiça & Vingadores", "Nausicaã do Vale do Vento", "Planetary - O Quarto Homem", "XIII"
Álbum infantil
"As Aventuras de Osvaldo", "Cabeça Oca 6", "Coleção as Melhores Tiras - Mônica", "Jupré", "O Menino do Kampung", "Ozzy 1 - Caramba! Mas que Garoto Rabugento", "Turma do Xaxado - Lendas e Mistérios"
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Fanzines, prozines e livros teóricos Fanzine
"Cobaia", "Efeito Dominó", "Justiça Eterna", "Mazeboy", "No Fiofó Todo Dia", "Shortcuts", "Subterrâneo"
Prozine (fanzine de profissionais, escolas ou cursos)
"A Mosca no Copo de Vidro", "Areia Hostil", "Peixe Frito", "Prismarte", "Putzgrila", "Top! Top!"
Livro teórico
"Almanaque dos Quadrinhos", "Benício - Um Perfil do Mestre das Pin-Ups e dos Cartazes de Cinema", "Biblioteca dos Quadrinhos", "Homens do Amanhã", "Mangá - Como o Japão Reinventou os Quadrinhos", "Mauricio - Quadrinho a Quadrinho", "Tico-Tico 100 Anos - Centenário da Primeira Revista de Quadrinhos do Brasil"
Categoria: NOTÍCIA
HQMix 2007 - Páginas virtuais Site de autor
Biratan (http://www.biratan.com.br)
Caco Galhardo (http://www2.uol.com.br/cacogalhardo/)
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