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30/11/2006
Quem vai ficar com a DC em 2007?
A Pixel confirmou nesta quinta-feira, por e-mail, que não vai publicar as revistas da DC Comics no ano que vem. A decisão teria partido da DC, que optara por não fechar contrato com a editora brasileira. A Pixel havia adiado vários lançamentos para 2007, como o próximo álbum de Corto Maltese, por causa da negociação. A editora informou que não vai comentar o assunto.
Uma notícia leva à outra: quem vai publicar os super-heróis da DC em 2007?
Ainda não há informação nesse sentido. Sabe-se apenas que tem de ser uma empresa com alto poder aquisitivo.
O Blog dos Quadrinhos conversou hoje à tarde com o presidente da Panini, multinacional que edita a DC no Brasil desde 2002. José Eduardo Severo Martins disse que a editora gostaria de continuar com as revistas da DC. "Todas as editoras têm interesse na DC. A Panini tem interesse também, claro".
José Eduardo Martins diz que, até o momento, não há nada acertado. "Se a DC fica com a Panini ou não, eu não tenho essa informação". Segundo ele, as negociações são feitas por meio da matriz italiana, que estaria aguardando uma posição oficial da sede da DC, nos Estados Unidos. Essa informação dá a entender que houve uma proposta feita pela Panini.
De concreto, por enquanto, é o fato de que o contrato da Panini com a DC encerra no dia 31de dezembro deste ano. Há dois cenários. Se não for renovado, a editora publica até o fim do ano a minissérie "Crise Infinita" num volume só, segundo Martins. A obra, o mais importante evento da DC dos últimos anos, saiu originalmente em sete edições. Se o contrato for renovado, essa decisão pode ser revista.
Outras editoras que publicam material da DC no Brasil não foram informadas oficialmente sobre qualquer decisão da editora norte-americana a respeito da ida dos personagens para outra empresa. O clima de incerteza, no entanto, instigou a busca por outros materiais. A Devir, que edita Preacher e Fábulas, ambos da DC, procurou garantir outros contratos para 2007. No ano que vem, terá Bone, Lost Girls (de Alan Moore) e mais álbuns de Luluzinha.
A informação de que os direitos de publicação da DC iriam para a Pixel surgiu em setembro, em matéria veiculada no site Universo HQ. A notícia dava como certa a transação (o site colocou no ar hoje uma matéria explicando os bastidores do que ocorreu) . À época, o Blog dos Quadrinhos apurou que a negociação existia, mas que o acordo não estava cem por cento fechado (postagem de 13 de setembro).
Do ponto de vista do leitor, o principal interessado na história, o ponto-chave é: a pouco mais de um mês para a virada do ano, ainda não se sabe quem vai editar Batman, Super-Homem e companhia em 2007.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 20h53
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Violência de Battle Royale chega ao Brasil
Imagine a seguinte situação. Você está no último ano do colégio. O governo escolhe a sua sala para participar de um projeto chamado "O Programa". Você e seus colegas de escola são levados involuntariamente para uma ilha deserta e mantidos lá contra a vontade. Detalhe importante: você só sai dali se matar todos os outros jovens. Se não fizer isso, um dispositivo colocado em volta do seu pescoço explode sua cabeça.
É esse o roteiro de "Battle Royale", lançado este mês no Brasil (Conrad, R$ 9,90). É um dos mangás mais comentados dos últimos anos. A polêmica, como se nota, é por causa da violência. Correção: das doses cavalares de violência. Até a metade deste primeiro número, morrem dois dos 42 estudantes (sem falar no assassinato de um docente e no estupro de uma professora). Do meio para o fim, mais três jovens são mortos. Não é para menos que a capa da edição nacional estampa a recomendação "impróprio para menores".
É tentador dizer que o mangá repete parte do enredo da série "Lost". Engano. É "Lost" que usa "Battle Royale" como inspiração (há até os flashbacks). A história foi feita originalmente em livro, em 1999, escrito por Koushun Takami. No ano seguinte, ele adaptou a história para os quadrinhos, desenhados por Masayuki Taguchi. Um mês depois, estreava no Japão a adaptação cinematrográfica, que teve participação especial do ator e diretor Takeshi Kitano (de "Zatoichi", entre outros) como o temido professor disciplinador (imagem ao lado). Houve um segundo longa em 2003, "Battle Royale: Requiem".
Falar da violência de "Battle Royale", muitas vezes excessiva e gratuita, só serve para fomentar a polêmica em torno da obra, que terá 15 volumes no Brasil. E polêmica, como se sabe, é uma excelente estratégia de marketing para aumentar vendas.
Nota: há uma prévia da história no site da Conrad. Para ler, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 08h45
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29/11/2006
DVDs de Superman mantêm dublagem original
O lançamento de “Superman – O Retorno” levou a Warner a relançar os quatro primeiros filmes da série cinematográfica (preço sugerido: R$ 34,90 cada um). Os DVDs trazem uma boa surpresa: a dublagem original dos longas. A voz do herói, interpretado por Christopher Reeve, era feita por André Filho, tido como um dos maiores dubladores brasileiros.
Nos trabalhos que fazia, ele não se limitava a emprestar a voz ao ator. Conseguia modular o timbre de tal modo que reproduzia o modo de falar do personagem.
Dois exemplos: Sean Connery em “Os Intocáveis” e Sylvester Stallone nos três primeiros filmes da série “Rocky – O Lutador”. É só comparar a versão inglesa com a feita no Brasil.
A lista de atuações de André Filho é longa. Dublou Lee Majors (em “O Homem de Seis Milhões de Dólares”), Roger Moore e Sean Connery (em 007), Keith Carradine (“no último ano da série “Kung Fu”), a voz de Kitt, o computador de bordo do seriado “A Super-Máquina” (no último ano da série).
A lista só não é maior por dois motivos, ambos pesarosos. André Filho morreu em 1997, vítima de complicações causadas pela Aids. O outro motivo é que parte dos filmes em que atuou foi redublada, caso de 007 (restou um com a voz dele) e dos longas de Superman. Imaginava-se que esta versão tivesse sido destruída. Curiosamente não foi o caso. Os DVDs da Warner prestam uma justa homenagem, tanto a Reeve quanto ao dono de sua primeira voz em português.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h36
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Primeira-dama vira personagem de quadrinhos

A esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou personagem de quadrinhos. As histórias de Dona Marisa saem todas as quartas-feiras no blog do cartunista Flávio, um dos criadores da tira. Só saem no blog, segundo ele, porque nenhum órgão de imprensa teria coragem de publicar o material. A tira acima é a mais recente. Entrou no ar hoje.
A idéia surgiu durante o Salão de Humor de Paraguaçu Paulista, realizado há duas semanas. Foi lá que Flávio conheceu o cartunista Verde, o outro autor da tira. Ambos integraram a comissão julgadora. "Fiquei logo amigo do Verde e conversamos bastante", diz Flávio, que já soma 30 anos de carreira. "A gente começou a falar dos absurdos cometidos durante o governo Lula. Então eu me lembrei da dona Marisa, que ao meu ver é uma nulidade. Só vive na sombra do marido, não foi eleita pra nenhum cargo público e tem uma sala no Palácio do Planalto! Um absurdo total!"
Flávio pediu a Verde, que já foi roteirista na editora Abril, se aceitava escrever as tiras. "Ele topou. Quando voltamos de viagem, uns dois dias depois, o Verde me manda os roteiros de três historinhas", conta Flávio, que já teve passagens pelo "Pasquim", pela "Mad" (foi diretor de arte) e por uma série de jornais.
O Blog dos Quadrinhos perguntou se ele e Verde não têm medo de que a tira seja lida como ofensiva. "Não temos essa preocupação. Acho que essa primeira-dama (assim como o marido) é muito fraca. Todas as primeiras-damas de presidentes tiveram um papel social relevante nos mandatos de seus maridos. Essa aí não coloca um prego num sabonete, e ainda fica com uma sala no Palácio do Planalto sem ter um cargo público. E a tal estrela do PT que ela mandou fazer nos jardins do Palácio da Alvorada? Coisa que jamais poderia ter sido feita, já que o Palácio é tombado. O que foi feito disso? Nada. Essa gente confunde o público com o privado e faz proselitismo com o dinheiro do povo."
Flávio mora em Franca, cidade no interior de São Paulo. É de lá que desenha as histórias após receber o roteiro de Verde. Para acessar o blog dele, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 14h58
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Relançado livro que ensina como fazer roteiro de HQ

Dica rápida. A editora Marca de Fantasia relançou o livro "A palavra em ação: a arte de escrever roteiros para histórias em quadrinhos". É a terceira edição da obra, escrita por Marcelo Marat. A proposta, como o título diz, é apresentar um guia sobre como criar uma história em quadrinhos. Uma obra assim é rara no mercado. Por isso, tem esgotado com facilidade. O livro custa R$ 14 e só é vendido por meio do site da editora. Para acessar, clique aqui.
Outra dica. Há um curso de quadrinhos gratuito num site de Portugal, onde as HQs são chamados de bandas desenhadas. O "Tratado de banda desenhada" foi elaborado por Francisco Chinita. Ele diz na apresentação do curso que queria publicar as aulas num livro, mas não conseguiu porque "as editoras ainda não têm coragem para se aventurar neste mercado". Colocou todo o material na internet. De graça. Para ler o curso, clique aqui.
Categoria: DICA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h12
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28/11/2006
Tira inédita de Mismatches no Metrópolis
O desenhista Acácio Geraldo de Lima produziu uma tira inédita de Mismatches. A história foi montada durante a gravação de uma reportagem para o programa Metrópolis, da TV Cultura. Ele fez uma brincadeira sobre a falta de iluminação num estúdio de TV.
Acácio tinha produzido até então oito tiras de Mismatches, que mistura desenho e colagem. A criação dele ficou em primeiro lugar na categoria tiras no Salão Internacional de Humor de Piracicaba deste ano. Todas as tiras já foram mostradas aqui no Blog dos Quadrinhos (veja nas postagens de 29.08, que mostra os premiados de Piracicaba, e de 19.09).
Veja abaixo a nova criação de Acácio, que tem planos de produzir mais tiras e reunir tudo num livro. Para assistir à reportagem exibida no Metrópolis, clique aqui (assinante UOL).

Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 16h34
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Quadrinhos viram livro escolar em 2007
O governo federal divulgou nesta segunda-feira as histórias em quadrinhos incluídas no Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE). Fazem parte da lista: "Toda Mafalda", com tiras da personagem criada pelo argentino Quino (ao lado, a capa da primeira edição); o premiado "Santô e os pais da aviação", de Spacca, que faz a biografia de Santos Dummont; "Dom Quixote em quadrinhos", de Caco Galhardo; "Na prisão", um mangá feito por Kazuichi Hanawa.
As obras serão distribuídas no ano que vem a 46.700 escolas públicas de ensino fundamental. São 7,5 milhões de exemplares, que devem atender 14 milhões de alunos. Segundo nota divulgada no site do MEC (Ministério da Educação e do Desporto), o governo defende que o elemento visual é um atrativo a mais para incentivar a leitura nos alunos.
O Blog dos Quadrinhos noticiou o assunto no dia 12 de setembro. Na ocasião, não havia confirmação sobre os quadrinhos incluídos no PNBE. O governo anunciara apenas os nomes das editoras.
O governo federal apenas segue a orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, elaborados no fim dos anos 90, ainda sob administração de Fernando Henrique Cardoso. Os Parâmetros –popularmente conhecidos como PCNs- têm como eixo central a necessidade da leitura de textos de diversos gêneros. Assim, orientavam os professores dos ensinos fundamental e médio a utilizar em sala de aula piadas, editorias, reportagens. As histórias em quadrinhos também foram incluídas.
A presença dos quadrinhos nos Parâmetros Curriculares foi o principal motivo do aumento dos estudos sobre o tema nas universidades de Letras. Até então, eram raras abordagens lingüísticas sobre o assunto. Foi nesse contexto que surgiu o livro interdisciplinar "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula", organizado por Ângela Rama e Waldomiro Vergueiro e do qual sou um dos autores. A obra, lançada pela Contexto em 2004, está na terceira edição.
Colocar quadrinhos na escola é algo que chega com atraso. No começo da década de 90, o vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já pedia aos futuros universitários a interpretação do humor em tiras cômicas. A questão é repetida até hoje. O ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) também usou o recurso em todas as provas, exceção feita à deste ano. A maioria dos livros didáticos de língua portuguesa já usa a linguagem há vários anos.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 07h04
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27/11/2006
Revista argentina Fierro volta a ser publicada
A revista argentina "Fierro" voltou a ser publicada neste mês. O primeiro número saiu no dia 11 junto com o jornal "Página 12". O mesmo processo de venda vai ser repetido mensalmente, sempre no segundo sábado. A equipe que está à frente do título é a mesma de antes, com nomes importantes como José Muñoz, Carlos Sampayo, Tati, Breccia, Carlos Trillo, Carlos Nine (que vai desenhar Porto Alegre para a série "Cidades Ilustradas"). Há desenhistas novos também, como Maitena.
A "Fierro" foi uma das mais importantes revistas em quadrinhos da Argentina. Reuniu os principais quadrinistas do país, que tinham acabado de sair do regime militar argentino. O primeiro número saiu em setembro de 1983 e último, em dezembro de 1992 (na centésima edição).
A imagem acima é do número 79, de março de 1991. "Fierro" serviu de inspiração para a extinta "Animal", publicada no Brasil nos anos 80 e 90.
Perguntar não ofende: por que o Brasil ainda ignora o quadrinho argentino (que tem muito mais do que Maitena e Quino)?
Nota: esta notícia foi uma dica do leitor Zerramos. O crédito pela informação é todo dele.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 18h54
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David Lloyd quer lançar novo álbum no Brasil

David Lloyd durante sessão de autógrafos no sábado, em São Paulo
O desenhista de David Lloyd quer publicar no Brasil o álbum "Kickback", de sua autoria. Ele está à procura de uma editora. A informação foi dita pelo próprio ilustrador durante palestra na livraria Fnac, em São Paulo, no sábado à tarde. A obra é um quadrinho sobre crimes, como ele mesmo define. A primeira publicação foi na França, em 2003.
Entre as mais de 50 pessoas presentes, estava um representante da editora da Pixel, que demonstrou interesse em conversar com Lloyd. Há uma prévia da obra no site do desenhista ( clique aqui).
O desenhista inglês está no Brasil para registrar impressões sobre a cidade de São Paulo. A pesquisa será usada na composição do sétimo volume da coleção "Cidades Ilustradas", da editora Casa 21, também presente ao debate. Cada número mostra uma cidade brasileira pelo traço de um ilustrador.
A oitava edição, a editora confirmou no sábado, será sobre Porto Alegre e vai ter arte do argentino Carlos Nine. O trabalho de Lloyd sobre a capital paulista tem duas possíveis datas para ser lançado, segundo a Casa 21: fim de 2007 (data desejada) ou no começo de 2008 (se o processo de edição atrasar). O projeto tem patrocínio da Esso. O desenhista teve quinze dias para visitar a cidade, cinco a mais do que os outros desenhistas da coleção. "É porque é a maior de todas", diz.
Lloyd concorda com a idéia de que a melhor visão é a de quem vê de fora. O ponto de vista dele sobre São Paulo, então, adquire uma importância ainda maior. "Me chamou a atenção o cinza e o verde", disse, sempre com a ajuda da escritora e roteirista de quadrinhos Marcela Godoy, que o acompanhou pela cidade e fez as traduções. "Vocês tem muito verde aqui". Apesar de a editora ter imaginado o álbum em preto-e-branco, é possível que cores pontuais componham o trabalho.
Ele faz mistério sobre o que vai colocar no papel. Deixou claro que a situação das moradias –mais especificamente a das favelas- o tocou de alguma forma. Mencionou o problema mais de uma vez. Ficou impressionado com o processo de "encher" laje, que conta com a ajuda de vários moradores para o serviço. Ele faz mistério também quanto ao estilo que vai usar nas ilustrações. "Posso surpreender. Posso fazer algo novo. Posso usar o estilo antigo".
Ficou claro, no entanto, que o sétimo volume de "Cidades Ilustradas" terá dois lados da capital paulista, o bom e o ruim. Ele antecipa uma possível pergunta, se o morador não poderia se sentir ofendido com isso. "I dont´care", diz com um sorriso maroto, que começou a esboçar a partir da metade do debate e após tomar dois copos de vinho.
Durante a exposição, o desenhista britânico se mostrou uma pessoa bem diferente do personagem anárquico que ajudou a criar para a minissérie "V de Vingança", seu trabalho mais famoso. Fala mansa, fluente, sem flutuação de tom. Demonstrou-se polido e atencioso, e não deixou de responder a nenhuma pergunta, inclusive as mais cabeludas.
Este blogueiro (que mediou o debate) quis saber a opinião dele sobre a briga de Alan Moore, escritor de V, com a editora DC Comics. Você compartilha da mesma visão de Moore? Lloyd diz que não teve nenhum problema contratual com a DC e que a editora cumpriu exatamente o que previa o contrato. O problema de Moore, diz, é que ele vê no contrato algo mais, que não existe. É o jeito de ser dele, conclui. "Moore é um anarquista".
Se a melhor visão é a do estrangeiro, como comentado acima, não deixa de ser curiosa a opinião dele sobre a situação política do Brasil. "O país sempre esteve à sombra dos Estados Unidos, era o quintal deles", diz. Ele vê a situação atual, no entanto, com otimismo. "Vocês têm agora uma ótima oportunidade para mudar as coisas", em referência à política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nota: já noticiamos, mas não custa reforçar. Lloyd faz mais uma palestra hoje à noite, em São Paulo. É na Universidade Mackenzie. Começa às 20h.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 07h27
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26/11/2006
Morre desenhista que revitalizou X-Men
Morreu hoje de manhã, nos Estados Unidos, o desenhista Dave Cockrum. A notícia foi divulgada por Clifford Meth, um amigo da família, e começou a circular em sites estrangeiros durante a tarde. Segundo a nota escrita por ele, Cockrum teve complicações causadas pelo diabetes. Estava com 63 anos.
Dave Cockrum é mais conhecido no Brasil por ter participado da revitalização dos X-Men, em 1975. É dele a arte das primeiras histórias que mostram a nova composição da equipe (com Wolverine, Tempestade, Colossus e outros).
Anos depois, a revista se tornou líder de vendas nos EUA. Cockrum deixou os personagens após algumas edições. Foi substituído por John Byrne. Retomou a revista na década de 80, mas o reencontro com os heróis mutantes não durou muito.
Dave Cockrum mantinha um site sobre seu trabalho. É de lá a imagem desta postagem. Para visitar, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 20h00
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Encontro histórico de ilustradores no Rio

Gutemberg Monteiro (à esquerda) e Benício no Ilustra Brasil! (Ana Maria Moura ao fundo)
O desenhista brasileiro Gutemberg Monteiro deu uma palestra no último dia de debates do Ilustra Brasil!, evento que terminou na sexta-feira no Rio de Janeiro. Gutemberg –ou somente Goott, como também é conhecido- começou a fazer ilustrações na década de 40. Atuou tanto no Brasil como no mercado norte-americano. O Blog dos Quadrinhos pediu para o ilustrador Orlando Pedroso, outro palestrante do dia, um depoimento sobre o bate-papo com Goot, que completa 90 anos em dezembro. Orlando se superou. Conseguiu registrar um encontro histórico entre Gutemberg e o ilustrador Benício, autor de vários dos cartazes feitos para o cinema.
Com a palavra, Orlando (que aparece na imagem abaixo, entre os dois ilustradores):
Pra algumas coisas, você precisa ter um pouco de sorte. Fui ao Rio para lançar o "Moças Finas" e dar uma palestra no evento IlustraBrasil!, organizado pela SIB (Sociedade Brasileira de Ilustradores). A palestra que abriu o evento na sexta, dia 24, era com o carioca Gutemberg Monteiro, senhor que do alto de seus 90 anos, 3 pernas, como ele diz, mantém viva boa parte da memória da introdução dos quadrinhos no Brasil. Funcionário da Rio Gráfica, era o principal capista de publicações como a X-9 até ser convidado a trabalhar na América. De studio em studio, desenhou Superman, Batman, Gasparzinho, Brazinha, Tom e Jerry entre outros. Morador do Queens, só não se deu melhor, segundo ele, porque não tem ambições. Temporariamente no Brasil, está cheio de planos e registrando personagens. Na platéia, Benício que diz ter tido Gutemberg como seu mestre. Este, por sua vez, diz que Benício chegou pronto. Detalhes.Goott vem ao Brasil anualmente, quando participa do encontro dos contemporâneos da Rio Gráfica. Quem viu, viu.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h13
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25/11/2006
Chargista invade redação e mantém jornalistas reféns
Um chargista do "El Nuevo Herald" invadiu a redação do jornal neste sábado e manteve os funcionários sob ameaça de uma metralhadora por três horas e meia. O desenhista Jose Varela pedia a demissão do diretor de redação, Humberto Castelló, e do diretor-executivo, Tom Fidler. O jornal tem sede em Miami, nos Estados Unidos.
Varela chegou ao jornal às 10h40. Estava com roupas militares e uma camisa com a sigla FBI escrita nas costas. "Sou o novo diretor aqui. Que venha Humberto aqui", teria dito, segundo o site do "El Nuevo Herald". Muitos pensaram ser uma brincadeira. Viram que o negócio era sério quando o chargista cubano entrou na sala do diretor de redação e começou a quebrar o computador e a tirar quadros das paredes. Foi quando começou a manter refém a equipe usando a metralhadora.
A polícia foi acionada e iniciou uma longa negociação com o desenhista. Jose Varela se entregou às 14h15. Os dois diretores permanecem nos cargos. Ninguém ficou ferido.
Varela é cubano e estava em Miami como refugiado político. Ele publicava charges diariamente no "El Nuevo Herald" (para ver os trabalhos dele, clique aqui). Esse foi o segundo incidente na sede do jornal ocorrido neste semestre. No fim de julho, uma pessoa se suicidou no local. No Brasil, houve caso parecido neste ano, quando um chargista invadiu o Projac, lugar onde são gravadas as novelas e minisséries da TV Globo, no Rio de Janeiro.
O assunto ecoou rápido na blogosfera brasileira. É do chargista Nico, do Rio de Janeiro, o desenho abaixo:

Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 22h57
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Álbum do espanhol Max faz surrealismo em quadrinhos
Entre o anúncio da criação da Zarabatana e o início da venda do primeiro álbum da editora foram quatro dias. "O prolongado sonho do Sr. T." (R$ 29) já chegou a algumas lojas especializadas em quadrinhos de São Paulo (deve ser repassado a outras cidades na próxima semana). A tomar como base esta obra inaugural, a editora começa bem.
O álbum é surreal. Tem de ser surreal, aliás. De que forma poderia ser narrada o sonho de uma pessoa se não pelo recurso do non-sense? O comerciante Cristovão T., o dono do sonho, dormiu no dia 17 de março de 1993, como fazia todos os dias. Acordou às sete da manhã. Só que 40 dias depois. Estava na UTI de um hospital.
Ao despertar, Cristóvão –ou só Sr. T.- pede um papel e uma caneta. Quer descrever as imagens que passaram por sua mente durante o tempo em que esteve dormindo. É essa a história do álbum. O relato de um sonho, um diálogo dele com ele mesmo. Os coadjuvantes que surgem ao longo da narrativa não passam de figuras criadas pelo subconsciente de T., que terão um papel fundamental no final da trama.
O relato, pela peculiaridade de ser um sonho, não se preocupa com uma condução narrativa muito linear. O protagonista está nu o tempo todo. Alguns percebem a ausência das roupas, outros não. Em outro momento, do nada, surge o Supermouse, antigo personagem dos desenhos animados. Por que surgiu e por que desaparece logo depois são um mistério sem muito sentido. Nada mais lógico para descrever o ilógico subconsciente (que deve ser uma das moradas do supercamundongo). O desenho da obra, com diagramação tortuosa, reforça o tom psicológico do álbum.
A história é escrita e desenhada por Max, forma como assina o espanhol Francesc Capdevila, um dos mais destacados quadrinistas do país europeu. No Brasil, ele é lembrado pelos leitores da "Animal", publicada nos anos 80. A revista trazia material alternativo de outros países. Max teve publicada uma de suas criações, Peter Pank, uma radical paródia de Peter Pan (imagem ao lado).
A Zarabatana (sediada em Campinas, interior paulista) surgiu com a proposta de publicar quadrinhos alternativos, obras que dificilmente sairiam no Brasil, por mais promissor que esteja o mercado. A idéia é editar material estrangeiro, um por mês. Há três outras obras programadas (leia aqui). A qualidade de "O prolongado sonho de Sr. T." reforça a expectativa para o que virá.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h46
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23/11/2006
Pesquisa da UFMG mostra como ensinar artes usando quadrinhos
João Marcos é mais conhecido pela faceta de desenhista. Só que o ilustrador mineiro –mora em Governador Valadares- esconde um outro lado, bem menos noticiado: o de pesquisador. Ele tem um estudo sobre o uso de quadrinhos no ensino de artes. A pesquisa fez parte de um mestrado, defendido neste semestre na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
O estudo levou dois anos para ficar pronto. "Mas há um bom tempo eu já estava lendo bastante, procurando algumas respostas", diz. A pesquisa mostrou uma aplicação para o ensino fundamental da história em quadrinhos "Persépolis", da iraniana Marjane Satrapi, em que a narradora descreve a infância vivida naquele país (a Companhia das Letras publicou três volumes da obra). A página é uma das usadas no mestrado.
"As questões relacionadas à produção de imagens, à apreciação, à reflexão e à elaboração artística são pontos importantes no que diz respeito ao ensino de arte", diz o pesquisador, de 31 anos, que também atua como professor de cursos de design gráfico, arquitetura e urbanismo. "Através da produção de histórias em quadrinhos, em que os estudantes passam por várias etapas, é possível desenvolver vários conteúdos e o mais importante, competências e habilidades comuns a outras modalidades artísticas e outras tantas específicas das HQs."
A conclusão do mestrado atesta que é, sim, possível utilizar quadrinhos para o ensino de artes. O problema é outro, segundo ele. É a resistência que ainda existe no meio acadêmico. "Pessoalmente, foi muito bom poder defender uma dissertação sobre quadrinhos numa escola de Belas Artes, que, apesar da inegável abertura para essa área, ainda encontra uma certa resistência. Às vezes, nas disciplinas, eu me sentia um peixe fora d’água, mas sempre tive convicção de que os quadrinhos poderiam oferecer muito mais no campo das artes."
João Marcos Parreira Mendonça quer dar seqüência ao estudo, que deve ser compilado num livro. Recebeu da banca avaliadora a recomendação de publicar o mestrado. Ele faz parte de um novo grupo de pesquisadores que também são desenhistas. E de destaque. Na semana passada, João Marcos venceu a categoria tiras do Salão de Humor de Paraguaçu Paulista, seu primeiro prêmio (veja na postagem do dia 17.11). Na imprensa, publica na imprensa mineira as histórias de Mendelévio, um garoto que fica às turras com a irmã, Telúria. O personagem já rendeu um livro. Pode vir outro no ano que vem.
Na entrevista abaixo, feita por e-mail, João Marcos comenta sobre seus trabalhos e fala da pesquisa no ensino de artes.
Categoria: ENTREVISTA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h42
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Entrevista: João Marcos Mendonça
(continuação da postagem anterior)
- No seu entender, os quadrinhos possibilitam o aprendizado de mais ou menos conteúdo na área de artes?
- A vantagem dos quadrinhos é que podemos trabalhar vários conteúdos numa só modalidade. A partir das HQ podemos trabalhar teoria da cor, forma, estudos sobre composição, bidimensionalidade, entre outros, além dos elementos visuais como ponto, linha, textura, volume, movimento, superfície. Mas o que considero muito importante é que as HQs podem ser uma modalidade artística, em que o aluno pode experimentar e explorar as suas possibilidades expressivas, além de várias questões relacionados ao aprendizado em arte.
- Você usou na dissertação uma história de Persépolis. Como foi a aplicação da obra no ensino de artes?
- Usei a história Persepólis para mostrar que podemos analisar uma HQ seguindo parâmetros artísticos, como se analisa uma obra de arte. Procurei mostrar aspectos culturais, referências e influências artísticas da autora que aparecem em Persepólis. Analisei os elementos visuais e como eles são utilizados. Pra mim, ficou claro que a formação e o conhecimento que ela teve em artes deixou a história melhor e muito mais rica do ponto de vista artístico. Essa obra em específico e várias outras produções podem ser utilizadas em sala de aula, até as que são consideradas "industrializadas", como as de super-heróis. A escolha fica a critério do professor e da realidade escolar em que está inserido.
- O que o levou a estudar o assunto?
- Desde a minha graduação em arte-educação, eu vinha trabalhando com oficinas de histórias em quadrinhos. Acabei não lecionando Arte. Mas, nas oficinas, eu fui percebendo que vários conceitos e conteúdos do ensino de arte estavam presentes na produção de HQ. Quando passei a lecionar no curso de Design Gráfico algumas displinas específicas, como Composição, Plástica e Desenho, tive ainda mais certeza. Nesse processo, acabei criando uma metodologia que, graças a Deus, estava dando ótimos resultados. Fui atrás do mestrado pra tentar provar o que eu já vivenciava na prática: que se pode aprender arte através da produção de HQ e que elas podem ser uma modalidade artística como o desenho, a escultura, gravura, pintura, entre outras.
- Havia um rótulo de que quadrinhos e sala de aula não combinavam. Seu estudo abordou esse assunto?
- Sim. O primeiro capítulo foi todo dedicado a isso. Li vários e vários livros sobre a história das HQs e sobre como estava a arte no período do surgimento dos quadrinhos e durante o restante do século 20. Procurei descobrir de onde e como surgiram os vários preconceitos relacionados aos quadrinhos e o porquê de sua rejeição no campo da arte e no ensino. Depois pesquisei os artistas e as situações que contribuíram para mudar esse panorama.
- Qual foi o momento de "virada", data em que você sentiu que os quadrinhos passaram a entrar nas aulas de arte?
- Acredito que aconteceu quando comecei a ministrar oficinas para professores, em cursos de extensão da UFMG (Universidade Federal de mnas gerais) e em projetos como a Maratona de Quadrinhos, que aconteceu no 3º FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) em Belo Horizonte. Pra mostrar que é possível trabalhar as HQs como modalidade artística, eles tinham que criar seus personagens e produzir um fanzine ao final do curso, além de conhecer mais sobre essa linguagem. Tenho visto que, independentemente da idade, é possível aprender a desenhar e utilizar as HQs como expressão artística. E o retorno que eles deram das experiências em sala de aula foram muito positivos.
- E para Mendelévio? Novidades? - Continuo produzindo uma página por semana em tamanho tablóide para o jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e para um jornal aqui de Valadares (também em Minas). Estou esperando juntar um pouco mais de material (apesar de já ter uma boa quantidade) pra pensar e tentar mais uma publicação no próximo ano, quem sabe em cores, como no jornal. Tenho postado as histórias novas em um blog, que tem dado um retorno muito legal (para ler, clique aqui).
Categoria: ENTREVISTA
Escrito por PAULO RAMOS às 23h37
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David Lloyd dá duas palestras em São Paulo
Dica rápida. O desenhista da minissérie “V de Vingança”, David Lloyd, dá duas palestras em São Paulo. A primeira é neste sábado, às 16h, na Fnac Pinheiros (av. Pedroso de Moraes, 858). Fui convidado para fazer a mediação do debate.
O segundo bate-papo é na segunda-feira, às 20h, na Universidade Mackenzie (rua da Consolação, 930). O evento será conduzido por Octavio Cariello, desenhista e professor da Quanta Academia, que organiza a palestra com a editora Casa 21.
As duas palestras são gratuitas.
O inglês David Lloyd chegou ao Brasil no fim da semana passada. Ele vai desenhar a capital paulista para a série “Cidades Ilustradas”, da editora Casa 21. Já foram publicados seis volumes da coleção, que mostra as cidades brasileiras sob o traço de diferentes ilustradores.
Categoria: DICA
Escrito por PAULO RAMOS às 17h10
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HQ da Marvel escancara crítica à política externa de Bush
O escritor Mark Millar já usou várias de suas histórias para cutucar a política externa norte-americana iniciada no primeiro mandato do governo George Bush. Em “Authority”, sobre um grupo que exerce o papel de defensor do planeta, não eram poucas as ironias sutis contra o presidente e as sucessivas invasões feitas pelo país. A diferença, agora, é Millar explicita a crítica. Fez isso na história de “Os Supremos”, publicada este mês na revista “Marvel Millenium - Homem-Aranha” (Panini, R$ 7,90). A edição é do mês passado, mas só chegou às bancas em novembro.
Nos Estados Unidos, a aventura saiu no nono número de "The Ultimates 2", em janeiro deste ano. O mundo se alia contra os americanos, num ensaio de terceira guerra. Uma força de seres superpoderosos ataca os norte-americanos. É aí que Mark Millar escancara a crítica a Bush, verbalizada na boca do líder do grupo anti-EUA.
Duas frases do líder. Primeira: “Me ofereci como voluntário para liderar esta coletividade internacional simplesmente porque os planos dos Estados Unidos tinham de ser restringidos”. Outra: “O mundo é um lugar mais seguro agora que este novo Império Romano foi contido”.
O grupo “Os Supremos” é uma versão modernizada dos “Vingadores”, ambos da editora Marvel Comics. Capitão América, Thor, Homem de Ferro e outros seres com habilidade especiais integram uma força tática que tem a função de atuar em grandes crises. O comando fica a cargo do governo norte-americano.
A crítica de Ellis é feita ao mesmo tempo em outra série da Marvel, Poder Supremo, publicada no Brasil na revista “Marvel Max” (também da Panini). Novamente, há uma seleção de pessoas superpoderosas a serviço dos Estados Unidos. A primeira tarefa do grupo é sumir com o ditador de um país do terceiro mundo, algo que o exército dos Estados Unidos jamais poderia fazer “oficialmente”.
Os quadrinhos de super-heróis –alguns, não todos- deram um fim à lua-de-mel que mantinham com a política externa de Bush. Logo após os ataques do 11 de Setembro de 2001, os autores de quadrinhos refletiram em suas histórias o sentimento de lamentação e de impotência vivido pelo americanos. As revistas que abordavam o tema tinham um tom ufanista e pró-belicismo.
Numa revista especial, o Homem-Aranha e vários heróis ajudam nos resgates às vítimas. O Capitão América se incumbe a fazer uma cruzada contra o terrorismo, mesmo que ninguém soubesse -nem ONU, nem Estados Unidos- soubesse o que era terror ou terrorismo (comentamos o assunto em postagem do dia 11 de setembro).
Anos depois (mas não muito depois), o povo americano acorda e percebe que a invasão ao Iraque não se resolvia e que os soldados morriam. Surge um novo sentimento, que tem no documentarista Michael Moore a projeção mais extremada. A popularidade de Bush cai, e continua em queda. E os autores de quadrinhos passam a ter uma postura mais crítica com relação ao governo dos Estados Unidos. Art Spiegelman já havia levantado a questão em “A Sombra das Torres Ausentes”, lançado pela Companhia das Letras. Mark Millar segue a tendência.
Não há mais metáforas. Há críticas explícitas. E os quadrinhos de super-heróis, mais uma vez, refletem o sentimento da sociedade americana.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 15h01
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22/11/2006
Pesquisadores querem recriar núcleo de quadrinhos da Intercom
Estudos sobre quadrinhos podem voltar a fazer parte do principal congresso de comunicação do país, a Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação). Desde a década de 90, o evento mantinha um núcleo exclusivo para quadrinhos, com apresentação de pesquisas vindas do país inteiro. Neste ano, o núcleo foi desativado. A proposta é recuperar o espaço já no próximo congresso, no ano que vem.
A idéia de recuperar o espaço dentro da Intercom é encabeçada pelos professores Waldomiro Vergueiro, da Universidade de São Paulo, e Roberto Elísio dos Santos, da Universidade IMES. Eles tornaram pública a intenção na tarde desta quarta-feira, no fim do 1º Seminário de Pesquisa de História em Quadrinhos, realizado em São Caetano do Sul, no ABC paulista. O seminário apresentou estudos deste ano feitos na USP e na Unesp (Universidade Estadual Paulista) e mostrou que aumenta o número de teses e dissertações sobre quadrinhos nos cursos de pós-graduação do país (veja na postagem do último dia 14).
Para recriar a núcleo na Intercom, há duas exigências: 1) oito professores com título de doutor têm de se associar à Intercom; 2) eles devem se inscrever no tema ligado a quadrinhos. Vergueiro e Elísio dizem ter seis doutores inscritos. Um sétimo está para se inscrever. O oitavo nome, segundo eles, será Gazy Andraus, que defende tese de doutorado na USP no dia oito de dezembro.
A próxima edição da Intercom vai ser realizada em Santos, no litoral de São Paulo.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 22h02
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Cresce o número de revistas sobre quadrinhos no Brasil - I
A revista Wizard, atual Wizmania, tem um grande mérito. Está há três anos no mercado. Não é pouca coisa. As várias tentativas de firmar no Brasil uma publicação sobre quadrinhos naufragraram nos primeiros números. A maré traz neste fim de ano uma nova onda de tentativas. Com uma grande diferença. Desta vez, não são casos isolados. Parece haver uma tendência de revistas sobre o tema.
A "Mundo dos Super-Heróis" já está no segundo número. Procura atingir um público semelhante ao da Wizmania. A estratégia é rechear a publicação com notícias e curiosidades sobre heróis. No número 2 (capa ao lado, desenhada por Renato Guedes), o maior destaque é o Homem-Aranha. Há um dossiê (o nome não é força de expressão) de 20 anos a respeito do personagem da Marvel. Mais outro tanto com curiosidades do seriado de televisão da década de 70 e das diferentes versões animadas.
"O projeto inicial era sair [com a revista] quando houvesse um grande evento", diz Manoel de Souza, um paulistano de 33 anos da Freguesia do Ó, que edita a revista para a Editora Europa. Mas a repercussão convenceu a empresa a dar carta branca para uma segunda edição.
"Do nada, vários editores e leitores elogiaram". Só na primeira semana de publicação do número inicial, no fim de junho, ele recebeu tantos e-mails que, se colocados em seqüência, dariam 20 páginas de texto. Já há material para um terceiro número.
Manoel de Souza conta que faz a "Mundo dos Super-heróis" por hobby, um gosto que surgiu quando fazia fanzines na metade da década de 80. "Desde que me interessei por quadrinhos, além de ler as histórias, sempre quis editar uma revista minha", diz. "Faz 15 anos que tento fazer a revista. Aos 12, 13 anos, eu fazia todo o trabalho de edição. Queria ser editor sem saber o que era ser um editor".
A passagem do desejo para a realidade começou quando começou a trabalhar na Editora Europa, onde está há 13 anos. "Tentei aprender tudo o que era necessário para ser editor". Escreveu pequenas matérias, revisou outras, até que se firmou como um dos editores da empresa. Hoje, é o editor (fala com orgulho) da revista "Natureza". E da "Mundo dos Super-Heróis", oportunidade que surgiu quando a Europa abriu espaço para que os funcionários apresentassem novos projetos.
(Leia a continuação na postagem abaixo).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 00h10
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Cresce o número de revistas sobre quadrinhos no Brasil - II
(Continuação da postagem acima)
A revista "Crash" surgiu sem muito alarde nas bancas, no fim do mês passado. Veio no embalo de outra publicação da Editora Scala, a "Neo Tokyo", voltada para mangás e animês. A revista tem a proposta de noticiar tudo o que diga respeito aos mitos modernos, um rótulo amplo o bastante para abarcar integrantes dos seriados "Lost" e "Smallville" a personagens como Super-Homem e Príncipe Valente.
"Tínhamos em nosso corpo de colaboradores estudiosos e fãs que dominavam tais temas", diz a editora do título, Amaruk Seta, que trabalha para o Criativo Mercado Editorial. "Apresentamos a idéia para um de nossos clientes, a Editora Escala, que resolveu apostar o projeto". Ela define a revista como "um guia para os antigos e novos fãs".
Apesar e o número inaugural ter atores de "Lost" na capa, o grosso do título, cerca de 70%, é sobre quadrinhos. Assim como a "Mundo dos Super-Heróis" (postagem acima), tem nos textos um de seus diferenciais. Muito por causa dos colaboradores, nomes conhecidos do mercado de quadrinhos: Eloyr Pacheco (do site Bigorna), os jornalistas Gonçalo Junior e Franco de Rosa (que atua também na editora Opera Graphica), Heitor Pitombo, Leonardo Vicente Di Sessa (do site HQ Maniacs).
O primeiro número teve a grande qualidade de não se pautar apenas no que ocorre na indústria norte-americana de quadrinhos. Há Marvel e DC, mas não só Marvel e DC. A revista traz informações diversificadas, sem deixar de lado autores nacionais (como o histórico -e esquecido- Gutemberg Monteiro).
Circula a informação de que não vai haver um segundo número. Amaruk Seta, de 22 anos, uma fã de Alan Moore, diz que tudo depende de como a revista vai ser recebida no mercado. "Para a Escala, só existe um parâmetro verdadeiro, que é o público consumidor e cabe a ele a aceitação ou não da publicação, o espaço e a longevidade da mesma", diz.
Até março de 2007, surge mais uma publicação sobre quadrinhos: a Revista HQM, feita pela editora homônima (noticiado na postagem do dia 16 de outubro). A proposta é que seja bimestral num primeiro momento. Depois, mensal. A publicação pretende misturar textos noticiosos com quadrinhos ("Meteoro", de Roberto Guedes, "Ran", de Salvador, "Destino Oeste", de Ricardo Leite). "A idéia é descobrir talentos nacionais de qualidade", diz Carlos Costa, editor-chefe da revista. "Mas vamos também lançar outros materiais do exterior".
A HQM tem um grande trunfo na manga: os colunistas. A editora já havia anunciado Roberto Guedes (autor de "Quando Surgem os Super-Heróis" e "A Saga dos Super-Heróis Brasileiros), Marko Ajdaric (jornalista do Neorama dos Quadrinhos) e eu, que também fui convidado a ser um dos colaboradores.
Os responsáveis pela publicação anunciaram ao Blog dos Quadrinhos, em primeira mão, os nomes de outros colaboradores, todos de destaque na área: Álvaro de Moya (autor de "Shazam!" e "História da história em quadrinhos"), Waldomiro Vergueiro (professor da USP, coordenador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP e organizador do livro "Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula"), Roberto Elísio dos Santos (vice-coordenador do Núcleo de Quadrinhos da USP e autor de "Para reler os quadrinhos Disney"), Gonçalo Junior (colaborador da "Crash" e autor de uma série de livros, entre eles "A Guerra dos Gibis" e o recém-lançado "Biblioteca dos Quadrinhos"), Ruy Jobim Neto (colunista do site Bigorna e criador do cão Jarbas).
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 00h06
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21/11/2006
Livros e quadrinhos pela metade do preço na USP

Dica rápida. Começa amanhã a 8ª Festa do Livro da USP (Universidade de São Paulo). A proposta é vender qualquer obra com pelo menos 50% de desconto. Neste ano, participam mais de cem editoras, algumas de quadrinhos, como a Conrad e a Via Lettera. A feira vai até sexta (dia 24). Funciona das 9h às 21h no saguão do prédio de História e Geografia da USP. Não paga nada para entrar. Quem compareceu às edições anteriores sabe que vale a pena. Para ver a lista completa de editoras, clique aqui
Categoria: DICA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h44
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Nova editora traz para o Brasil obras alternativas
O site Universo HQ traz hoje uma nota que merece registro. É o surgimento de uma nova editora, a Zarabatana Books, com sede em Campinas, no interior de São Paulo. A proposta é lançar um título por mês.
O primeiro é “O Prolongado Sonho do Sr. T.” (R$ 29, capa ao lado), do espanhol Max (o mesmo de Peter Pank, da antiga revista “Animal”). A editora anunciou outros três títulos, todos estrangeiros: “Chiara Rosemberg”, “Mulheres” (um mangá) e o americano “Maakies”.
As revistas serão vendidas em lojas especializadas em quadrinhos e no site da editora, que traz mais informações sobre os títulos e algumas prévias.
Para visitar o site, clique aqui.
Categoria: NA MÍDIA
Escrito por PAULO RAMOS às 11h24
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20/11/2006
Ilustra Brasil promove ciclo de debates no Rio
Começa amanhã, no Rio de Janeiro, uma série de debates sobre desenho e histórias em quadrinhos. As discussões fazem parte do Ilustra Brasil, promovido pela SIB, Sociedade Brasileira dos Ilustradores. Veja a programação:
21.11, às 16h30 - o tema é sobre a arte nos jornais diários. Participam da mesa Ary Moraes ("O Dia"), Ricardo Cunha Lima ("Correio Braziliense"), Cavalcante ("O Globo") e Mário Alberto (do "Lance"; é dele a "Ronalisa" ao lado).
22.11, às 17h30 - o tema é "Quadrinhos: um novo boom?". Cinco pessoas foram convidadas: o jornalista Heitor Pitombo, Télio Navega (do site Gibizada), Sandro Lobo (da editora Desiderata), Carlos Parati (do "Almanaque dos Quadrinhos") e Renato Lima, editor da independente "Juke Box".
23.11, às 16h30, a mesa-redonda é sobre ilustração é sobre o mercado de animação. No mesmo dia, Orlando Pedroso faz o lançamento fluminense do livro de cartuns "Moças Finas".
24.11, às 16h – Palestra com Gutemberg Monteiro, ilustrador brasileiro que completa 90 anos em dezembro. Ele começou a carreira na década de 40 (é dele a capa ao lado). Também atuou no mercado americano. Às 17h30, o papo é com Orlando Pedroso.
Todos os dias, às 15h, iliustradores da SIB irão avaliar trabalhos de iniciantes. Uma exposição com desenhos de integrantes da SIB fica no local até o dia 10 de dezembro.
SERVIÇO – Ciclo de debates do Ilustra Brasil. Quando: de 21 a 24 de novembro. Horário: desde 15h. Onde: Centro Cultural justiça Federal. Endereço: av. Rio Branco, 241, Cinelândia, Rio de Janeiro. Quanto: a entrada é franca.
Nota: também nesta terça-feira começa a 2ª Mostra de Humor Gráfico da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Haverá exposições, shows e oficinas de caricatura, mangás e charges, sempre à tarde. Para ver a programação completa, clique aqui.
Categoria: DICA
Escrito por PAULO RAMOS às 19h11
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Álbum reúne histórias de Alan Moore dos anos 80 (algumas inéditas)
O inglês Alan Moore chegou num ponto em que apenas a presença do nome dele na capa de uma revista já causa euforia entre os leitores de quadrinhos. Apesar disso, ainda há material inédito do escritor no Brasil. São aventuras de super-heróis da metade dos anos 80 feitas para a editora DC Comics. Essas e outras reedições clássicas do período foram reunidas numa obra única, que começa a ser vendida nesta semana ("Grandes Clássicos DC 9 – Alan Moore", Panini, R$ 36,90).
O título se baseia no original: "The DC Universe Stories of Alan Moore". Para o leitor brasileiro, é como se fossem descobertos arquivos secretos do escritor, há muito escondidos. Duvido que muita gente saiba que Moore escreveu histórias do Vigilante, da Tropa dos Lanternas Verdes, do Arqueiro Verde, dos Omega Men. São aventuras que não justificariam uma edição em português, não fosse o fato de terem sido escritas por Moore.
Só a curiosidade da existência delas já justificaria a obra e garantiria a tal euforia para as vendas. Mas o título vai além. Publica duas das histórias mais lembradas entre os leitores de Batman e Super-Homem, já editadas e reeditadas no Brasil: "A Piada Mortal" e "O que aconteceu com o homem de aço?"
"A Piada Mortal" é uma das mais importantes aventuras de Batman. O homem morcego tem de enfrentar um Coringa bem mais violento do que de costume. Num dos ataques, o vilão deixa a Batmoça paralítica após disparar contra ela, que é filha do Comissário Gordon. O Coringa ainda se dá ao luxo de fotografá-la enquanto ela agoniza. A história é desenhada por Brian Bolland, que também faz a capa deste álbum especial (imagem acima).
Com relação ao Super-Homem, Moore teve uma oportunidade de ouro, daquelas raríssimas de acontecer. O escritor e desenhista John Byrne iria assumir as revistas do homem de aço no fim de 1986. O personagem seria reformulado após a megassérie "Crise nas Infinitas Terras" e ganharia uma nova origem. As edições do mês de setembro seriam as últimas do momento cronológico pré-Crise. O autor inglês teve carta branca para fazer a derradeira aventura do Super-Homem, em duas partes (que saíram nas duas revistas do herói, "Superman" e "Action Comics").
Foi assim que surgiu "O que aconteceu com o homem de aço", que mata alguns coadjuvantes, dá rumo a outros e redefine o futuro do herói, ao lado de Lois Lane. Tudo podia. Nada disso teria importância cronológica para as edições seguintes. Um achado, que coube a Curt Swan ilustrar (o desenhista foi um dos mais famosos a trabalhar com o herói).
"Grandes Clássicos DC – Alan Moore" tem outras histórias que já tiveram versão nacional, como o encontro de Super-Homem com o Monstro do Pântano e o confronto do homem de aço com Mongul. Parte das aventuras tem um texto introdutório de editores ou desenhistas que dividiram o processo de criação com o polêmico escritor. Mas não estranhe: Moore é mencionado, elogiado, mas não foi ouvido. O motivo é simples: ele tem uma briga de longa data com a editora por causa de direitos autorais de "Watchmen" e de "V de Vingança". A DC soube com o álbum aproveitar o prestígio conquistado por Alan Moore. Mais uma vez.
Categoria: RESENHAS
Escrito por PAULO RAMOS às 07h32
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19/11/2006
Edição de luxo de Cavaleiro das Trevas vai sair no Brasil
As duas minisséries de Cavaleiro das Trevas, criadas por Frank Miller, vão ser lançadas num volume único no Brasil. A obra sairá pela editora Panini e tomará como base o original "The Dark Knight Absolute Edition", edição luxuosa, com mais de 500 páginas e vários extras.
Não há informação sobre o preço. No site Amazon, o título custa 62,99 dólares. Em São Paulo, na loja Comix (especializada em quadrinhos), a obra original é vendida por mais de R$ 400. É muito provável que a edição nacional siga a linha de outras obras de luxo da Panini, lançadas recentemente ("Batman: Silêncio" e "LJA/Vingadores", que custaram, respectivamente, R$ 79 e R$ 69).
A Panini tornou pública a informação nesta semana. Um anúncio de página inteira na revista "Liga da Justiça", recém-lançada, promete a obra para "breve". No começo da semana, uma nota no site Omelete antecipava o lançamento, que mostra Batman voltando a assumir o uniforme do morcego num futuro hipotético. Foram duas minisséries, ambas já lançadas no Brasil. A primeira, em quatro partes, é unanimemente elogiada e é uma das mais importantes histórias do homem-morcego. A continuação, em três edições, é polêmica: há quem defenda, há quem critique.
Para registro: a mesma revista da "Liga da Justiça" traz um outro anúncio, este sobre "Crise Infinita", também da DC Comics. O anúncio indica que a editora vai mesmo publicar a minissérie, que tem sete partes. Se não houver mudanças, o contrato da Panini com a DC termina no dia 31 de dezembro. Como publicar uma série em sete edições em pouco mais de um mês? A única forma seria numa edição única. A ida da DC para a editora Pixel ainda não foi confirmada oficialmente. Pixel e Panini preferem não comentar o assunto.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 10h36
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18/11/2006
Três óperas de Mozart ilustradas por Manara
Não se engane. "Péntiti!" (Pixel, R$ 57,90) não é uma história em quadrinhos. É um livro ilustrado em comemoração aos 250 anos de nascimento do compositor Chryssostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, ou só Mozart, como ficou mundialmente conhecido. O que aproxima a obra dos quadrinhos é o italiano Milo Manara. São dele os desenhos desta edição de luxo, que começa a chegar às livrarias e lojas especializadas em histórias em quadrinhos neste fim de semana.
Manara deu um jeitinho de ser Manara no livro. Está lá a sua marca registrada: a mulher bela e ao mesmo tempo provocante (como a capa ao lado deixa bem claro). As ilustrações são uma leitura muito particular dele para três óperas criadas por Mozart: Così fan tutte, Don Giovanni e As bodas de Fígaro, possivelmente seu trabalho mais famoso, tanto hoje como à época (1786).
A imagem ao lado sintetiza um dos causos sobre a ópera. A presença de Mozart teria inibido uma das atrizes da ópera, a soprano Henriett Baranius. Ela se recusava a voltar ao palco. O compositor foi aos bastidores oferecer ajuda a ela, o que fosse necessário para que retornasse à apresentação. Reza a lenda que se tornou uma das amantes de Mozart.
As imagens de Manara resumem momentos das três óperas. Coube a Rudolph Angermüller, um especialista em Mozart, a atribuição de fazer o texto do livro. Ele detalha todo o processo de criação e de realização das composições, feitas com o apoio de Lorenzo da Ponte. Ao fim da leitura, percebe-se claramente que falar de Mozart é falar de suas obras. E vice-versa. Teve uma vida curta (morreu aos 35 anos), mas criativamente intensa.
"Péntiti!" saiu este ano na Europa. A Pixel foi ágil na edição do material, que perderia o sentido se fosse publicado em outra data. Os apreciadores de Mozart, um dos públicos-alvo do livro, agradecem. Bem como os fãs de Manara, autor que nunca teve tanto material editado de uma vez só no Brasil como neste rico ano de 2006.
Veja mais imagens de Milo Manara em "Péntiti!" clicando aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 09h32
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17/11/2006
Divulgados os vencedores do Salão de Paraguaçu Paulista
A comissão organizadora do 2º Salão de Humor de Paraguaçu Paulista divulgou agora há pouco as ilustrações vencedoras deste ano. São cinco categorias: charge, tiras, caricatura, cartum e cartum temático (sobre a idéia "homem voador"). Foram 1250 trabalhos inscritos.
Esta segunda edição foi internacional e recebeu desenhos de 37 países. Dos cinco primeiros colocados, dois são do exterior. "Isso surpreendeu", diz Mario Mastrotti, presidente do salão. "Em Piracicaba, por exemplo, são poucos estrangeiros." Ele afirma que orientou o júri para que esquecesse a nacionalidade do desenho e avaliasse a qualidade da arte.
Os trabalhos ficam expostos até 15 de março de 2007 em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo. A abertura foi no último dia 15. A seguir, os vencedores das cinco categorias.
Charge
Rodrigo de Oliveira Maia
Ananindeua - PB
Título: "Rumo ao Ocidente"
Cartum
Vladimir Kazanevsky
Ucrânia
Sem título
Cartum Temático
Young Sik Oh
Seul - Coréia
Sem título
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h35
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Salão de Paraguaçu Paulista - Mais vencedores
Caricatura
Márcio Leite da Silva
Montes Claros - MG
Enéas Carneiro
Tiras
João Marcos Parreira Mendonça
Governador Valadares - MG
Tìtulo: "Não Contém Glúten"
Os organizadores vão colocar os outros colocados e as menções honrosas no site do salão de humor. Para acessar, clique aqui.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 13h34
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Editora lança últimos volumes de Ozzy, de Angeli
Sem muito alarde, a Companhia das Letras colocou no mercado mais dois números de "Ozzy", personagem infantil criado por Angeli (R$ 25 cada um). São os volumes finais de um total de quatro edições, que reeditam todas as histórias do garoto inquieto e travesso.
Ozzy seria um garoto normal se não tivesse sido imaginado por Angeli. Foi criado para a "Folhinha", suplemento infantil do jornal "Folha de S.Paulo". Os álbuns reúnem histórias publicadas entre 1993 e 1999. São trabalhos curtos, de uma página só, que usam e abusam do surrealismo (presente num dos mais criativos trabalhos visuais do cartunista). A exemplo dos dois primeiros números, lançados no meio do ano, as aventuras bem-humoradas foram separadas por temas.
"Ozzy - Família? Pra que serve isso?", o terceiro da série, mostra as situações que o personagem cria para os pais, um casal liberal, aberto ao diálogo e preocupado com a formação do filho. O quarto volume, "Ozzy - As lesmas carnívoras e outros amigos esquisitos", aborda os esquisitos animaizinhos de estimação do garoto: um grupo de lesmas gigantes. Os demais "amigos esquisitos" são os colegas de escola.
Aos poucos, os autores paulistas que renovaram o humor nos quadrinhos a partir dos anos 80 (Angeli entre eles) têm reunidas suas obras completas, mesmo que por editoras diferentes. Ou "sobras completas", como se chama a coletânea do criador de Chiclete com Banana publicada pela Devir.
Categoria: NOTÍCIA
Escrito por PAULO RAMOS às 08h53
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