31/10/2006

Cartunista Gilmar vence mais um prêmio de humor (o 3º neste ano)

 

 

 

Cartum de Gilmar, 1º lugar no Salão de Desenho para a Imprensa, de Porto Alegre

 

 

 

 

Salão Internacional de Humor de Piracicaba, 28 de agosto deste ano. O cartunista Gilmar Barbosa fica com o segundo lugar na categoria história em quadrinhos.

Prêmio Vladimir Herzog, 12 de outubro último. Gilmar Barbosa (ele, de novo) vence na categoria artes com a charge "Matou, morreu".
 
14º Salão de Desenho para a Imprensa, de Porto Alegre, realizado neste mês. O cartunista é premiado pela terceira vez. Fica em primeiro lugar na categoria cartum, com o trabalho "Chapeuzinho Vermelho" (imagem acima).
 
Três prêmios em dois meses, um feito raro de se conseguir. "É sempre bacana ser premiado, talvez eu tenha acertado no gosto dos jurados nestas categorias em que concorri", diz Gilmar, por e-mail. "Gosto de participar de salões e festivais de humor, é um estímulo para experimentar traços e linguagens, mas raramente sobra tempo para isso devido ao compromisso com jornal e editora."
 
Os "compromissos" a que ele se refere são as ilustrações feitas para o "Jornal do Brasil", "Folhateen" (caderno jovem do jornal "Folha de S.Paulo") , "Hoje" (do ABC paulista) e "Vida Econômica" (de Portugal). Sem falar dos trabalhos para editoras. Gilmar ainda encontra tempo para preparar um novo álbum com trabalhos seus. Segundo ele, sai no ano que vem. Gilmar já lançou outras duas coletâneas de tiras cômicas, "Pau para toda obra" e "Para ler quando o chefe não estiver olhando", ambas pela Devir.
 
O cartunista, premiado com um HQ Mix em 2002, colocou em seu site de cartuns os outros ganhadores do 14º Salão de Desenho para a Imprensa. Para conhecer os vencedores, clique aqui. Para ver os dois outros trabalhos premiados de Gilmar, acesse as postagens dos dias 28.08 e 11.10. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h30
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PONTE AÉREA 1

RIO DE JANEIRO: LANÇAMENTO DO 2º NÚMERO DA "JUKE BOX"

 

 

 

 

Arte do espanhol Paco Alcazar para a revista independente

 

 

 
 
 
 
 
 
 
A revista "Juke Box" chega ao segundo número. Ou à versão 2.1, como foi batizada. Nas palavras do editor Renato Lima, está "mantendo a periodicidade na raça". A publicação independente substituiu a "Mosh!", vencedora de vários troféus HQ Mix. A proposta era fazer da "Juke Box" uma obra que abordasse também rock e literatura.
 
"Acho que ganhamos um público novo porque chegamos a lugares que a ´Mosh!´ nunca conseguiu, como lançar em livrarias cult e feiras de moda", diz Lima. "Dos três mil exemplares do número 0.9, temos menos de 200 em estoque, o que é uma vitória para a nossa realidade."
 
A segunda edição da revista (capa ao lado) traz entrevistas e matérias, mas o destaque são os quadrinhos. Há autores nacionais (Denny, de Porto Alegre, e Paula Jardim, de Niterói) e material alternativo vindo da Espanha (do pouco conhecido Paco Alcazar). E há uma nova seção, com ilustrações dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. A capa é do carioca Meton Joffily.
 
A festa de lançamento da revista é hoje à noite, no Rio de Janeiro. Faz parte de um roteiro, que continua no dia 8 de novembro, data em que autores da "Juke Box" participam de um debate na loja Sopa de Letrinhas (rua Gonzaga Bastos, 312, vila Isabel, Rio de Janeiro), às 18h.
 
SERVIÇO
Festa de lançamento da "Juke Box 2.1". Quando: hoje (31.10). Horário: 21h. Onde: Teatro Odisséia. Endereço: rua Mem de Sá, 66, Lapa, Rio de Janeiro. Preço: R$ 10 (a entrada dá direito a um exemplar da revista).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h42
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PONTE AÉREA 2

SÃO PAULO: ORLANDO (RE)LANÇA "MOÇAS FINAS"

O trocadilho ao lado é uma brincadeira, que tem um quê de verdade. Foi a forma que o cartunista Orlando Pedroso encontrou para fazer o segundo lançamento do livro "Moças Finas". Segundo lançamento, é preciso dizer, no espaço de uma semana. Na primeira vez (este trocadilho é tentador), a casa lotou. Orlando saiu às 4 da manhã (palavras deles).
 
"Moças Finas" mostra 84 trabalhos feitos por Orlando. São ilustrações de mulheres em situações -e posições- comicamente provocantes. A obra é uma edição do próprio cartunista. Por isso, não é encontrada em livrarias (mais um motivo para comparecer a este segundo lançamento). 
 
Outra forma de comprar é por e-mail: fantasma.net@uol.com.br  
 
SERVIÇO
Lançamento do livro "Moças Finas", de Orlando Pedroso. Quando: hoje (31.10). Horário: a partir das 19h. Onde: Bar Genial. Endereço: rua Girassol, 374, vila Madalena, São Paulo.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h35
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30/10/2006

BIOGRAFIA  DE CHE GUEVARA

HQ COREANA NARRA A HISTÓRIA DO LÍDER REVOLUCIONÁRIO

Uma história em quadrinhos feita na Coréia do Sul vai mostrar a trajetória do líder revolucionário Che Guevara. A biografia vai ser publicada pela Conrad. A previsão da editora é lançar a obra no fim de novembro. O manhwa (como é chamado o quadrinho coreano) está em processo de edição. A história é assinada por Kim Yong Hee.
 
"Che" é um dos produtos da promissora indústria de quadrinhos coreana, que começa a chegar ao ocidente (caso de "Chonchu", já lançado por aqui). Os números dos manhwas impressionam. Em 1990, representavam 2,7% das revistas vendidas na Coréia. Em 2001, o índice saltou para 36%. Isso sem falar nas animações e nos videogames.
 
Segundo informações da Conrad, os dados são reflexo de uma política de estímulo à produção artística. 150 universidades ensinam quadrinhos. Em Seul, capital do país, a prefeitura investe anualmente no setor 5 milhões de dólares (cerca de 12 milhões de reais).
 
Não deixa de ser curioso o interesse de uma indústria como essa em Ernesto Che Guevara, médico argentino que optou por lutar pelo ideal marxista na América Latina. Homem de muitas viagens, participou da revolução cubana de 1959 e foi um dos homens de confiança do ditador Fidel Castro. O objetivo de Che era levar o princípio revolucionário a outros países latino-americanos. Foi assassinado em 1967, na Bolívia, pelo governo daquele país.
 
Veja abaixo em primeira mão uma prévia da biografia.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h57
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PRÉVIA - CHE GUEVARA

 

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 21h55
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PRIMÓRDIOS DAS HQs

EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO RECONTA HISTÓRIA DA ILUSTRAÇÃO

 

 

 

Ilustração de Goya, autor espanhol que influenciou a charge brasileira do século 19

 

  

A linha que separa uma ilustração de uma história em quadrinhos é muito sutil. Certo é que a primeira exerceu grande influência sobre a segunda. Isso fica (ainda mais) evidente na exposição "Impressões originais: a gravura desde o século 15", que começa hoje à noite em São Paulo.
 
A mostra apresenta 200 obras. Há trabalhos estrangeiros e nacionais, raridades (como de Pablo Picasso) e produções contemporâneas (como a pop art de Andy Warhol). O material foi cedido por acervos públicos e particulares (um deles holandês). Ao lado,  trabalhos de David Hockey e de Max Bill. Outro autor é o espanhol Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828). O ilustrador teve influência na charge carioca do século 19.
 
A exposição ocupa três pisos do Centro Cultural Banco do Brasil. A abertura é na noite desta segunda, numa recepção  para convidados. Para o público, abre a partir de amanhã e fica até 7 de janeiro. Depois, viaja para o Rio de Janeiro (de 5 de março a 29 de abril de 2007).
 
SERVIÇO
Impressões originais: a gravura desde o século 15. Quando: até 7 de janeiro. Onde: Centro Cultural Banco do Brasil. Endereço: rua Álvares Penteado, 112, centro, São Paulo. Horário: terça a sábado, das 10h às 21h; domingos, até as 20h. Quanto: gratuito.

Post postagem: para ver mais imagens da exposição, clique aqui.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 07h35
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29/10/2006

LULA REELEITO

A PRIMEIRA CHARGE PRESIDENCIAL DOS PRÓXIMOS 4 ANOS

Crédito: a charge, de Duke, foi originalmente publicada no jornal "O Tempo".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h34
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HQ & EDUCAÇÃO

BLOG MOSTRA COMO USAR QUADRINHOS EM AULAS DE HISTÓRIA

 

A imagem acima mostra o encontro do cão Jarbas com Santos-Dumont. O personagem, criado em 1989, é um dos instrumentos usados pelo cartunista Ruy Jobim Neto para levar os quadrinhos até a sala de aula. Há outros métodos, material que ele começa a reunir num blog, recém-inaugurado. Usa a história em quadrinhos para ensinar em quadrinhos a História.
 
"O blog pretende ajudar professores de ensino fundamental a encontrar num só endereço uma série de artigos compilados semanalmente sobre quadrinhos e História", diz o desenhista gaúcho, por e-mail. "O que a gente percebe é a dificuldade que eles, professores, têm na hora de se reportar ao meio quadrinhos, e não evidentemente à História. No momento em que você faz a junção de uma coisa à outra, abre-se um novo leque, todo um novo universo diante do professor."
 
O cartunista, formado pela Universidade de São Paulo, já fez várias oficinas sobre o tema. A última teve o apoio do Núcleo de Comunicação e Educação da USP e virou tema de reportagem da edição de domingo do "Jornal da Tarde", de São Paulo. O desenhista explicava como o aluno poderia aprender sobre Santos-Dumont. A prática era voltada ao ensino fundamental e previa a criação de uma história em quadrinhos (que envolveria as disciplinas de História, Língua Portuguesa e Artes). Usava uma aventura de duas páginas para ilustrar o resultado final (um dos quadros é o que abre esta postagem).
 
Ruy Jobim diz que há muitos professores usando quadrinhos na sala de aula. "Outros, por sua vez, nunca tinham feito nada por não terem porta de contato com as histõrias em quadrinhos. A dificuldade visceral deles é na hora de propor aos alunos que façam quadrinhos como atividade, pois muitos professores não detêm alguns elementos exatamente porque ninguém explicou a eles como se produz uma HQ."
 
O namoro do desenhista com a área da educação começou em 2000, com a versão em quadrinhos dos 500 anos de  São Vicente, cidade do litoral paulista. Passou, então, de projeto em projeto. Hoje, participa do "A História na ponta do lápis", de estímulo ao uso de quadrinhos no ensino. O trabalho é feito em parceria com o cartunista Sergio Morettini.
 
Os planos de Ruy Jobim não ficam só na área da educação. Ele pretende exportar as tiras de Jarbas. Firmou neste ano um contrato para distribuir as histórias em outros países.
 
O blog de Ruy Jobim Neto se chama "História quadro a quadro". Para visitar, clique aqui. 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 14h53
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OLHE BEM... PENSE BEM... VOTE BEM

Traço: Baptistão. Fonte: http://baptistao.zip.net/

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 01h00
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28/10/2006

ITEM DE COLECIONADOR

"BATMAN: SILÊNCIO" E "LJA/VINGADORES" TÊM EDIÇÃO DE LUXO

A Panini testa um novo formato, o das edições feitas para colecionador. Mais caras, capa dura, acabamento de luxo, muito material extra, tiragem reduzida. Os dois primeiros encadernados nesse formato começaram a ser vendidos nesta semana e reeditam duas séries já publicadas pela editora: a comentada "Batman: Silêncio" e o histórico encontro entre Liga da Justiça (da DC) e Vingadores (da concorrente Marvel).

A reunião entre as duas superequipes não é o primeiro encontro de personagens da Marvel e da DC. Mas é um dos mais bem realizados. A história imaginada pelo roteirista Kurt Busiek conseguiu colocar em bom termo uma série de problemas que naturalmente permeiam uma aventura assim. Por exemplo: qual formação dos grupos deve ser usada (já que houve várias delas)? Simples: todas. É só adicionar um cubo cósmico na aventura, artefato que possui poderes ilimitados, inclusive o de alterar a realidade espaço/tempo.

A estratégia de usar o cubo permitiu que várias versões das equipes e dos heróis se alternassem na condução da parte final da trama. É um dos grandes acertos da história, porque usa e abusa da memória do fã de quadrinhos de super-heróis, o real leitor do superencontro. É um show de referências cronológicas, desenhadas por um George Pérez inspirado. O ilustrador de "Crise nas Infinitas Terras" tem currículo o mérito de ter feito a arte tanto da revista dos "Vingadores" quanto da "Liga da Justiça".

É Pérez o outro destaque da edição. Não só pela arte da história principal mas também pela ilustração de parte dos extras. O álbum mostra os esboços dele para o primeiro encontro, história que nunca foi publicada. Os motivos da não-edição também são explicados nos extras. Teria sido por um diz-que-diz entre os todo-poderosos das duas editoras: Jim Shooter, da Marvel, e Dick Giordado, da DC. A reunião original tinha sido imaginada na primeira metade dos anos 80.

O segundo encadernado –ou edição definitiva, como aparece na capa- mostra a polêmica série "Silêncio", publicada originalmente em doze partes (saíram pela primeira vez no Brasil na revista "Batman", também da Panini). A história é escrita por Jeph Loeb, autor que faz parte do restrito grupo do "ame-o ou deixe-o": há quem goste muito do estilo dele, há quem desteste (difícil encontrar um meio-termo).

Loeb repete a fórmula que usou em minisséries anteriores do homem-morcego, como "O Longo Dia das Bruxas"). Há um mistério, que só se resolve na última edição. Para quem já leu as aventuras anteriores de Loeb, vai haver um inevitável ar de "déjà vu". Mas nada disso depõe contra a história, nem contra a arte de Jim Lee (também inspirado).

"Silêncio" ficou marcada por mostrar mudanças marcantes na vida de Batman. Ele assume um romance com a Mulher-Gato, revela a ela sua identidade secreta, ganha um novo inimigo (que dá título ao encadernado), tem indícios de que Jason, o segundo Robin, pode não estar morto. Há ainda uma luta memorável entre o homem-morcego e Super-Homem, dominado por Hera Venenosa. Loeb consegue, com tudo isso, deixar aquela sensação de querer saber o que virá no próximo capítulo (um bom medidor da qualidade de uma história).

As duas edições são caras. "Batman: Silêncio" custa R$ 79 e "LJA/Vingadores", R$ 69. Mas são obras feitas para quem paga para ter uma material como esse (é uma estratégia bem semelhante à usada pela editora Opera Graphica). Por isso, os encadernados são vendidos apenas em lojas especializadas em quadrinhos, pela internet ou em algumas bancas de grande porte.

A Panini informou que pode publicar futuramente uma versão mais simples das duas obras, mantendo o mesmo material. Mas vai depender das vendas dos dois encadernados.

Categoria: RESENHAS

Escrito por PAULO RAMOS às 11h12
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27/10/2006

CRASH

NOVA REVISTA SOBRE HQ SURPREENDE (E CONVENCE)

Chegou às bancas neste finzinho de semana mais uma revista com notícias sobre quadrinhos. Mais uma talvez não seja o termo exato. A "Crash" (editora Escala, R$ 6,90) é uma das melhores publicações do gênero já lançadas no país. A revista
adotou a linha editorial de abordar qualquer assunto ligado a ícones da cultura pop (por isso a capa é com atores do seriado "Lost"). Mas o enfoque principal são os quadrinhos. Tomam cerca de 70% da revista.
 
Este número inaugural da "Crash" tem a grande qualidade de não se pautar apenas na indústria norte-americana. Tem matérias sobre Marvel e DC, mas não só isso. O cardápio de informações é bem diversificado, como há muito não se vê. E não deixa de lado autores nacionais (como o histórico -e esquecido- Gutemberg Monteiro).
 
Outro ponto positivo são os textos: bem escritos e bem informativos. São assinados por pessoas conhecidas no mercado de quadrinhos: Eloyr Pacheco (do site Bigorna), os jornalistas Gonçalo Junior e Franco de Rosa (que atua também na editora Opera Graphica), Heitor Pitombo, Leonardo Vicente Di Sessa (do site HQ Maniacs), para citar alguns.
 
A revista é séria e reúne qualidades que justificam a compra. E veio para disputar a preferência do leitor, a começar pelo preço. Custa R$ 1 a menos que a principal concorrente, a "Wizmania" (ex-Wizard"), há três anos no mercado.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h14
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WOOD & STOCK

DESENHO VENCE PRÊMIO DE ANIMAÇÃO NA ESPANHA

O desenho "Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock´n roll" venceu o Animacon 2006, prêmio vinculado ao 2º Festival de Animação de Córdoba, na Espanha. A informação foi divulgada agora há pouco pela Folha Online. É a primeira conquista internacional do desenho, que estreou no Brasil no último dia 12. Pela premiação, os produtores faturaram 12 mil euros (algo em torno de R$ 32 mil).
 
O desenho foi dirigido por Otto Guerra e se baseia nos personagens de quadrinhos criados por Angeli (nas tiras de Chiclete com Banana). Wood & Stock são dois hippies que envelheceram na idade, mas não no modo de vida "paz e amor". A animação mostra a dupla tentando se adaptar aos novos tempos. Há também outras criações de Angeli, como os Skrotinhos e Rê Bordosa (dublada por Rita Lee, um dos destaques do filme).
 
O desenho brasileiro concorreu com outras três animações: Finafárum 2", da República Tcheca; "Flipper and lopaka", uma parceria entre Alemanha e Áustria; "Olentzera y el tronco mágico", da Espanha.
 
Otto Guerra prepara mais uma animação baseada nos quadrinhos: "Piratas do Tietê", de Laerte. A previsão de estréia é em 2008.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h36
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PRÉVIA EXCLUSIVA - 300 DE ESPARTA

Frank Miller queria publicar a minissérie "300 de Esparta" num formato diferente do usado no mercado norte-americano. Queria que as páginas tivessem o tamanho "widescreen", parecido com uma tela de cinema. Na época, não conseguiu, e a páginas foram divididas no meio para caberem no formato tradicional. Esse material foi publicado no Brasil em 1999, numa minissérie em cinco partes (pela editora Abril).

A publicação foi bem-sucedida nos Estados Unidos e mereceu uma reedição. Aí, prevaleceu a vontade de Miller, que conseguiu manter a forma que havia pensado originalmente. É essa a versão que chega em novembro ao Brasil pela editora Devir (imagem da capa ao lado). É uma obra em capa dura, com 88 páginas, que reúne num volume só as cinco partes da minissérie. A história mostra a resistência de um grupo de espartanos ao avanço do numeroso exército persa. Prevalece a estratégia dos espartanos ante a força bruta dos rivais.

O álbum ganha mais atenção por causa do filme "300". A adaptação da história em quadrinhos estréia no fim de março e tem o brasileiro Rodrigo Santoro no papel de Xerxes.

O Blog dos Quadrinhos mostra em primeira mão uma prévia da nova edição de "300 de Esparta", com páginas em "widescreen" (tamanho 33 cm por 24 cm). A primeira imagem é de Xerxes, que será interpretado por Santoro.

 

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 06h56
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PRÉVIA EXCLUSIVA - 300 DE ESPARTA II

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 06h52
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26/10/2006

DEFENSORES

MARVEL IMPORTA DA DC FÓRMULA DE HUMOR DEBOCHADO

A "Crise Infinita" que a DC Comics criou trouxe algumas baixas. Uma delas foi o humor do trio Keith Giffen, J.M. de Matteis e Kevin Maguire. A megassaga da DC pôs uma pá de cal nos Superamiguinhos e em suas cômicas histórias. Como o clima no mercado norte-americano é de guerra civil, a concorrente Marvel aproveitou e convidou os três para fazerem uma minissérie dos "Defensores" no mesmo estilo debochado. O resultado saiu esta semana no Brasil (Panini, "Marvel Apresenta 26 - Defensores", R$ 8).
 
Não é o melhor trabalho do trio. Havia uma química entre os personagens da antiga Liga da Justiça (atual Superamiguinhos) difícil de ser reproduzida nos Defensores, equipe que sempre ficou no segundo escalão da Marvel. Mas isso não quer dizer que a revista não tenha bons momentos. Tem, sim. E vai agradar quem acompanha os três desde o fim dos anos 80.
 
As tiradas se concentram na formação clássica da equipe: Hulk, Príncipe Namor e Surfista Prateado, liderados pelo mago Doutor Estranho. Todos são vítimas de chacota. A maioria das brincadeiras é sobre o modo de falar dos quatro super-heróis. Estranho é o primeiro a ser ironizado na história. Todas as falas dele têm uma palavra em negrito, indicando voz alta e melodramática (o que é questionado até pelos vilões). Namor fala como ar arrogante. O ingênuo Surfista se envolve com um grupo de surfistas (afinal, todos usam prancha) e não consegue entender as gírias que dizem.
 
Os melhores trechos envolvem Hulk e seu alter-ego, Bruce Banner. Banner é mostrado como um tirador de sarro. Está sempre cutucando Namor com alguma piadinha: "Será que alguma vez ele troca a sunguinha... ou usa a mesma o tempo todo?" Em outra seqüência (imagem ao lado), Banner pergunta a Namor: "Você já encontrou o Nemo... ou ainda está procurando?" Namor pára um segundo e, então, solta: "Se soubesse o que isso significa... eu o mataria sem a menor piedade".
 
Agora, uma tirada como Hulk. O grupo tem de enfrentar Dormammu (clássico vilão do Doutor Estranho) e a irmã dele, Umar. Ela é mostrada com a libido nas alturas. Umar vê em Hulk o homem ideal: bobo e poderoso. Arma para transar com ele. Seis minutos depois, há este diálogo: "Hulk... cansado"... "Umar... só começando".
 
O trabalho de Giffen e de de Matteis perderia muito sem a arte de Kevin Maguire. Ele é um achado. Faz rostos detalhadamente expressivos e irônicos. Casa perfeitamente com esse estilo de história. Contratar os três foi uma tacada certeira da Marvel, na acirrada disputa que trava com a DC.
 
Nota: a Panini lançou em julho a última história dos Superamiguinhos feita pelo trio. "Não acredito que não é a Liga da Justiça" saiu em DC Especial 10 (veja na postagem de 12.07).

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h54
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JEREMIAS, O BAR

SÃO PAULO GANHA BAR INSPIRADO NOS QUADRINHOS

São Paulo vai ganhar um novo bar. Bom, isso não seria nenhuma novidade. O espaço vai ser na região central da cidade, na tradicional rua Avanhandava. Convenhamos, também não seria notícia. O local, no entanto, vai ser um bar temático. A decoração será toda com ilustrações de mais de cem desenhistas brasileiros. E vai se chamar "Jeremias, o Bar", homenagem a "Jeremias, o Bom", personagem bonachão de Ziraldo. Bem, aí a história muda. E justifica a notícia, dada em primeira mão pelo Blog dos Quadrinhos.
 
O bar está pronto. Só espera a reforma no calçamento para inaugurar (a prefeitura paulistana faz obras para transformar a rua num semibulevar). O logotipo também já foi preparado. É esse aí ao lado. Assim que o bar for aberto, a proposta é tornar o espaço uma espécie de ponto de encontro de profissionais e admiradores do traço. Fazer ali lançamentos de livros e revistas é apenas uma das idéias.
 
O "Jeremias, o Bar" foi bancado por Walter Mancini, dono de vários restaurantes na cidade de São Paulo, parte deles na própria Avanhandava. A idéia original era que toda a área tivesse a criação de Ziraldo como tema. O desenhista-escritor preferiu que não fosse assim. Pediu que outros ilustradores também fossem homenageados. E assim foi feito.
 
O desafio, então, era outro: como conseguir obras de outros ilustradores. A tarefa -ou desafio- ficou nas mãos do cartunista Gualberto Costa e de sua esposa, Daniela Baptista. Uma parte veio de doações. "A gente combinou que cada pessoa que doasse teria o original incluído no acervo do Museu das Artes Gráficas. Uma cópia ficaria no bar", diz Gualberto, ou somente Gual, como é mais conhecido.
 
A outra parte dos desenhos veio de um banquete. Banquete? Foi o pretexto de Gual e Daniela para convidar cerca de 40 ilustradores, que teriam a missão de produzir material exclusivo para o bar. "Enquanto comiam e bebiam, desenhavam", brinca Gual.
 
"Jeremias, o Bom" era um figura boa, daquelas amigas mesmo. Era o oposto do "Amigo da Onça", de Péricles. É assim que Ziraldo o imaginou lá pelos idos de 1960 e 1970. Pouco conhecido nos dias de hoje, deve se tornar famoso por causa do bar. Se realmente existisse, o personagem responderia à homenagem com modéstia. Diria que "não é nada disso".
 
O proprietário promete captar essa essência de bondade da criação de Ziraldo. No bar, a proposta é que os produtos sejam mais baratos. Afinal, Jeremias não exploraria ninguém. O tempo e a clientela dirão se é marketing de inauguração ou se é realmente uma homenagem ao jeito bonachão do personagem.
 
Veja abaixo uma das histórias de Jeremias o Bom.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h22
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UMA BONDADE DE JEREMIAS, O BOM

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h20
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25/10/2006

TENDÊNCIA

EDITORAS DE HQ ENSAIAM NOVO "NAMORO" COM ROMANCES

 

 

 
Trecho de "O Alienista", conto de Machado de Assis, no traço de Gabriel Bá e Fábio Moon.
 
 
 
 
 
 
 
 
Os dois principais autores do realismo-naturalismo são a prova de que as editoras brasileiras tateiam um novo mercado: o das adaptações de obras literárias. Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá preparam uma versão em quadrinhos de "O Alienista", de Machado de Assis. Marcatti faz a versão de "A Relíquia", do escritor português Eça de Queirós (leia mais nas postagens abaixo). Os dois trabalhos coincidem no prazo de entrega: ambos têm de ficar prontos em novembro. Devem ser lançados no ano que vem.
 
Bá e Moon disseram que o convite para fazer a adaptação partiu da Ediouro, editora que vai publicar a obra. Na sexta-feira da semana passada, eles mostraram algumas páginas da obra durante o evento "Quanta Produção!", que ocorreu em São Paulo. Disseram que estão numa correria só para cumprir o prazo de entrega. Há uma prévia da obra no blog da dupla (imagem que abre esta postagem).
 
Há outros trabalhos recentes. No fim do ano passado, a Escala colocou nas bancas uma série de adaptações de contos de Machado de Assis e Lima Barreto. Neste ano, a editora Mascaro lançou "Domínio Público - Literatura em Quadrinhos", com versões de Olavo Bilac, Alcântara Machado, Lima Barreto, Augusto dos Anjos e Machado de Assis.
 
Faz-se hoje o que a Editora Brasil-América (EBAL), de Adolfo Aizen, realizou por décadas no Brasil.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 19h21
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A RELÍQUIA EM QUADRINHOS

MARCATTI ADAPTA ROMANCE DE EÇA DE QUEIRÓS

O leitor certamente se lembra do Marcatti ousado e irônico, conhecido por seus quadrinhos escatológicos. Esqueça. A nova produção dele faz parte de uma outra fase, mais voltada à literatura. O desenhista paulistano prepara uma adaptação do romance português "A Relíquia", de Eça de Queirós (1845-1900).
 
Marcatti já tem 170 páginas desenhadas. O álbum terá 206. O desenhista sabe o número com precisão inglesa. É que sempre imagina a quantidade de páginas antes de iniciar a ilustração da obra. E cumpre à risca. Assim como o prazo de entrega. Tem até o fim de novembro para encaminhar a versão final à Conrad, editora que vai publicar o material. Deve sair no começo do ano que vem.
 
A idéia, conta Marcatti, surgiu de uma conversa com a editora. O desenhista disse que gostaria de adaptar alguma obra literária. Sugeriram "A Relíquia", livro de 1887, algo que fugia completamente ao seu estilo. "Eu também achei muito estranho. Nunca tinha lido Eça de Queirós", diz. Após a leitura, a estranheza deu lugar à surpresa. "Fiquei embasbacado. É engraçado como ele [Eça de Queirós] constrói uma história superpolida, mas, na verdade, chuta o pau da barraca."
 
 
O livro mostra o jovem Teodorico Raposo, um órfão que é criado pela tia, uma mulher religiosa e bem relacionada com a alta-sociedade portuguesa. Teodorico, já adulto, viaja ao Egito e à Palestina. A tia e outras pessoas pedem a ele que traga de lá uma relíquia, o mote da trama, que Marcatti não pretende alterar. "Me senti com receio de trair a história em si", diz. Por isso, nada de escatologia. Segundo ele, não há espaço para isso.
 
Francisco de Assis Marcatti, ou só Marcatti, acredita que o leitor tradicional de seus trabalhos (como "Fráuzio") vai estranhar a notícia da adaptação. Mais a notícia do que o álbum em si. O traço é fiel ao estilo que o tornou conhecido, como mostram as imagens ao lado.
 
Marcatti conta que a mudança para um viés mais literário é nova apenas para o público. Ele concorda que "A Relíquia" é o ápice dessa transição, mas vê como marco da alteração de rumo o álbum "Creme de Milho com Bacon", de 1991. Seria o início de um amadurecimento, que se consolidou com a obra de Eça de Queirós. A adaptação do romance é uma série de primeiras vezes (expressão curiosa, se levada em conta a natureza da maioria dos quadrinhos do cartunista). É a primeira vez que trabalha com um texto literário, é a primeira vez que molda do zero algo escrito por outra pessoa, é a primeira história de época que faz.
 
O desenhista está hoje com 44 anos. Sua trajetória profissional no mundo dos quadrinhos começou em 1977, com a história "Fadiga", publicada na "Papagaio" (revista produzida por um grupo do Colégio Equipe, de São Paulo). Nos anos seguintes, ficou conhecido por fazer quadrinhos com situações escatológicas. O tema volta no próximo trabalho dele, "Quirica Borralheira", álbum que vai ter (de novo, a precisão britânica) 140 páginas. Ainda não começou a produzir o material.
 
O Blog perguntou a ele de onde surgiu esse interesse pela escatologia. "Não tenho a menor idéia. Costumo dizer que eu faço quadrinho infantil... quem gosta de cutucar bosta é criança", brinca.
 
Veja na postagem abaixo mais imagens da obra, divulgadas em primeira mão.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h29
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PRIMEIRAS IMAGENS - A RELÍQUIA, DE MARCATTI

Há uma outra seqüência no site de Marcatti. Para acessar, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h26
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24/10/2006

DYLAN DOG 20 ANOS

BRASILEIRO FAZ CARTAZ PARA MOSTRA ITALIANA DO PERSONAGEM

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ilustração de Wilson Vieira para cartaz da exposição sobre os 20 anos de criação de Dylan Dog
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
  
 
Wilson Vieira é um brasileiro mais conhecido na Itália do que por aqui. Mais conhecido e mais respeitado. É dele a ilustração do cartaz da exposição "Buon Compleanno Dylan" (feliz aniversário, Dylan), que comemora os 20 anos de criação do personagem.
 
Vieira conta que o convite veio de Cristian Fasano, responsável pelo site "dylandogfili", organizador da mostra. "Fasano foi o primeiro a divulgar a minha biografia e relação de trabalhos feitos na Itália, daí o meu carinho especial por ele", diz o desenhista paulistano, que está com 56 anos. Da parceria entre os dois, surgiu a imagem de Dylan Dog, feita há algum tempo, sob encomenda. Estava só esperando um evento para ser usada.
 
"Ele [Fasano] então me escreveu dizendo se podia lhe dar autorizaçao para fazer o cartaz para a mostra vendê-lo sem fins lucrativos. Eu autorizei no ato." O dinheiro arrecadado com o leilão do desenho vai para a Associação "Mauro Emolo", que cuida de pessoas vítimas de doença neuro-degenerativa.
 
A mostra começa no próximo dia 31 e vai até o começo de janeiro. Isso na Itália. Por aqui, o leitor não tem muito motivo para comemorar. As histórias de Dylan Dog deixaram de ser publicadas em fevereiro deste ano, na edição 40. A revista era editada desde 2002 pela Mythos. O personagem era um detetive especializado em desvendar mistérios sobrenaturais.
 
Wilson Vieira desenhou edições italianas de western no fim dos anos 70. Seu trabalho até hoje é lembrado no país europeu. Ao contrário daqui. O Blog dos Quadrinhos conversou com ele no começo de agosto, quando lançou o faroeste "Gringo - O Escolhido", pela editora Nomad (ver postagem de 02.08). O Blog perguntou, na ocaisão, se o trabalho se via no Brasil o mesmo tratamento recebido na Itália. Resposta: "Infelizmente não. Se não fosse por poucos e bons amigos, os meus trabalhos não seriam publicados ou divulgados, coisa bem diferente por lá, pois ainda hoje sou lembrado como desenhista."

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h52
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METRÓPOLIS

PROGRAMA EXIBE MAIS UMA REPORTAGEM SOBRE HQ

O TV UOL tem nova reportagem sobre quadrinhos, matéria que foi exibida ontem no programa “Metrópolis”, da TV Cultura. É um papo que tive com Sandro Fortunato, organizador do site “Memória Viva”. Ele conta como faz para colocar raridades na página virtual, inclusive capas de primeiras edições de quadrinhos.

 

Fortunato dá ainda dicas de como comprar em sebos. Uma delas: gastar sola de sapato vale bem mais do que ter dinheiro para comprar a edição. Para assistir, clique aqui (somente para o assinante do UOL).

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h22
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23/10/2006

MONTEIRO LOBATO

SPACCA MOSTRA 1ª IMAGEM DA BIOGRAFIA SOBRE O ESCRITOR

Na entrega do Troféu HQMix, o cartunista Spacca anunciou que tinha mais três projetos, todos pela  Companhia das Letras (ver postagem do dia 11.07). O principal era uma biografia de Monteiro Lobato. Ele deu mais detalhes sobre a obra em entrevista veiculada nesta segunda no site Gibizada, de Télio Navega. Também é de lá a ilustração de Lobato, mostrada ao lado.

"Será em PB, uma história longa de 120 páginas que abordará o último terço da vida dele: dos 45 até a morte aos 66", diz o cartunista na entrevista, que afirma ter autorização da família do escritor. "O foco é o petróleo, basicamente a luta de um indivíduo contra o Estado. Naturalmente, por mais que Lobato esbraveje e esperneie, o Estado vence. É uma briga de cachorro grande, envolve o choque com poderosos, interesses estrangeiros, conspirações, intrigas, política."

Spacca venceu quatro categorias do Troféu HQMix deste ano. A premiação foi pelo álbum "Santô e os Pais da Aviação", que conta a biografia de Alberto Santos-Dumont. Antes da obra sobre Lobato, Spacca deve ter outro trabalho publicado pela Companhia das Letras (para comemorar os 20 anos da editora). Vai ser a história do pintor Debret. Há uma prévia no Gibizada. Para acessar, clique aqui.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h42
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QUADRINHÓPOLE

NOVA REVISTA TRAZ QUADRINHOS 100% NACIONAIS

Uma nova revista com quadrinhos nacionais foi lançada neste fim de semana em Curitiba. A "Quadrinhópole" começou com um grupo de desenhistas da cidade paranaense, mas a proposta é crescer e agregar material do país inteiro.

Este primeiro número traz quatro histórias, cada uma de um gênero diferente: "Undeadman: crepúsculo ao amanhecer", de Leonardo Melo e André Caliman; "Invisíveis", de Pablo Casado e Thiago Oliveira; "Seqüestro relâmpago", de Joelson Souza e André Caliman; "Campo de feijãotração", outra de Leonardo Melo, com desenhos de Anderson Xavier.

O único personagem fixo é Jason de Ely, de "Undeadman". A história mostra as aventuras do cavaleiro, amaldiçoado por um feiticeiro a não morrer nunca. É dele a imagem da capa (ao lado).

A revista custa R$ 3 (mais R$ 2 para despesas de postagem). É vendida por meio do site da "Quadrinhópole". Lá também há uma prévia das quatro histórias. Para acessar, clique aqui.

A proposta editorial e de vendas da "Quadrinhópole" se parece muito com a experiência de outra revista nacional, a bem-sucedida "Prismarte". Veja na postagem abaixo.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 16h00
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PRISMARTE

REVISTA NACIONAL JÁ É PUBLICADA HÁ QUATRO ANOS

Uma revista só com quadrinhos nacionais completa este mês 35 edições. Tem mais: a publicação está há quatro anos no mercado. Considerando a realidade editorial brasileira, a notícia poderia até parecer mentirosa. Mas não é, não. A "Prismarte" não só existe como acaba de ganhar nova edição, que começa a ser vendida neste início de semana.

Esta 35ª edição traz reportagens e quadrinhos nacionais. O destaque da capa é "Processo criativo", de Leonardo Santana e Mauro Barbieri. A "Prismarte" ainda é pouco conhecida. Tem sede em Olinda, em Pernambuco, e é mantida pela Pada (sigla da Produtora Artística de Desenhistas Associados).

A revista é vendida pelo correio. O endereço eletrônico é prismarte@prismarte.com.br Cada edição custa R$ 3,30. Para a postagem, são mais R$ 0,70.

O grupo mantém uma página com informações sobre a revista. Para conhecer, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 12h07
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22/10/2006

OS SUPREMOS 2

NOVA ANIMAÇÃO IGNORA MATERIAL CRIADO POR MARK MILLAR

Começou a ser vendida nesta virada de semana a animação "Os Supremos 2" (Paris Filmes, R$ 41,90). O DVD mostra mais uma aventura com os personagens desenvolvidos por Mark Millar (texto) e Bryan Hitch (desenhos) para o universo Ultimate da Marvel Comics (versão modernizada dos heróis da editora norte-americana). Mas com uma diferença: esta segunda história não é baseada nos quadrinhos.

A trama foi criada do zero. Introduz o herói Pantera Negra, rei do pequeno país africano Wakanda, ao universo Ultimate (algo que não ocorreu nos quadrinhos). Na história, ele precisa da ajuda dos Supremos para derrotar Herr Kleiser (não, ele não morreu) e seu grupo de alienígenas Chitauri de mais uma ameaça de dominação global. Wakanda está no centro do conflito.

Não usar material dos quadrinhos fez o desenho perder muitas das características criadas por Millar e Hitch. Os heróis são todos amiguinhos, não há conflito interno. A Viúva Negra assume a liderança do grupo e ensaia um romance com o Capitão América. Um dos heróis morre. Hulk –o grande destaque do primeiro DVD- tem apenas uma aparição relâmpago.

O resultado não é uma aventura dos Supremos. É apenas mais uma aventura, que não soube repetir o acerto do desenho anterior, lançado há um mês (ver postagem do dia 23.09). A primeira aventura se baseou no arco inicial escrito por Millar, tido como uma das melhores histórias de super-heróis dos últimos anos. A Panini publica atualmente o segundo arco na revista "Homem-Aranha – Marvel Millenium".

O maior destaque deste "Os Supremos 2", curiosamente, é a dupla Millar e Hitch. Eles contam num dos extras como criaram a série em quadrinhos. O relato vale o DVD.

Nota: a Marvel descobriu nos desenhos um novo filão. Vem aí "Homem-Ferro" e "Doutor Estranho", animações "criadas do zero", dando "liberdade total aos roteiristas". Para quem é fã de quadrinhos, essas duas expressões dão um medo danado.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 15h12
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21/10/2006

WIZMANIA

REVISTA TRAZ HISTÓRIA INÉDITA DE SUBVERSIVOS

 

 

Seqüência de Subversivos, desenhada por Marcos Paz

 

 

 

A revista Wizmania (ex-Wizard) traz na edição deste mês uma história inédita de Subversivos. O material, escrito por André Diniz, conta histórias ambientadas no período da ditadura militar brasileira. Os desenhos são de Marcos Paz. Há também um texto introdutório, em que o próprio Diniz explica sua criação. O escritor já publicou três álbuns de Subversivos (o primeiro é de 1999) e fez também 13 histórias curtas, que podem ser lidas no site da Nona Arte (http://www.nonaarte.com.br/)

A Wizmania traz ainda uma entrevista com Roy Thomas, antigo escritor da Marvel. A revista completa este mês três anos no mercado brasileiro, algo meritório, ainda mais para uma publicação sobre quadrinhos.

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h38
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20/10/2006

É SÓ ESCOLHER

QUINO E AGUIAR EXPÕEM EM CURITIBA; RUY JOBIM FALA EM SP

Duas dicas de eventos sobre quadrinhos. Em Curitiba, há duas exposições. "Simplesmente Quino" é uma homenagem ao criador da questionadora Mafalda. A mostra reúne 140 trabalhos do desenhista argentino e marca o início das comemorações dos 24 anos da gibiteca municipal. Pode ser vista até fevereiro do ano que vem.
 
A Gibiteca de Curitiba mantém outra exposição, "Quadrinhofilia", com ilustrações de José Aguiar (imagem acima). O premiado desenhista mostra  desenhos de sua carreira e um aperitivo do álbum "Folheteen", álbum que, segundo o autor, será editado pela Devir.
 
Em São Paulo, Ruy Jobim Neto, desenhista e criador das tiras do cachorro Jarbas, faz neste sábado uma palestra/oficina sobre Alberto Santos-Dumont (1873-1932). Primeiro, o cartunista traça, com imagens, a história do aviador brasileiro (como mostra a figura ao lado). Depois, ensina a platéia a fazer humor gráfico com base no que foi exposto. São 25 vagas. As inscrições podem ser feitas até uma hora antes da palestra, que começa às 14h.
 
SERVIÇO 1
Exposições "Simplesmente Quino" e "Quadrinhofilia". Quando: até 25 de fevereiro de 2007. Onde: Solar do Barão. Endereço: rua Carlos Cavalcanti, 533, Centro, Curitiba. 
SERVIÇO 2
Palestra/oficina "Santos-Dumont: do Traço ao Vôo". Quando: sábado (21.10). Horário: das 14h às 17h. Onde: Gibiteca Henfil (fica no Centro Cultural Vergueiro). Endereço: rua Vergueiro, 1000, São Paulo (é perto da estação Vergueiro do Metrô).

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 18h56
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19/10/2006

METAMORFOSE DE LUCIUS

ÁLBUM DE MANARA USA LITERATURA PARA FAZER EROTISMO

Convenhamos: ninguém compra um álbum erótico por causa da história. É o desenho (e o que ele mostra) o destaque desse gênero de quadrinhos. Mas há três outros motivos para ler "A Metamorfose de Lucius", que começou a ser vendido nesta semana (Pixel, R$ 25,90).

Primeiro motivo: Milo Manara. Os desenhos dele credenciam qualquer obra. O quadrinista, de 61 anos, tem uma predileção pelo erótico, e sabe fazê-lo. Para quem gosta do estilo dele –ou das belas e torneadas mulheres desenhadas pelo italiano-, este é um ano particularmente especial. De "Bórgia" a "O Clic", passando por esta "Metamorfose", o ilustrador teve um ano fértil no mercado editorial brasileiro. E tem mais. A Pixel anunciou outro álbum de Manara, "Péntiti". A Conrad deve publicar até o fim do ano a seqüência de "O Clic".

Segundo motivo para ler "A Metamorfose de Lucius": a entrevista de Manara, concedida ao jornalista e crítico de cinema Rodrigo Fonseca. A conversa está nas páginas finais do álbum. É curiosa. Manara conta, veja só, que se escandaliza quando campanhas publicitárias usam sexo para vender produtos. Diz que não faz desenhos vulgares, apenas eróticos, e que vê na pedofilia o limite para a sua arte (algo que não vai fazer). Acha que o futuro dos quadrinhos está nas livrarias, porque a internet estaria condenando as publicações regulares, como os títulos da Sergio Bonelli Editore (de Tex e Dylan Dog, para citar dois personagens).

Manara fala na entrevista que conhece pouco o governo Lula, que tem vontade de conhecer o Brasil e que, daqui, fixou uma coisinha: "O que guardei daí foi a impressão anatômica que as mulheres do seu país deixaram em mim. Principalmente quando falamos dos quadris. Quer dizer... das bundas. E das mulatas."

Terceiro motivo: a introdução elaborada pelo jornalista Gonçalo Junior, um especialista em beldades dos quadrinhos ( é autor de "Tentação Italiana", livro que aborda o tema). Gonçalo divide a obra de Manara em dois momentos. O primeiro seriam histórias mais despudoradas, voltadas ao voyerismo.

A mudança para uma outra fase teria começado nos anos 90, quando insere elementos literários em seus trabalhos.É desse momento artístico "A Metamorfose de Lucius", publicada em 1999. A história, segundo Gonçalo, é baseada em "O Asno de Ouro", de Lúcio Apuleio (século 2º aC.). Um romano, Lucius, transforma-se em burro durante visita à Tessália. Mesmo na forma animal, mantém a consciência humana. Antes e durante a transformação, envolve-se sexualmente com fogosas mulheres. Burro transando? Sim. E surreal. Mas algo possível sabendo que é uma obra de Manara.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 22h30
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SEGUNDO ROUND

CHARGE ELEITORAL GRATUITA (PRÉ-DEBATE)

Está marcado para hoje à noite mais um debate presidencial (ou mais um round presidencial) entre os candidatos Luiz Inácio da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). A charge acima, de Aroeira, capta bem o espírito do encontro, que vai ser exibido pelo SBT. Na primeira reunião entre Lula e Alckmin, na TV Bandeirantes, o clima foi de ataques verbais acirradíssimos.

A previsão é que o debate de hoje, do SBT, comece às 21h10. E será o segundo encontro entre os dois candidatos. A charge de Aroeira foi publicada originalmente no jornal "O Dia".

Categoria: NA MÍDIA

Escrito por PAULO RAMOS às 09h56
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18/10/2006

HQ O QUÊ?

EVENTO PROMOVE DOIS DEBATES SOBRE QUADRINHOS

Dica rápida. Há dois debates sobre quadrinhos na quinta e sexta-feira desta semana. Ambos integram a programação do "HQ o quê?", evento que ocorre em São Paulo. Confira a programação:
 
Dia 19.10
Histórias em quadrinhos nas escolas
Palestrantes: Gualberto Costa (cartunista) e Sonia Bibe Luyten (doutora em comunicação, ex-professora da Universidade de São Paulo e autora de "Mangá - O poder dos quadrinhos japoneses" e "Cultura pop japonesa"). Também participo da mesa (para falar da experiência do livro "Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula", do qual sou co-autor). Após o papo, haverá sessão de autógrafos com os palestrantes.
 
Dia 20.10
Os quadrinhos nacionais conquistando seu espaço
Debatedores: os desenhistas Marcatti ("Mariposa"), André Kitagawa ("Chapa Quente") e Spacca ("Santô e os Pais da Aviação") e o jornalista e escritor Gonçalo Junior ("O Messias"). Após o debate, haverá sessão de autógrafos e show com a banda Samba Concorrência, formada por desenhistas de quadrinhos (a previsão é que o show comece às 20h30).
 
O evento é promovido pela livraria Fnac e pela editora Conrad.
 
SERVIÇO
HQ o quê? Quando: quinta e sexta-feira (dias 19 e 20). Horário: 19h. Onde: Fnac (unidade Pinheiros). Endereço: av. Pedroso de Morais, 858, Pinheiros, São Paulo. Quanto: gratuito.

Categoria: DICA

Escrito por PAULO RAMOS às 08h58
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17/10/2006

HQ NA TV CULTURA

METRÓPOLIS CRIA QUADRO COM NOTÍCIAS SOBRE QUADRINHOS 

O Metrópolis, da TV Cultura, criou um quadro só com notícias sobre histórias em quadrinhos. Fui convidado para comandar o quadro, assumindo a função de crítico de HQ do programa. A proposta é fazer resenhas de lançamentos e reportagens sobre o tema. O programa deu total liberdade para que eu produzisse e selecionasse o material que vai ao ar. As gravações são semanais e rendem cerca de oito matérias por mês. Estreei na função no meio de setembro.

O convite para fazer o quadro é antigo. A negociação ganhou força nos últimos meses por causa deste blog. Na verdade, é uma volta à TV Cultura, casa onde trabalhei durante três anos e onde tenho grandes amigos. Fui âncora e editor-executivo do telejornal Diário Paulista entre 2001 e 2003. Também substituía o jornalista Heródoto Barbeiro na apresentação do Jornal da Cultura no mesmo período.

Não é a primeira vez que o Metrópolis cria um espaço assim. Por muito tempo, os colegas do site Omelete mantiveram no programa um quadro com lançamentos e curiosidades sobre quadrinhos.

O Metrópolis foi criado em 1988 e é especializado na cobertura de notícias culturais. É transmitido de segunda a sexta-feira às 12h30. Há uma segunda edição à noite, após o Jornal da Cultura (19h50).

Não há um dia certo para o quadro ir ao ar. Após serem exibidas na TV, as reportagens ficam disponíveis no site TV UOL. Já há material de quadrinhos lá. Para acessar, clique aqui.

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 10h18
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MENINA NÃO ENTRA

NOVO ÁLBUM DE LULUZINHA MEXE COM SAUDOSISMO DO LEITOR

Há uma contradição na personagem Luluzinha. Ela foi feita originalmente para agradar o público infantil. Hoje, quem diria, é o adulto o principal comprador das peripécias ingênuas da garota sapeca. A explicação é simples: o leitor-mirim cresceu e, agora, já adulto, quer relembrar uma parte importante da infância. É esse o espírito de "Luluzinha - Menina Não Entra?!", segundo álbum com histórias dela (Devir, R$ 23), que começa a ser vendido nesta terça-feira.

O ar de volta ao passado começa no título. "Menina não entra" é a expressão usada por Bolinha e sua turma (só de garotos, não custa relembrar) para barrar a entrada de Lulu e suas amigas no clubinho que eles mantêm (tema da primeira história do álbum). A frase é usada até hoje no Brasil. Assim como "clube do bolinha", outra referência aos personagens, incorporada à nossa cultura verbal.

O álbum recupera as primeiras aventuras da personagem, material que começou a ser reeditado nos Estados Unidos no fim dos anos 90 (hoje, já são mais de dez volumes). As histórias são do primeiro semestre de 1949 e foram publicadas originalmente na revista "Little Lulu" (números nove a doze).

Luluzinha foi criada em 1935 na revista "Saturday Evening Post". A menina foi idealizada por Marjorie (Ou Marge") Henderson Buell. Na segunda metade dos anos 40, a personagem migrou para as revistas em quadrinhos. Marge levava o crédito, mas quem produzia as histórias era John Stanley (algo parecido com a relação entre Carl Barks e Walt Disney: este levava os créditos pelo trabalho daquele). Se Marge criou a forma de Luluzinha, Stanley deu-lhe alma. É dessa fase o material lançado hoje.

As histórias de Luluzinha foram muito populares no Brasil. A personagem começou a ser publicada no fim da década de 50, na extinta editora de O Cruzeiro. Depois, migrou para a Abril e lá ficou, até a revista ser cancelada nos anos 90.

O primeiro volume de Luluzinha ("Luluzinha Vai às Compras") saiu em maio deste ano. A Devir programou novos álbuns da personagem para 2007.

Veja na postagem abaixo, em primeira mão, uma prévia de "Luluzinha – Menina Não Entra?!"

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h06
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PRÉVIA EXCLUSIVA - LULUZINHA

Categoria: NOTÍCIA

Escrito por PAULO RAMOS às 23h01
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16/10/2006

QUANTA PRODUÇÃO!

DESENHISTAS FAZEM A ARTE; OS FÃS, AS PERGUNTAS

Dica rápida. Na próxima sexta-feira, está marcada a terceira edição do "Quanta Produção!". A idéia é a seguinte. Um grupo de desenhistas é colocado numa sala. Outro grupo, de curiosos ou de futuros desenhistas, tem a oportunidade de acompanhar o trabalho e fazer perguntas.
 
17 desenhistas vão participar do evento, promovido pela Quanta Academia, de São Paulo. Entre os convidados, estão Roger Cruz, Ivan Reis, Renato Guedes, Joe Prado, Sam Hart, Orlando, Gabriel Bá e Fábio Moon.
 
Detalhe importante: só pode participar quem estiver inscrito. Há por volta de 30 vagas. Os organizadores cobram uma taxa de R$ 60. O "Quanta Produção!" está marcado para começar às 20h.
 
INSCRIÇÕES
Telefone: (11) 3214-0553